terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FARSAS E FARSANTES



 Cleoffas Cavalcante/AMAN 58 – Cav.
Terceira  parte
Os  DOIs_CODIs
       (Light...)



A divisão do butim
               



Graças a acachapante vitória militar obtida pelas FFAA em 31 de março frente ao pelego comunismo tupiniquim, os militares, estupefatos, verificaram que a classe política brasileira, aquela a dizer-se à véspera  como a detentora do “pudê” institucional estabelecido e lídimo representante do povo brasileiro, pecava pela fanfarronice, falta de poder de fogo e apoio popular e que se fazia representada só e no geral por dois grandes grupos, o esquerdistas(pelegos e comunistas) e os “democratas” (a alta burguesia nacional); grupos  que no dizer de um pândego almirante: “não se atritavam graças às FFAA, que a similitude do algodão, bem  separam os dois cristais (sic)”. 
Frente ao raciocínio acima no bem explicitar aos senhores militares quais seriam os seus devidos lugares na futura governança nacional a frente apresentar-se, empenha nossa grande burguesia nacional através de manobras do senador Auro de Moura Andrade em tentar empossar no lugar do Jango a Ranieri Mazilli, presidente da Câmara dos Deputados. Lógico, tudo, segundo nossos patrióticos políticos feito em nome da tradição militar brasileira quanto de já suas pretéritas intervenções e golpes, ou seja, àquela de que logo após o “pronunciamento” vitorioso o poder ou ‘pudê’ voltava aos civis, com os militares recolhendo-se aos quartéis sob cálidos aplausos do povo, haja vista terem restabelecido a “governabilidade” e as tradições ocidentais cristãs; a dizer, o grupo vencedor caberia então a partir daí ter acesso privativo às tetas da viúva... (a “governabilidade”).  Assim fora na Revolução de 30, 1945, suicídio de Vargas, novembrada, etc.
Mas desta vez tal conversa fiada não colou. Os militares se viram de uma hora para outra donos do pedaço, sem ninguém que os pudessem impedir de fazer uma faxina no carcomido sistema político nacional; a poder correr com os comunas; e aparar as asas da grande, arcaica  e exploradora burguesia nacional.
Em primeira providência editam a um ato institucional; em seguida, como atualmente procede nosso poder legislativo, auto concedem um aumento de 100% aos seus bregas vencimentos; colocam a um general de presidente, intervém em sindicatos, abrem IPMs e cassam a mandatos e cargos vitalícios. Uma faxina geral. Os políticos burgueses no primeiro momento apóiam tal governo na doce ilusão que ele só duraria o interregno do primeiro presidente, o do general Castelo Branco. São surpreendidos com a prorrogação do mandato dele, mais a uma fajuta constituição e toma cassações inclusive de ícones da direita, tais como JK, Adhemar e Carlos Lacerda, candidatíssimos às “futuras” eleições diretas à presidência.
Perceberam que os militares estavam a fim de botar para quebrar tanto no quintal da direita como no da esquerda, Um novo poder mais alto se levanta ...(Camões). Tinham os biltres da direita e da esquerda sido engolidos. E, pior, no só a haver agora a dois partidos no cenário: Arena, apoiando a tudo aquilo que os militares queriam; MDB, contrários aos militares.
O ‘príncipe’ da direita golpista, Carlos Lacerda, chega ao desespero de criar uma Frente a unir e aliar contra os militares as duas cambadas civis (direita e esquerda) que anteriormente se digladiavam pelo “pudê” e sua cobiçada chave do cofre e caneta para nomear. A “governabilidade”(Sir Ney Ribamar), aquela  de se ir mamar placidamente na viúva, tinha sido duramente golpeada...
Nesse ínterim, a abarcar de 31 de março de 1964 ao Ato Institucional n°5, os militares deitam e rolam no pedaço não encontrando quase nenhuma resistência por parte das esfaceladas esquerdas atônitas com a derrota sofrida e no se reorganizarem agora só conforme os ditames das ditas tendências armadas, a cubana, foquismo, ou a linha Maoista, chinesa. Segundo os trastes, por seguirem a Linha moscovita, pacifista, preconizada pelo PCB, a que passam a então chamar depreciativamente de “Partidão”, é que advirá a fragorosa derrota das “massas”(sic) em 31 de março de 1964. O “Pecebão”, outro apelido que também recebeu se rachou consequentemente em várias dissidências, todas, a propugnarem a derrubada pelas armas da pérfida e cruelmente imposta ditamole militar.
Como marco inicial da atividade armada de combate à ditadura aflora um atentado a bomba com vítimas fatais no aeroporto de Guararapes PE, em 27/07/1966, planejado individualmente e só à conta e risco da doentia vocação terrorista de um padreco comunista, Alípio de Freitas, da cúpula da AP, Ação Popular, um grupelho de católicos  marxistas a vicejar àquele tempo na Igreja Católica e no professarem uma tal ‘Teologia da Libertação’, uma salada mista marxista/católica que angariou adeptos entre ‘intelectuais’ de SP e caipiras políticos carolas lá do SE do Paraná, alguns destes já envolvidos em distúrbios rurais por lá desde 1957, originários e do tempo do governador Lupion ( o primeiro da lista nº1 de cassações do regime militar) naquele Estado. Deles foi a idéia e a instalação de uma aparelhão, “associação” católica estabelecida na cidade de Francisco Beltrão, PR, a “importar” padres e freiras “esclarecidos” da Europa (Bélgica, França e Holanda), ensinar-lhes o português e os distribuir pela zona rural a pregar a futura “libertação” pela AP e por Cristo das massas rurais oprimidas pelos latifundiários locais. Em SP, seus militantes infiltraram-se, muito sem jeito, não eram do ramo, como operários em fabricas no ABC paulista e assim tentarem “catequizar” as ditas massas operárias. Tal camarilha da AP não encontrou eco ou sucesso nem no mundo fabril, nem no meio rural. Os mais exaltados líderes dessa facção foram detectados, presos ou exilados e os remanescentes – uns papos furados, inclusive um badalado farsante por eles alçado a ser o “príncipe” dos sociólogos de Jaçanã/SP - voltaram ao corriqueiro blá-blá intelectual entre eles por conta e de tempo de suas sacais e “concorridas” tertúlias no exílio ou na clandestinidade.
A radicalização se instala
( A continuar. Em elaboração)

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