terça-feira, 10 de junho de 2014

Com medo da vaia, Dilma vai à TV fazer campanha antecipada usando a Copa.





Blog do Coronel (Coturno Noturno)

Medo da vaia faz Dilma trocar o campo pela TV
O PSDB acaba de soltar nota oficial repudiando o crime eleitoral - mais um! - cometido por Dilma Rousseff em pronunciamento à nação. Leia abaixo:
Ao negar-se a discursar na abertura da Copa e escolher a proteção e o silêncio da tela de TV, a presidente buscou uma forma de se esquivar do contato direto com os brasileiros, com o intuito de evitar a repetição das manifestações que ocorreram na Copa das Confederações.

Na rede oficial de rádio e TV convocada esta noite, a presidente ultrapassou ainda mais os limites na mistura do interesse público e dos interesses pessoal e partidários, algo que já se tornou sistemático em seu governo. Mais uma vez lança mão de um instrumento de Estado, pago pelo contribuinte, para fazer acintosa e ilegal campanha eleitoral.

Mas dessa vez surpreendeu ao utilizar o pretexto da Copa do Mundo para criticar milhões de brasileiros que vêm legitimamente manifestando sua discordância com a forma como o governo encaminhou os preparativos do evento. A tentativa de associar a seleção brasileira a um governo lembrou a ofensiva de propaganda do regime militar.

O pronunciamento da presidente foi um esforço para transformar em motivo de orgulho nacional obras inacabadas, gastos superfaturados e a absoluta falta de capacidade de gestão desse governo. Mais uma vez, a presidente deixa claro que não entendeu a mensagem das ruas.

Torcemos todos pela seleção brasileira e por uma grande Copa do Mundo. Ao trocar o contato direto com os brasileiros na abertura da Copa pelo conforto de mais uma rede oficial de rádio e TV, a presidente pode ter evitado um grande constrangimento, mas não evitará o julgamento das urnas.

Aécio: Dilma está desconectada da realidade.





Blog do Coronel (Coturno Noturno)

O senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta terça-feira, 10, que a presidente Dilma Rousseff está "desconectada da realidade" ao afirmar que é "invencível", conforme declarou em convenção nacional na qual o PDT confirmou apoio à reeleição da petista. Para o tucano, sua principal adversária na corrida presidencial de outubro deve é "dormir com uma enxaqueca" pelo que considerou derrota do governo com o resultado da convenção nacional do PMDB - que também confirmou a manutenção da atual aliança com 59% dos votos dos delegados do maior partido da base aliada do governo.
"A presidente hoje infelizmente deve dormir com uma enxaqueca. Porque ela sofreu uma fragorosa derrota na convenção do PMDB. Depois de tudo que foi feito, da distribuição dos espaços para o PMDB no governo, que já manda quase mais, pelo menos um setor do PMDB, que o próprio PT, a oposição à aliança ter 40% dos votos é uma derrota fragorosa", avaliou o senador.
Segundo Aécio, o resultado da convenção peemedebista significa "alguns minutos a mais" na propaganda eleitoral gratuita, mas não terá "a base, o trabalho e o sentimento de seus aliados". "O governo, tendo feito o que fez para atrair o PMDB, ter esse resultado em torno de 60%, considero uma derrota fragorosa da base do governo, daqueles que querem aliança. Esses 40% certamente apontam para uma rejeição, que hoje é muito maior que isso nas bases do PMDB, à aliança com o PT", declarou o senador.
"O mais surpreendente que eu vi hoje da presidente, uma presidente desconectada da realidade, aflita com os resultados que vem tendo na economia, na área social, é ela dizer que é invencível", disparou o tucano, referindo-se à declaração de Dilma que o apoio do PDT é "fundamental" e que, "juntos", serão "invencíveis". "Invencíveis seremos nós brasileiros que vamos encerrar esse ciclo de governo do PT que está infelicitando o País", salientou Aécio, em Belo Horizonte, ao chegar para a convenção do PSDB mineiro que confirmou a candidatura do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) para o governo de Minas, com o deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) como candidato a vice e o ex-governador e também tucano Antonio Anastasia disputando uma vaga no Senado.
Ibope.
Em entrevista, Aécio também classificou como reflexo do "sentido de enfado" o resultado de pesquisa Ibope encomendada pela União dos Vereadores de São Paulo (Uvesp), que mostrou oscilação de dois pontos percentuais para baixo nas intenções de voto em Dilma, diante de oscilação positiva do mesmo porcentual do tucano e do ex-governador Eduardo Campos (PE), presidenciável do PSB. "É um sentimento que a gente percebe em outras pesquisas também. O sentimento crescente no Brasil é de enfado, de cansaço em relação a tudo que está acontecendo no Brasil. Não há marqueteiro que leve o PT à vitória. Podemos nos preparar para um novo e grande governo a partir de 2015 e vamos trabalhar para isso", declarou o mineiro. (Estadão)

Oposição em obstrução na Câmara para derrubar decreto bolivariano da Dilma.





Blog do Coronel (Coturno Noturno)

Oposição manda dizer para Dilma que aqui não é a Bolívia nem a Venezuela dos seus "miguchos" bolivarianos.
O DEM, o PSDB e o PPS anunciaram na sessão desta terça-feira que estão em obstrução para impedir a votação de projetos até que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), coloque em votação o decreto legislativo que suspende a criação de conselhos populares proposta pelo presidente Dilma Rousseff em decreto. Desde a semana passada, nove partidos assinaram requerimento para a tramitação, em regime de urgência, da matéria, mas o presidente Henrique Alves não incluiu a votação dele na pauta.
- Desde a semana passada estamos pedindo a votação da urgência e do decreto. O governo imaginou que o assunto sairia da pauta. Ou o presidente da Câmara ou a Casa se pronunciam e aceitam votar este decreto, ou não teremos outras votações - avisou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), acrescentando: - Também poderemos sair da obstrução se a presidente revogar o decreto dela. Será um recuo salutar.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse estar preocupado com a obstrução na Câmara. Ele participou de evento para entrega de 80 mil cisternas com recursos da Fundação Banco do Brasil, nesta terça-feira. Segundo ele, o decreto foi mal compreendido, pelos parlamentares, porque não cria nenhuma instituição nova. Carvalho disse que falará com o presidente da Câmara e se dispõe a ir ao Congresso esclarecer dúvidas sobre o tema.
- O decreto não cria nenhuma instituição nova. Os conselhos se espalham por 5 mil municípios e prestam um serviço extraordinário para o país. A proposta do SUS surgiu nos conselhos. O decreto não fere nenhuma das prerrogativas do Congresso, ele está sendo mal compreendido - disse.
HENRIQUE ALVES DIZ QUE ESTÁ NEGOCIANDO REVOGAÇÃO
O anúncio da obstrução da oposição provocou intenso debate no plenário. Henrique Alves reagiu, explicou que ele está articulando com o governo para a revogação do decreto, e fez um apelo para que a oposição saia da obstrução: - Não tenho como discutir agora algo que não pautei. Estou fazendo uma negociação republicana, tentando que o decreto seja revogado. Só espero que amanhã não saia publicado que esta Casa não votou nada por conta dos jogos da Copa. O plenário tem que decidir se quer realizar hoje seu trabalho!
A deputada Alice Portugal (PC do B-BA) solidarizou-se com Henrique Alves e cobrou a votação de projetos que estão pautados. - Presidente, o senhor fez um desagravo ao Parlamento. Vários grupos da sociedade estão aqui presentes, aguardando a votação de projetos importantes. Vamos votar - disse Alice. (O Globo)

PMDB fecha aliança com PT, chamando governo de "ineficiente" e "corrupto".





Blog do Coronel (Coturno Noturno)

Decisão foi referendada em convenção nesta terça-feira - André Dusek/Estadão
Com críticas ao PT e ao governo, o PMDB aprovou nesta terça-feira (10) em convenção nacional o apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Foram 398 votos pela manutenção da aliança (59%) contra 275 (41%) da ala que defendia o rompimento.
Mesmo com a vitória, o resultado representa constrangimento ao Planalto. Em 2010, o apoio peemedebista à chapa de Dilma havia sido aprovado por 84% dos convencionais. Com a decisão de hoje, a petista obtém cerca de 2 minutos e 20 segundos (em cada bloco de 25 minutos) na propaganda eleitoral na TV, que é o principal instrumento das campanhas políticas. O espaço no chamado "palanque eletrônico" é definido, principalmente, pelo tamanho dos partidos coligados.
O evento peemedebista, realizado no Senado, em Brasília, foi pontuado por reclamações de falta de apoio do partido da presidente da República aos candidatos do PMDB, principalmente no Rio de Janeiro, onde a legenda terá o PT como adversário na tentativa de reeleger Luiz Fernando Pezão. A ala contrária a Dilma chegou a discursar contra a aliança e a distribuir panfletos em que acusa o governo de ineficiência e corrupção.
Maior aliado do PT na coalizão dilmista, o PMDB possui cinco ministérios, mas reclama constantemente que seu espaço é pequeno e que não tem autonomia total nas pastas sob sua responsabilidade. Na abertura da convenção, o vice-presidente da República, Michel Temer, minimizou a dissidência e afirmou que a manutenção da aliança com o PT visa "abrir as portas" para que no futuro "o PMDB ocupe todos os espaços políticos, para o bem dos brasileiros".
Dizendo que o partido é o responsável pela "grande revolução social neste país", Temer afirmou que não acreditava nas "intrigas" que, segundo ele, apontavam para traições. Com a vitória de sua ala, Temer será novamente o vice na chapa de Dilma. Antes de discursar, Temer repetiu que estaria satisfeito mesmo que a aliança fosse aprovada até mesmo por margem mínima. E negou constrangimento: "Isso é comum no PMDB, se a gente não se acostumar com isso depois de 40 anos, não dá para fazer política."
Em sua fala, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), disse que o partido apresentará propostas de governo a Dilma, entre elas o ensino em tempo integral e a "defesa permanente da liberdade de expressão e pensamento". "Disso o PMDB não abre mão", afirmou Raupp. Setores do PT defendem propostas de regulação da mídia. O ex-governador Roberto Requião (PMDB-PR) tem proposta similar, mas ela não encontra respaldo na cúpula peemedebista.
REBELIÃO
Vice de Dilma, alas do PMDB ameaçaram nos últimos meses romper a aliança e, inclusive, lideraram na Câmara dos Deputados uma rebelião contra o Palácio do Planalto. Na lista de insatisfações, falta de interlocução com Dilma, reivindicação de maior espaço no governo e de apoio do PT às suas candidaturas nos Estados.
Nos discursos da convenção, coube à seção do Rio os maiores ataques. O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, afirmou que o partido devolverá "na mesma moeda" eventuais acusações que Pezão sofrer do PT. O partido de Dilma deve lançar na disputa o senador Lindberg Farias. Segundo Paes, o PT não tem sido patriótico em vários Estados. No Estado a maioria do PMDB deve apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência. Segundo a cúpula da legenda no Estado, o principal culpado disso é o PT.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, candidato ao governo do Rio Grande do Norte, também reclamou em discurso não receber o apoio do PT em seu Estado. Um dos peemedebistas mais críticos à aliança da legenda com Dilma, o ex-ministro Geddel Vieira Lima diz que o apoio seria aprovado por causa de Michel Temer. "Dilma deve ir à nossa senhora aparecida porque Temer a está levando nas costas".
Outro opositor à aliança, o deputado federal Danilo Forte (CE) pediu que o apoio ao PT não fosse aprovado. "Meu coração é Eduardo Campos, pena que ele está patinando. Marina [Silva] acabou com ele". Segundo o deputado, ele e o senador Eunício Oliveira (CE) "carregaram Michel no ombro em 2010". "Agora não dá mais: ou salva o Brasil ou o PT", disse ele à Folha. (Folha Poder)

Supremo valida provas da Lava-Jato e envia ações ao PR




Ministros do STF decidem manter em Brasília apenas investigação sobre o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas

Laryssa Borges, de Brasília
Lava-Jato: investigação sobre o petista André Vargas fica no STF
Lava-Jato: investigação sobre o petista André Vargas fica no STF (Sérgio Lima/Folhapress )
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta terça-feira a validade da investigação e das provas colhidas na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A decisão foi tomada pela Segunda Turma do tribunal, formada pelos ministros Teori Zavascki (presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.
Os magistrados determinaram que as ações penais e apurações contra o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e outros seis réus sejam analisadas pela Justiça Federal no Paraná. Com isso, poderão ser retomadas as investigações contra a quadrilha que movimentou nos últimos anos cerca de 10 bilhões de reais em um esquema de lavagem de dinheiro. Caberá ao juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, analisar se mantém ou não as prisões dos detidos na Lava-Jato.
Apenas o trecho das investigações que cita o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas (ex-PT) continuará na mais alta Corte do país porque o parlamentar tem foto privilegiado.
Leia também: Investigado, ex-diretor afirma à CPI: 'Petrobras não era casa de negócios'
Alberto Youssef recorreu a ‘shopping de CNPJ’

Em VEJA: PT se articula para salvar André Vargas da cassação
Há cerca de um mês, o ministro Teori Zavascki, do STF, havia determinado, em decisão liminar, a liberdade do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e suspendido todos os inquéritos relacionados à operação policial e às ações penais abertas na Justiça Federal do Paraná contra os investigados, entre eles o doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro. No mesmo dia, porém, Zavascki recuou de sua decisão e manteve as prisões de Alberto Youssef e de outros investigados na operação policial, autorizando a liberdade apenas de Paulo Roberto Costa. Nesta terça-feira, Zavascki apresentou uma questão de ordem ao STF para decidir sobre o prosseguimento ou não das investigações e sobre quais investigados deveriam ter os casos julgados no tribunal.
A Operação Lava-Jato foi enviada ao Supremo adepois da PF descobrir ligações das quadrilhas com o deputado federal André Vargas com o doleiro Youssef. Em conversas telefônicas monitoradas pelos policiais, Vargas, então no PT, combina com o doleiro uma estratégia para que ambos possam “enriquecer juntos”. O deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) também é citado nas apurações sobre o esquema de lavagem de dinheiro e por diversas vezes aparece em conversas telefônicas pressionando para receber repasses em dinheiro de Youssef.

Congresso reage e dá prazo para Dilma revogar decreto bolivariano


Veja

Presidentes da Câmara e do Senado cobraram que o Palácio do Planalto desista da medida; PMDB já anunciou que trabalhará para derrubar o texto

Marcela Mattos, de Brasília
 Dilma Rousseff durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, em Brasília
PRESSÃO – Partidos dão prazo para Dilma revogar decreto (Reuters)
A mobilização que começou nas bancadas de oposição se espalhou pelos partidos governistas, e o Congresso Nacional decidiu reagir ao Decreto 8.243/2014, assinado pela presidente Dilma Rousseff. A medida institui, numa canetada, a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública, num ataque à democracia representativa.
Pressionados por líderes de partidos, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediram pessoalmente à presidente, que hoje compareceu ao Congresso para a Convenção Nacional do PMDB, que desista do decreto. Conforme antecipou a coluna Radar on-line, Alves já havia procurado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) para pedir a revogação do texto.
Alves foi particularmente bombardeado por ter se recusado a colocar em votação um decreto legislativo da oposição para anular os efeitos do decreto de Dilma. Nesta terça, porém, mudou o discurso e vocalizou o sentimento hoje majoritário no Congresso: “Se até amanhã o governo não atender, nós vamos votar a favor da derrubada do decreto”. Segundo aliados, dois fatores pesaram para a mudança de atitude do deputado: a pressão do próprio PMDB contra o decreto e a irritação pessoal com a desistência de última hora de Dilma em participar da inauguração do aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Alves é candidato ao governo do Estado e espera ter Dilma em seu palanque. “Ainda não pautei o projeto para, ao meu estilo, tentar a retirada do decreto”, justificou-se.
Leia também:
O lado eleitoreiro do decreto bolivariano de Dilma
Para juristas, decreto coloca o país na rota do bolivarianismo


Em plenário, Renan também pediu que o Palácio do Planalto recue: "Sempre defendi a ampliação da participação popular, mas não é aconselhável que se recorra a um decreto para tal. Quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal – eu falei isso para a presidente e queria repetir aqui – é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados, para que possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos dos deputados e dos senadores".
O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse que o partido vai apoiar a derrubada do texto caso Dilma não recue da decisão. Cinco partidos já anunciaram obstrução às votações na Câmara: DEM, PSDB, PPS, PSD e Solidariedade.
Nesta terça-feira, a sessão da Câmara voltou a ser tomada por críticas ao decreto de Dilma. O texto foi classificado de “autoritário” e “ditatorial” por deputados da oposição. “Se a presidente revogar a matéria, será um recuo salutar. É um ato de humildade”, argumentou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mais de R$ 21 milhões serão investidos na segurança na fronteira




sisfron

O tenente-coronel também falou da nova estruturação do órgão na fronteira de MT

DO SECOM/MT
ClippingA segurança pública nos mais de 900 quilômetros de faixa de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia foi tema da reunião do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira, nesta terça-feira (03.06), no 2º Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro, em Cáceres. A primeira pauta da reunião foi o andamento dos recursos do programa do governo federal Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron).
De acordo com o secretário executivo do GGI Estadual, tenente-coronel BM Átila Wanderlei da Silva, mais de R$ 21 milhões serão investidos na região de fronteira neste ano. Desse total, R$ 8 milhões já foram executados para aquisições de equipamentos de escritório, viaturas e uma aeronave de asa fixa para o transporte de tropa. “Através desse recurso vamos conseguir contemplar 13 municípios da região que ainda não haviam sido beneficiados pelo programa, e concluir nossa meta que é melhorar a estrutura das unidades de segurança pública das 28 cidades localizadas na fronteira”, falou.
O secretário executivo disse ainda que o objetivo do programa Enafron é beneficiar as unidades de segurança pública localizadas na fronteira com novos equipamentos que irão auxiliar os profissionais no desenvolvimento do trabalho. “Todas as unidades de segurança pública localizadas na fronteira de Mato Grosso receberão investimentos até o final do ano”, disse.
O comandante do 2º Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro, tenente-coronel Renato Pires, apresentou o Sistema Integrado de Fronteira utilizado pelo Exército Brasileiro nas execuções das ações. “O sistema monitora, auxilia na tomada de decisão e dá apoio as nossas atuações”, disse.
O tenente-coronel também falou da nova estruturação do órgão na fronteira de Mato Grosso. “Foi realizada uma reestruturação do órgão para melhorar a nossa atuação na região e aumentar o nosso poder de combate as crimes fronteiriços”.
A atuação das forças de segurança pública durante os jogos da Copa do Mundo também foi outro assunto debatido entre os membros. De acordo com comandante do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), tenente-coronel PM Wankely Rodrigues, durante os jogos serão realizados policiamento terrestre, aéreo e fluvial nas cidades de fronteira e barreiras fixas e volantes nas rodovias e cabriteiras da faixa de fronteira. “Nossas ações serão integradas com os outros órgãos que também atuam na fronteira”, disse.
A ação faz parte do Plano Operacional de Fronteira na Copa do Mundo, elaborado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em parceria com os outros órgãos que atuam na fronteira, para garantir a segurança dos turistas que visitarem a região e a combater aos crimes fronteiriços, como contrabando e descaminho, roubo e furto de veículos e o tráfico de entorpecentes e pessoas.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, reforçou que com o aumento no número de apreensões e prisões em Mato Grosso coloca o Estado como referência em policiamento de fronteira e na execução do programa Enafron no Estado. “O bom resultado é o reflexo da trabalho integrado dos profissionais que atuam para melhorar a qualidade de vida das famílias que moram na região”, destacou Bustamante.
FONTE: www.midianews.com.br

Exército recebe lançadores de foguetes Astros 2020




Astros 2020 - 2

Desenvolvidas com tecnologia nacional, as primeiras nove viaturas lançadoras de foguetes Astros MK6 foram entregues nesta sexta-feira (6.6)

BRASÍLIA - Desenvolvidas com tecnologia nacional, as primeiras nove viaturas lançadoras de foguetes Astros MK6 foram entregues nesta sexta-feira (6) ao Exército. Capazes de lançar mísseis e foguetes táticos e teleguiados, com precisão e alcance de 300 quilômetros, os veículos poderão ser usados na proteção das fronteiras do país. A encomenda é de 50 viaturas.
De acordo com o ministro da Defesa, Celso Amorim, a entrega das viaturas faz parte do processo de modernização do aparato militar. “Apesar de todas as dificuldades que o país vive, dentro de um contexto mundial complexo, estamos dando passos firmes”, disse Amorim.
“Estamos orgulhosos de ter uma indústria de defesa capaz de produzir os meios para a nossa própria proteção. Isso nos faz sentir mais protegidos dentro de um mundo que ainda é muito marcado por incertezas, em que a nossa estratégia tem que levar em conta, necessariamente, o elemento de dissuasão”, acrescentou o ministro.
Segundo o general do Exército, José Júlio Dias Barreto, gerente do Projeto Estratégico Astros 2020, os equipamentos entregues hoje formam a primeira bateria de mísseis e foguetes do Exército brasileiro. “Ela é composta por uma viatura de posto de comando e controle, uma meteorológica, seis lançadoras, com capacidade de disparar toda a família de foguetes [fabricados no país] – mais o míssil tático de cruzeiro, que ainda está em desenvolvimento -, além de uma viatura remuniciadora.”
Astros 2020 - 3
Barreto ressaltou a importância de o país ter a capacidade de desenvolver e produzir o próprio arsenal de defesa. “Se comprássemos mísseis e foguetes de fora, íamos ficar na dependência bélica estrangeira. No dia que precisássemos nos defender contra uma agressão externa, a história mostra que isso corta o apoio a quem compra. Então, a decisão da Estratégia Nacional de Defesa é que tenhamos a produção nacional para obtermos a capacidade de dissuasão extra-regional”, argumentou.
O presidente da Avibras Indústria Aeroespacial, Sami Youssef Hassuani, empresa responsável por desenvolver o armamento em conjunto com o Exército, disse que os equipamentos podem ser exportados, fortalecendo a indústria bélica nacional.
“Na parte de artilharia, o Brasil lidera [o mercado], o que não acontece com os caças [aviões], por isso o Brasil importa a tecnologia industrial. Mas, na área em que a Avibras atua, o Brasil é líder. Desenvolvemos e temos a capacidade de exportar. Hoje, a gente exporta 50% da produção”, disse.
As viaturas integrarão o 6º Grupo de Lançadores Múltiplus de Foguetes, em Formosa (GO).
FONTE: Agência Brasil

BOMBA DE ARRASAR QUARTEIRÃO!! Esquema político brasileiro transfere 170 milhões de euros de bancos europeus para as Ilhas Seychelles






Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Pelo menos 170 milhões de Euros pertencentes à família de um próspero político brasileiro foram movimentados, na quinta-feira passada, de bancos na Europa para contas no duplo paraíso fiscal e estético das Ilhas Seychelles. Apelidada de “Filho de Peixe”, a operação confidenciada pela “turma do dólar cabo” tem tudo para ser alvo de investigação das Inteligências da Receita Federal e da Polícia Federal – que monitoram os geniais passos do fenomenal jovem empresário, cuja base familiar de depósito bancário é o Panamá, triangulando dinheiro entre a França, a Itália e o Brasil.
Grandes movimentações em moeda estrangeira costumam acontecer nas vésperas de campanhas eleitorais, quando se tenta importar dinheiro para o Brasil, sob a desculpa, como agora, de que os juros altos funcionam como atrativos para o chamado “capital motel”. No entanto, a enorme transferência de euros, feita em favor do esquema brasileiro, na semana passada, é interpretada como uma manobra defensiva. O grupo político que faz a movimentação atípica de moeda tem indicações de que pode ser alvo, em breve, de ações da Polícia Federal, sofrendo denúncias posteriores do Ministério Público e da Justiça Federal.
A família do fenômeno empresarial e seus parceiros de negócios vêm chamando a atenção não só de investigadores tributários e policiais, mas também dos grupos que atuam no mercado paralelo de dólar – alvo recente de uma megacondenação de 47 doleiros pela 13ª Vara Federal no Paraná. Nas últimas semanas, o grupo tem feito bruscas operações de mudança do controle de ações de empresas do setor de alimentação. O mesmo está previsto para acontecer na alta participação do grupo em uma empresa de telecomunicações.
O mercado tem evidências de que “laranjas” são escalados para substituir os reais detentores das ações. O objetivo da manobra é preservar a fortuna e não comprometer o santo nome da família do empresário, caso estoure alguma bronca policial ou judicial. Especialistas na área de dólar cabo avaliam que a ação defensiva dessa máfia é contra os efeitos colaterais da Operação Lava Jato – cujas investigações teriam desvendado onde se encontra o elo mais frágil da corrente que movimenta o sistema que lavou mais de R$ 10 bilhões em dinheiro público ilegalmente desviado.
O maior perigo para o grupo mafioso tupiniquim é que seu sistema caiu na malha de monitoramento da Drug Enforcement Administration – a agência anti-drogas dos EUA. No cruzamento de informações, ficou clara que uma das práticas comuns da super lavanderia de dinheiro é o financiamento ao tráfico de drogas – dando um destino supostamente de investimentos em moeda estrangeira ou ações da grana disponibilizada pelas máfias colombianas e mexicanas. No meio do negócio, a verba dos traficantes se mistura com o dinheiro público roubado no Brasil. O que ficou como uma evidência no escândalo do Mensalão se materializou na Operação Lava Jato – que ainda tem muitos fatos graves a investigar.

domingo, 8 de junho de 2014

Crescimento da pobreza na Venezuela se acelera e põe em xeque retórica chavista



Juan Nagel - Foreign Policy/ O Estado de S.Paulo
08 Junho 2014 | 02h 02
CARACAS - Quando o governo venezuelano se defendia dos seus críticos, sempre mencionava a redução da pobreza como prova do seu sucesso. Durante um período, a estratégia funcionou - o número de pobres diminuiu durante parte dos anos em que Hugo Chávez presidiu o país. Mas os dias em que a pobreza era indicativa do triunfo do chavismo terminaram. Hoje, as estatísticas oficiais mostram que a pobreza aumenta rapidamente.

Há algumas semanas o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) trouxe uma prova de que um a cada três venezuelanos é pobre - há 12 meses essa proporção era de um para quatro. Como parte importante do discurso contra a oposição é de que o governo, e apenas ele, é responsável pela redução da pobreza, esta é uma variação importante.

Para determinar o índice de empobrecimento, o INE calcula o custo de uma cesta de produtos que inclui alimentação, vestuário, habitação, transporte, saúde, comunicação e educação. A cesta é uma amostra do tipo de coisas que uma família de nível médio consome durante um ano. Se a renda per capita cai abaixo do custo desta cesta, a pessoa é considerada pobre.

Com base neste sistema de medição, o número de venezuelanos pobres aumentou no ano passado em 1,8 milhão de pessoas. Aproximadamente 6% da população venezuelana, de 30 milhões de pessoas, ficaram pobres só no ano passado.

A situação é ainda pior quando se trata da pobreza extrema, ou seja, o número de pessoas cuja renda não é suficiente nem mesmo para comprar uma cesta de alimentos. No ano passado o número de venezuelanos nesta situação aumentou em 730 mil, totalizando quase três milhões - aproximadamente 10% da população.

A revolução chavista de fato ajudou os pobres venezuelanos entre 2003 e 2007, mas desde aquele ano o número de pobres na verdade aumentou.

Isso deve-se à política econômica chavista. Quando o preço do petróleo subiu, há cerca de 10 anos, o Estado venezuelano encheu seus cofres com o enorme fluxo de receita e usou os recursos para criar uma enorme rede de subsídios e controles de preços. Ao mesmo tempo, usou os ganhos com o petróleo em programas sociais e subsídios para reforçar o apoio das classes menos favorecidas.

A pobreza na Venezuela de Chávez em meados dos anos 2000 de fato diminuiu e o governo manteve os preços artificialmente baixos graças à moeda sobrevalorizada e à importação subsidiada. As pessoas que se beneficiavam dos programas sociais do governo encontravam tudo o que precisavam para comprar uma vez que o governo garantia as importações e os preços baixos. Isto não podia durar.

Durante a campanha de 2012 para reeleger Chávez, os gastos do governo mais do que duplicaram. De repente o boom do petróleo não era mais suficiente para sustentar as necessidades sociais crescentes. Naquele ano o déficit orçamentário disparou para mais de 10% do PIB. O preço do petróleo já não aumentava tanto e o financiamento externo começou a diminuir. Embora o governo continuasse a ter apoio nas urnas, a bolha estava prestes a explodir para os pobres da Venezuela.

Desde que assumiu no ano passado, o presidente Nicolás Maduro viu a moeda local se desvalorizar de 4,3 para até 70 bolívares por dólar, dependendo da taxa de câmbio utilizada. Assim, os preços da maior parte dos produtos de consumo também aumentaram. A inflação anual está próxima dos 60%.

A abrupta queda do nível de vida foi o que levou os manifestantes para as ruas do país. Muitas das pessoas que protestam são o que podemos chamar de "pobres emergentes", que foram de classe média durante o boom, mas viram sua situação econômica piorar desde então.

No final, a vitória do chavismo contra a pobreza é apenas retórica. Os poucos ganhos foram devidos a um governo que converteu a alta do petróleo num crescimento do consumo passageiro. Essa fase terminou e a pobreza retorna para sua tendência de longo prazo. A hora da verdade aproxima-se rapidamente para o modelo chavista populista. A rapidez com que chegará vai depender do preço do petróleo. Mas se o preço do petróleo cair, a pobreza continuará aumentando e os novos pobres continuarão nas ruas.

sábado, 7 de junho de 2014

Justiça manda governo Haddad exonerar secretário das subprefeituras

 

 

 

Ricardo Teixeira (PV) foi condenado por improbidade administrativa

A Justiça condenou nesta sexta feira, 6, por improbidade administrativa o ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Ricardo Teixeira (PV), atual titular da Secretaria das Subprefeituras do governo Fernando Haddad (PT). Em sentença de 6 laudas, a juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, também condenou a administração Haddad a exonerar Teixeira do cargo de secretário, “cessando imediatamente a sua tuação perante o Executivo municipal, sob pena de multa diária de R$ 10 mil”.
A juíza acolheu ação civil pública contra o município de São Paulo e Ricardo Teixeira.
Na ação, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social – braço do Ministério Público que investiga improbidade – sustentou que Teixeira, vereador eleito pelo Partido Verde, que compõe a base aliada do Governo Municipal, “foi nomeado, pelo atual prefeito, em janeiro de 2013, para o cargo de Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente, fato que lhe proporcionou a indicação de 300 cargos em comissão”.
A ação contra Teixeira e a Prefeitura é subscrita pelo promotor de Justiça Valter Santin, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social.
Segundo a promotoria, “tal nomeação não poderia ter ocorrido”, vez que Ricardo Teixeira foi condenado por improbidade administrativa, com sentença confirmada em segunda instância, em razão de ter participado da contratação efetuada pela DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A de um escritório de advocacia em inexigibilidade de licitação”.
O Ministério Público destacou que naquela demanda Teixeira foi condenado à perda da função pública, multa de 10 vezes o valor da remuneração na época dos fatos, proibição de contratação com o Poder Público ou de recebimento de benefício ou incentivo fiscal por 3 anos, além de custas e despesas processuais.
Com base em tal condenação o Ministério Público pediu a exoneração de Teixeira do cargo comissionado de secretário municipal, sob os argumentos de ofensa aos princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência, “vez que na época da nomeação a sanção já produzia efeitos”.
Em sua sentença, a juíza Simone Casoretti decidiu que “no mérito, a ação procede”. “O réu Ricardo Teixeira foi condenado por improbidade administrativa, em segunda instância, por órgão colegiado, à pena de proibição de contratação com o poder público, pois participou de contratação de escritório de advocacia, sem licitação, quando era diretor de Operações da Dersa Desenvolvimento Rodoviário S/A.”
A juíza advertiu. “ Não importa se o ato de improbidade administrativa por ele praticado foi culposo ou doloso, muito menos interfere na questão a aplicação da chamada “Lei da Ficha Limpa”, que sequer foi cogitada na inicial e não tem aplicação na espécie, mas sim o que interessa é verificar se Ricardo Teixeira, condenado por improbidade administrativa, tem idoneidade para exercer função pública, em cargo de confiança, secretário municipal, em virtude das sanções que lhe foram impostas, cuja decisão, embora não transitada em julgado, já pode ser executada, vez que os recursos especial e extraordinários estão sujeitos apenas ao efeito devolutivo.”
“Dúvidas não há sobre a condição de ímprobo do réu Ricardo Teixeira, vez que foi punido com a sanção de não contratar com o poder público, atuou de forma ilegítima ao permitir a contratação sem licitação, desprezou os princípios da legalidade e impessoalidade, motivo pelo qual não é pessoa idônea nem de confiança para ocupar cargo público em comissão”, assinalou a juíza.
Simone Casoretti prossegue. “Na verdade, deve o agente público, em toda sua conduta, no exercício das prerrogativas próprias do cargo, agir para a satisfação dos interesses públicos, dentro de suas atribuições, com honestidade, boa-fé, lealdade para com os administrados.”
A juíza argumenta, ainda. “Nítido o desrespeito à moralidade administrativa, pois é inconcebível que aquele condenado por ato de improbidade administrativa venha exercer cargo público em comissão ou de confiança. Tal fato indica descaso para com os interesses públicos e demonstra a intenção do réu na utilização do prestígio de seu cargo para obter vantagens pessoais, situação inadmissível em um Estado Democrático de Direito.”
A DEFESA NOS AUTOS DO SECRETÁRIO MUNICIPAL RICARDO TEIXEIRA E DA GESTÃO FERNANDO HADDAD (PT)
Nos autos da ação civil por improbidade, o secretário Ricardo Teixeira alegou, em sua defesa, que foi condenado por ato de improbidade administrativa, por sentença parcialmente reformada em segunda instância (afastada a condenação no tocante à suspensão de seus direitos políticos), que não transitou em julgado, estando assim em pleno gozo de seus direitos políticos.
Segundo a defesa de Teixeira, a Lei Complementar 135/2010, denominada Lei da Ficha Limpa, estabeleceu novas hipóteses de inelegibilidade, alterando e incluindo dispositivos à Lei Complementar n° 64/1990 “Nem todo condenando por ato de improbidade administrativa se torna automaticamente inelegível, tão só aquele que recebeu a sanção de suspensão dos direitos políticos, pela pratica de ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.”
O Município de São Paulo, por sua vez, alegou a improcedência da ação, vez que a condenação sofrida por Teixeira, por conduta culposa, sem suspensão de seus direitos políticos e sem proibição de seu direito de contratar com o Poder Público não se enquadraria em nenhuma hipótese legal de impedimento ao exercício do cargo por ele ocupado. Segundo a gestão Fernando Haddad, não há e não havia ao tempo da nomeação de Teixeira ao cargo de secretário, “qualquer restrição ao pleno exercício dos direitos políticos do mesmo, tampouco impedimento ao exercício de cargo ou função pública”.
(Visited 734 time, 734 visit today)

Fernandão morre em acidente de helicóptero



Daniel Fernandes e Felippe Scozzafave - O Estado de S. Paulo
07 Junho 2014 | 07h 53

Aeronave em que estava o ex-atacante e outras quatro pessoas caiu por volta da 1h deste sábado na cidade de Aruana (GO)


O sábado é um dia triste para o futebol brasileiro. Morreu, durante a madrugada, o ex-atacante Fernandão, um dos grandes ídolos da história do Internacional e que passou também por clubes como Goiás e São Paulo. Ele estava fazendo de helicóptero o trajeto entre as cidades de Aruana e Goiânia, em Goiás, quando a aeronave caiu.
Fernandão, com 36 anos, fazia o trajeto de cerca de 310 km acompanhado de outras quatro pessoas quando a aeronave sofreu uma queda por volta da 1h da manhã. De acordo com o tenente-coronel Ronaldo Pereira Soares, sub-comandante do 4º Comando Regional da Polícia Militar de Goiás, Fernandão foi retirado com vida do helicóptero, mas, encaminhado ao Hospital Municipal, não resistiu e faleceu.

Morre ex-jogador Fernandão
Fernandão estava com apenas 36 anos e atualmente trabalhava como comentarista
Divulgação
A área onde ocorreu o acidente foi isolada pela Polícia Militar, que aguarda agora técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). São esses profissionais que vão determinar a causa do acidente. De acordo com o tenente-coronel, o tempo estava bom no momento do acidente. Estavam com Fernandão no momento da queda Lindomar Mendes Vieira, Antonio de Pádua Ferreira, Edmilson de Sousa Lemes e Miltom Ananias.
O ex-atacante estava há três anos longe dos campos de futebol, quando encerrou a carreira no São Paulo. Ele iniciou a sua trajetória no futebol jogando no Goiás. Após anos de destaque, se transferiu para o futebol francês, onde defendeu o Olympique de Marseille e também o Toulouse. Na volta ao Brasil, foi contratado pelo Internacional, clube em que mais se destacou. 
Em mais de quatro anos na equipe do Rio Grande do Sul, Fernandão venceu duas vezes o Campeonato Gaúcho, além de ser peça chave nas conquistas da Libertadores da América e também do Mundial de Clubes, em 2006, quando era o capitão da equipe. Em 2008, foi jogar no Al-Gharafa, dos Emirados Árabes. No ano seguinte, voltou ao Brasil para jogar no clube do coração, o Goiás. Depois de algumas desavenças, acertou com o São Paulo em 2010. Depois de um início arrasador, ele acabou decepcionando e decidiu encerrar a sua carreira ainda no primeiro semestre de 2011.
Pouco tempo depois de se aposentar, ele voltou ao Internacional, agora como dirigente e assumiu o cargo de diretor de futebol. No ano seguinte, foi confirmado como treinador da equipe, cargo em que permaneceu até o final do ano. Recentemente, Fernandão estava trabalhando como comentarista na Sportv e estaria na cobertura da Copa do Mundo.

Em greve política, metroviários de SP insistem em manter o cabo de guerra com o governo Alckmin




(Foto: Werther Santana - Agência Estado)
(Foto: Werther Santana – Agência Estado)
Esquerda radical – Como vem afirmando o ucho.info desde a paralisação do metrô de São Paulo, a greve tem caráter eminente político e visa desestabilizar o governador paulista Geraldo Alckmin, candidato à reeleição e que terá de enfrentar o petista Alexandre Padilha, que conta com o apoio dos partidos de esquerda, inclusive do ultrarradical PSTU, legenda à qual é ligado o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres. Sem aceitar a proposta da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), os grevistas decidiram estender a manifestação para esta sexta-feira (6), dia da semana em que normalmente aumenta o volume de automóveis nas ruas e avenidas da maior cidade brasileira. Sob chuva, não demorou muito para a cidade que a cidade experimentasse um caos no trânsito maior do que o normal.
Para que os leitores que não vivem na cidade de São Paulo compreendam a extensão dos reflexos da greve, o congestionamento tornou-se ainda maior porque cresceu o número de ônibus nas ruas e também por causa da suspensão do rodízio de veículos. Com isso, as vias transformaram-se em verdadeiros oceanos de carros, que ao longo do dia se movimentavam em velocidade baixíssima. O caos é tamanho, que em determinados casos percorrer a distância de um quarteirão, aproximadamente 200 metros, pode demorar até dez minutos. Às 9h43 desta sexta-feira, o índice de congestionamento na capital dos paulistas era de 620 km, de acordo com a empresa Maplink. Sucateada pela administração do incompetente Fernando Haddad, prefeito da cidade, a Companhia de Engenharia de tráfego (CET) apontava, no mesmo horário, 237 km de congestionamento.
O objetivo principal da greve não é forçar o Palácio dos Bandeirantes a acatar as reivindicações salariais dos metroviários, mas provocar um caos na cidade que tenha reflexos nas eleições de outubro próximo. Acontece que a manobra arquitetada pela esquerda radical, que funciona como satélite político do PT, acabou como tiro pela culatra. Isso porque a população está consciente dos motivos da greve e inteirada das razões. Ou seja, o maior prejudicado com a paralisação é o próprio Partido dos Trabalhadores.
A politização da greve ficou evidente nos seguidos e descendentes índices de reajustes salariais apresentados pelos metroviários, que sem qualquer explicação convincente exigem que o aumento seja de pelo menos dois dígitos. Não contentes, os grevistas deixam escapar as digitais polícias do movimento e propõem trocar o retorno ao trabalho pela catraca livre. Em outras palavras, os trabalhadores do Metrô querem gerar um prejuízo diário de R$ 15 milhões à empresa.
Como se não bastasse a intransigência dos grevistas, a cidade de São Paulo recebe na tarde de hoje, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), o jogo amistoso entre as seleções brasileira e sérvia. Enfim…

Principal candidato à presidência do Afeganistão escapa de duplo atentado


 

 

abdullah_abdullah_01Instabilidade conhecida – A comitiva do principal candidato à presidência do Afeganistão, Abdullah Abdullah, foi alvo de duplo atentado em Cabul, nesta sexta-feira (6), poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial no país.
O comboio deixava um salão de festas na capital, onde ocorria um evento de campanha, quando foi atingido por duas explosões. O candidato saiu ileso, mas o atentado deixou ao menos seis mortos e 22 pessoas feridas, segundo o Ministério do Interior do Afeganistão. Nenhum dos mortos fazia parte da comitiva.
O local das explosões foi isolado por agentes de segurança e ambulâncias socorreram os feridos, que foram levaram para hospitais da cidade. Um policial declarou à agência de notícias AFP que um motorista suicida detonou um carro-bomba perto da comitiva. Não está claro como aconteceu a segunda explosão.
O ataque ocorreu em meio a eleição para escolher o sucessor do presidente Hamid Karzai, que governa desde a queda do regime talibã. Insurgentes do Talibã haviam ameaçado uma série de atentados para prejudicar a votação. No entanto, ninguém ainda assumiu a responsabilidade pelas explosões.
No primeiro turno, que aconteceu em abril, Abdullah ficou a pouco menos de 50% dos votos necessários para uma vitória. No segundo turno enfrentará Ashraf Ghani, ex-economista do Banco Mundial, que se manifestou sobre o ocorrido.
“Nós condenamos o ataque ao respeitado candidato presidencial Dr. Abdullah Abdullah”, disse Ghani, em seu perfil no Twitter. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 14 de junho. (Com agências internacionais)
(Reuters)

PSB ignora as exigências utópicas de Marina Silva e oficializa apoio a Geraldo Alckmin, em São Paulo




eduardo_campos_13Engolindo seco – Em matéria sobre a mais recente pesquisa eleitoral do Datafolha, publicada mais cedo, o ucho.info afirmou que Marina Silva, candidata a vice na chapa liderada por Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, nada agregou ao PSB e arrumou confusões para o partido em estados estratégicos.
Depois de não conseguir registrar na Justiça Eleitoral o seu partido, a Rede Sustentabilidade, Marina Silva despencou no PSB, onde passou a dificultar as alianças políticas da legenda nos estados. Com o objetivo de lançar candidatos próprios aos governos estaduais, Marina vetou alianças em estados importantes como São Paulo e Minas Gerais. Isso porque a ex-senadora rejeitou desde a sua chegada qualquer possibilidade de se unir ao PSDB.
Diante da intransigência, o PSB decidiu ceder à pressão de Marina Silva, mas a alegria durou pouco. A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (6) mostrou uma preocupante queda de Eduardo Campos, que despencou de 11% de intenções de voto, em maio, para 7%. O recuo fez com que Campos empatasse tecnicamente com o Pastor Everaldo Pereira, presidenciável do PSC.
Não bastasse a queda na pesquisa, Eduardo Campos começou a se isolar eleitoralmente em importantes estados da federação, onde continua sem palanque para a campanha presidencial.
O PSB resolveu reagir e na tarde desta sexta fechou apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin, de São Paulo. Até a birra de Marina Silva, o partido tinha nas mãos a possibilidade de indicar Márcio França, presidente estadual do PSB, como candidato a vice na chapa de Alckmin. Agora, mesmo com o declarado apoio, a chance de França fazer dupla com o governador tucano é muito pequena. Vale lembrar que Márcio França já ocupou a Secretaria de Turismo a convite de Alckmin.
Enquanto os “pessebistas” fazem beiço, até porque não se conformam com a estratégia errada e míope de Marina Silva, o ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, só não será vice na chapa de Alckmin se algo errado acontecer até o anúncio da decisão. É importante destacar que Marina, como já noticiamos, tem o DNA petista e pode ser um Cavalo de Troia na campanha de Eduardo Campos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Conta de luz, que Dilma prometeu baixar, tem maior aumento desde 2003 e é a maior responsável pela inflação de maio.





Dilma pega na mentira de novo!
A alta de 3,71% da energia elétrica no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio foi a mais intensa para o item desde maio de 2003, quando subiu 6,45%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a tarifa de energia elétrica contribuiu sozinha com 0,10 ponto porcentual da alta de 0,46% observada no mês passado.
Em abril, as tarifas de energia elétrica haviam subido 1,62%, mas a alta se intensificou devido a impactos de reajustes em diversas regiões metropolitanas do país. As elevações foram de 16,65% no Recife, 12,96% em Fortaleza, 12,82% em Salvador, 10,27% em Campo Grande, 5,05% em Porto Alegre e 4,37% em Belo Horizonte. Além disso, Rio de Janeiro e Belém, assim como Campo Grande, foram afetadas por aumento de impostos (PIS/Cofins) incidentes sobre a tarifa de energia elétrica residencial.
"Foi o principal impacto do mês de maio, com reajustes em várias regiões, e foram altas relativamente fortes. Algumas também tiveram aumentos pesados nos impostos", afirmou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. (VEJA)

Dilma desaba, Bolsa dispara.





O Ibovespa dispara nesta abertura, movido pela pesquisa Datafolha de hoje. Apesar de mostrar queda dos adversários da presidente da República, Dilma Rousseff, o levantamento mostra Dilma com queda de 37% para 34% e, segundo operadores, amplia as chances de segundo turno.
Às 10h30, o índice da Bolsa paulista avançava 2,78%, para 52.992 pontos. Petrobras PN ganhava 5,7% e Vale PNA tinha elevação de 1,3%.
Um profissional de um grande banco estrangeiro diz que sua visão sobre os próximos passos do Ibovespa mudou após a pesquisa. Segundo ele, o que poderia ser um mês de lado, sem grandes sobressaltos, pode se mostrar mais movimentado do que o esperado, em função dessa queda. “O número surpreendeu. O mercado esperava que Dilma se estabilizasse num patamar mais próximo dos 40%”, afirma esse analista. (Valor Econômico)

Datafolha: Aécio é o candidato da mudança desejada por 74% dos brasileiros.

Clique na imagem para ampliar. O que Datafolha mostra? Aécio na frente de Dilma como o líder que pode levar o país à mudança. O tucano tem 21% contra 16% da petista. 74% quer ações diferentes do presidente. Em resumo: querem um novo presidente. E a pesquisa indica que Aécio Neves é o nome.


O pessimismo com o futuro da economia disparou e bateu recorde, mostra a mais nova pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, 36% dos brasileiros acham que a situação vai piorar nos próximos meses --taxa oito pontos maior que a da pesquisa anterior, do início de maio.
É a primeira vez que o grupo dos pessimistas supera o dos que acham que tudo fica como está --opinião compartilhada hoje por 32%.
O Datafolha entrevistou 4.337 pessoas entre terça (3) e quinta (5) em 207 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
O levantamento mostra aumento no número de pessoas que está com medo da inflação e até do desemprego, indicador ao qual o governo tem se agarrado para sustentar que a situação econômica não é tão ruim quanto apontam os seus críticos.
Em comparação com a pesquisa de maio, o conjunto das pessoas que acreditam em aumento do desemprego nos próximos meses cresceu seis pontos e atingiu 48%, recorde sob Dilma, somente inferior aos 59% registrados em março de 2009, no auge da crise financeira global, no governo do ex-presidente Lula.
Nos últimos meses, as montadoras intensificaram a concessão de férias coletivas, o que pode ter contribuído para aumentar a sensação de que o emprego corre perigo.
No campo da inflação, apesar das promessas de Brasília de que os preços ficarão sob controle, 64% da população pensa o contrário e acha que a inflação vai subir.
Com isso, o medo do aumento do custo de vida volta ao patamar recorde de abril, depois de cair no levantamento do mês passado e dar a impressão de que o pessimismo com a inflação tinha começado a diminuir.
Como consequência, aumentou também o medo de empobrecer. A porcentagem de brasileiros que espera diminuição no poder de compra dos salários cresceu de 34% para 38%. Esse índice era de 28% em novembro do ano passado e vem subindo.
A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff caiu, aproximando-se do ponto mais baixo a que sua popularidade chegou no ano passado, em meio às manifestações de rua de junho.
Segundo o Datafolha, 33% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom, e 28% acham que ele é ruim ou péssimo, taxa dois pontos maior que a da última pesquisa. A nota dada pelos entrevistados ao governo foi 5,6, a mais baixa desde março de 2011. (Folha de São Paulo)

Ministro do STF manda investigar deputados por cartel de trens

 

 

 

Marco Aurélio Mello determina ainda que Polícia Federal ouça novamente delatores do esquema

atualizado às 17h13
por Fausto Macedo e Ricardo Chapola
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal que tome os depoimentos dos delatores do cartel metroferroviário de São Paulo, Everton Reinheimer e Jean Malte Orthman, ex-executivos da multinacional alemã Siemens. O ministro determinou que a partir de agora constem como “investigados apenas aqueles que têm a prerrogativa de serem julgados pelo Supremo, vale dizer, os deputados federais José Aníbal Peres de Pontes e Rodrigo Garcia”.
Mas o ministro fez uma advertência. “Vê-se que nas declarações (de um dos delatores) há indícios do envolvimento dos requerentes Rodrigo Garcia e José Aníbal. É cedo, muito cedo, para chegar-se a conclusão a respeito da participação, ou não, dos citados parlamentares. Por ora, é suficiente ao aprofundamento das investigações o que declarado pelo colaborador “X”.
Nos autos da investigação sobre o cartel, Reinheimer é identificado como testemunha X. Orthman é testemunha Y.
O primeiro citou, em relato anterior à PF, nomes de parlamentares que teriam algum envolvimento no conluio formado por multinacionais para vencer contratos milionários da CPTM e do Metrô nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.
Entre os citados estão os deputados Rodrigo Garcia (DEM-SP) e José Aníbal (PSDB-SP). No dia 31 de março, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, requereu investigações sobre os dois parlamentares.
Garcia foi secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Geraldo Alckmin (PSDB) até abril, quando .se afastou para disputar a reeleição.
Aníbal era secretário de Energia e também se licenciou.
O ministro Marco Aurélio destacou, em sua decisão, que o “Colaborador Y” nada revelou acerca de possível envolvimento dos citados deputados. “Aludiu, é certo, ao que seria a comissão, mas não explicitou a quem eram feitos os repasses. O mesmo não ocorreu consideradas as informações do colaborador X. Em várias passagens do que rotulado como termo de declarações, reportou-se aos deputados. A princípio, sem especificá-los. Após, veio a fazê-lo. Ressaltou, inicialmente, que não poderia precisar se o termo cliente abrangia só funcionários do metrô ou políticos ou outros funcionários públicos, para, na sequência, em novas declarações – termo de reinquirição -, consignar: “[...]informa que acredita que eram eles Rodrigo Garcia, José Aníbal.”
Segundo o ministro, o delator “afirmou, a seguir, que agendou reunião com Rodrigo Garcia, à época deputado estadual e presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa de São Paulo. Disse que com ele falou algumas vezes sobre o pagamento de comissões, rotuladas como propina, em relação aos projetos seguintes ao da Linha 5 do metrô de São Paulo. Rodrigo Garcia teria indagado quanto estava sendo pago pela empresa a título de propina nesses projetos, havendo o colaborador respondido que a empresa repassava 5% sobre o valor do contrato. Então, asseverou: “Deduziu que Rodrigo Garcia, por lógica, também recebia valores oriundos da propina paga pela empresa.”
Quanto a José Aníbal, o delator esclareceu que, após a saída de Rodrigo Garcia da presidência da Comissão, “Mário Bandeira, então presidente da CPTM, avisara que passaria a tratar com José Aníbal, deputado estadual que ficara responsável pelos contatos políticos, e ‘com os pagamentos de propinas pela empresa, em substituição a Rodrigo Garcia’. É certo revelou que José Aníbal nunca o atendeu, elucidando que sempre o mandava procurar Silvio Ranciaro, consignando que seria a pessoa a assessorar José Aníbal informalmente em relação ao pagamento de propinas nos projetos.”
O ministro rechaçou pedido do procurador geral da República para rastreamento de contas em paraísos fiscais, suposto destino de valores de propinas do cartel metroferroviário. “No tocante à autorização ao Ministério Público para que atue diretamente junto ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), o pedido não merece agasalho. A razão é muito simples: diligências devem ser requeridas nos autos do inquérito, passando assim pelo crivo do próprio Supremo. O que alcançado há de ser juntado para efeito de documentação”, decidiu Marco Aurélio.
O ministro decidiu, ainda, sobre o pedido do procurador geral com relação a outros parlamentares citados na investigação. “Mostra-se irrecusável o que preconizado pelo titular de possível ação penal quanto ao arquivamento destes autos relativamente aos deputados federais Arnaldo Calil Pereira Jardim e Edson Aparecido dos Santos e ao senador Aloysio Nunes, sem prejuízo de novo pleito, uma vez surgidos dados que levem a maiores investigações. Também cabe dar sequência ao inquérito, realizando-se as diligências a saber: a) oitivas de Jorge Fagali Neto, Silvio Antonio Ranciaro, Antônio Kanjí Hoshikawa e Mário Bandeira.”
O ministro do STF analisou os argumentos da defesa de José Aníbal, por meio da Petição/STF 14.492/2014. O deputado aliado de Alckmin destacou a “ocorrência de inserções indevidas na tradução do documento às folhas 3.716 e 3.717 (delação escrita de Reinheimer), para incluir o nome do peticionante e assentar o envolvimento com os fatos investigados”.
José Aníbal sustenta que está “na mesma situação dos deputados federais Edson Aparecido e Arnaldo Jardim e do senador Aloysio Nunes, inexistindo também quanto a ele qualquer dado que embase a apuração”.
Salienta não haver justificativa para o arquivamento do inquérito tão somente em relação a Edson Aparecido, Arnaldo Jardim e Aloysio Nunes. Afirma que “foi incluído em razão do depoimento do colaborador a indicar que houve pagamento de propina ao requerente”.
O deputado cita pronunciamento da Procuradoria da República em São Paulo “no sentido de inexistirem indícios ou conteúdo probatório mínimo da própria participação no esquema de desvio de verbas e branqueamento de ativos”.
José Aníbal cita, ainda, decisão do juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que remeteu os autos do cartel para o Supremo Tribunal Federal acolhendo pedido do delegado Milton Fornazari Júnior, da Polícia Federal. O juiz também destacou que não havia provas de envolvimento de parlamentares no caso.
O deputado tucano alegou, também, “o equívoco do procurador-geral da República em concluir pela necessidade de instauração da persecução penal apesar da impossibilidade de apontar elemento concreto ou indiciário do envolvimento do requerente nas irregularidades noticiadas”.
Ele disse que “não pode ser investigado por condutas atribuídas a terceiro, revelado o caráter preventivo da ação da Procuradoria Geral”.
Citou precedente do Pleno do STF “no qual proclamada a vedação de instaurar investigação formal com base tão somente em depoimentos de informantes, sem prova empírica idônea”
O tucano lamentou o “uso político dos fatos envolvidos”.
Segundo ele, vem ocorrendo o “vazamento de informações maciças na mídia a respeito das investigações, inclusive com cópias de documentos oriundos dos autos que se encontram em segredo de justiça”.
Ressaltou, ainda, estar sofrendo constrangimentos e prejuízos com a alegada divulgação e em decorrência da investigação. Pediu, enfim, sua exclusão do rol de investigados “ante a ausência de elementos que justifiquem essa condição”.
Defesa de Rodrigo Garcia. O advogado Alexandre de Moraes, que defende o deputado Rodrigo Garcia (DEM-SP), declarou que o STF autorizou a continuidade das investigações, “tão somente para que haja os esclarecimentos sobre as declarações de um único delator”.
Alexandre de Moraes anotou que o deputado Rodrigo Garcia está à disposição do Supremo até para uma acareação com o delator do cartel, Everton Reinheimer.
O advogado aplaudiu a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de não autorizar investigação bancária em paraísos fiscais, medida que arrastaria o caso por dois anos, pelo menos.
“Foi ressaltado pelo ministro Marco Aurélio que até o presente momento apenas as considerações do colaborador “X” indicam os nomes de Rodrigo Garcia e José Aníbal, pois o colaborador “Y” não se referiu aos deputados”, assinala Alexandre de Moraes.
“Em sua (do ministro) decisão, ficou claro a inexistência de qualquer outro indício ou prova em relação a Rodrigo Garcia, sendo porém necessário esclarecer as afirmações do delator, pois conforme expôs o ministro: ‘É cedo, muito cedo, para chegar-se a conclusão a respeito da participação, ou não, dos citados parlamentares. Por ora, é suficiente ao aprofundamento das investigações o que declarado pelo colaborador “X”‘”.
Alexandre de Moraes é taxativo. “Em virtude disso, o STF somente autorizou a oitiva das testemunhas solicitadas pela Procuradoria Geral da República, indeferindo o pedido de cooperação internacional, por ausência de fundamento.”
O advogado finalizou. “O deputado Rodrigo Garcia aguarda celeridade na oitiva das testemunhas, para que fique comprovada a leviandade das afirmações do delator e o inquérito possa ser rapidamente arquivado, colocando-se novamente a disposição para acareação com o colaborador “X”.”
O próprio deputado também se manifestou por meio de nota. Nela, Garcia afirma que o despacho do ministro do STF “é claro sobre a inexistência de qualquer outro indício ou prova” em relação a si.
“O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a continuidade das investigações para que se esclareçam as declarações de um investigado delator, que não prova o que diz. Em sua decisão, Marco Aurélio ressaltou que meu nome foi citado por um delator, mas sequer foi mencionado pelo outro colaborador do caso. O despacho é claro sobre a inexistência de qualquer outro indício ou prova em relação a mim”, escreveu o parlamentar tucano.
“Espero que haja celeridade na oitiva das testemunhas, para que fique comprovada a leviandade das afirmações do delator e esse inquérito possa ser arquivado. Confio na Justiça”.
José Aníbal. O deputado federal José Aníbal negou com veemência que a decisão do STF seja para investigá-lo no caso do cartel. Segundo o parlamentar, a decisão do ministro pede que sejam ouvidas quatro pessoas mencionadas pelos delatores do cartel: Jorge Fagali, Silvio Antonio Ranciaro, Antônio Kanjí Hoshikawa e Mário Bandeira. Aníbal afirmou, no entanto, que se colocou à disposição do Supremo.
“Ele (Marco Aurélio) está dizendo que mandou ouvir pessoas mencionadas pelo bandido”, afirmou o parlamentar ao se referir às denúncias feitas pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer sobre o esquema.
” O que ele mandou foi ouvir quatro pessoas, que é o máximo interesse. Não eu, nem o Rodrigo (Garcia). É tudo o que eu queria. Antecipação de provas”, disse o tucano.
PSDB. O PSDB paulista emitiu nota de apoio a José Aníbal e classificou as acusações contra o tucano como “levianas e eleitoreiras”.  ”O Diretório Estadual do PSDB-SP reafirma sua total confiança no deputado federal José Aníbal com relação às acusações, levianas e eleitoreiras”, diz a nota assinada pelo presidente estadual do partido, deputado Duarte Nogueira.
Palavra de Mário Bandeira. O presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) Mário Bandeira declarou, por sua assessoria, que vai depor como testemunha “com satisfação para esclarecer eventuais dúvidas”. Ele destacou que já abriu espontaneamente seu sigilo bancário e fiscal e o de sua mulher também.
O ministro Marco Aurélio mandou a Polícia Federal tomar os depoimentos dos dois delatores do cartel e de outras quatro pessoas citadas, entre elas Mário Bandeira. O presidente da CPTM disse que é o “maior interessado em resolver tudo”.
(Visited 606 time, 606 visit today)

PM usa bomba para expulsar grevistas de estação do Metrô



Termina sem acordo a reunião entre Metrô e funcionários



Caio do Valle - O Estado de S. Paulo
06 Junho 2014 | 19h 20

Tendência é que a greve seja mantida neste sábado. Sindicato voltou a sugerir liberação das catracas, mas proposta não foi aceita

SÃO PAULO - Terminou sem acordo a reunião conciliatória entre o Metrô e seus funcionários no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Segunda Região, no centro, no início da noite desta sexta-feira, 6. Com isso, a tendência é de que a greve seja mantida neste sábado, 7, chegando a seu terceiro dia. A decisão ainda será submetida nesta noite à categoria na sede do Sindicato dos Metroviários, no Tatuapé, na zona leste.
Sindicalistas presentes à audiência se disseram insatisfeitos com a pouca flexibilidade demonstrada pelo Metrô, representado por seu presidente, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, para avançar nas negociações. O próprio relator do processo no TRT, o desembargador Rafael Pugliese, pediu várias vezes aos representantes da empresa para tentar subir um pouco a proposta do reajuste salarial, de 8,7%. "Não dá, excelência", disse Carvalho Pacheco.
O advogado do Metrô, Nelson Mannrich, afirmou que entrou em contato com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e mesmo assim não há como ampliar a oferta. O Ministério Público sugeriu aumento de 9,2%. O sindicato pede reajuste de 12,2%, mas se mostrou disposto a negociar uma proposta na casa dos dois dígitos.
O dirigente do Sindicato dos Metroviários, Paulo Pasin, sugeriu novamente na audiência que o governo aceite a liberação das catracas, para que a população não seja prejudicada com a paralisação.
"O senhor governador não tem essa prerrogativa e poderia sofrer um processo criminal. É uma questão que morre no início", disse o presidente do Metrô, alegando que a medida levaria a uma renúncia de receita em uma empresa mista com capital estatal. Por isso, ele registrou que não permitirá o "catracaço" nas estações.
O processo segue para julgamento na manhã de domingo.

DILMA, A MENTIROSA PATOLÓGICA





Usando de sua costumeira prática, a digníssima presidenta brasileira, Dilma Vana Rousseff, não se envergonha de mentir acaloradamente ao povo idiota brasileiro todas as vezes que fala à imprensa. O Jornal do SBT transmitiu ontem uma afirmação dessa doente mental mentirosa compulsiva, que afirmou o que segue: “Estive na abertura das Olimpíadas de Londres. Eu sou chefe de Estado, estava há uma hora no trânsito. Desci e tomei um metrô. Eu não chegava. Eu quero saber: o que nós prometemos que não entregamos?” (DILMA ROUSSEFF) Com essa pérola ela quis justificar o atraso descomunal e sem propósito nas obras de infraestrutura para os jogos da Copa do Mundo, trazida ao Brasil por Ricardo Teixeira e assumida desavergonhadamente por Lula para se aproveitar do evento. Pois bem, essa mentirosa contumaz acha que tudo está às mil maravilhas com o brutal atraso no cronograma de execução das obras e teima em não reconhecer seu estupendo fracasso administrativo enquanto presidenta da República. Nada do que fez em sua vida miserável e lastimável teve qualquer motivo para elogios. Desde a sua juventude, perdida em atos terroristas contra o povo brasileiro, até sua vida pública, patrocinada que foi por uma corja de intelectualoides doentes mentais de esquerda, vem colecionando fracassos administrativos seguidos, dando indescritíveis prejuízos à Nação. Como se faz inerente a todo doente mental, essa senhora acha a coisa mais normal do mundo despejar mentiras uma atrás da outra sem se constranger um só instante. O que ela não sabe é que sua imagem perante o povo brasileiro é a pior possível. Quando eu digo “povo brasileiro”, estou me referindo àquele povo que toma conhecimento do que se passa no Brasil pós Lula e sua corja de bandidos. Nesse episódio por ela destacado suas dificuldades em chegar ao estádio se deu porque ela inventou de fazer um roteiro fora do programado para os chefes de estado. Leiam aqui o que ocorreu em Londres à época com Dilma mentirosa Rousseff: (http://blogs.estadao.com.br/flavia-guerra/londres-2012-de-quando-dilma-pegou-o-metro-para-ir-a-tate/ ) Pobre Brasil!
Lourinaldo Teles Bezerra
Osasco - SP

EM SÃO PAULO, QUEM MANDA SÃO OS BANDIDOS!







Hoje, por volta das 11:00 h, tínhamos um congestionamento em São Paulo que jamais ocorreu antes: 669 km de trânsito parado ou lento! Agora, são 13:25 h e o trânsito na capital paulista registra 572 km de trânsito completamente parado. As causas dessa tragédia – para 4 milhões de pessoas que utilizam ônibus e metrô diariamente em São Paulo – é a irresponsabilidade criminosa de bandidos colocados em sindicatos estratégicos pelo o PT e seus partidecos vermelhoides coligados. Primeiro, aconteceram as escaramuças através das paralisações esporádicas e aleatórias de motoristas de ônibus e cobradores. Depois, sob a ordem expressa do PT e demais quadrilhas vermelhas, os sindicalistas do metrô paulista deflagraram uma greve extemporânea e descabida contra a população trabalhadora da maior capital brasileira transformando suas vidas num caos. Um deputado petista, cujo passado jamais o recomendaria para atuar dentro de uma casa de leis, foi flagrado numa reunião com 13 membros do PCC em São Paulo. Nem repreendido pela polícia ou Justiça ele foi. Tramavam contra as empresas de ônibus para destruir seu patrimônio através de atos terroristas tolerados pelos governantes calhordas desse Estado! Agora, depois de tudo temos que aturar uma corja de malfeitores do Sindicato dos Metroviários paralisando a vida de São Paulo impunemente, diante dos olhos complacentes de uma Justiça do Trabalho inoperante e conivente com esse ato canalha de uma minoria incumbida de anarquizar com os paulistanos em seu direito de ir e vir, como lhes garante a Constituição. São Paulo encontra-se nas mãos de bandidos e suas autoridades constituídas nada fazem para reverter essa situação criminosa existente na maior cidade do País. Melhor seria o governador renunciar em benefício do PCC!! Garanto que teríamos muito mais ordem na casa sob pena de morte! Que vergonha, senhores incompetentes e covardes”
Lourinaldo Teles Bezerra
Osasco - SP

Ronaldo responde manifestantes do movimento Juntos!

 
 
 
 
Publicado: 6 de junho de 2014 às 12:56
(Foto: Reprodução/EBC)
Comentários de Ronaldo motivaram protesto em frente à agência 9ine, propriedade do atleta (Foto: Reprodução/EBC)
O ex-jogador Ronaldo respondeu aos manifestantes do movimento Juntos!, que protestaram nesta quinta-feira (5) em frente à sede da sua agência de marketing esportivo 9ine, na Zona Oeste de São Paulo. O grupo que participou da ação apresentava cartazes contra o posicionamento do ex-jogador que chegou a declarar que “não se faz Copa com hospital” e que “tem que baixar o cacete nos vândalos” se referindo aos Black Blocs.
O grupo gritava palavras de ordem como “ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação”. O empresário diz que levou na “esportiva” o ato e desabafou em uma rede social. Confira o texto:
“Ôô galera, presta atenção! Eu pago meus impostos por saúde e educação! Ôô galera, se liga então! Não é na minha agência que rola corrupção! Ôo galera, qual a intenção? Ninguém aqui é contra a sua manifestação!
Levei na esportiva a baderna que alguns manifestantes do coletivo “Juntos!” fizeram hoje na porta da 9ine WPP. Porque não é possível que alguém esteja realmente levando isso a sério, é? Acho lamentável o tempo e a energia desperdiçados. Não é aqui, onde há vários funcionários trabalhando, nem de mim, que vocês devem cobrar nada. Eu não sou político, sou cidadão comum! Minha honestidade não é vulnerável, nem está à venda. E estou tão insatisfeito quanto vocês!
Quando falei em “baixar o cacete”, deixei bem claro que me referia aos VÂNDALOS, que se aproveitam da boa intenção das manifestações pacíficas para saquear estabelecimentos e depredar patrimônio público. Alguém em sã consciência apoia esse tipo de comportamento?
Estamos às vésperas de sediar o maior evento midiático do planeta, com 32 bilhões de espectadores em audiência acumulada no total de jogos. A Copa do Mundo, para mim e para tantos, sempre foi um sonho. Infelizmente, não pude desfrutar do prazer de jogá-la em casa, mas nunca imaginei que trabalhar voluntariamente para recebê-la aqui pudesse me render tantos desafetos.
O fato é que as pessoas estão confundindo as coisas:
1° – Ninguém merece ser insultado por qualquer opinião – seja ela boa ou ruim – a respeito da Copa. Visões distintas não justificam agressões. Quem quer curtir tem o direito de curtir sem culpa, sem pressão, sem imposição.
2° – “Não faz sentido achar que festa de aniversário é hora adequada para mamãe e papai discutirem a relação. Poderemos debater nossos problemas com a profundidade e a urgência que eles merecem quando as visitas forem embora. A Copa não é do governo, a Copa é nossa.” (Nizan Guanaes)
A minha vergonha é política. Única e exclusivamente. Mas o que entra em campo no dia 12 de junho é o nosso futebol. É o futebol do mundo. É a miscigenação. É a riqueza cultural. É o esporte pela paz, pela ciência, pela sustentabilidade e pelo respeito à diversidade étnica. É a nossa seleção – a mais vezes campeã – rumo ao Hexa!
Fora de campo, que fique claro, de uma vez por todas: os meus anseios, como brasileiro, são os mesmos de vocês. Toda a infra-estrutura de que o Brasil carece interfere diretamente na minha qualidade de vida. Não sou alheio ou indiferente aos nossos problemas sociais. Para pobres e ricos, a honestidade custa caro por aqui. Pago altos impostos e pouco desfruto do que é público. Sem saúde, educação, transporte e segurança de qualidade, sou obrigado a recorrer aos serviços particulares – ou seja, pago duas vezes. E nunca esqueci as minhas origens, sei também o que é ter o serviço público como única opção.
Mas represento o futebol, quero que a Copa seja linda e ponto final. Não há politicagem na minha posição. Tanto não há que deixo clara a minha desaprovação ao governo. Repudio a corrupção; sou prejudicado por tudo que prejudica cada brasileiro; e também desejo uma melhor e mais transparente gestão para o Brasil. Só não permito que a minha visão política me deixe cego para os inquestionáveis legados da maior competição internacional de esporte único sediada no nosso país.
A frustração com o governo deve se refletir nas urnas, e no engajamento político de cada cidadão para que as campanhas não se aproveitem tanto do analfabetismo funcional gerado pela cultura de massa. Mas as eleições são em outubro. A Copa do Mundo é agora! 
Devemos permitir que a política do nosso país, que já nos priva de tantas coisas, também nos prive agora de viver essa alegria?
Ôô galera! Preste atenção! Na Copa eu torço, manifesto na eleição!“