quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Empresários vão ao Supremo contra multa adicional de 10% no FGTS





Confederações do comércio, da indústria e do sistema financeiro tentam derrubar no STF multa que, segundo as entidades, já cumpriu sua finalidade 

08 de outubro de 2013 | 22h 16


Laís Alegretti - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Inconformadas com o veto da presidente Dilma Rousseff ao fim da multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a ser paga nas demissões sem justa causa, as confederações que representam o Comércio, a Indústria e o Sistema Financeiro decidiram levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento é que a cobrança foi criada com uma finalidade que já foi cumprida e, agora, os recursos servirão para bancar outras ações do governo.
Atualmente, as empresas têm de pagar, além dos 40% de multa do FGTS para o trabalhador, esse adicional de 10% para o governo. Ele foi criado no final dos anos 1990 para cobrir um "rombo" aberto no Fundo com o pagamento de correção monetária devida pelos planos Verão e Collor. Porém, as contas do FGTS voltaram para o positivo em 2008.
O fim desse adicional foi aprovado no Congresso, mas o veto da presidente Dilma o manteve. No mês passado, os parlamentares analisaram o veto e, pressionados pelo governo, que não quis abrir mão de uma fonte de receita que lhe rende R$ 3 bilhões ao ano, o mantiveram. Assim, as entidades viram como alternativa recorrer à Justiça.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o adicional. "A destinação dos recursos é específica e já foi cumprida, portanto não tem mais finalidade", disse a chefe da divisão sindical da CNC, Patrícia Duque.
Também apresentaram ação semelhante a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) e a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg).
O questionamento será reforçado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o gerente executivo da diretoria jurídica, Cassio Borges, além de mostrar os próprios balanços do FGTS, a CNI vai apontar uma afirmação da presidente Dilma de que os recursos serão usados para o programa Minha Casa, Minha Vida, o que, segundo a entidade, seria uma fuga da motivação da cobrança.
Críticas. A manutenção do adicional foi criticada pelas empresárias que se reuniram nesta terça-feira com a presidente Dilma para falar sobre economia. "Esta multa é injusta, não é ética e favorece o encarecimento do custo Brasil", disse Liliana Aufiero, presidente da Lupo. "É preciso reduzir o custo dos trabalhadores nas empresas, para ajudar a segurar os trabalhadores", argumentou a presidente da Esmaltec, Annette de Castro.
A presidente da Dudalina, Sonia Hess, ressaltou ser "de fundamental importância que a multa seja derrubada". Sandra Soares Costa, diretora do Laboratório Sabin, disse que vários grupos de trabalho foram criados para estudar temas como legislação trabalhista e que esse tema será discutido. Procurado, o Ministério da Fazenda não se manifestou. /COLABOROU TÂNIA MONTEIRO 

Treinando o terrorista de amanhã




Sabemos que a mandatária, apesar de beatificada pelo seu mestre, por pouco não fracassou nas urnas, isto contando com recursos incalculáveis e o beneplácito gritante da mídia facciosa como o “Globo”, que declarou abominar a Contra revolução de 31 de março de 1964.

O novo pleito se aproxima e a dama de um só neurônio, apesar de diariamente aumentar os beneficiários de bolsas e bolsinhas, tem um desempenho tão deplorável seja na política interna como na externa, que claudica, embora a mídia de sempre, para levantar o moral da “intragável”, publique, esporadicamente, que ela vem melhorando a sua aceitação pelo populacho.

Contudo, é provável que os membros sombrios do grupo radical antevejam problemas no futuro próximo e a derrocada nas urnas do seu “besteirol ambulante” seja um fato palpável, em especial com a dupla Eduardo e Marina, que promete deslanchar na disputa eleitoral.

As tentativas de tiranizar o País via “chavismo”, emoldurado por caricatural democracia, parece que derrapa diante do “jeitinho brasileiro” que quer ganhar vantagem em tudo.

Como o populacho não é confiável...

Portanto, quando procuramos saber como as mais recatadas manifestações se transformam num festival de vandalismo, é que por detrás daquelas demonstrações acobertam - se grupos de terroristas mirins, pagos ou insuflados pelas alas mais radicais da esquerda. Assim, podemos concluir que, atualmente, ocorrem constantes treinamentos de terroristas.

Sim, caso a famigerada dama do raciocínio enviesado e incompreensível perca nas urnas, que ninguém tenha dúvidas de que a rapaziada mascarada sairá pelas ruas para demonstrar a sua indignação e o quebra - quebra será dantesco.

Isto nas cidades, pois nas áreas rurais, lá estarão o MST e os novos guerrilheiros, alguns treinados pela FARC, dos quais temos tido breves notícias, além dos formados em plagas gaúchas (Gravataí?).

De fato, se a “pústula” perder, saia de baixo, pois haverá choro e ranger de dentes, uma vez que as forças policiais e as policias militares nada farão por estarem acuadas e desmoralizadas.

Teremos a apoteose do vandalismo, será a quebra da Lei e da Ordem com pompas e circunstâncias

Quanto às Forças Armadas, estas deverão quedar - se à margem das refregas, pois não devem se intrometer onde não são chamadas.

Quanto à espúria (não prevista no art. 144 da Constituição) Força Nacional de Segurança, sem dúvida lutará, se preciso for, ao lado de seus criadores.

Teremos então o golpe palaciano final para acalmar as massas desembestadas que clamam por justiça.

É provável que depois dos embates, como na Rússia de 1917, teremos um novo Brasil, o da foice e do martelo, ou melhor, da cuíca e do tamborim, pintados de vermelho, é claro.

Definitivamente, o nosso futuro é o do País mais comunista dos últimos tempos.

Enfim, chegaremos à apoteose sonhada por Marx e Lênin – todos por eles, e eles por eles.

Brasília, DF, 09 de outubro de 2013

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Casal preso em depredação é enquadrado na Lei de Segurança Nacional




Humberto Caporalli, de 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, de 19, foram presos em flagrante com bombas de gás lacrimogênio na mochila e câmera fotográfica com imagens de viatura da Policia Civil sendo tombada por manifestantes

Humberto Caporalli, de 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, de 19, foram presos sob a Lei de Segurança Nacional
Humberto Caporalli, de 24 anos, e Luana Bernardo Lopes, de 19: presos por vandalismo (Reprodução/Facebook)
O pintor Humberto Caporalli, de 24 anos, e a estudante Luana Bernardo Lopes, de 19, presos durante atos de depredação e vandalismo nesta segunda-feira, em São Paulo, foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional, dispositivo promulgado durante a ditadura militar. É a primeira vez que essa legislação é utilizada contra presos na atual onda de protestos. De acordo com o delegado titular da 3ª DP, Antônio Luis Tuckumantel, eles foram encaminhados para o presídio de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, acusados pelo crime de sabotagem, previsto no artigo 15 da lei assinada pelo presidente João Figueiredo, em 1983. O casal também vai responder por quatro crimes previstos pelo Código Penal: incitação ao crime, formação de quadrilha, posse de arma de uso restrito e pichar edificação privada.
Tuckumantel diz que o casal foi preso em flagrante na Avenida Ipiranga, no centro paulistano, logo após participar da depredação de uma viatura da Policia Civil. “Nas mochilas, foram encontradas bombas de gás lacrimogêneo e uma câmera com imagens em vídeo da viatura sendo tombada”, diz o delegado. Procurado, o advogado Daniel Biral, que representa os acusados, alega que eles portavam apenas o invólucro da bomba arremessada pelos policiais.
O delegado disse que usará as imagens captadas na câmera apreendida para provar que a intenção de Caporalli e Luana era agredir os policiais. Para o delegado, a medida considerada rigorosa do ponto de vista jurídico foi tomada para impedir os acusados de pagarem fianças e serem liberados, como aconteceu com os detidos acusados de destruir o patrimônio público e privado em manifestações anteriores. “Chegou a um ponto em que nossa população não admite mais esse quebra-quebra todo a cada manifestação.”
Durante coletiva realizada nesta terça-feira, em São Paulo, o secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Grella Vieira, afirmou que "cabe à autoridade policial fazer o primeiro juízo de valor e cabe ao promotor analisar e denunciar depois de fazer a capitulação do que ele acha correto".
Baderna - Na página do Facebook do pintor Humberto Caporalli, ele se autointitula "Humberto Baderna" e coleciona uma série de fotos em que aparece com o rosto coberto, em meio a nuvens de fumaça de gás lacrimogênio. Segundo a polícia, Caporalli tem passagem pela polícia por pichação e participação violenta em protestos organizados no Rio de Janeiro. 



Permanência da ocupação da reitoria da USP será votada nesta quinta







Prédio foi tomado por alunos na terça-feira, quando também se optou por greve geral; estudantes querem eleições diretas para reitor e outras mudanças no processo eleitoral

02 de outubro de 2013 | 11h 48

Renato Vieira - O Estado de S. Paulo
Atualizada às 12h21


Veja também:
Alunos da USP aprovam greve geral e ocupação da reitoria por tempo indeterminado


José Patrício/Estadão
Estudantes dentro da reitoria na tarde de terça-feira

SÃO PAULO - O Diretório Central Acadêmico (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) convocou para as 18h desta quinta-feira, 3, uma assembleia geral para decidir sobre os rumos da greve geral e da ocupação da reitoria, iniciadas na terça-feira. O prédio foi invadido durante a tarde, depois de o Conselho Universitário, máxima instância da instituição, não atender às mudanças pedidas pelo corpo discente para a escolha do reitor, como a eleição direta.

Na assembleia geral, irão participar, além dos estudantes do câmpus da Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, os campi da USP Leste, Santos, São Carlos, Lorena, Ribeirão Preto e Piracicaba.

Na manhã desta quarta-feira, o departamento permanecia ocupado, mas lideranças disseram não saber o número de pessoas que estavam lá dentro. Segundo o DCE, cerca de mil alunos participaram da assembleia que decidiu pela ocupação, na noite de terça.



Nesta quarta serão convocadas assembleias em todas as unidades da USP individualmente para deliberar sobre a greve geral. Além da ocupação e da greve, devem estar na pauta o pedido para anular as decisões do Conselho Universitário, a realização de nova reunião e o adiamento das eleições para reitor. As solicitações forma protocoladas pelo DCE.

"A Universidade de São Paulo é uma das mais retrógradas no que diz respeito às estruturas de poder", disse nesta manhã a Vanessa Monteiro, representante do DCE. "Não estamos falando aqui apenas de votar para reitor, mas de uma democratização de fundo".

Luiz Gustavo da Cunha Soares, representante discente da pós-graduação no Conselho Universitário, defende maior transparência do CO em suas decisões e explica o que levou à ocupação. "Estamos exigindo um CO aberto, que foi o que nos motivou ontem (terça) a parar a reunião. Exigimos a abertura do CO para que a comunidade como um todo pudesse decidir sobre um tema tão importante quanto a democracia dentro da universidade mais importante da América Latina."

A insuportável ocupação criminosa das dependências da reitoria da USP





Lourinaldo Teles Bezerra

Como se não fosse suficiente sua desclassificação entre as duzentas melhores universidades do mundo, a Universidade São Paulo - USP, ainda tolera acolhendo em seu interior bandidos travestidos de "alunos em greve". Esses bandidos que invadiram o prédio da reitoria daquela instituição precisam ser expulsos do prédio e devidamente enquadrados nos mais rigorosos capítulos do Código Penal. Na madrugada de ontem alguns desses marginais incendiaram todos os caixas eletrônicos que foram ali montados para ajudar aos alunos que necessitem sacar algum dinheiro destruindo por completo caríssimos equipamentos bancários. Depois de botarem fogo nos caixas eletrônicos picharam uma parede com o "inteligente" palavrório: "Abaixo o capital!!" Podemos ver que não são pessoas muito inteligentes e que não estão ali para fazer protestos, mas para promover vandalismo em nome dos "astros" que dominam o Brasil na atualidade. Ontem houve uma tentativa de estupro nas dependências daquela universidade provando o que estou aqui dizendo.

Estudantes dentro da reitoria na tarde de terça-feira - José Patrício/Estadão

O que mais será necessário acontecer para que as tropas do Batalhão de Choque adentrem o local e ponham para fora esses animais?  Será que o reitor tem tanta consideração com essa quadrilha? O que estará esperando para tomar as devidas providências no sentido de por fim a mais essa humilhação à sagrada imagem dessa que já foi orgulho do povo paulista? As instituições desse quilate no Brasil precisam ser respeitadas e preservadas sob pena de transformarmos essa Nação num pardieiro. É insuportável que tais desmandos sejam encarados como direitos próprios da democracia. A menos que democracia seja considerada por aqui como sinônimo de anarquia. Precisamos nos livrar dessa lengalenga de que tudo o que é contrário ao conceito desses esquerdopatas de mentes apodrecidas devam ser desrespeitado, destruído ou abolido. Ou preservamos o que nos pertence ou nos tornaremos indignos da Nação que nos abençoou como seus filhos! Como faremos isso? perguntariam alguns desavisados? Eu lhes digo: expilam de uma vez por todas do seio da sociedade brasileira essa escória que tenta nos dominar! Por enquanto a arma de que dispomos é o voto, mas me parece que se faz urgente adotarmos outras "medidas mais eficazes" caso os nossos votos não surtam o efeito desejado. Basta!!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O saldo da guerrilha urbana no Rio e em São Paulo



Lourinaldo Teles Bezerra


Cerca de 10.000 manifestantes pacíficos, entre eles professores, familiares destes, gente do povo iniciaram sua marcha por melhores salários nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Durante cerca de duas horas e meia a manifestação seguiu tranquilamente com seus cartazes e frases preparadas, como de costume, até que os bandidos do Black Blocs com suas mochilas atadas às costas cheias de artefatos de toda natureza, inclusive morteiros de fabricação caseira que foram atirados contra a Polícia, invadiram a manifestação. Transformaram um ato público legítimo em uma cena de barbarismo já comum nas ruas de Rio e São Paulo, ambientes propícios para tudo o que não presta. No Rio de Janeiro foram depredados ônibus, dezenas de casas comerciais e agências bancárias, até o Clube Militar teve a sua sobreloja incendiada por coquetéis molotov pelos guerrilheiros urbanos tolerados pelas autoridades federais do Brasil, cúmplices que são dessa patifaria. O consulado dos EUA, situado na Av. Pres. Wilson, também foi atacado pelos marginais mascarados com dois coquetéis molotov atirados contra o prédio. 

O consulado de Angola só não foi completamente destruído graças aos vidros blindados de sua fachada que contiveram os coquetéis molotov evitando um incêndio de proporções incalculáveis. Até as vidraças do Teatro Municipal foram arrebentadas por pedradas. Por que quebrar um centro cultural como esse? Os ataques a representações estrangeiras desmoraliza o Brasil perante o mundo com tais atos de violência gratuita e sem nenhum motivo. Afinal, vivemos numa democracia ou numa semi-ditadura? Nas cabeças doentias desses malucos miseráveis as Leis não valem nada. As ações paupérrimas das forças de segurança brasileiras são neutralizadas pela impunidade que garante aos ativistas do caos seu total sucesso. Eu fico aqui imaginando como serão as eleições do ano vindouro sob a devastação que esses bandidos promoverão impunemente. 

Viatura da Polícia Civil foi virada por manifestantes no centro da cidade - Daniel Teixeira/Estadão
Em São Paulo houve 10 feridos na violência de ontem à noite. Desses dez feridos 4 são policiais contra apenas 3 marginais, ou seja, os policiais levaram a pior no confronto com os bandidos. Isso é inadmissível num país cuja divisa de sua bandeira é Ordem e Progresso!

A Constituinte de 1988: entre as Liberdades e a Frente Única


Folha de São Paulo, 05/10/2013
Nos 25 anos da Constituição que Ulysses Guimarães classificou de “cidadã”, alinho-me com a tese de que uma das grandes virtudes da Carta é sua vocação garantidora de direitos. Foi, nesse caso, o bom uso que se fez de circunstâncias que não eram da nossa escolha. Explico-me: finda a ditadura militar, a nova Lei Maior procurou expressar o seu repúdio ao autoritarismo, precavendo-se de tentações golpistas e da agressão a direitos individuais. Mas também é preciso dizer que fizemos uma Carta excessivamente marcada por contingências, muitas vezes com o olhar posto no retrovisor. Curiosamente, seus defeitos não foram obra nem da esquerda nem da direita, mas do atraso. No Brasil, infelizmente, os direitistas costumam deixar de lado o conservadorismo virtuoso, e os esquerdistas, o igualitarismo generoso.
Poucos parecem divergir, a esta altura, da constatação de que o principal mérito da Constituição de 1988 é a consagração das liberdades democráticas – de opinião, manifestação e organização – e das garantias individuais: a criminalização inequívoca do racismo, a abolição do banimento e da pena de morte, o livre exercício dos cultos religiosos, o repúdio à tortura e a tratamentos desumanos ou degradantes dos aos cidadãos etc. Isso tudo ficou condensado no artigo 5º, o mais extenso da Carta, com 78 incisos e quatro parágrafos.
À parte as liberdades públicas e individuais, destaco, em planos distintos, como os maiores avanços da Carta de 1988, a concepção do SUS; a criação de um fundo (posteriormente chamado FAT) que reuniu as contribuições do PIS/Pasep para tornar viável o seguro-desemprego e, ao mesmo tempo, financiar investimentos; o dispositivo que definiu o salário mínimo como o piso dos benefícios previdenciários de prestação continuada; os capítulos que lidam com finanças públicas e controle externo ao Executivo e ao Legislativo – os Tribunais de Contas, por exemplo, foram extremamente fortalecidos nas suas atribuições; novos marcos para a política ambiental; o fortalecimento do Ministério Público; e a instituição do segundo turno na eleição para presidente, governadores e prefeitos em cidades com mais de 200 mil eleitores.
Mas há também alguns defeitos severos, que apontei e combati quando deputado constituinte – muitas das críticas foram expressas em artigos semanais nesta Folha: a prolixidade; as concessões de natureza corporativa; a prodigalidade fiscal; a falta de um regime geral de previdência mais homogêneo e adequado a longo prazo; o atrelamento dos sindicatos ao Estado; e a falta de inovação em matéria de sistema político e eleitoral. Deixo de mencionar aqui algumas aberrações aprovadas a respeito da ordem econômico-financeira, removidas nos quinze anos seguintes por intermédio de emendas constitucionais. Diga-se que tomei a iniciativa, como senador, de escoimar da Carta os absurdos na área financeira; contei com o apoio, faça-se justiça aos fatos, do então líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra.
A prolixidade não precisa ser provada; é autoevidente: 250 artigos e 70 disposições transitórias, com numerosos parágrafos e incisos, muitos deles típicos de leis ordinárias, decretos, portarias ou simples declarações de intenção em discursos parlamentares. Um exemplo pitoresco? A constitucionalização da existência da Justiça Desportiva e a garantia de “a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional”, o que, por óbvio, deixou de fora o futebol, o vôlei e o basquete…
Ao contrário do que se pensa, os interesses corporativos principais cravados na Constituição não foram os do setor privado, mas os da área da administração pública, de que é exemplo escancarado a estabilidade para os servidores não concursados de órgãos públicos que estavam empregados havia mais de cinco anos da data de promulgação da Carta. Abriu-se caminho ainda para toda sorte de isonomias salariais, permanente e poderoso mecanismo gerador de despesas.
Esse aspecto corporativista da Constituição representou um fator decisivo na chamada prodigalidade fiscal. Outro foi a forte redistribuição federativa de receitas tributárias, sem que houvesse, paralelamente, nenhuma descentralização de encargos – feroz e eficazmente combatida pelas corporações de funcionários e de clientes dos setores envolvidos.
Se a força e a amplitude dos direitos e garantias fundamentais deveram-se à ruptura com um regime de força – tratava-se de esconjurar o passado –, os defeitos da Carta de 1988 estão relacionados a contingências políticas e às falsas expectativas que gerou. Afinal, a Assembleia Nacional Constituinte vinha sendo uma bandeira da oposição ao regime militar desde a segunda metade da década de 1970. Não era vista como o umbral apenas da liberdade,  mas também da prosperidade e da justiça social.
Havia uma expectativa de elevação imediata do bem-estar social, o que fora proporcionado, note-se, pelo Plano Cruzado, na sua fase bem-sucedida em 1986, angariando muitos votos ao PMDB nas eleições daquele ano. Ocorre que a agonia do plano coincidiu com o início dos trabalhos da Constituinte, no começo de 1987. A inflação de dois dígitos mensais, fator de profunda perturbação e instabilidade social, fez sombra na Assembleia até o fim. Parlamentares e partidos se moviam freneticamente para mostrar serviço aos eleitores e para responder a demandas da opinião pública, procurando mitigar insatisfações com a criação de preceitos constitucionais. Ou por outra: uma Carta Constitucional, que por definição é feita  para durar e estar acima de contingências, transformava-se em fator de ajuste de tensões sociais e conflitos distributivos corriqueiros.
O colapso da estabilidade econômica enfraqueceu rapidamente o governo Sarney e ampliou a distância entre o mandatário e o PMDB, partido ao qual se filiara exclusivamente para assumir a condição de vice na chapa encabeçada por Tancredo Neves. O setor mais influente do partido deu início aos trabalhos para redigir a nova Carta, procurando diferenciar-se do governo. Ganhou força a ideia de uma Assembleia que editasse atos constitucionais que se sobrepusessem ao Executivo. Isso acabou não acontecendo, mas inaugurou um tipo de conflito que se manteria até o final do processo constituinte.
O confronto mais relevante teve como objeto a duração do mandato de Sarney, que fora eleito com Tancredo para governar por seis anos, mas aceitava cinco. O então líder da bancada do PMDB, Mário Covas, defendia quatro e emplacou esse número numa primeira versão da Constituição, vinda da Comissão de Sistematização, em meados de 1987, junto com a aprovação do parlamentarismo. O presidente Sarney propôs um acordo: apoiaria o parlamentarismo se lhe dessem cinco anos e o direito de indicar um primeiro-ministro com estabilidade inicial de dez meses, se a memória não me falha. O PMDB recusou a oferta. O governo não mediu esforços para garantir os cinco anos, recorreu a todas as armas da fisiologia, para dizer o mínimo, e saiu vitorioso. O trágico é que o parlamentarismo acabou sendo  derrotado junto.
A impopularidade e a insegurança do governo, determinadas pela inflação galopante e pelos conflitos com a Assembleia, retiraram do governo a capacidade de assumir um papel relevante na formação do Texto Constitucional. Na verdade, o Planalto se omitiu, especialmente em relação aos gastos – chegou a apoiar medidas nesse sentido. O chamado Centrão, um agrupamento de parlamentares mais ligados ao governo, só tinha compromisso com os cinco anos e o presidencialismo. No mais, dispôs de plena autonomia para defender suas propostas.
É preciso destacar ainda as condições difíceis em que atuou o PMDB, o maior partido do Congresso. Era já uma força extremamente heterogênea, cindida por interesses regionais. Chegou à Constituinte sem uma concepção sobre a Carta ou a forma de organizar o trabalho. Além disso, ficou politicamente dividido entre suas duas figuras principais, ambos aspirantes à Presidência nas eleições seguintes: Ulysses Guimarães e Mário Covas. O primeiro era o presidente da Assembleia; o segundo, líder do partido, eleito contra o então deputado Luis Henrique, candidato de Ulysses.
Alguns analistas se confundem ao procurar entender o Texto Constitucional a partir da dinâmica de conflitos entre “esquerda” e “direita”. A chamada direita, no Brasil, não se expressa pelo conservadorismo, mas pelo atraso. Nem remotamente é austera. O texto substitutivo do Centrão era mais gastador e prolixo, mais recheado de casuísmos, privilégios corporativos, vinculações e isonomias do que o já pródigo projeto que fora por ele derrubado, da Comissão de Sistematização, este sim comandado pela fatia do PMDB que se afastara do governo. Note-se que o mesmo Centrão manteve no seu projeto todas as garantias democráticas do relatório que conseguiu derrubar. Estas não foram objeto de nenhum confronto significativo no desenrolar de todo o processo. E, só por curiosidade, foi do Centrão, do deputado Gastone Righi, a criação do abono de férias para todos os assalariados… Mais ainda, quando foi votada nos turnos finais a emenda que fixava a taxa máxima de juros da economia em 12% reais na Constituição brasileira, eu e o deputado Cesar Mais encaminhamos o voto contrário, a defesa da emenda também foi feita pelo Centrão, por intermédio do mesmo deputado e de outro, do PFL de Minas Gerais.
O que se poderia chamar “esquerda”, na época, era dominada pela concepção do Estado varguista e pelas ideias das décadas de 50 e 60, alienadas das mudanças que já estavam acontecendo no mundo e que só começariam a tornar-se mais transparentes no Brasil depois da queda do Muro de Berlim. Para ela, eram exóticas as preocupações com inflação, quadro fiscal, travas ao investimento privado e paternalismo estatal, sem mencionar a confusão permanente e até contradição entre benefícios para corporações restritas e interesses sociais mais amplos.
Os dois lados exibiram seu antagonismo – o que politicamente convinha a ambos –, com farta cobertura da imprensa. O tema foi a reforma agrária, e o confronto se deu em torno da função social da propriedade e da possibilidade de desaproprias terras produtivas. Tudo acabou resolvido em dois artigos. Noves fora as diferentes formas de lidar com o MST e com a inconstitucional violência rural, nenhum governo posterior procurou mexer no texto desses artigos nem deixou de levar adiante o caríssimo processo da reforma agrária.
Não por acaso, os dois “lados” – esquerda e direita – , com a cumplicidade de sucessivos governos, foram e continuam sendo integrantes ativos do mais consolidado de todos os partidos brasileiros: a Fuce – Frente Única Contra o Erário e a favor das corporações de interesses especiais. Ninguém é mais falsamente de esquerda do que ela. Ninguém é mais falsamente de direita do que ela. Ninguém, a exemplo dela, é tão objetivamente contra os interesses do Brasil e dos brasileiros. Aliás, não é esse o partido mais consolidado e hegemônico do Congresso, 25 anos depois?

Suape fora da lei



Heitor Scalambrini Costa
Coordenação do Fórum Suape e professor da UFPE
"A vida consiste em escolher entre indignos e indignados.
Eu sempre estive com os indignados". Eduardo Galeano

Para quem acompanha o modelo de desenvolvimento industrial predatório, adotado em Pernambuco, que tem na empresa que administra o Complexo Industrial Portuário de Suape seu símbolo maior, não se surpreendeu com a multa a ela aplicada pela Agência de Meio Ambiente – CPRH em razão do impacto ambiental que vem causando (JC 10/9), em particular com as obras de dragagem e derrocagem do porto pela empresa holandesa Van Oold.
São tantos os desmandos, o não cumprimento de leis, as injustiças praticadas pela empresa Suape ao longo dos últimos anos contra o meio ambiente e as populações locais, que não daria nestas parcas linhas descrevê-los.
O mais gritante desapego à lei são os anos e anos (mais de 10 anos) de descumprimento da aplicação das compensações ambientais impostas para que os desmatamentos dos mangues, restingas e mata atlântica ocorressem naquele território. Os inúmeros Termos de Ajustes de Conduta assinados com o Ministério Público foram sistematicamente desrespeitados pela empresa Suape. Em janeiro de 2012, a empresa publicou como matéria paga nos três jornais de grande circulação do Estado informe publicitário anunciando que o passivo ambiental daquela área tinha sido zerado. Até hoje, os moradores se perguntam onde foram realizadas as intervenções anunciadas com grande pompa? E o Ministério Público, que não se posicionou sobre o pedido de informação para que Suape apontasse em que locais teriam sido efetuadas aquelas intervenções?
Outra questão que indigna a todos os de boa vontade é a truculência com que é tratada a população local (pescadores, agricultores familiares, trabalhadores) que sistematicamente sofrem violências contra seus direitos mais elementares. É sempre bom relembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, passou a incorporar o direito à moradia adequada como um dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente como universais, e que lamentavelmente não é acatada por quem se diz proprietária da área, e que tem deveres em relação a seus moradores. Um exemplo a ser citado, que tem a ver com o direito a ir e vir, diz respeito aos moradores da Ilha de Tatuoca, que agora, para entrar e saír de onde vivem há décadas (mesmo antes da existência da empresa), receberam uma carteirinha de identificação da empresa Suape. Sem falar da verdadeira “milícia” (como chamam os moradores), que foi criada e é comandada pela Diretoria de Gestão Fundiária e Patrimônio da empresa, que infernizam e tornam a vida dos que ali moram insuportável.
O mais recente episódio é à matéria jornalística do JC de 12/9 último, dois dias após a mídia pernambucana e nacional divulgar a multa de 2,5 milhões de reais aplicada pela CPRH em razão das nocivas consequências ambientais provocadas pelas obras realizadas no Porto de Suape.
A reportagem “Posseiros de Suape são indenizados” dava conta de que 600 famílias oriundas de 5 engenhos, numa área de 670 ha, seriam indenizadas (valor médio de R$ 58 mil reais por família) com recursos repassados pela CPRH à empresa Suape. Dinheiro esse na realidade, recebido da Refinaria Abreu e Lima, e pago como parte da compensação ambiental. Além do escândalo no valor das indenizações (o ha em Suape vale hoje em torno de 500 mil reais), o mais grave, caso esta informação seja confirmada, é que recursos advindos de compensação ambiental são expressamente proibidos pela Lei Federal nº 9.985, de 18/07/2000, e pela Resolução nº 371, de 05/04/2006, do CONAMA, de serem usados para pagamento de indenizações. Então como Suape utilizará destes recursos nas indenizações?
É chegada a hora da sociedade pernambucana ter mais informações sobre o que esta acontecendo naquele território, e não somente receber “propaganda chapa branca” sobre geração de renda e de empregos. A “caixa preta” desta empresa pública tem que ser aberta, e a mídia têm um papel fundamental: o de informar os dois lados da questão. 

Uso de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal por Ideli Salvatti é classificado de “imoral”





Abuso consentido – O deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara, classificou nesta segunda-feira (7) de “imoral” o uso de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, pré-candidata do PT catarinense ao Senado Federal, para turbinar sua campanha política em Santa Catarina. A aeronave tem convênio com o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) para transportar pacientes graves e de tragédias naturais.
“Isso que a ministra está fazendo é uso eleitoreiro de um bem público para pavimentar sua campanha. Essa prática imoral tem sido usada nesses anos todos por este governo”, afirmou Bueno.
De acordo com reportagem do Correio Braziliense, sempre que Ideli precisa da aeronave, são retirados os equipamentos de primeiros socorros para que ela faça o seu “périplo” pelo estado para entregar casas, assinar ordens de serviço, inaugurar obras e outras ações que nada têm a ver com sua função de articuladora da política institucional do Palácio do Planalto.
Ainda de acordo com o jornal, nestes dois anos Salvatti participou de 35 eventos no estado, sendo que os deslocamentos foram feitos no helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Em um desses acontecimentos político-eleitorais, a aeronave ficou à disposição da ministra de Relações Institucionais das 9h às 18h.
Rubens Bueno criticou ainda nota da Secretaria de Relações Institucionais justificando que a ministra fez uso avião sempre “para cumprir agendas oficiais”.
“O curioso é que essas viagens só acontecem em Santa Catarina. A ministra usa para fazer campanha o helicóptero que a Polícia Rodoviária tem para transportar vítimas e chama isso de cumprimento de agenda oficial”, ironizou o parlamentar.
O Decreto Presidencial nº 4.244 de 2012, que trata do uso de aeronaves do Grupo de Transporte Especial da FAB (Força Área Brasileira) para viagens de autoridades do governo federal, não inclui helicópteros da Polícia Rodoviária.
Soberba e arrogante, Ideli Salvatti continua devendo aos brasileiros uma explicação sobre escândalo das 28 lanchas-patrulha compradas pelo Ministério da Pesca e que não foram entregues, apesar de Ideli, então ministra da pasta, ter autorizado o pagamento de R$ 21 milhões.
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DIRETO DA CORTE: Dilma e os palacianos decidiram prorrogar a novela da espionagem estrangeira





Pegando carona – Dilma Rousseff, a presidente, tem mostrado aos brasileiros que esta com disposição de sobra para explorar as denúncias de espionagem por parta do governo norte-americano, de acordo com declarações do ex-analista da Agencia Nacional de Segurança (NSA), Edward Snowden.
Informada com antecedência que o programa Fantástico, da Rede Globo, levaria ao ar, no domingo (6), matéria sobre o assunto, Dilma não perdeu tempo e ressuscitou o tema no Twitter.
No DIRETO DA CORTE, o jornalista Ucho Haddad fala sobre o oportunismo barato do Palácio do Planalto e o desdobramento de um episódio que não deve acabar tão cedo, podendo chegar até à campanha presidencial de 2014.
Saiba mais sobre o assunto ouvindo o DIRETO DA CORTE, cujo link você encontra na coluna à esquerda da página principal do ucho.info, que traz um “player” que permite acessar o comentário do dia. E quando A MARCA DA NOTÍCIA chega aos seus ouvidos, é porque o ucho.info agora também é O SOM DA NOTÍCIA.
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Conflito tem 10 detidos e 7 feridos na República





População do centro foi surpreendida com truculência de mascarados do Black Bloc
08 de outubro de 2013 | 2h 06

Fabio Leite e Bruno Paes Manso - O Estado de S.Paulo


A noite violenta no centro de São Paulo terminou com sete feridos - quatro policiais militares e três manifestantes. Segundo balanço da Polícia Militar, dez pessoas foram detidas após depredação de agências bancárias, lojas e viatura da Polícia Civil, além da destruição de equipamentos públicos, como placas de trânsito e lixeiras. A onda de ataques voltou a levar pânico à região da Praça da República.



Na Rua do Arouche, PMs fizeram uma batida na lanchonete Karibe, onde sete manifestantes estavam escondidos. O grupo, que tinha duas mulheres, foi retirado do estabelecimento, revistado e levado para o 2.º Distrito Policial (Bom Retiro).

O defensor da ONG Advogados Ativistas, André Zanardo, de 26 anos, chegou no momento da revista e criticou a ação. "Todos os que eles encostaram na parede foram levados para a delegacia, sem nenhum motivo flagrante. Parece a antiga prisão para averiguação da ditadura militar", afirmou.

Um cliente que estava na lanchonete, cujas portas já estavam fechadas quando a PM chegou, contou como foi a prisão. "A polícia abriu a porta e estava todo mundo bebendo, menos eles, que estavam todos com os olhos vermelhos por causa do gás lacrimogêneo", disse o funcionário público Amilcar Ferreira, de 46 anos.

Segundo a PM, outros três manifestantes foram detidos na região da Praça da República. Sem informar a identidade, o major Genivaldo Antonio, responsável pela operação da PM, informou que um dos responsáveis por virar a viatura da Polícia Civil na Avenida Rio Branco também foi preso.

Susto. Quem passava pelo centro foi surpreendido com a truculência dos black blocs após o protesto em solidariedade aos professores do Rio. Às 21h40, o porteiro Mariano José Leão perambulava pela Praça da República com a cabeça ensanguentada. Ele pedia socorro após ter sido assaltado duas vezes.

"Levaram meu celular e meu dinheiro, tudo o que eu tinha. Só me deixaram a chave de casa", disse. Leão mora no centro há 38 anos e disse acreditar que não tenha sido assaltado por manifestantes, mas por bandidos que se aproveitaram da confusão. Desnorteado, ele não conseguia encontrar um PM na praça, embora houvesse 150 homens na frente da Secretaria Estadual da Educação.

Atendente de uma rede de farmácias na Avenida Ipiranga, Elizete Rosa de Souza disse que a manifestação parecia pacífica. "A passeata passou tranquilamente por volta das 18h, com pouca gente. Foi por volta das 20h que começou a barulheira", contou. "Em manifestações anteriores, a loja da Oi, Casas Bahia e o McDonald's já haviam sido destruídas. Fechamos logo que o barulho começou."

Às 22h já não havia mais focos de manifestação pelo centro e a situação estava controlada pela polícia.

CPI do Tráfico de Pessoas tomará depoimento de diretor do Facebook no Brasil na terça-feira





Fala que eu te escuto – A Comissão Parlamentar de Inquérito do Tráfico de Pessoas, em funcionamento na Câmara dos Deputados, marcou reunião para terça-feira (8), quando ouvirá explicações do diretor do Facebook no Brasil, Jobelino Vitoriano Locateli. O requerimento é de autoria do presidente da CPI, Arnaldo Jordy (PPS-PA).
A CPI busca detalhes do funcionamento de uma página na rede social que servia de instrumento para o tráfico de crianças. Desde o final de agosto deste ano, a Polícia Civil de Pernambuco investiga um suposto “comércio” de bebês que tinha como canal de oferta o Facebook.
De acordo com a polícia, as crianças eram oferecidas por preços entre R$ 7 mil e R$ 50 mil. A página teria sido criada no dia 3 de julho e continha imagens pirateadas de bebês desconhecidos. Quatro mulheres tentaram doar suas crianças, sendo que duas delas por dinheiro.
O Ministério Público pernambucano também investiga o caso. A legislação brasileira proíbe a doação de crianças mediante oferta de pagamento de qualquer natureza.
A reunião está marcada para ter início às 10 horas e será realizada no Plenário 11 da Câmara dos Deputados, mas Locateli dificilmente terá muito a revelar, pois a quebra do sigilo de dados do criador do perfil depende de autorização judicial.
No caso de a Justiça já ter determinado a quebra do sigilo da referida página, as informações não poderão ser repassadas em audiência pública.
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Cirurgia afasta Cristina de Kirchner do governo da Argentina, que enfrenta crise


(Associated Press)
No estaleiro – Cristina Elisabet Fernández de Kirchner, presidente da Argentina, mergulhou em um inferno astral. Depois de avaliação médica no final de semana, que culminou com a recomendação de afastamento do governo durante trinta dias, a presidente sentiu formigamento no braço esquerdo e será submetida a cirurgia na terça-feira (8). O procedimento cirúrgico servirá para que a Cristina de Kirchner corrigir um hematoma subdural (acúmulo de sangue na cabeça).
“A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (…) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma”, indicou a Fundação Favaloro.
A presidente argentina foi internada nesta segunda-feira para exames cardiovasculares pré-cirúrgicos, mas a operação gera preocupação e muitas especulações no país.
A cirurgia e o período de recuperação manterão Cristina de Kirchner fora de combate durante pelo menos um mês, no momento em que faltam três semanas para as eleições legislativas, que acontecem no próximo dia 27 de outubro. Esse processo eleitoral de meio de mandato definirá o tamanho do poder que a presidente terá nos dois últimos anos de seu governo.
O vice-presidente Amado Boudou antecipou o retorno de uma viagem ao Brasil e à França e assumiu formalmente, no final de semana, a presidência, uma vez que Cristina continua no comando.
De acordo com o porta-voz da Casa Rosada, o hematoma subdural pode ser decorrência de uma queda sofrida em agosto, quando os médicos a liberaram para continuar no comando do país.
O afastamento de Cristina de Kirchner acontece em um período de dificuldade para o governo argentino, que enfrenta uma intensa batalha judicial nos Estados Unidos sobre o calote da dívida do país, que é a terceira maior economia da América Latina.
Fora isso, a Casa Rosada está em alerta por causa da crise política, que se intensifica a cada dia pela alta da inflação, a insatisfação popular e uma queda de braços com a imprensa local, que luta contra a efetivação da chamada lei de meios.
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Renault anuncia montagem de smart elétrico Twizy no Brasil





Liga na tomada – A Renault do Brasil e a Itaipu Binacional anunciaram, nesta segunda-feira (7), uma parceria para a montagem do Twizy, o veículo elétrico para dois ocupantes. As empresas assinam acordo de cooperação tecnológica que prevê a montagem de 32 Twizys no Centro de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
“O acordo com a Renault une grandes empresas, líderes em seus segmentos, que têm o desejo de desenvolver tecnologias limpas, que não agridem o meio ambiente com a emissão de gases poluentes”, afirmou Jorge Samek, diretor geral Brasil da Itaipu Binacional. “Tenho a convicção de que o veículo elétrico estará presente no futuro da mobilidade”, completou.
“A Aliança Renault-Nissan está investindo quatro bilhões de Euros no desenvolvimento dessa tecnologia. Acreditamos que o futuro da mobilidade passa, necessariamente, por veículos zero emissão”, afirmou Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.
“Nós decidimos começar a parceria pelo Renault Twizy porque a montagem desse modelo é menos complexa. Apesar disso, é um carro que agrega muita tecnologia e inovação, sendo um autêntico city car, feito para duas pessoas. Assim, teremos menos dificuldade para a absorção da tecnologia”, afirmou o engenheiro Celso Novais, chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu.
Novais ainda destacou que o acordo prevê estudos de nacionalização de componentes e a identificação de futuros fornecedores no Brasil e no Paraguai. Na Europa, o Twizy compõe uma categoria especial de veículos, para uso exclusivo em cidades e rodovias de perímetro urbano. Os modelos não podem ser utilizados em rodovias expressas.
Os veículos, vendidos pela Renault, chegarão ao Brasil desmontados, em kits mecânicos, e servirão para uso restrito da Itaipu e instituições parceiras do Programa VE. (Com informações do CicloVivo)
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Polícia investiga caso de mulher que teve orelha arrancada por mordida




Agressão ocorreu na madrugada de sábado em uma boate de Pelotas, RS.
Segundo a delegada, ex-namorado ingeriu a parte arrancada da orelha.

Do G1 RS
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A Polícia Civil investiga o caso de uma mulher que teve parte da orelha arrancada a mordidas pelo ex-namorado por volta das 4h de sábado (5) em uma casa noturna em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Depois da agressão, o homem ingeriu a parte arrancada, segundo a delegada Lisiane Mattarredona, que cuida da ocorrência. Ela chegou a ser hospitalizada, mas já foi liberada.
O homem, de 31 anos, não foi encontrado pela Brigada Militar na hora da ocorrência. Ela havia feito registro de agressão no mês passado, mas não pediu medida protetiva. Conforme a delegada, eles se encontraram de maneira não programada na casa noturna e brigaram.
A mulher que teve parte da orelha arrancada prestou depoimento na delegacia na tarde desta segunda-feira (7). Uma nova avaliação médica irá avaliar a gravidade das lesões. O homem, se confirmado o caso, será denunciado por lesão corporal.