quarta-feira, 5 de setembro de 2012

França cogita enviar armas aos rebeldes sírios, diz fonte diplomática



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DA REUTERS, EM PARIS
Onda de RevoltasA França começou a ajudar os rebeldes sírios a administrarem as zonas que foram liberadas das forças governamentais, e cogita também fornecer artilharia pesada para proteger essas regiões de ataques do Exército, disse uma fonte diplomática na quarta-feira.
Na semana passada, o governo francês disse ter identificado áreas no norte, sul e leste do país que haviam escapado ao controle do ditador Bashar Assad, criando assim uma chance de que as comunidades locais se autogovernem.
Joseph Eid/France Presse
Homem caminha por rua parcialmente destruída no bairro de Salahadin, em Allepo, Síria
Homem caminha por rua parcialmente destruída no bairro central de Salahadin, em Allepo, Síria
"Em zonas onde o regime perdeu o controle, como Tal Rifaat (40 quilômetros ao norte de Aleppo), que está livre há cinco meses, conselhos revolucionários locais foram estabelecidos para ajudar a população a instaurar uma administração para essas localidades, a fim de evitar o caos como no Iraque quando o regime se retira", disse a fonte.
AJUDA
A França ofereceu na semana passada 5 milhões de euros (6,25 milhões de dólares) adicionais para ajudar os sírios, e o diplomata disse que dinheiro e ajuda material começaram a ser entregues na sexta-feira a cinco autoridades locais em três províncias --Deir al Zor, Aleppo e Idlib. Cerca de 700 mil pessoas vivem nessas áreas.
Civis em zonas controladas por rebeldes sofrem frequentes bombardeios letais por parte das forças de Assad, e há dúvidas sobre como Paris poderia ajudar a proteger os civis e convencê-los de que não há necessidade de fugirem para países vizinhos.
A fonte admitiu que algumas áreas ainda enfrentam bombardeios esporádicos das forças sírias, mas que há pouca perspectiva de que voltem às mãos do governo. Ele afirmou que as pessoas nessas regiões pediram armas antiaéreas.
"É um assunto no qual estamos trabalhando seriamente, mas que tem implicações sérias e complicadas. Não estamos negligenciando."

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