O Editor
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DE SÃO PAULO
A família do premiê chinês, Wen Jiabao, 70 --que deve deixar o cargo no próximo mês, durante o congresso do Partido Comunista da China--, acumulou bens de ao menos US$ 2,7 bilhões (R$ 5,5 bilhões) depois de sua ascensão ao poder, segundo investigação do "New York Times".
De acordo com o jornal americano, os familiares de Wen (incluindo a mãe, os filhos, seu irmão mais novo e seu cunhado) podem ter se aproveitado do poder e da autoridade do premiê para acumular fortuna nos negócios.
Os documentos obtidos na investigação indicam que, em vários casos, os nomes dos parentes de Wen estão ocultos em meio a parcerias e empresas oficialmente chefiadas por amigos, colegas de trabalho ou parceiros de negócios.
| Ed Jones-29.set.12/France Presse | ||
| O premiê chinês, Wen Jiabao, brinda durante festa do Partido Comunista, um dia depois de expulsar ex-dirigente |
Os familiares do premiê têm, sempre de acordo com o jornal, participações em bancos, companhias de telecomunicação, projetos de infraestrutura e resorts para turistas --às vezes, valendo-se de "offshores" (empresas abertas em paraísos fiscais).
Entre os investimentos da família de Wen estão um condomínio em Pequim, uma fábrica de pneus no norte da China, a empreiteira que construiu alguns dos estádios para a Olimpíada de Pequim em 2008 --inclusive o célebre Ninho de Pássaro-- e a Ping An Seguros, uma das maiores companhias de serviços financeiros no mundo.
'MÃOZINHA' DO ESTADO
Os documentos mostram também que, diferentemente da maioria dos novos negócios na China, as empresas dos parentes de Wen tiveram apoio financeiro de estatais como a China Mobile, uma das maiores teles do país. Alguns dos empresários mais ricos da Ásia também investiram nas companhias dos familiares do premiê, afirma o "NYT".
Filho de uma professora e oriundo de uma família "extremamente pobre", segundo suas próprias palavras, Wen Jiabao tornou-se vice-premiê em 1998 e primeiro-ministro cinco anos depois --na hierarquia de poder na China, ele responde apenas ao líder máximo, Hu Jintao.
Não há provas de que Wen tenha tomado, deliberadamente, medidas a favor de familiares --mas é certo que eles aproveitaram chances surgidas de decisões suas.
Na China, o premiê supervisiona as agências que regulam o mercado de ações e influencia investimentos em setores estratégicos, como energia e telecomunicações.
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