Polícia teria dito que sem a placa do veículo nada poderia ser feito.
Investigação acabou nesta sexta-feira (19). Motorista assumiu crime.
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Sem ajuda da polícia, o militar do Exército Luís Evandro da Silveira Azeredo, de 39 anos, encontrou sozinho o motorista que atropelou e negou socorro ao seu pai, de 62 anos.
O atropelamento, que deixou a vítima com ferimentos nos braços, pernas e cabeça, ocorreu às 5h40 do último sábado (13) em Taubaté, mas o motorista só foi encontrado nesta sexta-feira (19). (Veja vídeo do acidente ao lado)
Foram sete dias de investigação do militar que tinha como objetivo fazer justiça ao seu pai. Segundo ele, a investigação começou no dia do acidente, que ocorreu quando o porteiro Honório de Azeredo, de 62 anos, chegava ao trabalho em um prédio na avenida Emílio Winther, no Centro de Taubaté.
As imagens de segurança do prédio mostram o momento em que a vítima foi atingida pelo veículo que passava em alta velocidade enquanto tentava entrar no estacionamento do local. Como as câmeras de segurança foram instaladas para registrar a entrada da garagem, o veículo foi filmado de lado.
"A polícia me disse no dia do acidente que como não aparecia a placa do carro nas imagens, não tinha como fazer nada. Então, eu decidi ir atrás para o motorista pagar pelo que fez", afirmou Azeredo ao G1.
Como as imagens do prédio onde o pai trabalha não registraram detalhes do veículo nem do motorista, Azeredo decidiu pegar pedaços do veículo que caíram no chão após a colisão e levar para empresas do setor e para amigos que trabalham em montadoras da região.
Com as peças e ajuda dos amigos, ele conseguiu descobrir o modelo, cor e o período de fabricação do veículo. Paralelo a identificação do veículo por meio das peças, ele tentou levantar outras imagens do momento do acidente.
"Fui em todos os comércios vizinhos ao local para ver novas imagens. Eu chegava no lugar, explicava toda a história, mostrava o vídeo que eu já tinha, e eles me deixaram ver as imagens, apesar de não me ceder os vídeos", disse ao G1.
Por meio dos outros vídeos e com a ajuda de um amigo, ele conseguiu descobrir a placa do veículo, que para dificultar um pouco mais o objetivo de Azeredo, estava em nome de uma financiadora.
"Fui atrás da financiadora e lá me falaram o primeiro nome de quem tinha comprado o carro. Então, comecei a fazer pesquisas nas redes sociais junto com amigos até encontrar o motorista. Depois com a ajuda dos amigos descobri onde ele morava", disse.
Os dados foram apresentados para a Polícia Civil por volta do meio-dia desta sexta-feira (19).
A polícia informou que o motorista assumiu o crime e foi autuado pelo crime de omissão de socorro, mas vai responder pelo caso em liberdade. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou ainda que o carro do motorista foi apreendido.
A polícia informou que o motorista assumiu o crime e foi autuado pelo crime de omissão de socorro, mas vai responder pelo caso em liberdade. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou ainda que o carro do motorista foi apreendido.
"Não é muito comum a própria vítima ir atrás dessa forma. Graças a ação dele conseguimos dar andamento ao proesso que nem iria chegar na delegacia porque no dia não foi registrado no Boletim de Ocorrência que o acidente deixou vítimas", afirmou o delegado titular da DIG, Juarez Totti ao G1. Segundo ele, o motorista só foi liberado porque não foi feito flagrante. "Ao contrário, por negar socorro, ele poderia até ser preso sem direito a pagar fiança", disse.
Crime
O especialista em trânsito Sérgio Ejzemberg afirmou que omitir socorro após um acidente é um crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro que prevê de 6 meses a um ano de prisão. “Ninguém quer se envolver em um acidente; agora se a pessoa se evade para fugir da responsabilidade ela passa a ser um criminoso. O motorista do bem não vai ficar preocupado apenas com a lei, mas sim com o que a consciência manda, que é ajudar o ser humano prejudicado e saber se ele está bem”, disse.
Outro lado
A Polícia Militar informou que registrou boletim de ocorrência sobre o acidente e que apresentou a ocorrência na delegacia, mas que nada poderia fazer em relação ao outro veículo no dia do acidente. Segundo a PM, cabe à Polícia Civil a responsabilidade de investigar e encontrar o proprietário do veículo.
O especialista em trânsito Sérgio Ejzemberg afirmou que omitir socorro após um acidente é um crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro que prevê de 6 meses a um ano de prisão. “Ninguém quer se envolver em um acidente; agora se a pessoa se evade para fugir da responsabilidade ela passa a ser um criminoso. O motorista do bem não vai ficar preocupado apenas com a lei, mas sim com o que a consciência manda, que é ajudar o ser humano prejudicado e saber se ele está bem”, disse.
Outro lado
A Polícia Militar informou que registrou boletim de ocorrência sobre o acidente e que apresentou a ocorrência na delegacia, mas que nada poderia fazer em relação ao outro veículo no dia do acidente. Segundo a PM, cabe à Polícia Civil a responsabilidade de investigar e encontrar o proprietário do veículo.
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