Em SP, quatro estradas são interditadas por manifestantes
Pelo menos 12 rodovias brasileiras foram bloqueadas por manifestações na manhã desta quinta-feira, dia de mobilização nacional das centrais sindicais de todo o Brasil. Os bloqueios atingiam às 9h50 vias de pelo menos três Estados, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia.
São Paulo
As rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Anhanguera e a Via Dutra estavam bloqueadas às 9h.
As rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Anhanguera e a Via Dutra estavam bloqueadas às 9h.
Na rodovia Anchieta, o trânsito estava bloqueado no quilômetro 65, na entrada de Santos, no sentido Baixada Santista. No quilômetro 65, em São Bernardo do Campo, um segundo protesto bloqueava a pista sentido São Paulo. O tráfego é desviado para dentro da cidade. Na Cônego Domênico Rangoni, que também faz parte do sistema Anchieta-Imigrantes, o tráfego foi interditado em ambos os sentidos no quilômetro 268.
Em Jundiaí, manifestantes bloquearam a pista da rodovia Anhanguera em direção à capital paulista. O acesso ao Distrito Industrial foi interditado, na altura do quilômetro 62.
A rodovia Presidente Dutra teve três trechos bloqueados devido à manifestação de populares. Em São José dos Campos, as interdições ocorreram na altura do quilômetro 146, na pista sentido Rio de Janeiro, onde o bloqueio começou por volta das 5h30 e terminou às 8h, e no quilômetro 143, no momento em que a pista foi fechada nos dois sentidos às 6h30. Segundo a CCR Nova Dutra, às 9h30, o único trecho que permanecia bloqueado era em Caçapava. O trânsito estava paralisado do quilômetro 121 ao quilômetro 124, no sentido São Paulo, e do quilômetro 129 ao 124, no sentido Rio.
Rio Grande do Sul
Ao menos cinco rodovias estavam bloqueadas no Estado nesta manhã: BR-116, BR-285, BR-290, BR-293 e BR-392
Ao menos cinco rodovias estavam bloqueadas no Estado nesta manhã: BR-116, BR-285, BR-290, BR-293 e BR-392
Na BR-116, houve bloqueios em Canoas e Sapucaia, na região metropolitana de Porto Alegre, e em Caxias do Sul, na serra gaúcha. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, às 9h30 a pista havia sido liberada em Canoas, persistindo os demais bloqueios.
Também na Grande Porto Alegre, um protesto bloqueou o vão móvel da ponte que cruza o lago Guaíba, na BR-290. Em seguida, os manifestantes ocuparam a praça de pedágio de Eldorado do Sul, no quilômetro 110 da rodovia, liberando as cancelas.
Em São Borja, na fronteira com a Argentina, manifestantes bloquearam a ponte que liga os dois países, na altura do quilômetro 676 da BR-285, por volta das 7h30.
Houve dois bloqueios distintos na BR-293. Às 7h, cerca de 40 manifestantes bloquearam a pista no quilômetro 108 da rodovia, em Pinheiro Machado. Uma hora depois, um segundo grupo bloqueou a pista no quilômetro 15, em Capão do Leão. Em Rio Grande, no sul do Estado, a BR-392 foi bloqueada em dois trechos distintos, nos quilômetros 8,9 e 2,4.
Bahia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabiliza três rodovias bloqueadas no Estado. Em Eunápolis, manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditaram os dois sentidos da BR-116, na altura do quilômetro 694. Em Barreiras, a manifestação dos sem-terra ocorria no quilômetro 827 da BR-242. Houve também interrupção dos quilômetros 604 e 518 da BR-324.
Greve geral
Milhões de trabalhadores prometem cruzar os braços e paralisar serviços fundamentais como bancos, indústria, obras, transporte público e construção civil em várias cidades. Entre as entidades que aderiram a paralisação nacional estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Milhões de trabalhadores prometem cruzar os braços e paralisar serviços fundamentais como bancos, indústria, obras, transporte público e construção civil em várias cidades. Entre as entidades que aderiram a paralisação nacional estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Chamado pelos sindicatos de greve geral, o movimento - que pegou carona na onda de protestos que atingiu diversas cidades brasileiras em junho - é o quarto desse tipo em 190 anos, desde a Independência (7 de setembro de 1822). Em 2013, a novidade é a unificação dos sindicatos e movimentos sociais em uma pauta que cobra o avanço do Brasil.
saiba mais
Veja a lista divulgada pela Força Sindical das cidades que devem participar do dia de paralisações:
| ESTADO | CIDADES |
| Amazonas | Manaus |
| Alagoas | Maceió |
| Bahia | Salvador, Itabuna, Alagoinhas, Brumado, Caetité, Jequié, Camaçari, Nazaré, São Roque e Itabuna |
| Ceará | Fortaleza |
| Distrito Federal | Brasília |
| Espírito Santo | Vitória |
| Goiás | Catalão e Anápolis |
| Mato Grosso | Cuiabá |
| Mato Grosso do Sul | Campo Grande |
| Minas Gerais | Belo Horizonte e Ipatinga |
| Pará | Belém |
| Paraná | Curitiba |
| Pernambuco | Recife |
| Rio de Janeiro | Rio de Janeiro, Volta Redonda e Resende |
| Rio Grande do Norte | Natal |
| Rio Grande do Sul | Porto Alegre e Região Metropolitana |
| Santa Catarina | Florianópolis, Criciúma, Itajaí e Chapecó |
| São Paulo | São Paulo, Osasco, Santo André, Guarulhos, São Caetano, Santos, Barretos, Marília, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Franca, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Lorena, Araçatuba, entre outras. |
| Sergipe | Aracaju |
Colaborou com esta notícia o internauta Moisés Rosa, de São José dos Campos (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
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