O governo brasileiro existe em duas dimensões, duas frequências diferentes. Em uma delas, corre a retórica; na outra, os fatos. As duas programações pouco ou nada têm em comum, mas cada uma serve a um propósito específico.
Tomem-se os direitos humanos, que, a presidente anunciou, seriam uma prioridade nas relações internacionais. O discurso continua ali, chiando como um disco velho, mas, na prática, nada mudou em relação ao período pré-Dilma.
Na recente visita presidencial a Cuba, não houve um só gesto, uma só manifestação, que revelasse alguma preocupação do governo brasileiro com relação às violações dos direitos humanos na ilha. Violação simbolizada pela morte recente de um prisioneiro político em greve de fome.
Nosso governo diz que a cooperação econômica é o melhor caminho para promover mudanças democráticas naquele país. Cooperação que, na prática, tem por objetivo dar sobrevida à ditadura que o PT reverencia e que muitos dos seus integrantes lamentam não poder implantar por aqui.
Dizia-se que a ditadura em Cuba era apenas um instrumento necessário para evitar a volta do capitalismo. Curiosamente, hoje, é a volta do capitalismo que entra na equação para ajudar a manter a ditadura do partido único, que os amigos cubanos do PT defendem e justificam.
Além da alegação sobre as mudanças democráticas e da intenção de dar sobrevida à ditadura, outro fator que explicaria a “cooperação” seriam os bons negócios para as empresas brasileiras que venderão bens e serviços para Cuba. Tudo coberto, obviamente, pelos empréstimos do BNDES ao governo cubano, que não costuma ser bom pagador em razão da pobreza fiscal e cambial da ilha.
Ou seja, tais empréstimos são candidatos a virar doação dos contribuintes brasileiros, que, se fossem indagados a respeito, provavelmente prefeririam destinar esses recursos a fundo meio perdido para alavancar o desenvolvimento das regiões mais pobres do nosso país, criando também demanda para nossas empresas. Não é demais lembrar que temos o 84º IDH e a 77ª renda per capita do mundo.
Na Síria, o Brasil é cúmplice da barbárie praticada contra o povo pelo ditador Bashar Al Assad, que, anos atrás, assinou um acordo de cooperação com o PT. Não se sabe no que exatamente Assad está cooperando com o partido (seus dirigentes deveriam explicar), mas os petistas vêm honrando o compromisso, pois cooperam com Assad para tentar aliviar a pressão internacional contra o tirano.
O governo do PT coopera também com o Irã para que o regime dos aiatolás ganhe tempo e se aproxime do objetivo de construir uma bomba atômica. A presidente da República corteja a comunidade judaica com discursos, mas, na diplomacia, ajuda quem sonha promover um novo Holocausto do povo judeu.
O PT é muito sensível nos direitos humanos quando lhe convém. Sempre que pode, promove um circo, com a ajuda do governo federal, contra adversários políticos que procuram cumprir a lei. Mas a violência policial nos governos do PT e de aliados do PT é como se não existisse.
Quando um governador é aliado do PT, pode mandar a polícia bater à vontade, ferir, lesar, quem sabe matar… Mas, se é de um partido adversário e tem responsabilidades na segurança pública e na defesa da ordem, saiba que os aparatos petistas irão persegui-lo implacavelmente, ainda que faça tudo certo.
As duas dimensões e duas frequências diferentes do governo brasileiro não se restringem aos direitos humanos. Em relação à economia, por exemplo, no chiado do disco velho, o PT continua pregando contra o “neoliberalismo”. Mas, diante da própria incapacidade de resolver o problema aeroportuário, vai privatizar os aeroportos e oferecer o dinheiro subsidiado do BNDES para as concessionárias fazerem os investimentos. Financia calúnias contra o processo de privatização dos anos 90, mas inaugura outra modalidade: a privatização do dinheiro público, como nunca antes na história deste país… Talvez seja esse o tal socialismo para o século 21.
Ainda na economia, o governo continua falando em “PAC”, o programa que, na teoria, se destinava a coordenar e acelerar o crescimento. Mas o Brasil tem crescido menos que todos os principais emergentes. O que deveria ser coordenado ficou cada vez mais enrolado, e o que deveria ser acelerado parou ou andou em marcha lenta. Acelerada mesmo, só a propaganda da suposta aceleração.
São dois mundos distintos, o da retórica e o dos fatos, mas que caminham paralelamente, cada um com sua função.
Projeto bilionário pretende construir o maior telescópio terrestre: um equipamento que desafia os limites da engenharia ótica e vai abrir os olhos da humanidade para mistérios sobre a criação do universo
Marco Túlio Pires, do Deserto do Atacama, Chile
O maior olho apontado para o céu: com um espelho de quase 40 metros de diâmetro, o E-ELT vai escarafunchar os confins do universo para descobrir planetas parecidos com a Terra orbitando outras estrelas e medir diretamente, pela primeira vez, a expansão acelerada do universo (ESO)
Por enquanto, o topo do Cerro Armazones, uma montanha que se ergue a 3.000 metros de altura ao norte do inóspito Deserto do Atacama, no Chile, está vazio. O local, sob um dos céus mais limpos do mundo, aguarda pacientemente o início da construção do mais ambicioso telescópio ótico da história: o European Extremely Large Telescope (E-ELT, Telescópio Extremamente Grande Europeu). Trata-se de um gigantesco instrumento astronômico financiado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), com um espelho de 39,3 metros de diâmetro. O E-ELT será capaz de registrar imagens de planetas fora do Sistema Solar e de medir diretamente a expansão acelerada do universo, feito inédito para a astronomia. Vai também permitir o estudo dos estágios iniciais da formação de sistemas planetários e detectar água e moléculas orgânicas ao redor de estrelas. Ou seja, será o primeiro telescópio terrestre capaz de identificar fora do Sistema Solar os ingredientes essenciais à vida. O projeto de um bilhão de euros deverá ser concluído no início da próxima década —isso se o Brasil não atrasar ainda mais o início das obras — e custará 50 milhões de euros anuais para ser mantido.
De acordo com especialistas, a construção do E-ELT coincide com o ápice de uma série de avanços tecnológicos que provocará um salto científico semelhante às observações do físico italiano Galileu Galilei, há 400 anos. Naquela ocasião, a pequena luneta do cientista abriu os olhos da humanidade para questões inimagináveis à época, como as manchas no Sol e as luas em volta de Júpiter, uma prova contundente de que astros poderiam orbitar em volta de outros - ou seja, a Terra não era o centro do universo. “Não sabemos o que vamos descobrir quando o E-ELT abrir os olhos, essa é a parte mais empolgante”, diz Michael West, diretor científico do ESO no Chile.
Opinião do especialista
Bob Williams Ex-diretor do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial Hubble e presidente da União Astronômica Internacional
"O E-ELT é um projeto de engenharia comparável às empreitadas espaciais mais complexas, como a Estação Espacial Internacional. Ele está na crista da onda da tecnologia, com ênfase em engenharia ótica".
Segundo West, um dos principais objetivos do E-ELT é tirar fotos de exoplanetas - planetas fora do Sistema Solar. “Vamos conseguir estudar a atmosfera de planetas parecidos com a Terra orbitando estrelas parecidas com o Sol”, disse em entrevista a VEJA. Além disso, explica o astrônomo, o E-ELT vai medir diretamente, pela primeira vez, a expansão acelerada do universo, assunto que rendeu o prêmio Nobel de Física de 2011 a três cosmólogos: os americanos Saul Permutter e Adam Riess e o australiano-americano Brian Schmidt. Os físicos verificaram que o universo está em expansão acelerada em vez de constante, como preveem as equações. Ninguém ainda sabe o porquê, mas suspeita-se que a responsável pelo efeito seja a misteriosa energia escura,o mais abundante ingrediente do universo. “A sensibilidade necessária para fazer esse tipo de medição está muito acima das tecnologias atuais”, diz Gustavo Rojas, doutor em astronomia pela Universidade de São Paulo. Graças ao gigantesco espelho, O E-ELT conseguirá captar tanta luz que será possível detectar mínimas alterações nos astros, permitindo, entre outras coisas, a medição direta da expansão acelerada do universo.
Tamanho é documento - Com tantas qualidades superlativas, é preciso entender por que os astrônomos precisam de um telescópio tão grande. O tamanho é importante por duas razões: primeiro, a quantidade de luz que o aparelho consegue coletar. "Quanto maior a área do espelho, mais luz vai incidir sobre ele e mais distantes são os objetos que o telescópio conseguirá enxergar", explica Cláudio Melo, astrônomo brasileiro que trabalha no ESO há 10 anos. O E-ELT poderá capturar 15 vezes mais luz do que os maiores telescópios óticos em operação atualmente. "A ideia é apontar o E-ELT para uma parte escura do céu até encontrar uma nova galáxia ou astro bem distante, nunca antes observado", diz West.
A segunda razão que explica a importância do tamanho dos telescópios tem a ver com o nível de detalhe que o instrumento confere às imagens. “Quanto maior o diâmetro do espelho do telescópio, mais nítidas são as imagens”, explica Marcos Perez Dias, pós-doutor em astronomia pela Pennsylvania State University, nos Estados Unidos. Com um espelho do tamanho de um prédio de 13 andares, as imagens registradas pelo E-ELT serão 15 vezes mais nítidas que as do famoso Telescópio Espacial Hubble, explica West.
Observatório Europeu sim, mas do Sul?
Por que o ESO está situado no Hemisfério Sul? De acordo com Tim de Zeeuw, diretor do ESO, o Hemisfério Sul foi escolhido por uma série de motivos. Primeiro, o centro da Via Láctea é visível apenas na parte sul do planeta. Além disso, a maior parte da luz produzida no mundo está no Hemisfério Norte, o que dificulta a identificações de locais completamente escuros. A altitude também é um fator importante na hora de se escolher o lar dos telescópios. Quanto maior a altitude, menos partículas de água existem entre os aparelhos e os astros e menor é a deformação dos raios de luz. Como a Cordilheira dos Andes impede que as nuvens cheguem ao Deserto do Atacama e o gelado Oceano Pacífico condensa as nuvens antes de elas chegarem ao continente, o Chile reúne características únicas para abrigar telescópios. Não é a toa que diversos outros projetos astronômicos também têm sede lá.
Alta tecnologia - A altíssima qualidade das imagens que o E-ELT será capaz de produzir não se deve apenas ao tamanho do espelho. O novo telescópio utilizará, entre outras coisas, versões refinadas de duas tecnologias nascidas no ESO: a ótica ativa e a ótica adaptativa. A primeira garante que o maleável e frágil espelho do telescópio tenha sempre o melhor formato possível. O E-ELT terá cerca de 800 espelhos hexagonais de 1,4 metro de diâmetro, compondo um espelho do tamanho de meio campo de futebol.
Em um espelho dessas proporções, qualquer movimento é capaz de deformar a superfície coletora de luz. “Vamos usar hastes mecânicas abaixo da estrutura para modelar a forma do espelho 6.000 vezes por segundo, corrigindo qualquer deformação”, explica o alemão Andreas Kaufer, diretor de operações do ESO, responsável pelo Observatório de Paranal, que fica a 20 quilômetros do local onde será construído o E-ELT. As hastes funcionarão como a suspensão ativa nos carros de Fórmula 1, corrigindo automaticamente as deformações no espelho, como a suspensão corrigia a altura dos pneus quando passavam pelas imperfeições do asfalto. "A tecnologia já é utilizada no VLT e em outros telescópios do mundo e será adaptada para funcionar em uma escala inédita", diz Kaufer. Todos os dias, dois dos 800 espelhos serão removidos e substituídos para manutenção. "É possível que tudo seja feito por um robô", diz o diretor de operações do ESO.
Extremamente Grandes
O E-ELT pertence a uma classe de telescópios chamada Extremely Large Telescopes (ELT, Telescópios Extremamente Grandes). São telescópios com um espelho de diâmetro superior a 20 metros. Todos os ELTs estão em fase de projeto ou construção. Os cientistas esperam que eles aumentem a chance de encontrar planetas parecidos com a Terra em volta de outras estrelas, o conhecimento sobre a origem do universo e descobertas inéditas. A grande vantagem dos ELTs é a quantidade de luz que conseguem coletar. Isso faz com que eles enxerguem objetos nunca antes observados. Conheça outros projetos de ELT:
GIANT MAGELLAN TELESCOPEO GMT (Giant Magellan Telescope, Telescópio Gigante de Magalhães) é um telescópio de 25,4 metros de diâmetro que contará com um sistema de sete espelhos de 8,4 metros. O complexo ótico será construído no Deserto do Atacama, no Chile, e é financiado por institutos dos Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul. A previsão é de que ele fique pronto em 2018.
THIRTY METER TELESCOPE O TMT (Thirty Meter Telescope, Telescópio de Trinta Metros) é um telescópio planejado para 2018 que vai usar um espelho segmentado, parecido com o do E-ELT, de 30 metros de diâmetro. O projeto é uma parceria entre os Estados Unidos, Canadá, Japão, Índia e China. Ele será construído no Havaí e fará observações entre as faixas ultravioleta e infravermelho do espectro. As imagens do TMT serão 10 vezes mais nítidas que as do Telescópio Espacial Hubble.
A segunda tecnologia, chamada ótica adaptativa, tem a ver com as deformações nos raios de luz que chegam do espaço, causadas pela atmosfera terrestre. Para eliminar o problema, os cientistas desenvolveram uma solução elegante e engenhosa que permite praticamente eliminar o efeito da atmosfera. Trata-se de um raio laser projetado no céu para simular uma estrela bem ao lado do astro que está sendo observado, acima da atmosfera da Terra, a 90 quilômetros de altura. Como a intensidade de luz do raio laser é conhecida, os cientistas conseguem comparar as informações e calcular a alteração que a luz emitida pelo astro observado sofre ao atravessar a atmosfera da Terra. Com base nesses dados, os espelhos que recebem a luz do espaço são modelados em tempo real para corrigir essas deformações e gerar a imagem perfeita, em vez de deformada pela atmosfera. “O resultado garante imagens tão nítidas quanto se tivessem sido registradas no espaço”, disse Kaufer.
De acordo com Bob Williams, presidente da União Astronômica Internacional, os maiores desafios na construção do E-ELT são o espelho de quase 40 metros de diâmetro e a própria estrutura do telescópio. Segundo Williams, um dos desafios é fazer com que o suporte dos espelhos secundários não bloqueie a luz que vem do espaço, reduzindo a superfície útil do espelho principal. Outro desafio é manter o mesmo formato do espelho a uma precisão de um bilionésimo de metro. Além disso, explica Williams, os 800 segmentos de espelho devem ser alinhados para formar uma superfície coesa mesmo quando o vento soprar na estrutura. "Existem centenas de limitações inéditas que devem ser resolvidas para que possamos capturar a luz de galáxias que nasceram logo após o Big Bang."
O E-ELT vai se tornar parte do Observatório Paranal e será operado a partir da mesma central de controle do VLT, que está em operação desde 1999. Quem chega à sala de operações do Paranal enxerga um canto com mesas vazias à direita da porta principal e uma placa que exibe as iniciais do projeto. O canto está aguardando a conclusão das obras para receber os equipamentos que possibilitarão a operação do E-ELT. A ideia é que o observatório fique em atividade por 30 anos. A julgar pela atividade de La Silla, o primeiro complexo de telescópios do ESO, também no Deserto do Atacama, a proposta é plausível. La Silla completou 40 anos em 2009 e ainda faz observações. (Continue a leitura da matéria)
As imagens geradas pelo E-ELT poderão ter uma resolução 15 vezes maior que as do Telescópio Espacial Hubble. Confira como seria essa diferença:
Participação brasileira - Se o Congresso ratificar o acordo que torna o Brasil coproprietário do ESO, a indústria do país poderá concorrer para ajudar na construção do telescópio e pesquisadores brasileiros poderão continuar a concorrer por tempo de observação nos aparelhos do consórcio - que é o que já acontece, desde que o país assinou uma carta de intenção para se unir ao projeto. "Se o acordo não for ratificado, os astrônomos brasileiros perderão esse direito", diz Tim de Zeeuw, diretor do ESO. De acordo com Bob Williams, ex-diretor do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial Hubble e presidente da União Astronômica Internacional, essa é uma excelente chance para o Brasil. “Não tenho dúvidas de que se o Brasil quer permanecer um líder na América do Sul, não apenas em ciência e tecnologia, mas no desejo de liderar o espírito humano, ele deve entender a importância de se unir ao ESO para ajudar a guiar um dos maiores projetos científicos do nosso tempo”.
O especialista responde
Brian Schmidt Prêmio Nobel de Física de 2011 por ter provado a expansão acelerada do universo fala a VEJA sobre a importância do E-ELT e como ele ajudará a astronomia
Como o E-ELT vai ajudar no estudo da expansão acelerada do universo? A enorme potência do telescópio vai permitir novas estratégias para observar a expansão do universo - certamente este será o maior impacto sobre o que sabemos sobre a idade do universo. Um dos projetos interessantes que o E-ELT poderá realizar é a medição direta das ondas emitidas pelos mais remotos objetos, criados na formação do universo, à medida que ele se expande. Essa é a forma mais direta que podemos fazer da aceleração do universo, mas será um desafio especialmente difícil de vencer. O E-ELT vai permitir também o estudo de supernovas - grandes explosões de estrelas - em distâncias sem precedentes - e quanto mais longe se enxerga no cosmo, mais se volta ao passado. Os cientistas conseguem fazer o cálculo ao verificar o quanto o feixe de luz sofreu um desvio para o vermelho no espectro de cores. Quanto maior esse desvio, por mais tempo o feixe de luz viajou.
Qual é a importância do E-ELT para a astronomia e para a humanidade? A astronomia atua no coração da exploração do universo ao tentar definir nosso lugar nele e como as leis da física funcionam nas maiores escalas. É raro encontrar alguém que já observou as estrelas no céu e nunca se fez as perguntas que a astronomia tenta responder. Em um nível mais prático, a astronomia é a porta que crianças podem usar para interagir com a ciência e se tornarem futuros inventores e empreendedores. Como pesquisa básica, a astronomia oferece ideias que têm o potencial para revolucionar nosso mundo em termos econômicos. A astronomia na Austrália, por exemplo, nos trouxe o Wi-Fi, a patente mais valiosa do país. Ela foi desenvolvida baseada em técnicas de observação de distantes buracos-negros em evaporação!
Que tipo de nova ciência ele vai nos permitir fazer? Penso que a área onde o impacto será maior é a de Planetas e Cosmologia. Estou muito empolgado com a perspectiva de usar o E-ELT para enxergar o nascimento de estrelas e galáxias há 13,5 bilhões de anos à medida que o universo emergia do plácido mar de hidrogênio e hélio que eram sintetizados nos primeiros minutos após o Big Bang. Acho que caracterizar planetas e sistemas planetários em formação em volta de outras estrelas também será um dos mais importantes e empolgantes aspectos do programa científico do E-ELT, fazendo imagens diretas de planetas maiores e possivelmente caracterizando suas atmosferas.
O site de VEJA visitou dois dos maiores complexos astronômicos do Obsevartório Europeu do Sul. Saiba mais sobre os projetos:
De quem a sociedade brasileira necessita mais: de políticos ou de policiais e bombeiros?
O Rio de Janeiro, antes de Leonel de Moura Brizola, era um estado de hábitos normais sem tráfico de drogas expressivo ou mesmo preocupante. Após a gestão do gaúcho "revolucionário" a vida no Rio de Janeiro, tanto na capital quanto no interior, se transformou num inferno de drogados e traficantes destroçando famílias inteiras. Para preservar os direitos dos marginais cariocas, Brizola proibiu terminantemente que a polícia subisse aos morros para dar combate in loco aos meliantes que começavam as suas investidas com seu "produto importado" de Colômbia, Paraguai e Bolívia.
O que vemos na Bahia de Jaques Wagner pode se comparar, em termos, com o que Brizola fez de ruim no Rio. Não pertencendo à sociedade baiana e, portanto, não tendo compromisso com o seu bem estar, o carioca Jaques Wagner quer mais é que os baianos se explodam com sua Polícia Militar e seus Bombeiros, desde que o seu cargo e seus privilégios sagrados de governador do Estado sejam devidamente preservados. Essa filosofia perniciosa e autoritária é típica de todos os petistas com cargo de chefia em qualquer dos patamares da República.
A sanha petralha se espalha pelo território brasileiro como uma praga. Enquanto esses biltres continuarem a ser eleitos nada de favorável acontecerá no Brasil. Se os eleitores se conscientizarem de que elegendo esses tipos perniciosos estarão praticando o suicídio social, a coisa mudará drasticamente para melhor.
Podemos tomar como exemplo o fenômeno que acontece no estado vizinho de Pernambuco, onde o governador se desdobrou para conseguir levar para o seu Estado, em 2010, 41 novas indústrias provocando com este fato o surgimento de cerca de 80.000 novas vagas de emprego e mais do dobro em novos prestadores de serviço agregados à essas novas empresas.
Pernambuco também sofreu com uma greve de policiais que foi resolvida sem acusações como as que o governador baiano faz aos seus grevistas, chamando-os de criminosos organizados e os acusando de praticarem crimes para desestabilizar o Estado. De uma maneira ou de outra, em Pernambuco o Governo soube chegar à uma solução - que ainda não é a ideal - de maneira a satisfazer os envolvidos na greve dando-lhes a mínima condição para sobreviverem e assim pôs fim a um conflito de interesses que poderia se tornar nocivo à sociedade como acontece hoje na Bahia.
Um governador não pode se dar ao luxo de ficar indiferente às reivindicações de trabalhadores como os policiais e bombeiros, sendo estes peças chaves para a segurança de toda a sociedade. Em qualquer parte do mundo esses seres humanos são respeitados por sua condição ímpar dentro da cadeia social.
Aqui no Brasil, parece que esse tipo de profissional é qualquer coisa sem valor e dessa maneira são tratados exatamente por quem deveria reconhecer o inestimável trabalho que eles prestam com o risco da própria vida sem horário e nem local para desempenhar suas funções.
O povo brasileiro deve opinar a respeito desse assunto de uma maneira incisiva e peremptória de modo que os políticos percebam que não são tão necessários para a sociedade quanto o são a Polícia e os Bombeiros de todo o Brasil.
A blogueira cubana Yoani Sánchez, crítica do regime comunista da ilha, divulgou no início da madrugada deste sábado (horário de Brasília) em sua conta do Twitter agravação da conversa que teve com a funcionária do governo cubano, na qual foi negada pela 19ª vez permissão para ela deixar o país.
Alejandro Ernesto-04.abr.08/Efe
Yoani Sánchez, que teve pedido de saída negado pelo regime cubano; blogueira teve visto de entrada aprovado pelo Brasil
Na gravação, feita na sexta-feira (3), Yoani estava no escritório de imigração de Cuba. Ao chegar, a funcionária que a atende pergunta se ela está acompanhada. Yoani diz que sim. A funcionária pede então à blogueira que entregue todos os seus pertences (incluindo bolsa e celular) ao acompanhante (no caso, o marido dela) e a siga. Yoani questiona, e a funcionária diz que os procedimentos são necessários para que a blogueira seja entrevistada.
Após entregar os objetos ao marido, ela atravessou com a militar um corredor do escritório de imigração. A mulher que a recebe para a entrevista a comunica que ela não foi autorizada a viajar. "Estou te entregando seu passaporte e o seu formulário para você pedir o ressarcimento do seu dinheiro", diz.
Yoani interrompe a mulher perguntando "Outra vez?". A mulher continua falando. Yoani a interrompe de novo: "Dezenove vezes?". A mulher, então, responde "Dezenove vezes".
A blogueira retruca que continuará tentando, e ouve da funcionária "Tente quantas vezes você quiser".
Yoani então diz "Um dia eu vou voltar a sair, quando esse absurdo não existir mais". A funcionária responde "Correto. Quantas vezes você quiser, Yoani".
"Todas as vezes. Alguma vez vão ter que me deixar sair", diz Yoani. A funcionária encerra a conversa com um "Boa tarde".
Durante a tarde de sexta-feira, Yoani havia divulgado, também por meio do Twitter, que o governo cubano havia lhe negado permissão de viagem. "Não há surpresas. Voltaram a me negar a permissão de saída. É a ocasião de número 19 em que me violam o direito de entrar e sair do meu país", disse.
A blogueira opositora cobrou respeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos e postou ainda uma fotografia da negativa recebida do governo cubano.
Sánchez, crítica do regime dos Castro, recebeu na semana passada da embaixada brasileira em Havana o visto de turista para visitar o Brasil para participar do lançamento de um documentário, no dia 10.
ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE | 03 FEVEREIRO 2012 INTERNACIONAL - AMÉRICA LATINA
Com essa sentença, os magistrados Alberto Poveda e Fernando Pareja dizem ao país que sua meta não era só condenar o Coronel Plazas Vega a que preço fosse, passando por cima das exigências da Lei 600 de 2000, senão lançar um golpe devastador às Forças Armadas e ao Estado colombiano.
O Coronel Plazas não foi sequer interrogado sobre os pontos essenciais da acusação, a qual mudou três vezes, sem explicação.
A sentença que condena em segunda instância o Coronel Alfonso Plazas Vega pelos fatos do Palácio da Justiça de 1985, pode ter 608 páginas mas não vale um prego. Os dois magistrados que subscrevem esse documento parecem não ter entendido que a verdade e a justiça não podem ser sepultadas por uma avalanche de papel. A verborréia e a hipertrofia textual nunca foram bom sinal em Direito, nem sinônimo de exatidão e clareza conceitual. Ao contrário. Para se fazer invisíveis, o erro, a covardia e a infâmia costumam se esconder sob torrentes de palavras.
ESCRITO POR JULIO SEVERO | 02 FEVEREIRO 2012 ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
A cultura feminista/homossexual coloca o homem abaixo da mulher, e a mulher abaixo do homossexual.
Não era melhor a cultura “patriarcal”, onde o homem era cabeça, e na hora do perigo, salvavam-se as mulheres primeiro?
A mulher de verdade tinha valor no passado? Meu artigo “As mulheres e o futuro da humanidade”, publicado em 2008, mostra o que os homens faziam pelas mulheres:
“No passado, onde o feminismo acusa que as mulheres não tinham valor, não eram necessárias placas ‘Preferência para mulheres grávidas’. A própria responsabilidade social dos homens impunha respeito e proteção às mulheres — sem placas. Quando um navio afundava, as mulheres tinham direito prioritário de salvamento. Aliás, em todas as outras situações de grande perigo, as mulheres e crianças recebiam prioridade absoluta. Os homens ficavam em último plano, muitas vezes perdendo suas vidas para que mulheres e crianças pudessem viver”.
ESCRITO POR ORLANDO BRAGA | 02 FEVEREIRO 2012 ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
O conceito trotskista de “revolução permanente”apareceu pela primeira vez na História, devidamente estruturado, no Corão (ou Alcorão, como alguns fazem questão). A “revolução permanente” aparece no Corão através de uma ideologia de “batalha permanente” que se pretende que elimine e erradique os inimigos do Islão [os inimigos da revolução].
A simples existência do infiel (ou seja, aquele que não é muçulmano) é vista pelo Corão como uma“injustiça ontológica” que tem que ser eliminada ao serviço de um imperativo superior. A própriaexistência do infiel — o facto de o infiel viver — e do relapso [o traidor] é vista como uma injustiça [Alcorão 5,33]. Podemos traçar aqui um paralelismo cultural e ideológico entre o Islamismo e a esquerda marxista e neo-marxista contemporânea, que inclui o marxismo cultural. Por exemplo, para um apologeta do Bloco de Esquerda ou do Partido Comunista, a minha simples existência — ou a existência de um conservador — é, em si mesma, uma injustiça ontológica que deve ser erradicada da face da Terra.
ESCRITO POR EMANNUEL MARTIN | 01 FEVEREIRO 2012 INTERNACIONAL - CHINA
“Mas não é simplesmente a extensão do número de mortos que conta, mas também como essas pessoas morreram. Não é que as pessoas morressem de fome porque não havia comida disponível. A comida era na verdade usada como uma arma para forçar as pessoas a cumprirem as tarefas atribuídas pelo Partido.”
UnMondeLibre: Estamos felizes em publicar hoje (7 de outubro de 2010) uma entrevista que o professorFrank Dikötter da Universidade de Hong Kong concedeu a Emmanuel Martin, que acaba de publicar um livro intitulado “Mao’s Great Famine : The History of China’s Most Devastating Catastrophe” (“A Grande Fome de Mao: A história da catástrofe mais devastadora da China”- 2010, Bloomsbury, Londres; Walterbook, New York).
Emmanuel Martin: Professor Dikötter, sua obra trata das conseqüências do “Grande Salto Para Frente”, iniciado por Mao na China. Qual era a idéia, o objetivo deste “Grande Salto Para Frente”?