A situação é constrangedora para Maduro, que terá de governar sob intensa pressão, caso a auditoria confirme o resultado, mas ao mesmo tempo preocupante para a presidente Dilma Rousseff, pois o seu marqueteiro, João Santana, foi o chefão da campanha do herdeiro político de Hugo Chávez.
Responsável pela segunda campanha presidencial de Lula e a de Dilma Rousseff, o marqueteiro brasileiro conseguiu a proeza de deixar Henrique Capriles abocanhar 1,6 milhão de votos do adversário em apenas três semanas de campanha, com o Palácio Miraflores atuando fortemente em favor de Maduro e desrespeitando a Constituição do país.
O resultado da eleição venezuelana fará com que os palacianos rompam esta segunda-feira (15) com uma tremenda e inesperada dor de cabeça, pois João Santana está, pelo menos por enquanto, cotado para fazer a campanha de Dilma pela reeleição. Considerando que a campanha no Brasil é mais demorada, se Santana mantiver o ritmo de perda de votos para os adversários, Dilma está em uma sinuca de bico antecipada.
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