segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EXPLODIU A BOMBA


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REPASSANDO
 
MARCOS VALÉRIO COMEÇA A ABRIR O BICO
- O BICHO VAI PEGAR PRÁ LULA
 
  Tomara que mais gente abra o bico para felicidade geral da Nação
brasileira
  Desta vez, parece que decidiram pegar diretamente o Lula, é ele que está
na linha de fogo. Os artigos estão publicados no Globo
(http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/15/marcos-valerio-o-mensalao-okamoto-era-contato-dele-3-465510.asp)
Preso, não vai, mas querem inviabilizá-lo eleitoralmente com a grande massa
(porque os éticos há muito já se afastaram do PT)
 Enviado por Ricardo Noblat -
15.9.2012  (8h29m)
POLÍTICA
Marcos Valério e o Mensalão: O Caixa (1)
 
"O PT me fez de escudo, me usou como um boy de luxo. Mas agora vai todo
mundo para o ralo"
Marcos Valério, um dos cérebros do mensalão, condenado pelo Supremo
Tribunal Federal a pena pesada, falou a Rodrigo Rangel, da VEJA.
CAIXA DO MENSALÃO - As arcas do esquema passaram de pelo menos R$ 350
milhões de reais. "Da SMP&B [agência de publicidade dele] vão achar só os
R$ 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de R$ 350
milhões com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver [com as duas
agências de publicidade dele. A outra agência: a DNA.] O caixa paralelo era
abastecido com dinheiro oriundo de operações tão heterodoxas quanto os
empréstimos fictícios tomados por suas empresas [deles, Valério] para pagar
políticos aliados do PT. "Muitas empresas davam via empréstimos, outras
não". 
O fiador dessas operações, garante Valério, era o próprio presidente da
República.
Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar rastros. Muitos
empresários, segundo Valério, se reuniam com o presidente, combinavam
contribuições e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O
controle dessa contabilidade cabia então ao tesoureiro do partido, Delúbio
Soares. Além de ajudar na administração da captação de recursos, cabia a
Delúbio definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos
determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro Chefe da Casa
Civil, José Dirceu. "Dirceu era o braço direito de Lula, um braço que
comandava". (...) Os valores calculados por Valério delineiam um caixa
clandestino sem paralelo na política. Ele fala em valores 10 vezes maiores
que a arrecadação declarada da campanha de Lula nas eleições presidenciais
de 2002.
(segue)
 
Enviado por Ricardo Noblat -
15.9.2012
| 8h48m
POLÍTICA
Marcos Valério e o Mensalão: O papel de Lula (2)
 
Revelações feitas por Marcos Valério à VEJA:
LULA ERA O CHEFE - Ele comandava tudo, segundo Marcos Valério costuma dizer
a pessoas amigas. Sobre ele mesmo, diz que não passava de 'um boy de luxo'.
(...) Valério não esconde que se encontrou com Lula várias vezes no Palácio
do Planalto. "Do Zé [gabinete de José Dirceu no Palácio do Planalto] ao
Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá
embaixo, vamos". A frase famosa e enigmática de José Dirceu no auge do
escândalo - "Tudo o que eu faço é do conhecimento de Lula" - ganha
contornos materiais depois das revelações de Valério sobre os encontros no
palácio.
 
Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo
Tribunal Federal, mas faz uma sombria ressalva: "Não podem condenar apenas
os mequetrefes. Só não sobrou para Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não
falamos", disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o
ex-presidente não respondeu.
  
 Enviado por Ricardo Noblat -
15.9.2012
| 8h59m
POLÍTICA
MARCOS VALÉRIO E O MENSALÃO: Okamoto era o contato dele (3)
Confissões de Marcos Valério à VEJA:
MEU CONTATO ERA O OKAMOTO - Marcos Valério tinha um pacto com o PT, e Paulo
Okamoto [tesoureiro informal da família Lula, ex-presidente do Sebrae e
atual assessor de Lula no instituto que ele comanda] era o fiador desse
pacto. "O papel dele era me acalmar", explica Valério. O empresário conta
que conheceu Okamoto na véspera do seu primeiro depoimento à CPI que
investigava o mensalão. "A conversa foi na casa de uma funcionária minha.
Era para dizer que eu não devia falar na CPI", relembra. O pedido era
óbvio. Okamoto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu
certo durante muito tempo.
 
Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamoto, prometia
dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi
pacífica. (...) Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher
viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamoto. Renilda Santiago
queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia.
Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a
situação. A reação de Okamoto causa revolta até hoje em Valério. "Ele deu
um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.
O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção,
segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para
retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar
amenizar a sua pena. "Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: Vamos
segurar, vamos isso, vamos aquilo... Amenizar", conta. Por muito tempo,
Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamoto não se
pronunciou.
Enviado por Ricardo Noblat -
15.9.2012
| 9h25m
POLÍTICA
MARCOS VALÉRIO E O MENSALÃO: Delúbio dormia no Alvorada (4)
 
Revelações de Marcos Valério à VEJA:
"O DELÚBIO DORMIA NO ALVORADA" - "Valério lembra das vezes em que Delúbio
Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava
de animados encontros à noite no Palácio do Alvorada, que não raro servia
de pernoite para o ex-tesoureiro petista. "O Delúbio dormia no Alvorada.
Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso
ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar alguém, você
encontra, e sem registro". O operador do mensalão deixa transparecer que
ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua
aproximação com o PT, Valério conta que diferentemente do que os petistas
dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem
apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que 
intermediava uma doação à campanha de Lula.
 
A primeira conversa foi dentro de um carro, em Belo Horizonte, a caminho do
Aeroporto de Pampulha. Nessa ocasião, conta, Delúbio lhe pediu ajuda. "Ele
precisava de uma empresa para servir de espelho para pegar um dinheiro". A
parceria deu certo e desaguou no mensalão. Hoje, os dois estão no banco dos
réus. Valério se sente injustiçado. Especialmente na parte da acusação que
diz respeito ao desvio de recursos públicos do Banco do Brasil. Ele jura
que esse dinheiro não caiu no caixa da corrupção. "No processo tem todas as
notas fiscais que comprovam que esse dinheiro foi gasto com publicidade.
Não estou falando que não mereço um tapa na orelha. Não é isso. Concordo em
ser condenado por aquilo que eu fiz".
 
Enviado por Ricardo Noblat 
15.9.2012 
9h42m
POLÍTICA
MARCOS VALÉRIO E O MENSALÃO: banqueiro nega pedido de presidente? (5)
 
Revelações feitas por Marcos Valério à VEJA:
"O BANCO IA EMPRESTAR DINHEIRO PARA UMA AGÊNCIA QUEBRADA?" - Os ministros
do STF já consideram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco
Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério,
a decisão do Rural de liberar o dinheiro - com garantias fajutas e José
Genoino e Delúbio Soares como fiadores - não foi um favor a ele, mas ao
governo Lula. "Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências
quebradas e pediu: 'Me empresta aí 30 milhões de reais para eu dar pro PT'?
O que o dono de um banco ia responder?"
 
Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural.
"O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: 'Pra você eu não empresto'.
Eu respondi: 'Vai lá e conversa com o Delúbio'. A partir daí a solução foi
encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula
e Dirceu. "Se você é um banqueiro. você nega um pedido do presidente da
República?"
 
19 – 11- 2012
 

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