No sudoeste baiano, município de Caetité, a empresa, Renova Energia, que tem a participação da Light e da CEMIG, entregou rigorosamente no prazo os 184 aerogeradores prontos para produzirem energia limpa dos ventos (eólica) num complexo de 14 conjuntos que gerariam 300 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade do porte de Brasília. A Renova teve que abrir 68 km de estradas para a implantação dos parques aerogeradores. As pás foram construídas em Sorocaba, SP, e transportadas até o local com enorme dificuldade. A Alto Sertão I, custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 1.2 bilhão e há 2 meses não produz absolutamente nada. É que a CHESF, Cia. Hidroelétrica do S. Francisco, criada por Getúlio Vargas através do Decreto-Lei nº 8.031 de 3 de outubro de 1945 e transformada por Lula num amontoado de apaniguados obsoletos e caros, não montou o sistema de transmissão que interligaria os 14 conjuntos de aerogeradores, transformando a primeira usina de energia eólica brasileira (a maior da América Latina) num "elefante branco", sem nenhuma serventia. Até a subestação, que deveria existir muito antes das linhas de transmissão, nunca foi construída. Segundo executivos que não quiseram se identificar, a CHESF costuma lançar a culpa no governo federal que "atrasou os leilões de transmissão", assim como a licença ambiental que demora muito.Na verdade, a CHESF só entrou com pedido de licença ambiental dois meses antes de o complexo ter sido concluído. Pelo edital de licitação, as empresas que concluíram as usinas até 1º de julho deste ano, num total de 32 (todas paradas) por todo o Brasil, tem direito de receber uma receita de R$ 370 milhões pelas obras terminadas. Essa dinheirama toda sairá dos nossos bolsos como sempre. Essa situação criminosa e caótica deverá se estender até julho de 2013. Até lá teremos que pagar uma fortuna por usinas que nunca chegaram a produzir um KW/h de energia. Esse é o Brasil dos petralhas miseráveis que não sabem administrar nada, a não ser os bilhões de dólares que nos roubam todo ano. Até quando os suportaremos?
O Editor
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