Os especialistas descobriram que um composto, presente num remédio já existente, tem “enorme potencial” para, futuramente, vir a curar a doença degenerativa, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com as conclusões, publicadas em julho na revista científica Neurobiology of Aging, o composto MDA7, interage com os receptores cerebrais responsáveis pelos processos neurodegenerativos do Alzheimer, o que explica a sua importância.
O uso do composto num medicamento destinado ao tratamento da doença poderia limitar a sua progressão e, ao mesmo tempo, restaurar as capacidades cognitivas, a memória e a plasticidade das sinapses, um “bloco” vital do sistema nervoso, indispensável à aprendizagem e ao armazenamento de recordações.
Em declarações ao jornal britânico Daily Express, o principal autor do estudo afirmou que o MDA7 se mostrou “eficaz na prevenção da progressão do Alzheimer”. “O composto permitiu restaurar as funções cerebrais no modelo que testamos. É claro que há muita investigação a fazer, mas há aqui um enorme potencial”, concluiu Mohamed Naguib.
“O desenvolvimento de um remédio que possa tratar o Alzheimer poderá demorar ainda vários anos, mas esta é uma descoberta promissora”, concluiu o especialista
A descoberta foi feita de forma aleatória, enquanto eles estudavam um medicamento destinado a controlar a dor neurológica em pacientes que faziam quimioterapia.
A equipe concluiu que a mistura das substâncias possui propriedades antiinflamatórias que, no entender dos especialistas, poderão ser eficazes no tratamento de uma série de patologias, em particular a doença de Alzheimer.
O grupo coordenado por Mohamed Naguib fez vários testes pré-clínicos e observou resultados “muito positivos”, o que eleva as esperanças de que a continuação da pesquisa possa conduzir ao desenvolvimento e comercialização de um novo remédio. (Com informações da Neuro Biology of Aging)
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