domingo, 11 de novembro de 2012

Tudo começou quando o Comandante do EB disse não

O admirável Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, tem como regra basilar nunca deixar para trás um irmão de arma, esteja ele morto ou vivo, onde estiver. No Exército de Caxias era assim também até 1985, quando os Militares saíram do Poder, entregaram-no aos civis e aos "novos militares" desclassificados. A partir de então, todos aqueles remanescentes das gloriosas fileiras que lutaram bravamente para nos garantir um futuro de liberdade e democracia foram deixados para trás como se refugos fossem. Homens destemidos que se bateram, muitas vezes em desvantagem, contra a comunalha empedernida, cujo grande objetivo era transformar o Brasil de República Soberana num satélite de segunda categoria da União Soviética, China Comunista e Cuba, a ilha prisão eterna. Os homúnculos que assumiram a Força Terrestre, a partir dos governos de Fernando Henrique Cardozo e depois de Luiz Inácio Lula da Silva, (o chefe dos mensaleiros e líder maior da facção criminosa que comanda o crime de dentro e de fora dos palácios brasileiros), transfiguraram o Exército de Caxias num amontoado de homens fantasiados de milicos servis e humilhados perante a bandalha vermelha. Hoje, passados quase três décadas, encontraremos um exército de maricas, desmoralizado, cujos membros inferiores recebem esmolas em lugar de soldos e os generais, homens subservientes, carregadores de malas e bate-paus de vermelhinhos arrogantes rastejam feito vermes diante de seus novos patrões, rendendo-lhes as mais significantes homenagens que vão, de jantares ou churrascadas até a concessão de comendas do mais alto gabarito, como a Medalha do Pacificador, com Palmas, dada a José Genoíno e outros canalhas, ladrões do erário. Esses generais desmunhecados e bajuladores desvergonhados recebem salários muito acima da média dos grandes medalhões da república e fazem ouvidos moucos para a perseguição que os derrotados de outrora exercem contra os nossos valorosos Heróis, produzidos pela Contrarevolução Gloriosa de 31 de março de 1964, em especial o Cel Ref  Carlos Alberto Brilhante Ustra, invulgar guerreiro do Exército Brasileiro, aquele Exército ao qual eu servi em 1968, como simples soldado, mas que me deu o caráter que tenho hoje. Esse exército que aí está, eivado de covardes e quinta-colunas não é o mesmo Exército ao qual me alistei e servi. Esse é um ajuntamento de zumbis sem moral ou qualidade. É uma milícia de quinta categoria a serviço dos inimigos da Pátria. 
Que vergonha para o Brasil e seus filhos mais queridos e reverenciados!


O Editor
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Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref do Exército Brasileiro


 "INCORPORANDO-ME AO EXÉRCITO BRASILEIRO,
      PROMETO CUMPRIR RIGOROSAMENTE
      AS ORDENS DAS AUTORIDADES A QUE ESTIVER SUBORDINADO,
      RESPEITAR OS SUPERIORES HIERÁRQUICOS,
      TRATAR COM AFEIÇÃO OS IRMÃOS DE ARMAS
      E COM BONDADE OS SUBORDINADOS.
      E DEDICAR-ME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA PÁTRIA,
      CUJA HONRA, INTEGRIDADE E INSTITUIÇÕES,
      DEFENDEREI COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA."
                                   XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Nos primeiros dias do mês de abril de 2006, recebi do Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 23ª Vara Cível do Foro de São Paulo uma Ação Declaratória, movida por César Augusto Teles, sua esposa Maria Amélia Teles, seus filhos Janaína e Edson Luis de Almeida Teles e sua cunhada Criméia Schmidt de Almeida.
As 46 páginas da Ação Declaratória de ocorrência de danos morais tinham a finalidade de declarar que eu (RÉU), como Comandante do DOI/CODI/II Exército, agi com dolo e cometi ato ilícito passível de reparação, causei danos morais e danos materiais à integridade física dos AUTORES, incluindo seus dois filhos. Estava sendo acusado dos crimes de tortura, sequestro, cárcere privado dessas crianças e de tortura de seus pais e de sua tia Criméia.
Ao receber essa Notificação, deu-me o Magistrado o prazo de 15 dias para a minha Contestação. Caso isso não ocorresse, seria declarado culpado.
A minha primeira providência foi de, por intermédio de seus assessores, informar ao Comandante do Exército, General Francisco Albuquerque, pois eu era o primeiro militar que eles tentavam processar por tê-los combatido.
A minha preocupação fazia sentido porque eu estava sendo processado como comandante do Destacamento de Operações de Informações - DOI - uma unidade militar criada de acordo com a Diretriz Presidencial de Segurança Interna, assinada pelo presidente Médici, na primeira quinzena de setembro de 1970. Os DOI eram órgãos eminentemente operacionais e executivos, adaptados às condições peculiares da contra subversão e do contraterrorismo.
Cumprindo a Diretriz Presidencial, o Exército Brasileiro, por intermédio dos generais-de-exército, comandantes militares de área, centralizou, coordenou, comandou e se tornou responsável pela condução da contra subversão e do contraterrorismo no País.
Durante a nossa vivência nos DOI, vários companheiros, a maioria, foi elogiada e condecorada por cumprir a missão com risco da própria vida. Receberam a Medalha do Pacificador com Palma, a mais alta condecoração concedida pelo Exército Brasileiro. Éramos, portanto, Agentes do Estado.
Assim, ao invés de estarmos sendo processados individualmente, a União (Exército Brasileiro) é quem deveria ser acionada judicialmente, posto que seria ela a detentora da responsabilidade objetiva e, portanto, aquela que deveria ocupar o polo passivo da lide. Caso posteriormente restasse apurado culpa ou dolo do agente no desempenho da função, aí sim, a União poderia intentar a ação de regresso contra este.
Após 8 dias de espera, com surpresa, recebi a resposta de que o General Francisco Albuquerque nada faria a respeito.
Logo a seguir a imprensa publicou uma nota, ou uma declaração, do chefe do Centro de Comunicação Social do Exército - CComSEx - dizendo que o Exército não ia se pronunciar porque o meu caso estava sub judice.
Tal declaração repercutiu muito mal, principalmente, entre os militares.
Como desagravo, promoveram um almoço em minha solidariedade, na Galeteria Gaúcha, no Lago Norte, em Brasília.
Os dois salões da galeteria ficaram superlotados. O comparecimento foi de mais de 600 pessoas, inclusive o de um ministro, da ativa, do Superior Tribunal Militar.
O orador oficial que me saudou, externando a solidariedade não só sua como a dos presentes, foi o coronel, ministro, senador e governador Jarbas Passarinho. Infelizmente seu estado de saúde, hoje, não permite confirmar minhas palavras, mas elas podem ser confirmadas pelos militares presentes.
Durante os 7 dias que me restavam procurei um advogado, em São Paulo, que aceitasse fazer a minha defesa.
Ainda em 2006, o Clube Militar/RJ, sendo seu presidente o Gen Ex Gilberto Figueiredo, também, em face da decisão do Gen Francisco Albuquerque, patrocinou um almoço por adesão em minha solidariedade, no Salão Nobre do Clube, na sede principal, situada na Avenida Rio Branco. O comparecimento foi muito grande e lotou, completamente, as instalações daquele salão.  
A decisão do Cmt do Exército provocou uma enxurrada de procesos contra mim.
A constante tentativa de mudança da história pelos ex-integrantes das organizações terroristas e a minha eleição como "bode-expiatório" demonstram que o rancor e o revanchismo são cada vez maiores.
O recrudescimento de antigos antagonismos começa a provocar a reação das forças contrárias. Esse retrocesso não é do interesse da nação, até mesmo porque a atual sociedade vive em outro cenário político e se depara com outra questões de relevo maior do que a senil luta entre trabalho e capital.
As ações movidas contra mim têm, dentre outros objetivos, exaurir-me física, psíquica e patrimonialmente.
É com tristeza e até com revolta que vejo o Exército ao qual servimos com tanta dedicação e até mesmo com risco de vida - não só da nossa, mas, também, de nossas famílias -, hoje, passados mais de 40 anos, nos relegar e abandonar à própria sorte.
Fomos deixados para trás no campo de batalha, feridos e sós à sanha revanchista  do inimigo derrotado, quando o Exército pelo qual lutamos venceu a luta armada e  se retirou..

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