Observatório político
Antônio Zorro de Medeiros
Correspondência a esta coluna: politica@ajorb.com.br
__________________________________________________________
| ||||||||||
José Américo, presidente da Câmara Municipal de São Paulo
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo (foto) tem afirmado que o Legislativo municipal continuará com a política de transparência, que foi iniciada na gestão anterior. | ||||||||||
Transparência já
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo (foto) tem afirmado que o Legislativo municipal continuará com a política de transparência, que foi iniciada na gestão anterior.
Parece que oportunidade ele terá para isso, já que o Plano Diretor, que foi elaborado em 2002, neste ano deverá ser novamente debatido e aprovado para ter vigência até 2013.
Porém, a Frente das Entidades em Defesa do Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo já se pronunciou, reclamando que a discussão não será nada democrática e o debate a respeito do PDE não será nada democrático, pois acontecerá apenas no recinto da Câmara Municipal.
Eis o manifesto das entidades:
"Já se passaram mais dez anos de vigência do atual Plano Diretor, que foi elaborado em 2002 e, por força constitucional e do Estatuto da Cidade, o atual PDE deve ser revisado neste ano de 2013, para a elaboração de um novo plano até 2023, considerando toda a análise crítica e participativa necessária para esse novo assunto dessa importância não pode ficar restrito apenas à Câmara Municipal, principalmente por se tratar de assunto que envolve muito interesse de grandes organizações, as quais nem sempre estão preocupadas com a qualidade de vida dos moradores. Mas tão somente com seus interesses econômicos. | Controlar
O prefeito Fernando Haddad está encontrando dificuldade em cumprir
sua promessa de campanha de devolver os valores pagos por proprietários de veículos e amenizar os rigores da vistoria nos veículos.
Pela oposição, está sendo acusado de se preocupar com os proprietários de veículos em vez de se ocupar com o interesse de quem usa transporte público, que é a classe mais pobre. Isso inclusive contraria a ideologia petista que se apresenta como defensora dos mais carentes. Para compensar, o Prefeito tem dito que vai dar mais responsabilidade às montadoras de de veículos e diminuir a responsabilidade dos proprietários. Além disso, já garantiu que vai também exigir que os veículos de outras cidades também sejam submetidos à fiscalização. Como se sabe, muitos motoristas, para fugir à fiscalização em São Paulo, licenciam seus veículos nas cidades vizinhas, principalmente no ABC. Mas o grande espinho, no sapato do Prefeito ainda são seus próprios companheiros, alguns até secretários municipais, que têm suas bases eleitorais em entidades que se preocupam com a qualidade do ar em São Paulo.
Também o Secretário das Finanças não está gostando nada dessa história de devolver milhões de reais aos proprietários de veículos. Na verdade, essa promessa de campanha de Haddad não está nada fácil de ser cumprida.
| |||||||||
Internação compulsória | ||||||||||
Finalmente, houve conscientização de que não se pode permitir que pessoas viciadas em drogas sejam esquecidas nas ruas como se não existissem. A maior preocupação do Governo estadual ainda é com o direito dos viciados se internarem se quiserem e somente os casos mais graves e aplicará a Lei que autoriza sua internação compulsória.
A grande surpresa, porém, foi que o serviço de atendimento aos usuários de droga está sendo procurado por familiares de drogados, que não fazem parte da famosa cracolândia. Na realidade, os drogados que estão nas ruas é apenas a ponta de um “iceberg”, que são todos os viciados que ainda estão em casa. Muitas vezes, roubam a própria família, exigem dinheiro sob ameaças e vivem de pequenos furtos, para sustentar o vício.
Quando a família tem mais posse e autoridade
|
sobre o viciado o obriga a tratamento. Mas, as mais pobres, que é a maioria, viram nesse projeto do Governo estadual uma saída e tenta internar seus viciados. Aí, apareceram tantas que a estrutura de atendimento não deu conta.
Como internar compulsoriamente se não dá para atender nem os que voluntariamente querem se internar? Ficou difícil o Governo estadual dar conta do recado, mesmo porque o Prefeito Haddad já lavou as mãos e disse que não concorda com o internamento compulsório, mas nada falou do internamento voluntário. Enquanto se dá direito do usuário de droga de ir e vir, ninguém sequer discute o direito do empresário, do morador e do transeunte ir e vir, nem mesmo na calçada de seu estabelecimento ou de residência, ocupada por viciados. | |||||||||
| ||||||||||
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Plano diretor – Controlar Internação compulsória
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário