Marc Aubert
Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam só os exemplos relatados, que são reais:
Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Vejam só os exemplos relatados, que são reais:

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Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de
trás entreaberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou: – A porta
está aberta! A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu
irritada: – Não, senhora. Ela está mal fechada!
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Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um
comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No
sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira,
cobrou irritado do português: – O senhor disse que não fechava! O
homem: – Mas como vamos fechar se não abrimos?
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Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de
abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira com botão azul
estava escrito ‘F’ e na outra, botão preto, também ‘F’. Confuso, quis
saber da camareira o porquê dos dois ‘efes’. A moça olhou-o com cara de
espanto e respondeu, como quem fala com uma criança: – Ora pois, fria e
fervente.
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Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do
Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas
sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um
descontinho, e pediu para fechar a conta. Viu então que o vendedor pegou
um lápis e papel e se pôs a fazer contas, somas, ainda tirando
porcentagem de desconto, e aí, intrigado, perguntou: – O senhor não tem
máquina de calcular? – Infelizmente não trabalhamos com electrónicos,
mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado…
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Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que
lá num certo dia, meio perdido na cidade perguntou ao português: – Será
que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto? – Poder o senhor pode,
mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto…
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Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma
estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um
camponês, perguntou: – Amigo, esta estrada vai para a Espanha? E o
camponês respondeu: – Se ela for vai nos fazer muita falta por cá..
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Um grupo de brasileiros, tendo terminado de almoçar, quis tomar café. O
primeiro disse: – Garçon, um café. O segundo disse: – dois, levantando
os dedos. O terceiro, apressadamente, disse: – Três, e por fim o quarto
disse: – Quatro. O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que
trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu: – Ora, um pediu
um, outro dois, outro três e o outro quatro. Faça a conta e vejam se não
são 10 !!!
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O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário, que tem
uma vista bonita para o rio, e pergunta: – Podemos sentar naquela mesa
que tem a vista para o rio? No que o garçon responde: – Acho melhor os
senhores sentarem nas cadeiras!!!
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O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o
garçon para tirar uma dúvida. – Amigo, como é que vem este Filé à Moda
da Casa? Ao que o garçon responde sem pestanejar: – Sou eu mesmo que
trago.
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O brasileiro, no terceiro andar de um edifício, em Lisboa, chama o
elevador, que não tinha indicação de movimento e, ao abrir a porta,
pergunta às pessoas que estão dentro do elevador: – Está descendo? Todos
respondem. – Não. E o brasileiro pergunta. – Está subindo? Todos
respondem. – Não. E o brasileiro, já todo afobado. – Está o que? Todos
respondem. – Está parado!
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