DE BRASÍLIA
Relator do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa voltou a dizer nesta quinta-feira (6) que por conta de ser o responsável pela análise da denúncia sofreu "ataques velados e covardes" nos últimos sete anos.
A declaração ocorreu durante uma discussão da Corte sobre "vencedores e vencidos" ao proferirem os votos pelas condenações e absolvições. A fala foi após o ministro Celo de Mello destacar a importância do ministro revisor do processo, que segundo ele não é coadjuvante no julgamento.
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| Lula Marques - 2.ago.12/Folhapress |
| Ministro Joaquim Barbosa, relator do julgamento do mensalão |
Barbosa e o revisor, ministro Ricardo Lewandowski, já protagonizaram embates no julgamento e troca de alfinetadas.
"Espero que nunca esqueçamos os ataques de que fui objeto, ataques velados, covardes, muitas vezes, sempre tendo como pano de fundo esse processo", disse.
Citando Rui Barbosa, Celso de Mello afirmou que "o bom ladrão salvou-se na cruz. Mas não há salvação possível para juiz covarde".
No início da apresentação de seu voto, no mês passado, Barbosa chegou a reclamar no plenário do STF de ataques dos advogados.
Na semana passada, Barbosa, recusou o título de "herói" e disse ser apenas um "barnabé" do processo.
A expressão foi usada quando o ministro, mesmo escoltado por um pelotão de seguranças na saída de cerimônia no STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi abordado por duas mulheres que o chamaram de "nosso herói".
Ele reagiu: "Que isso, gente, sou só o barnabé do processo".
Barnabé tem uso pejorativo para designar funcionário público, principalmente o de nível hierárquico baixo.
O julgamento do mensalão - 6ª semana
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Ministra Rosa Weber, José Antônio Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) durante julgamento do mensalão
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