sábado, 17 de dezembro de 2011

Sergio Britto foi um homem de teatro absoluto, diz Cleyde Yáconis; leia repercussão


Atualizado às 17h38.
Colegas de palco, diretores e críticos lamentaram a morte de Sergio Britto na manhã deste sábado (17), no Rio. O ator e diretor morreu por conta de problemas cardiorrespiratórios aos 88 anos.
Confira abaixo a repercussão de sua morte:
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"Ele foi um homem de teatro absoluto. Tinha o bom humor e o ensinamento de quem ama a vida. Deve ter partido muito feliz, porque viveu como quis. Foi uma pessoa muito especial."
Cleyde Yáconis, atriz; atuou com Sergio Britto em "Longa Jornada de um Dia Noite Adentro"
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"Neste momento de perda para todos nós, brasileiros, quero me solidarizar com os parentes, amigos, companheiros de profissão e admiradores de Sérgio Britto."
Dilma Rousseff, presidente
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"Conheci o Britto com 16 anos, em Londres. Foi um cara que apoiou muito o meu trabalho. Fizemos em 1985 a peça 'Quatro Vezes Beckett'. Foi uma montagem que abriu muitas portas. Estou tristíssimo."
Gerald Thomas, diretor de teatro
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"O mundo não vai ser o mesmo sem ele. Minha primeira peça, 'A História dos Primeiros Amores', foi escrita pra ele fazer. O Sergio é a história do teatro brasileiro, esteve presente em todos os momentos."
Domingos Oliveira, ator e diretor
Luciana Whitaker - 26.abr.95/Folhapress
O ator e diretor teatral, Sérgio Britto, entre fitas de vídeo da sua videoteca
O ator e diretor teatral, Sérgio Britto, entre fitas de vídeo da sua videoteca
"Ele era uma pessoa de dedicação ímpar ao teatro. Começou com o teatro universitário, em 1948, e não parou mais. Foi também diretor, organizou muitos cursos. Vai fazer muita falta ao país."
Barbara Heliodora, crítica de teatro
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"Amou demais a vida, o teatro. Tinha prazer tanto no teatro mais oficial quanto nas experiências de vanguarda. Eu dirigi a última peça dele, "Recordar É Viver". A gente sabia que era o princípio do fim mesmo. Ele cumpriu um ciclo."
Eduardo Tolentino, diretor do grupo Tapa
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"O Sérgio não gostava de ser tratado com reverência, como mito. Eu sempre o enxerguei como um operário do teatro. Era uma disponibilidade ao trabalho, uma paixão, dedicação, disciplina, profissionalismo para tudo que viesse."
Isabel Cavalcanti, atriz
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"Foi uma pessoa de grandeza imensa. No dia que saiu a crítica da peça "Recordar É Viver", ele me ligou para me dar uma força, porque o texto foi muito negativo. Devo muito a ele, porque a peça aconteceu porque ele quis que acontecesse, se empenhou para isso."
Hélio Sussekind, autor de "Recordar É Viver"
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"Grande companheiro, grande ator, sempre escolheu peças de autores realmente grandiosos. Fez o primeiro Horácio quando Sergio Cardoso fazia o Hamlet. Grande nome da televisão quando encantava a todos com sua cultura e ensinava aos jovens um caminho a percorrer. Oitenta e oito anos, na verdade trabalhou muito e transcendeu o seu dom de ator numa respeitável medida. A evolução de sua vida é um alargamento de sua consciência, pelo cultivo de si mesmo, que só se detém na morte. Um ator e diretor consciente de sua misteriosa humanidade. Grande perda. Seu destino foi escolhido para a vida e a arte."
Antonio Abujamra, ator e diretor
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"A partida de Sérgio Britto nos arranca subitamente uma personalidade única, um dos mais talentosos atores e um grande diretor teatral que se tornou uma confluência, ele próprio, de alguns dos mais importantes movimentos do nosso teatro e de nossa cultura. Suas interpretações inesquecíveis no teatro, no cinema e na televisão, assim como sua postura política em momentos decisivos, deixam a marca de sua grandeza. Neste momento doloroso, me junto aos parentes, amigos e a todos os admiradores de sua arte."
Ana de Hollanda, ministra de Estado da Cultura

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