segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Por que 1 soldado israelense vale 1.000 presos palestinos


Acordo concluído no domingo, levou Hamas a soltar Gilad Shalit após 5 anos
Gabriela Loureiro

Gilad Shalit faz continência ao encontrar o premiê israelense - AFP

Entenda o caso


  1. • Em outubro, Israel libertou 477 presos palestinos no primeiro contingente de um total de 1.027 a serem soltos, conforme acordo fixado com o Hamas; os outros 550 ganharam a liberdade em 18 de dezembro.
  2. • Em contrapartida, o grupo palestino soltou o soldado israelense Gilad Shalit, que era mantido refém desde junho de 2006.
  3. • Centenas de prisioneiros palestinos não retornarão a suas casas na Cisjordânia ou Jerusalém Oriental por serem considerados muito perigosos - a maioria cumpre pena perpétua por assassinato.




















Neste final de semana, Israel finalizou o acordo de troca de prisioneiros palestinos pelo soldado Gilad Shalit, sequestrado por milícias em junho de 2006. Nesta segunda fase, concluída no domingo, 550 pessoas ganharam a liberdade- a maioria na Cisjordânia. Apenas dois presos permanecerão encarcerados, por terem cometido crimes contra vida. O primeiro contingente, de 477 criminosos, foi solto há dois meses, no mesmo dia em que Shalit voltou para casa.
Ao voltar para casa, o soldado israelense disse ter esperanças de que "este acordo ajude a realizar a paz entre os dois lados, israelenses e palestinos". Contudo, a história de uma região que vive sempre na iminência de um novo conflito mostra que o sonho do soldado ainda está muito longe de acontecer. Entenda as razões, na lista abaixo:
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Por que Gilad Shalit é tão importante?

Gilad Shalit faz continência ao encontrar o premiê israelense Benjamin Netanyahu
Desde que Gilad Shalit foi capturado pelo Hamas, em junho de 2006, o Exército israelense lutava para resgatá-lo, com uma série de ataques à Faixa de Gaza (região controlada pelo grupo radical palestino). Enquanto isso, os pais do soldado, Noam e Aviva, pressionavam o governo israelense para negociar a libertação: em protesto, chegaram a ficar dois anos acampados em uma barraca ao lado da casa do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. O caso ganhou repercussão internacional depois que a França - país do qual Shalit também tem nacionalidade - manifestou seu apoio ao soldado, que recebeu uma carta do presidente Nicolas Sarkozy afirmando que ele jamais seria abandonado.

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