segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Erupção de vulcão deixa cidade de El Salvador em alerta





Cinzas do Chaparrastique obrigaram milhares a abandonarem suas casas

Cinzas do vulcão Chaparrastique, em El Salvador, alcançaram cinco quilômetros de altura
Cinzas do vulcão Chaparrastique, em El Salvador, alcançaram cinco quilômetros de altura (Hector Garay / AFP)
Milhares de moradores de El Salvador precisaram ser evacuados de suas casas às pressas após a erupção do vulcão Chaparrastique na manhã deste domingo. As autoridades do país emitiram um alerta laranja, de alto risco, no estado de San Miguel, onde fica o vulcão. No resto do país, foi declarado estado amarelo, de alerta preventivo.

Saiba mais: Conheça os vulcões mais ativos do mundo

A erupção do Chaparrastique lançou uma coluna de cinzas que alcançou a altura de cinco quilômetros, obrigando moradores em um raio de três quilômetros a abandonarem suas casas. De acordo com a imprensa local, duas mil pessoas já deixaram o local desde a erupção. Segundo o prefeito de San Miguel, Wilfredo Salgado, pelo menos dez mil pessoas moram na área mais próxima do vulcão. Por causa da alta densidade populacional da área, a Defesa Civil acredita que nem todos os habitantes sejam evacuados.

Sem vítimas - As autoridades confirmaram que por enquanto não foram registradas vítimas mortais nem graves danos materiais por causa da erupção. Moradores disseram à imprensa local que as cinzas expelidas pelo vulcão se acumulam nas ruas, casas, edifícios ou árvores, e obscureceram parcialmente a cidade de San Miguel e arredores. As cinzas também espalharam um forte cheiro de enxofre na região. A última erupção do Chaparrastique aconteceu em 1976.

(Com agência EFE)Cinzas do Chaparrastique obrigaram milhares a abandonarem suas casas

Cinzas do vulcão Chaparrastique, em El Salvador, alcançaram cinco quilômetros de altura
Cinzas do vulcão Chaparrastique, em El Salvador, alcançaram cinco quilômetros de altura (Hector Garay / AFP)
Milhares de moradores de El Salvador precisaram ser evacuados de suas casas às pressas após a erupção do vulcão Chaparrastique na manhã deste domingo. As autoridades do país emitiram um alerta laranja, de alto risco, no estado de San Miguel, onde fica o vulcão. No resto do país, foi declarado estado amarelo, de alerta preventivo.

Saiba mais: Conheça os vulcões mais ativos do mundo

A erupção do Chaparrastique lançou uma coluna de cinzas que alcançou a altura de cinco quilômetros, obrigando moradores em um raio de três quilômetros a abandonarem suas casas. De acordo com a imprensa local, duas mil pessoas já deixaram o local desde a erupção. Segundo o prefeito de San Miguel, Wilfredo Salgado, pelo menos dez mil pessoas moram na área mais próxima do vulcão. Por causa da alta densidade populacional da área, a Defesa Civil acredita que nem todos os habitantes sejam evacuados.

Sem vítimas - As autoridades confirmaram que por enquanto não foram registradas vítimas mortais nem graves danos materiais por causa da erupção. Moradores disseram à imprensa local que as cinzas expelidas pelo vulcão se acumulam nas ruas, casas, edifícios ou árvores, e obscureceram parcialmente a cidade de San Miguel e arredores. As cinzas também espalharam um forte cheiro de enxofre na região. A última erupção do Chaparrastique aconteceu em 1976.

(Com agência EFE)

MICHAEL SCHUMACHER ENTRE A VIDA E A MORTE!! Vida de Schumacher “corre sério risco”




GRENOBLE, FRANÇA – O alemão Michael Schumacher sofreu várias lesões cerebrais, sua vida corre risco e os médicos se recusam a fazer um prognóstico sobre seu futuro. As informações foram dadas hoje pelos médicos do Hospital Universitário de Grenoble, onde o ex-campeão está internado em estado grave desde ontem.
Schumacher sofreu um acidente em uma pista de esqui em Meribel, nos alpes franceses no domingo. Apesar de estar usando capacete, o ex-campeão acabou se chocando contra uma pedra ao cair e sofre um “traumatismo craniano grave”.
Em um primeiro momento, ele foi enviado para um hospital na cidade de Moutiers. Mas, diante da gravidade do acidente, o maior campeão da história da F1 foi transferido para Grenoble, 123 quilômetros do acidente.
Emmanuel Gay, chefe do serviço de Neurologia do Hospital de Grenoble, confirmou que o alemão está em coma, que necessitou operação. “Ele continua em situação critica”, disse. Ao chegar ao hospital, ele estava agitado e não respondia às perguntas.
Um exame mostrou lesões internas, contusão cerebral e hemorragia. “Não podemos nos pronuniciar sobre o seu futuro”, declarou o médico Jean François Payen. “Sua situação é crítica e trabalhamos horas à hora”, disse. “Sua vida corre risco e é uma condição muito séria. Estamos trabalhando noite e dia”, insistiu.
Segundo ele, sem capacete, Schumacher não teria sequer chegado ao hospital. Payen confirmou que o piloto foi colocado em um coma artificial. “Vamos tentar ganhar tempo”.
Durante a noite, alguns dos principais chefes do esporte chegaram ao hospital em Grenoble, entre eles o chefe da FIA, Jean Todt, que também foi o diretor da Ferrari nos anos de maior conquista do alemão. Quem também viajou até Grenoble foi Ross Brown, chefe da Mercedes, além de Nico Rosberg e Olivier Panis.
Enquanto isso, esportistas e celebridades proliferaram mensagens de apoio ao alemão. No hospital, jornalistas de todo o mundo se acumulavam nos corredores e no pátio do local, à espera de notícias.
Nas últimas 48 horas, pelo menos dois esquiadores perderam a vida nos alpes franceses, numa das semanas mais frequentadas nas estações de inverno na Europa. No dia 3 de janeiro, Schumacher completa 45 anos de idade.

Novo atentado em Volgogrado deixa 14 mortos






PUBLICIDADE
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Ouvir o texto
Pelo menos 14 pessoas morreram e 28 ficaram feridas em uma explosão na manhã desta segunda-feira em um ônibus elétrico em Volgogrado, sudoeste da Rússia. Foi o segundo atentado em Volgogrado em dois dias e o terceiro ocorrido na Rússia desde sexta-feira, deixando um total de 34 mortos no país até o momento.
A explosão aconteceu às 8h23 locais (2h23 de Brasília). De acordo com os investigadores, o ataque foi cometido por um homem-bomba. O ataque destruiu completamente o ônibus, segundo imagens exibidas pela televisão russa.
"Uma investigação foi aberta por 'atentado terrorista' e 'tráfico de armas'", declarou Vladimir Markine, porta-voz do comitê de investigação, organismo responsável pelas principais investigações na Rússia.
Reuters
Serviços de emergência trabalham após a explosão de um ônibus em Volgogrado
Serviços de emergência trabalham após a explosão de um ônibus em Volgogrado
Volgogrado fica perto do instável Cáucaso russo. Outro atentado, atribuído a uma mulher-bomba, provocou 17 mortes no domingo na mesma cidade, que estava lotada no fim de semana, período de festas no país.
O atentado alimentou os temores sobre a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerão em fevereiro em Sochi, estação balneária situada ao pé do Cáucaso.
Na última sexta-feira, um carro-bomba matou três pessoas na cidade de Pyatigorsk, a 270 km de Sochi. Em 21 de outubro, outra mulher-bomba matou sete pessoas em Volgogrado.
O ministério do Interior anunciou a intensificação das medidas de segurança em todas as estações e principais aeroportos do país. As autoridades regionais anunciaram o nível elevado de alerta antiterrorista na região de Volgogrado para os próximos 15 dias.
Grupos insurgentes buscam instaurar um estado islamita na região. O líder do movimento, Doku Umarov, convocou em julho a execução de ataques para impedir por "todos os meios" os Jogos Olímpicos de Sochi.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Atentado em estação de trem na Rússia mata 16 pessoas




Segundo Comitê Nacional Antiterrorista, uma mulher é a principal suspeita de autoria da explosão

29 de dezembro de 2013 | 8h 34


Efe - Texto atualizado às 19h30
MOSCOU - Pelo menos 16 pessoas morreram neste domingo em um atentado a bomba ocorrido em uma estação de trem da cidade russa de Volgogrado, antiga Stalingrado, informaram as autoridades locais, o que lançou uma séria advertência ao Kremlin a seis semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.
Mulher detonou a bomba logo após alerta do detector de metais - Nikita Baryshev/AP
Nikita Baryshev/AP
Mulher detonou a bomba logo após alerta do detector de metais
Duas vítimas morreram horas depois da explosão no hospital, que ainda deixou mais de 40 feridos, nove deles em estado grave. Eles faziam fila na porta do edifício da estação da antiga Stalingrado.
A explosão aconteceu em torno de 12h45 (local, 06h45 em Brasília) depois de uma terrorista chamar a atenção da polícia ao passar pelo detector de metais instalado na entrada da estação Volgogrado-1.
"Soou o sinal de alarme (do detector). Um policial a levou para um canto para revistá-la pessoalmente. Nesse momento, explodiu a bomba", informou uma fonte policial à agência "Interfax".
A terrorista detonou a bomba antes de entrar no edifício propriamente dito, explicou Vladimir Markin, porta-voz do Comitê de Instrução (CI) da Rússia.
Segundo o CI, a equipe de segurança instalada desde o atentado suicida contra o aeroporto de Domodedovo, em Moscou, em janeiro de 2011 que deixou 36 mortos impediu que a terrorista chegasse à sala central, evitando que o número de mortos fosse ainda maior.
A bomba tinha uma potência equivalente a 10 quilos de TNT e, segundo as forças de segurança, se o terrorista tivesse entrado na estação poderia ter causado uma carnificina.
A estação, que fica em frente à histórica praça onde aconteceram alguns dos mais sangrentos combates da Segunda Guerra Mundial, recebia um grande número de viajantes devido ao atraso de três trens e às festas de fim de ano.
O presidente russo, Vladimir Putin, mão firme com terroristas, encarregou as forças de segurança da captura dos organizadores do atentado e enviou aviões para a transferência dos feridos mais graves para Moscou.
Desde o princípio se informou que se tratava de uma terrorista suicida, uma "viúva negra", esposa ou namorada de um guerrilheiro morto, o cartão de visita da guerrilha islamita durante os últimos anos.
Tudo aponta que a terrorista pertencia à guerrilha islamita do Cáucaso Norte, que teria decidido atacar de novo Volgogrado por se tratar de um importante centro nacional de transporte, segundo os especialistas.
As autoridades russas temiam um aumento da atividade terrorista e guerrilheira à medida em que se aproxima a inauguração em 7 de fevereiro dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (no Mar Negro).
Há uns meses o líder da guerrilha caucásia, o checheno Doku Umarov, ameaçou abortar os Jogos de Inverno, que tachou de "bailes satânicos sobre os ossos de nossos antepassados".
"Como mujahedins estamos obrigados a impedi-lo por qualquer meio permitido por Alá", afirmou em um vídeo o guerrilheiro, que já foi dado como morto várias vezes.
Por esse motivo e após o sério aviso recebido em abril com o atentado feito por dois irmãos chechenos durante a maratona de Boston, Putin endureceu as leis contra terroristas e suas famílias. 

FALSÁRIOS E SUAS MUITAS FALSIFICAÇÕES



      

          Percival Puggina


           
            A mais grave dimensão da falsidade ocorre quando ela se torna estratégia de ação e estilo de vida. Quando isso acontece - e está acontecendo no Brasil - o caráter desses indivíduos é destruído e a credibilidade das instituições que por desventura comandem se converte em lama.

            O artigo 1º da lei que criou a Comissão da Verdade (CV) atribui-lhe a tarefa de "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". Memória, verdade e reconciliação. Qual a verdade que a CV busca? Ela busca conhecer os autores de crimes e agressões a direitos humanos que vitimaram os  guerrilheiros e terroristas camaradas de dona Dilma. Os muitos crimes e violações cometidos por essa mesma turma estariam inteiramente perdoados, esquecidos, cobertos por grossa camada de errorex, e rendem vultosas indenizações aos que os perpetraram. Para os comissários da CV, a anistia valeria para tais crimes, acima de qualquer dúvida. E a reconciliação? Ora, os proponentes e executantes dessa farsa, ungidos de falso espírito pacificador, assumiram uma tarefa em que não creem. E isso é farsa. Eles não acreditam em reconciliação (a menos que renda votos, como num abraço entre Lula e Maluf). Creem, nisto sim, em conflito, em revanche e em vingança. Tudo isso é ou não fraude ao Direito, à memória, à verdade e à História? Mas a falsificação, uma vez iniciada, não pára mais.

            Querem outro exemplo? Quem pode considerar legítimos esses índios que vemos em Brasília, mobilizados pela governamental Funai, reivindicando demarcações de territórios para suas "nações"? Índios de caminhonete, calça jeans e que se abastecem em supermercados? Índios exibindo cocares zero quilômetro, com vistosas e irretocáveis penas de pobres aves, sem ninguém por elas? No entanto, os falsários, financiados por interesseiras ONGs internacionais, articulam para que obtenham cada vez maiores extensões de reservas, como se ainda vivessem, todos, da caça e da pesca. Pura manobra diversionista. O verdadeiro botim é a extraordinária biodiversidade e são as riquezas do subsolo.

            Não são menos fraudulentos, por sua vez, muitos dos "quilombos" que pipocam em áreas nobres do território e do meio urbano nacional. Os falsários organizam esses grupos de interesse, insuflam ódio racial, excitam a cobiça, prometem vantagens patrimoniais, inventam fábulas sobre inexistentes quilombos e cuidam de ampliar o número de falsos quilombolas.

            Uma vez assumida como estratégia de ação e estilo de vida, a falsidade se impõe em tudo. Por isso, os falsos dossiês, encomendados a falsários profissionais. Por isso se falsificam as informações sobre as contas públicas com a tal "contabilidade criativa". Por isso Dilma, ungida candidata à presidência, é apresentada à nação como grande gestora de um governo enrolado e enrolador. Por isso se apressam em fazer o que muito condenaram para não enfrentar o fracasso de soluções que nunca tiveram. Por isso diziam que o PT não era como "os partidos tradicionais" e tinham razão - o PT é um partido que protege bandidos. Por isso o falso apreço a direitos humanos, um apreço que tem cor partidária, que tem afeições e ódios ideológicos. Por isso as falsificações ditadas pelos mandamentos do "politicamente correto", que transformam reivindicações grupais e pautas políticas em pretensos direitos humanos.

            A lista seria inesgotável. Os falsários compreendem suas estratégias e métodos como elementos da disputa e da preservação do poder e os aplicam em tudo. O certo, a verdade e o bem integram uma esfera de temas que sequer conhecem, onde não vão e onde não operam. Nos espaços em que atuam habitualmente não incidem exigências de ordem moral que não estejam referidas à manutenção do poder. Para quem ainda não percebeu, é a mesma ética assumida pelos falsos mártires do Mensalão.

_____________
Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+. 

ESSE VULCÃO CHAMADO 2013


      




          Percival Puggina



            De fato, 2013 foi inexcedível na capacidade de nos surpreender. Sua vocação apocalíptica exibiu-se em fenômenos climáticos, imensas tragédias e abruptos falecimentos. Também na política o ano se revelou um vulcão de surpresas que pareciam surgidas do éter. Sem que se soubesse como ou por quê.

            Foi assim, por exemplo, que o povo saiu às ruas. Não era carnaval, não havia trio elétrico, a seleção não estava em campo. Justin Bieber e Beyoncé andavam longe daqui. No entanto, multidões de jovens, junto com cidadãos de todas as idades, tiraram os fones do ouvido, saíram do Face, meteram pé no asfalto e soltaram a voz ao vento. Tivemos, pela primeira vez em muitas décadas mobilização popular espontânea. Não era "massa" e muito menos "de manobra". Nada semelhante, tão autônomo, tão sem patrocínio, ocorrera antes por aqui. Brasileiros saíram às ruas esticando o cordel de insatisfações até então silenciosas. E elas cobriam todo o vocabulário das mazelas políticas, institucionais e morais do país. Desabituadas ao alvoroço popular, as instituições titubearam, gaguejaram. Transpiraram frio nos decotes e nos brancos colarinhos.

            Enquanto isso acontecia, o vulcão chamado 2013 rugiu outra vez. Quatro grupos proporcionaram inédito vandalismo de rua, enfurecido e torrentoso. O primeiro grupo, dos falantes, era composto pela parcela irresponsável ou demente do mundo intelectual e acadêmico. "Pois que venha a violência!", rosnava, exibindo os dentes. O segundo, o grupo dos paus mandados do poder, cumpria a ordem de espantar da rua as incômodas demandas que o confrontavam. O terceiro, dos saqueadores, bandidos de profissão, aproveitava o caos que se estabelecia. O quarto, da mídia "politicamente correta", reagiu com a hostilidade de sempre à ação das instituições policiais. E jamais denunciou o caráter fascista, escancaradamente fascista da violência que os vândalos desencadearam para afugentar das ruas a correta manifestação dos cidadãos.

            Em julho, a mesma erupção derramou-se sobre a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que aceitou, no chão, de cócoras, o maior achincalhe de que se tem registro na história dos legislativos brasileiros. Militantes da violência invadiram o parlamento e ali permaneceram enquanto quiseram. Impuseram condições para sair. Comportaram-se, todo tempo, com ódio e insolência cultivados nos aparelhos comunistas, escolares e acadêmicos, onde lhes é servido o necessário à sua deformação cívica e moral: desleixo, drogas, nudismo, sexo grupal. E uma juíza, chamada aos fatos, presidiu a "negociação" com os fascistas de julho!

            Em novembro, abriram-se as portas da Papuda para os primeiros réus do Mensalão. Neste Brasil de 2013, algo que seria natural, uma vez transitadas em julgado várias sentenças, acabou enriquecendo a lista dos feitos extraordinários. Alvoroçou-se o partido do governo, desencadeando uma campanha para transformar os réus em mártires e o juízo do STF em linchamento! A história dos fatos vem sendo repaginada, como se Genoíno não tivesse renunciado à presidência do PT por causa do Mensalão. Como se Dirceu não tivesse saído da Casa Civil por causa do Mensalão. Como se seu mandato não tivesse sido cassado pela Câmara dos Deputados (em votação secreta!) por causa do Mensalão. Como se Lula, em rede nacional, não tivesse pedido perdão ao país pelo mesmo motivo. Não, senhores! As primeiras sanções aos réus ocorreram dentro do vosso próprio governo, dentro do PT e dentro do Congresso Nacional, ainda em 2005. Mas o vulcão de 2013 quer regurgitar outra história. De novo? Que 2014 nos venha com melhores ares.

Zero Hora, 29 de dezembro de 2013
           

Ativista brasileira diz que repressão russa foi ‘uma vergonha’





Em entrevista exclusiva ao 'Estadão', Ana Paula Maciel considera que ação do Greenpeace foi uma vitória na luta pela defesa do Ártico

28 de dezembro de 2013 | 12h 37

Giovana Girardi
Ana Paula Maciel, a bióloga gaúcha e ativista do Greenpeace que ficou dois meses presa e depois mais 40 dias sob custódia do governo russo, voltou ontem enfim ao Brasil. Ainda atordoada da viagem, que levou 12 horas, ela falou brevemente com a imprensa que a aguardava no aeroporto de Guarulhos, onde disse que o voo foram as "12 horas para sua liberdade". Depois trocou algumas palavras com exclusividade com o Estado. Veja a seguir:
Bióloga e ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo - Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão
Bióloga e ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo
Como é pisar de volta no Brasil depois de cem dias sob custódia russa, na incerteza de que seria libertada?
Depois de ficar dois meses na prisão, esse último mês com liberdade sob fiança foi bastante difícil, mas essas últimas 12 horas no 'avião da liberdade' foram incríveis. Muito mais fáceis do que as tantas vezes, enquanto estava presa, que eu passava 12 horas na solitária, esperando os procedimentos. Uma prisão que foi uma grande injustiça, uma tentativa frustrada de calar protestos pacíficos. Mas acho que os russos não esperavam essa repercussão. Foi bola fora que tentaram cobrir com a anistia, mas fui anistiada por um crime que não cometi.
O que achou de vocês serem incluídos na anistia geral concedida pelo governo russo para mais de 20 mil presos?
Éramos inocentes. A prisão foi ilegal, em águas internacionais. Houve uma declaração do Tribunal Marítimo Internacional desde o dia 20 de novembro dizendo isso, para que fôssemos libertados e os russos não cumpriram com a lei internacional. Eles erraram muito, e muitas vezes.
Você já disse que a sensação ainda não é de alívio total porque o navio de vocês permanece lá. Vocês já conseguiram pensar nos próximos passos daqui para frente?
Nós continuamos sem entender a situação. Desde o princípio, nós ficamos nessa sensação de insegurança. Ainda vamos pensar no que fazer para libertar o navio. Agora os russos param para as festas e só voltam em 10 de janeiro. Esperamos que devolvam nosso navio e o que confiscaram ilegalmente da gente. O que eles fizeram foi vergonha. Em 1985, o Serviço Secreto Francês pôs uma bomba no navio Rainbow Warrior e matou um amigo nosso. Agora, em 17 de setembro, eles invadiram nosso navio, mantiveram 30 inocentes na prisão, e depois mais um mês sob fiança. Tudo isso por causa de um protesto pacífico. Liberdade de expressão não é crime. Eles atiraram com armas de fogo ao lado dos nossos botes. Nos abordaram em águas internacionais. Quem são os piratas e vândalos? Eles ou nós, do Greenpeace, que temos 40 anos de protesto pacífico?
Você acredita que a prisão dos '30 do Ártico' pode dar mais visibilidade para a causa do Ártico e do aquecimento global ou teme que toda essa comoção causada pelas prisões possa agora esmorecer?
Eu acredito que esses dois meses valeram a pena. Mas é um processo lento. Foram dez anos, por exemplo, para conseguir um santuário antártico. Nosso objetivo é ter um santuário no Ártico. Mas tudo isso que aconteceu foi um passo para explicar para as pessoas o que está acontecendo lá. Muita gente agora sabe que o que acontece no Ártico tem reflexo em outras partes do planeta. Que protegendo o Ártico eu estou protegendo também a Amazônia, porque se lá derreter, aqui vai virar um deserto. É preciso compreender essa dinâmica planetária e saber que os problemas são globais.
O Greenpeace nunca anuncia com antecipação seus protestos, mas você diria que é possível vocês voltarem a protestar na Rússia?
Essa é uma pergunta difícil de responder. Realmente esperamos que eles tenham aprendido a lição. A Gazprom (empresa petrolífera dona da plataforma que os ativistas tentaram escalar) certamente colocou pressão para nos prenderem e nos manterem presos. Agora, acredito que eles estejam arrependidos de terem feito isso, porque no passado o Greenpeace tinha feito a mesmíssima ação, na mesma plataforma e nada aconteceu. Ninguém nem soube do nosso protesto. Agora que eles fizeram esse escarcéu, o mundo inteiro ficou sabendo o que eles estão fazendo no Ártico. Essa nunca foi uma ação contra a Rússia. O Greenpeace incomoda todas as empresas petrolíferas no mundo. Já foi assim no Brasil, nos Estados Unidos, na Noruega, em vários países. Foi uma tentativa falida de calar protestos pacíficos e a liberdade de expressão.
PARA LEMBRAR
Ana Paula Maciel, juntamente a outros 27 ativistas e dois jornalistas que estavam a bordo do navio Artic Sunrise, foi presa em 19 de setembro, após protestos em uma plataforma da empresa Gazprom contra a exploração de petróleo no Ártico. A embarcação foi apreendida em águas internacionais pela polícia russa e rebocada até a cidade de Murmansky, onde os ativistas ficaram presos por alguns dias. Depois, foram transferidos para São Petersburgo. Inicialmente, eles foram acusados de pirataria, crime que poderia levar a uma pena de até 15 anos. Depois, a acusação foi aliviada para vandalismo, que ainda poderia render 7 anos de prisão. A liberdade provisória, sob fiança, veio cerca de dois meses depois. Na semana retrasada, os ativistas souberam que seriam anistiados junto com outros 20 mil presos, como os integrantes da banda Pussy Riot.

A TENSÃO É MUITO GRANDE NA AMAZÔNIA : Área indígena Tenharim é atacada no Amazonas



Acusando índios de ter matado três moradores de Humaitá, grupos invadem aldeias; PF começa buscas no local neste sábado

27 de dezembro de 2013 | 22h 49


Chico Siqueira - Especial para o Estado
Cerca de 300 pessoas invadiram nesta sexta-feira, 27, as aldeias da Terra Indígena Tenharim, localizada nos municípios de Manicoré e Humaitá, a 675 quilômetros de Manaus. Revoltadas contra o desaparecimento de três moradores da cidade, no início do mês, e entendendo que os índios os assassinaram, elas se dividiram em carros e caminhonetes, passaram pela aldeia Mafuí, atearam fogo em casas e destruíram um pedágio criado pelos índios no quilômetro 145 da Rodovia Transamazônica (BR-230).
Confusão foi causada pelo desaparecimento de três moradores da cidade - Raolin Magalhães
Raolin Magalhães
Confusão foi causada pelo desaparecimento de três moradores da cidade
A pedido da Fundação Nacional do Índio, uma força-tarefa formada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional foi enviada à região para tentar conter o conflito – mas até o início da noite nem as autoridades policiais tinham notícias atualizadas sobre a situação.
Antes de destruir o pedágio e incendiar as casas, ainda de madrugada, o grupo cortou a energia elétrica das aldeias. "Eram cerca de 150 homens", contou Marco Túlio da Rocha, funcionário da Eletrobrás Amazônia, chamado para restabelecer o fornecimento na manhã desta sexta. Segundo ele, os manifestantes atiraram contra o dispositivo de distribuição de energia. "Eles estavam muito furiosos, disseram que iam encontrar por conta própria os três desaparecidos", completou outro funcionário da Eletrobras Carlos Alberto Santos.
O tumulto ocorre dois dias depois do quebra-quebra em Humaitá, onde cerca de 2.000 pessoas incendiaram a sede da Funai, a Casa da Saúde do Índio, 13 veículos e um grande barco às margens do Rio Madeira. Cerca de 140 índios estão refugiados no 54° Batalhão de Infantaria da Selva, em Humaitá, para se proteger de retaliações.

(Imagens da internet)

Na sua operação, nesta sexta, os invasores se dividiram. Cerca de 50 homens acamparam a menos de 30 km das aldeias invadidas na sexta-feira. "Acho que temos de ir contra a cobrança dos pedágios. Quando paramos lá, ficamos à mercê dos índios. Um exemplo é nossos três amigos, que desapareceram", disse Samuel Martins, da Associação dos Madeireiros.
Estopim. O problema começou no dia 16, quando três homens -- o técnico da Eletrobrás Amazonas Aldeney Ribeiro Salvador, o professor Stef Pinheiro e o comerciante Luciano Ferreira Freire – desapareceram.
A informação na cidade é que teriam sido sequestrados e mortos pelos índios Tenharim, que assim estariam vingando a morte do cacique Ivan Tenharim. A versão oficial da morte do cacique é que ele sofreu um acidente de moto na BR-230. Para os índios, ele foi assassinado por pessoas descontentes com a presença dos índios nas cidades e com a cobrança de pedágios para passar por suas terras, nos quais são cobrados valores de R$ 15 a R$ 100. Os índios negam a acusação de sequestro.
Nesta sexta, a PF e os prefeitos de Manicoré e Humaitá se reuniram com familiares dos três desaparecidos para anunciar que as buscas pelos três começam neste sábado. Para evitar que moradores de Humaitá cruzassem o Rio Madeira, para engrossar o movimento em Santo Antônio do Matupi, a Polícia Militar fechou o acesso à balsa que fica no Rio Madeira, em Humaitá.

Força tarefa retira ocupantes da aldeia Tenharim em Humaitá




Cerca de 60 pessoas invadiram a reserva após o desaparecimento de três indivíduos em suposta vingança dos índios

28 de dezembro de 2013 | 20h 15


José Maria Tomazela, enviado especial - Atualizada às 21h00
HUMAITÁ (AM) - Uma força-tarefa da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, apoiada pela Força Nacional e por homens do Exército, retirou neste sábado, 28, cerca de 60 pessoas que montaram acampamento na Reserva Indígena Tenharim, em Humaitá, sul do Amazonas. Os ocupantes desmontaram o acampamento e parte deles se estabeleceu numa área fora da reserva. Homens do 54º Batalhão de Infantaria de Selva do Exército em Humaitá instalaram uma base avançada no distrito de Santo Antonio do Matupi, uma das extremidades da reserva, e controlavam a passagem de pessoas e veículos.
Reserva foi invadida por centenas de pessoas na sexta - Raoni Magalhães
Raoni Magalhães
Reserva foi invadida por centenas de pessoas na sexta
Os bloqueios seguem pelos 150 km da rodovia entre o distrito e a cidade de Humaitá e Santo Antonio do Matupi. De acordo com o tenente coronel Antonio Prado, comandante do batalhão, o objetivo é dar apoio à investigação da PF. Na sexta-feira, 27, revoltados contra o desaparecimento de três pessoas da cidade, os moradores de Humaitá formaram comboios de carros e caminonhetes e atearam fogo nos postos de pedágio instalados pelos índios. Parte do grupo permaneceu acampada no km 150 da rodovia.
A PF dará prosseguimento neste domingo, 30, a uma varredura na área com o uso de helicópteros. De acordo com o delegado, a população não indígena encontrada na região será retirada, sob pena de prisão por desobediência.
"Estamos preparados para cumprir a lei que manda preservar o cenário de possíveis crimes", disse o delegado Alexandre Alves. Após a desocupação, serão iniciadas as buscas das supostas vítimas dos índios - três homens que desapareceram no início do mês e teriam sido seqüestrados e mortos pelos indígenas.
Vingança. O conflito entre índios e moradores começou no dia 16, quando três homens - o técnico da Eletrobrás Amazonas Aldeney Ribeiro Salvador, o professor Stef Pinheiro e o comerciante Luciano Ferreira Freire - desapareceram ao cruzar a reserva pela rodovia Transamazônica. A informação na cidade é de que teriam sido mortos pelos índios para vingar a morte do cacique Ivan Tenharim.
O cacique foi encontrado morto numa rodovia ao lado da moto e, segundo os índios, teria sido assassinado por pessoas descontentes com a cobrança de pedágios pelos índios de que passa pela reserva. A versão oficial é de que o cacique sofreu um acidente de moto. No dia 25, a população revoltada incendiou instalações da Funai, casas de índios e um barco usado para atender populações indígenas. Cerca de 140 índios que estavam na cidade se refugiaram o batalhão do Exército.

Fechem a Funai!





Coronel Leaks

Se existe um órgão público que não tem razão de ser este é a Funai, Fundação Nacional do Índio. Apesar de quase 12% do território brasileiro pertencer a 2,7% da população composta por indígenas, o caos está instalado em todo o Brasil com invasões, laudos antropológicos fraudulentos e total insegurança jurídica para os produtores rurais e até mesmo populações de pequenas cidades. Nos últimos dias, o copo transbordou. As informações abaixo são da Folha de São Paulo.
 
Cerca de 3.000 moradores de Humaitá promoveram na quarta passada um protesto violento contra os índios tenharim, a quem responsabilizam pelo desaparecimento dos três homens. Atearam fogo à sede local da Funai (Fundação Nacional do Índio) e da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e a 13 veículos e três barcos usados no transporte dos índios.
Ontem, cerca de 300 pessoas destruíram, em Apuí (AM), o local utilizado por índios tenharim como pedágio ilegal na rodovia Transamazônica, em área localizada no interior da reserva da etnia. Segundo a Polícia Militar, casas de apoio próximas ao pedágio também foram queimadas. Não há registro de feridos --os índios deixaram o local e a situação foi controlada, segundo a PM. Ameaçados, cerca de 150 indígenas continuam em um batalhão do Exército.
 
Os moradores suspeitam que os três desaparecidos --Aldeney Salvador (funcionário da Eletrobras), Luciano Ferreira (representante comercial) e Stef de Souza (professor em Humaitá)-- foram sequestrados pelos índios, após a morte de um cacique. A polícia diz que o índio morreu atropelado. Os índios ameaçavam resistir à operação de busca, mas recuaram após a garantia de que a Polícia Federal realizará a vistoria. Cerca de 300 homens da Polícia Federal, da Força Nacional, do Exército e da Polícia Rodoviária Federal deverão vasculhar os 1.309 hectares da área.
 
Segundo autoridades policiais, o atual conflito é resultado de tensões acumuladas entre índios e não índios. "A população está revoltada, há um ódio acumulado. Além dessa situação [desaparecimento de três homens], os índios começaram a cobrar pedágio há cerca de 20 dias na rodovia [Transamazônica, que atravessa a terra indígena]", disse o primeiro-tenente da PM Gebes Santos.
 
Diante do caos instalado pela sua incompetência, a Funai expediu uma nota parcial e até mesmo criminosa, que só aumenta a tensão. Leiam abaixo:
 
"É fundamental reafirmar, nesse momento, os princípios que regem o Estado Democrático de Direito, no âmbito do qual são reprováveis a prática de ameaças, de violência física e moral contra indígenas e contra servidores públicos, e a depredação do patrimônio público, causadora de enorme prejuízo ao erário".
 
Como se índios e funcionários públicos tivessem mais direitos do que outros cidadãos e estivessem acima da lei. Fechem a Funai!

PROVIDÊNCIA TARDIA APÓS TRÊS ASSASSINATOS






O Editor



Após severas e violentas manifestações públicas de revolta pelos habitantes da cidade amazônica de Humaitá, o preguiçoso e inútil ministro da Justiça petista resolveu autorizar a Polícia Federal a agir na região. Como foi por mim publicado há dias, índios da tribo dos Tenhari sequestraram e possivelmente, depois de torturarem cruelmente três cidadãos brasileiros, pagadores de impostos e cumpridores de seus deveres os mataram a bordunadas.




Uma reunião em Humaitá, entre representas da PF, Exército, Força Nacional, PRF e Polícia Militar, vai definir a ação na área, que será coordenada pelo delegado da PF Alexandre Alves para tentar encontrar os corpos das três inocentes vítimas dos assassinos protegidos por Gilberto Carvalho, através do CIMI, FUNAI e ONGs estrangeiras que atuam na região amazônica. No sábado, as equipes da Policia Federal, Exército e Força Nacional irão fazer uma varredura na região a procura dos desaparecidos. Na região de Santo Antônio do Matupi, distante 180 km de Humaitá o clima ainda é de grande tensão, porque os moradores estão revoltados com a cobrança de pedágio promovida pelos indígenas, informações colhidas no blog Montedo.Com. Fatos como esse acontecem constantemente porque as autoridades federais não cumprem com as Leis. Silvícolas, nessa parte do planeta, são considerados "crianças" não tendo obrigações a cumprir. Não são imputáveis e podem cometer quantos homicídios quiserem sem que nada lhes aconteça.






Por causa dessa proteção criminosa concedida a seres humanos conscientes do mal que causam, a população de Humaitá tomou as rédeas nos dentes e tentou massacrar 60 vagabundos que nos custam uma fortuna por ano. Depois dos acontecimentos trágicos é que o pródigo titular da pasta da Justiça se mobilizou de sua estagnação de indolente para determinar ação mais eficaz por parte da PF e demais forças ali destacadas. Serão mais três mortes a serem debitadas na conta sangrenta de Gilberto Carvalho e Dilma Rousseff.





sábado, 28 de dezembro de 2013

Possível fim de bases aéreas mexe com o meio militar


Para comprar caça suecos de R$ 4,5 bilhões, instalações militares podem ser fechadas

Possível fim de bases aéreas mexe com o meio militar Divulgação/STI-BAFL
Base aérea de Florianópolis serve de base de patrulhamento para todo o Sul do BrasilFoto: Divulgação / STI-BAFL
Ainda não é oficial, mas a decisão é dada como certa nos meios militares do país: as bases aéreas de Fortaleza, Santos e Campo dos Afonsos (RJ) serão desativadas. É provável que o mesmo aconteça com a unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) em Florianópolis e uma redução de efetivos em Anápolis (Goiás).
O objetivo seria capitalizar a FAB, num momento de grandes gastos com a compra da nova aeronave de interceptação estratégica (os 36 caças suecos Grippen,que custarão R$ 4,5 bilhões).
Os militares negam, mas alguns sinais de que a notícia é correta começam a acontecer: aviões de Fortaleza, Bandeirantes de treinamento, já foram levados para Natal (RN). A histórica base do Campo dos Afonsos, berço de um esquadrão de Hércules (quadrimotores de transporte) e outro de helicópteros, será esvaziada, com transferência de aeronaves para o Galeão e para Santa Cruz (RJ), respectivamente, avisa o jornal O Globo. Em Anápolis, que abriga Mirages até a semana que vem, o vazio tomará conta, enquanto os Grippen não chegam — e vão demorar anos para chegar. O rumor abalou a auto-estima de militares Brasil afora.
E Florianópolis? Lá as aeronaves são sete Bandeirantes de patrulha marítima, os famosos Bandeirulhas. O comandante nega, mas há rumor de que serão transferidos. Há várias razões para a população desgostar desse tipo de desmobilização. Bases ativas têm cerca de mil funcionários. Uma base sem aviões fica com no máximo 100 pessoas, para guarda e manutenção. São 900 famílias de classe média a menos, dinheiro circulando a menos, segurança de menos.
O gaúcho Nelson Düring, editor do site Defesanet.com.br (especializado em assuntos militares), admite que a FAB, por problemas financeiros e até logísticos, não tem capacidade de fazer política de ocupação territorial como o Exército. Ele também entende que a compra dos caças exija contenção de despesas, mas lamenta.
— No âmbito administrativo é compreensível, mas como estratégia de proteção nacional, é inadmissível — desabafa.