COMÉRCIO MUNDIAL
Portos do continente realizam obras para receber navios de carga maiores
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Uma das mais grandiosas construções do mundo, o Canal do Panamá, está prestes a ficar ainda maior. Bilhões estão sendo investidos na dragagem de canais, abertura de túneis e na compra de guindastes chineses para permitir que navios de carga ainda maiores possam navegar pelo canal.
Essa nova geração de navios “pós-expansão do Canal do Panamá” tem o comprimento de um porta-aviões e mede 58 metros de altura a partir da superfície da água. Eles têm capacidade de transportar cerca de 12 mil containers, ou, aproximadamente, um milhão de televisores de tela plana.
Se a obra vai diminuir o preço dos smartphones provenientes de Xangai ou reduzir a pobreza no Panamá, onde o governo espera arrecadar fortunas em pedágios, não se sabe. Nenhum especialista pode prever com certeza como o comércio mundial irá se comportar, nem quem irá lucrar e quem sairá no prejuízo. Mas, com metade da obra completa, começa a disputa entre os portos do continente para atrair uma nova geração de navios de carga, graneleiros e rebocadores.
Prova disso é o fato da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey estar gastando bilhões para levantar a ponte Bayonne, de forma a viabilizar a passagem de embarcações mais altas. A agência federal Corpo de Engenharia do Exército dos EUA estima que os portos do país estejam gastando de US$ 6 a US$ 8 bilhões por ano em obras de modernização.
Enquanto isso, autoridades portuárias de Miami estão ansiosas para dar início às obras de dragagem anunciadas recentemente. Membros do governo do condado de Miami-Dade declararam que não podem esperar mais e se comprometeram a financiar não apenas sua parcela do projeto, avaliada em U$ 180 milhões, mas também a parte que caberá ao governo federal. Pelo visto, ninguém que ficar de fora.
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