terça-feira, 2 de outubro de 2012

Romário quer investigação sobre COB e Comitê Rio 2016



Ex-atacante sobe o tom das críticas dirigidas a Carlos Arthur Nuzman, que preside as duas instituições e é candidato único para a eleição do Comitê Olímpico Brasileiro, na sexta-feira

Romário durante coletiva de imprensa, em Brasília
Romário durante coletiva de imprensa, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters )
O deputado federal Romário (PSB) anunciou nesta terça-feira que vai apresentar uma proposta de fiscalização e controle na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara para investigar o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Rio 2016, órgão brasileiro na organização da Olimpíada do Rio de Janeiro. Os dois órgãos são presididos por Carlos Arthur Nuzman - no COB ele é o presidente desde 1995. Nuzman é candidato único na eleição da entidade que será realizada nesta sexta-feira.
O ex-atacante da seleção brasileira de futebol tem aumentado o tom das críticas contra o presidente do COB desde o caso do furto de dados do comitê organizador da Olimpíada de Londres por funcionários do Comitê Rio 2016. Romário pretendia realizar um pronunciamento em plenário, mas como a Câmara está em recesso branco e não houve quórum, o deputado publicou em seu site o discurso que pretendia fazer.
A proposta de fiscalização e controle, instrumento defendido pelo deputado, é um pedido oficial da Câmara para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça auditoria em algum órgão determinado. A proposta de Romário é para fiscalizar a venda de ingressos para os Jogos, auditar a aplicação de recursos no COB e as contas da própria entidade.
Romário pedirá ainda, por meio de requerimento, que o governo federal apure o roubo de dados por integrantes do Comitê Rio 2016, além das suspeitas de que fato semelhante aconteceu durante a preparação do Panamericano de 2007. O deputado afirmou ainda ser sua preocupação a forma como serão vendidos os ingressos para o evento no Rio de Janeiro.
O deputado concluiu seu pronunciamento pedindo que a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, cumpram a intenção de só repassar recursos públicos a entidades esportivas que limitem os mandatos de seus presidentes.
(Com Agência Estado)
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Por que as demissões não tinham sido divulgadas?

O comitê da Rio-2016 é uma entidade privada, mas o assunto é de interesse geral e a realização dos Jogos envolve o uso de verbas públicas. Se os funcionários cometeram apenas um erro de procedimento e os dados transferidos não eram de extremo sigilo, por que não anunciar publicamente essas punições no momento do ocorrido (em meados de setembro)?

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