AMEAÇAS DO ESPAÇO
Cometa Siding Spring tem uma chance real, ainda que pequena, de atingir Marte
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Um casal de turistas espaciais não é a única coisa com passagem marcada para Marte. O cometa C/2013 A1 (Siding Spring) também está a caminho. Descoberto em 3 de janeiro, alguns cálculos de sua órbita, afirma o astrônomo Phil Plait, estimam que o cometa passe a 37.000 km da superfície do planeta em outubro de 2014 – a mesma altitude, aproximadamente , em que os satélites de comunicação orbitam a Terra, e uma distância excepcionalmente curta em termos astronômicos. O site oficial da NASA afirma que a “maior aproximação” entre o cometa e Marte será de algo em torno de 100.000 km.
Mas a distância mínima de “maior aproximação” é zero. Os cometas não se movimentam de forma previsível em suas rotas, como os planetas. Os gases que são emitidos a partir de suas superfícies os aquecem e alteram suas trajetórias. Portanto, embora as chances sejam mínimas (quão mínimas ninguém consegue dizer ainda), o cometa tem uma chance real, ainda que pequena, de chegar a atingir o planeta.
O que seria interessante, por todos os pontos de vista. Primeiro, a cena seria simplesmente espetacular. Dada a incomum velocidade do cometa (tão rápido que é possível que tenha vindo de fora do sistema solar) e o fato de que o corpo celeste está se movendo na direção errada em torno do sol, de acordo com o ponto de vista de um planeta, Plait estima que o impacto poderia gerar uma explosão equivalente a um bilhão de megatons de TNT. Este seria um evento da mesma escala que aquele que extinguiu os dinossauros há 65 milhões de anos. Caso o cometa seja realmente tão grande, e caso atinja a face de Marte voltada para a Terra (tudo indica que esse será o caso, mas seria possível que o choque se desse na face oposta), a explosão poderia ser visível a olho nu, mesmo sob a luz do dia.
Vale notar que, para o C2013 A1 (Siding Spring), isto é o que mais se aproxima de um efeito direto sobre a Terra. A recente queda de um meteoro na Rússia, e a passagem próxima do asteroide 2012 DA14, lembrou às pessoas que a Terra, e todos os outros planetas, são vulneráveis à intervenção externa. Mas este cometa em particular não vai chegar nem próximo de nós.
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