O corte era amplamente esperado. Em abril, o presidente do BCE, o italianoMario Draghi, já antecipara que a autoridade monetária estava pronta para agir. O anúncio foi feito em Bratislava, durante uma reunião do Conselho da instituição.
Em tese, o corte da taxa básica de juro estimula a economia, já que os bancos obtêm dinheiro mais barato e podem também oferecer taxas de juro mais baixas para as empresas. Dessa forma, estas se sentem estimuladas a investir, gerando empregos.
Mas especialistas alertam que um corte tão pequeno numa taxa de juro já baixa não traz muitos resultados. O desemprego na zona do euro está em 12,1%, a maior desde a introdução da moeda única, em 1999.
A taxa de juro também é usada como instrumento para controlar a inflação. Juro mais alto desestimula o consumo, ao passo que juro mais baixo facilita o parcelamento de compras, estimulando assim o consumo. Um consumo elevado pode, por sua vez, forçar a alta de preços, gerando inflação.
Mas a inflação na zona do euro está em baixa e alcançou 1,2% em abril, abaixo da meta de 2%. Também por essa lógica, portanto, a redução da taxa básica de juro se justifica. (Do ucho.info com DW e agências internacionais)
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