sábado, 10 de novembro de 2012

Suspeito é morto pela PM em SP; vítimas de homicídio chegam a dez



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DE SÃO PAULO
Em mais uma onda de violência, dez pessoas foram mortas na Grande São Paulo entre a noite de ontem e a tarde deste sábado. Ontem, 15 pessoas foram vítimas de homicídio na região.
A décima morte ocorreu à tarde. Um homem foi baleado por um policial militar de folga na Mooca, na zona leste da capital paulista. Segundo informações iniciais da PM, ele tentava assaltar um caixa eletrônico quando foi atingido e morreu.
OUTRAS MORTES
Na noite de sexta (9), a polícia foi acionada e encontrou duas vítimas mortas com tiros na capital paulista.
Na região do Cursino, na zona sul, um homem de 53 anos foi morto com um tiro na cabeça por volta das 23h. Segundo a polícia, ele estava na casa da ex-mulher para cuidar dos filhos quando foi baleado por um homem que invadiu o imóvel e fugiu.
No Jaçanã (zona norte), um homem foi encontrado baleado no mesmo horário na rua São José de Serzedelo. Ele chegou a ser levada ao hospital São Luiz Gonzaga, mas não resistiu aos ferimentos.
Já na madrugada, a PM foi acionada por volta da 0h30 para uma ocorrência de disparo de arma de fogo na rua Cianorte, no Jardim Luciana, em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo). No local um homem foi encontrado morto e outro ferido, ambos baleados. O ferido foi encaminhado ao hospital Santa Marcelina e teve alta por volta do meio-dia.
Em Suzano, a polícia encontrou Daniel Cavalcanti Bezerra, 22, com marcas de tiro por volta da 0h40. Ele estava caído em um terreno baldio na rua Assembleia de Deus, no Jardim Colorado, e foi levado ao hospital Santa Marcelina em estado grave. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 3h. Até a tarde deste sábado, nenhuma testemunha do caso foi localizada pela polícia.
Na manhã deste sábado, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, a polícia foi acionada por pessoas que ouviram tiros. Um homem foi encontrado baleado, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. No mesmo bairro, dois homens foram mortos e um ficou ferido em uma suposta troca de tiros com policiais. O caso será investigado pelo DHPP (departamento de homicídios).
ENGANO
O órgão também investiga se um PM de folga matou por engano dois homens na região de São Mateus, na zona leste, na noite de sexta.
Segundo a versão do soldado Edcarlos Oliveira Lima, 36, ele passava de carro com a mulher e o filho, quando notou que era perseguido por uma moto. Em seguida, disse que foi fechado por uma perua e que um dos ocupantes apontou uma arma.
Na reação, o policial atingiu dois homens.
A versão do policial é contestada por parentes das vítimas. Segundo eles, Jefferson de Oliveira Santos, 27, e seu cunhado Renato Silva Ferraz, 22, trabalhavam em uma empresa de polimento de peças de metal. "Inventaram uma versão para o assassinato do meu irmão", disse a estudante Geine de Oliveira Santos, 26, irmã de Jefferson.
O policial foi preso em flagrante e indiciado sob suspeita de duplo homicídio doloso.
Em nota, a PM informou que as circunstâncias do caso estão sob apuração da Corregedoria.
ÔNIBUS
A exemplo do que ocorreu na noite anterior, nesta sexta-feira outro ônibus foi queimado. O veículo foi incendiado por volta das 21h na altura do número 970 da avenida Jardim Tamoio, no Conjunto Residencial José Bonifácio, zona leste de São Paulo.
Segundo a polícia, no coletivo estavam apenas o cobrador e o motorista. Um grupo entrou, roubou o dinheiro que estava no veículo e depois ateou fogo. Ninguém ficou ferido. O caso foi registrado no 63º DP (Teotônio Vilela).
Eduardo Anizelli/Folhapress
Ônibus que foi incendiado nesta madrugada na avenida Jardim Tamoio, no bairro Jose Bonifácio, na zona leste de Sao Paulo
Ônibus que foi incendiado nesta madrugada na av. Jardim Tamoio, no bairro José Bonifácio, na zona leste de SP
COMBATE
Nesta semana, o Estado e a União anunciaram a criação de uma agência integrada de inteligência, a remoção de chefes criminosos para presídios federais e maior vigilância nas fronteiras para tentar pôr fim à onda de violência em São Paulo.
O plano foi definido em reunião entre o governo paulista --incluindo o governador Geraldo Alckmin (PSDB)-- e representantes do governo federal liderados pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

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