quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Desembargador 'sem terra'



O Globo – Um relatório do Ministério Público Federal (MPF) mostra que um terço da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso, estava ocupado por 22 grandes posseiros, entre políticos da região, grandes fazendeiros e até um desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, Manoel Ornellas de Almeida. A fazenda do desembargador tinha 886,8 hectares (ha). A Fazenda Jordão era a maior propriedade individual, com 6.193,99 ha, equivalente a 6 mil campos de futebol, e pertencia a um ex-vice-prefeito de Alto Boa Vista, Antonio Mamede Jordão.
Filemon Gomes Costa Limoeiro, atual prefeito de São Félix do Araguaia, era, segundo o MPF, posseiro da Fazenda Aripuanã e Saraiva, ambas com 565,5 ha. Aldecides Milhomem de Cirqueira, ex-prefeito do município de Alto Boa Vista, e seu irmão, Antonio Milhomem de Cirqueira, tinham seis fazendas dentro das terras indígenas, num total de 2.200 ha. Admilson Luiz de Rezende, ex-vereador de Alto Taquari, tinha três fazendas, com 6.641,3 ha. Somadas, as áreas dos 22 posseiros tinham 43 mil hectares.
Comentário meu: quem sofre com a retirada são os pequenos produtores que viviam miseravelmente no distrito e agora vão para a beira de estradas. Tudo para entregar a terra que se se supõe, um dia foi dos índios e que agora certamente vão negociar sorrateiramente as riquezas que nela ainda tem.

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