A Mesa Diretora do Senado aprovou nesta terça-feira (20) um pedido de informações ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) para que explique por escrito suas atividades de consultoria antes de assumir a pasta. A informação foi dada pelo primeiro-secretário da Casa, senador Cícero Lucena (PSDB-PB).
De acordo com Lucena, que participou de reunião da Mesa hoje, é de praxe encaminhar os pedidos de informação protocolados pelos senadores.
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"Todos os requerimentos foram aprovados, inclusive este", disse a jornalistas. "A Mesa [Diretora] vai encaminhar o pedido. Se ele vai responder ou não, aí é outra coisa."
Na quinta-feira (15), o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), encaminhou o requerimento de informações à Mesa. No documento, o líder tucano pede detalhes sobre as consultorias prestadas pelo ministro antes de assumir o comando da pasta e após deixar a Prefeitura de Belo Horizonte.
Dias pede também que Pimentel envie cópias das notas fiscais emitidas pelos serviços prestados.
A partir do momento em que receber o requerimento, Pimentel, amigo da presidente Dilma Rousseff desde os tempos de ativismo político no regime militar (1964-1985), terá 30 dias para enviar as explicações.
Segundo reportagens, o ministro teria recebido R$ 2 milhões pelas consultorias prestadas por sua empresa. Pimentel argumenta que o valor é menor do que o informado e compatível com a remuneração do mercado para executivos.
A mídia também divulgou que uma das empresas que contrataram a consultoria do atual ministro manteve contratos com a prefeitura da capital mineira quando Pimentel era prefeito, e que ele teria recebido por palestras que não deu.
Informações divulgadas pela imprensa geraram suspeitas de tráfico de influência que levaram Antonio Palocci a deixar em junho o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, após a divulgação de dados relacionados a sua empresa de consultoria. Na ocasião, ele negou-se a divulgar a relação de clientes para os quais prestou serviços antes de assumir a Casa Civil.
Desde o início do governo Dilma, sete ministros já deixaram os cargos, seis deles em meio a denúncias de irregularidades.
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