sábado, 17 de dezembro de 2011

Santos e Barcelona, uma final dos sonhos no Mundial



Neymar, o melhor das Américas, encara Messi, o melhor do mundo, no Japão

Messi, do Barcelona, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa em Yokohama, no Japão
Messi, do Barcelona, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa em Yokohama, no Japão - Keita Yasukawa
Além de reunir o melhor time das Américas e a melhor equipe da Europa, o jogo deste domingo serve como tira-teima - europeus e sul-americanos têm 25 títulos cada nos campeonatos intercontinentais
Mundial de Clubes já teve vários formatos, passou por diferentes palcos e reuniu equipes de diversos países. Havia muito tempo, porém, uma decisão do torneio não era tão aguardada. Na melhor final que se podia imaginar nesta temporada, o Santos - do jovem craque Neymar, o principal astro em ascensão do futebol internacional - e o Barcelona - do supercraque Messi, detentor indiscutível do título de melhor do mundo - entram em campo às 8h30 de domingo (no horário de Brasília), no Estádio Internacional de Yokohama, para decidir quem carregará em sua camisa o distintivo dourado da Fifa até dezembro de 2012, ostentando no uniforme o emblema que comprova que aquele é o clube campeão do mundo. Se for o vencedor, o Santos chegará a três títulos mundiais, alcançando o São Paulo como time brasileiro mais vencedor na competição. Se a taça ficar com o Barça, a equipe da Catalunha será bicampeã mundial - e acabará com a escrita de sempre perder nas decisões de Mundial para equipes brasileiras (caiu diante do São Paulo, em 1992, e do Inter, em 2006).

A partida coloca frente a frente dois dos principais jogadores de futebol das últimas décadas -um deles já consolidado como um grande craque, e o outro, em meio a uma espetacular ascensão, que já promete até um futuro título de melhor do mundo. Todos os olhos estarão voltados para Neymar e Messi, é claro - mas há muitos outros que podem decidir o título, desde os brasileiros Ganso, Elano e Borges até os catalães Xavi, Iniesta, Fábregas e Pedro. Ao lado do campo, os técnicos Pep Guardiola e Muricy Ramalhoperseguem um título que ampliará sua fama de papa-títulos - ambos têm currículos extensos de vitórias e troféus. O Santos valoriza mais a competição - e tem muito mais a ganhar em caso de vitória em Yokohama -, mas o Barcelona já deixou claro que valoriza de verdade o torneio, até porque só conseguiu vencê-lo uma vez. Além de reunir o melhor time das Américas e a melhor equipe da Europa, o jogo deste domingo serve como tira-teima - europeus e sul-americanos têm 25 títulos cada nos campeonatos intercontinentais. Quem ganhar também dará ao seu continente a hegemonia na disputa, que começou em 1960 (quando a taça ainda não tinha chancela da Fifa).

O Santos conquistou seu bicampeonato logo no início da história da competição, ainda nos tempos de Pelé. Em 1962, a equipe paulista derrotou o Benfica na decisão, que na época era disputada em dois jogos, um na casa de cada equipe. O Santos bateu os portugueses tanto no Brasil como em Lisboa. No ano seguinte, o adversário era o Milan, e foi necessário disputar uma terceira partida para erguer a taça - depois de uma vitória para cada lado, o Santos ganhou a partida de desempate. Além de ter vencido os dois Mundiais que disputou, o time brasileiro conta com o retrospecto fraco do Barça - que só ganhou uma das três finais disputadas, no sufoco, contra o Estudiantes, na prorrogação. Mas na história do confronto entre as duas equipes, o Barça leva a melhor, com três vitórias e só um revés. A única vitória do Santos foi em 1959, com Pelé em campo, e de goleada: 5 a 1. Depois de meio século sem vencer dos catalães, a equipe paulista disputa o que pode ser o jogo mais importante de sua história, revivndo os tempos de glória da geração de Pelé e voltando ao cenário internacional com força máxima. Depois das sonolentas semifinais entre Santos e Kashiwa Reysol e entre Barcelona e Al Sadd, chegou a hora do jogo que todos esperavam.

Para acreditar numa vitória contra o Barça

O Santos não precisa entrar em campo achando que é zebra. O rival também tem problemas…

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Contusões inesperadas

O Barça tem três opções para o comando do ataque, mas pode ter apenas uma - a pior delas - no jogo de domingo. O espanhol David Villa sofreu uma fratura no jogo de estreia, contra o Al Sadd, e já voltou à Catalunha. Seu substituto, o chileno Alexis Sanchez (que marcou o primeiro gol no clássico contra o Real Madrid, há uma semana), também teve de sair de campo, ao sentir dores no decorrer da partida. Se não puder jogar, Guardiola terá apenas uma opção, Pedro - um jogador competente, mas não muito mais que isso. Se for bem marcado, o atacante reserva pode passar em branco na partida.
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