segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

BOMBA SOBRE A PETROBRAS! : Graça Foster será compelida a falar na Justiça dos EUA sobre sociedade Petrobrás-White Martins na Gemini






Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net


O Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa, sediado na Bahia, confirma a intenção de mover ações contra diretores e conselheiros da Petrobras, na Justiça do Brasil e dos Estados Unidos, ainda no primeiro trimestre deste ano que começa. O objetivo é pedir ressarcimento de prejuízos aos investidores por atos lesivos, por gestão incompetente ou por procedimentos societários danosos. O medo no governo é que tais ações contem com o apoio de grandes investidores externos da companhia, como os fundos BlackRock e Aberdeen.

O Instituto baiano também pretende insistir em recursos à Comissão de Valores Mobiliários e também recorrer à Security and Exchange Comission - que fiscaliza o mercado de capitais nos EUA. O foco é denunciar conflitos de interesse entre o maior acionista (a União ou o governo federal) e sua mais importante estatal de economia mista. Diretores e Conselheiros da Petrobras serão denunciados por descumprimento de regras elementares de governança corporativa.

Um caso concreto é politicamente explosivo. No último dia 18 de dezembro, o Alerta Total publicou a matéria “Investidores questionam oficialmente a Petrobras sobre o caso Gemini – investigado pelo CADE”, informando que o Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa solicitou esclarecimentos à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, sobre denúncia recebida pelo Instituto contra a Gemini – sociedade formada pela Petrobras (com 40% das quotas) e White Martins (com 60% das quotas) para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito (GNL). A Gemini tem o nome de fantasia GasLocal.

Antes de receber qualquer resposta, em 27 de dezembro de 2013, o Instituto encaminhou à presidente da Petrobras uma carta reiterando sua solicitação de uma maneira mais incisiva. Nela foi anexado o artigo publicado em dezembro de 2010 pelo Alerta Total com o título “Diretora da Petrobras confirma que Dilma sabia da denúncia de corrupção na Gemini”. O Instituto informou que o conteúdo do artigo fará parte dos documentos que subsidiarão as ações a serem movidas pelo Instituto no Brasil e nos EUA contra os administradores responsáveis por diversas ilicitudes que prejudicaram a Petrobras e lesaram o próprio Brasil.

Além de um problema jurídico no exterior, Graça Foster terá de gerenciar um problema político no Brasil. Tudo porque a associação entre estatal de economia mista e White Martins foi sacramentada por Dilma Rousseff, quando ainda nem era “Presidenta da República”, mas presidia o “Conselhão” da Petrobras. 

A bola está com Graça
O artigo anexado trata da comprometedora resposta dada pela então diretora de Gás e Energia da Petrobras Graça Foster às denúncias do engenheiro João Vinhosa sobre diversos fatos lesivos ao interesse público relacionados à Gemini – sociedade arquitetada no período em que Dilma Rousseff acumulava as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidenta do Conselho de Administração da Petrobras.
No documento DG&E nº 75/2010, de 02 de dezembro de 2010, enviado como resposta ao engenheiro Vinhosa, a então diretora Graça, referindo-se a uma carta encaminhada por Vinhosa a diversos integrantes do Conselho de Administração da Petrobras, afirmou que “os fatos ora noticiados não são novos, bem como todos os esclarecimentos sobre o assunto lhe foram exaustivamente prestados, não restando mais nada a ser acrescentado”.
Em sua tréplica, Vinhosa afirmou que a resposta de Graça era impressionantemente tendenciosa e em muito se afastava da realidade. Agora, o Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa cobra esclarecimentos de Graça sobre três novos incidentes potencialmente explosivos.
O primeiro incidente é o processo recentemente aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Petrobras, por infração contra a ordem econômica cometida pela GasLocal. Além de pesadas multas, as denúncias contidas na fase inicial das investigações se enquadram perfeitamente entre aquelas que nosso país se comprometeu a notificar às autoridades norte-americanas, em cumprimento do Acordo Brasil-EUA que tem como objetivo a cooperação entre as autoridades de defesa econômica das duas partes no combate à formação de cartéis e infrações contra a ordem econômica. A GasLocal foi denunciada ao Cade pela Comgas.
O segundo problema é a decisão do Cade de rever a autorização que o Órgão havia dado (condicionalmente) para a constituição da sociedade Gemini. O fato gera um questionamento no mercado de gás: a Petrobras impedirá a Gemini de contratar novos clientes enquanto não ficar decidido se a empresa continuará a existir, ou deixará que incautos corram o risco de optarem por uma alternativa energética cujo suprimento ela não pode – enquanto o Cade não se definir – garantir o fornecimento?
O terceiro incidente é onde fica mais evidente a responsabilidade de executivos da Petrobras: o fraudulento Acordo de Quotistas que deixou a Gemini refém de sua sócia majoritária. Firmado em janeiro de 2004, mais de seis meses antes de o Conselho Diretor da Petrobras autorizar sua participação na sociedade, tal espúrio Acordo permite que a sócia majoritária superfature, ao seu livre arbítrio, contra a sociedade.
Diante dos fatos questionados, é de se esperar que Graça, destinatária da carta do Instituto, leve as denúncias por ela recebidas ao conhecimento da “poderosa chefona” e amiga Dilma. Também terá de levar ao conhecimento de seus pares no Conselho de Administração da Petrobras, já que ela foi formalmente informada de dois fatos de extrema gravidade que os envolvem.
O fato politicamente relevante dessa história é que, por meio das palavras escritas por Graça Foster, as autoridades norte-americanas tomarão conhecimento que  “Dilma sabia da denúncia de corrupção na Gemini”. Além disso, integrantes da alta administração da Petrobras poderão ser inquiridos judicialmente em processos envolvendo a Gemini, tanto no Brasil quanto nos EUA (onde a Justiça pega mais pesado, vide à recente punição à Diebold – fornecedora das urnas eletrônicas brasileiras).
Carta do Instituto a Graça
A seguir, a íntegra da carta encaminhada à presidente da Petrobras por Romano Guido Allegro, presidente do Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa:
Devido à gravidade dos fatos relatados em carta-denúncia encaminhada ao nosso Instituto pelo engenheiro João Batista Pereira Vinhosa, em 17 de dezembro último, solicitamos esclarecimentos da Petrobras com relação à empresa Gemini – sociedade formada pela Petrobras com a White Martins para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito.
Assim procedemos, pois pretendemos utilizar tais fatos para subsidiar ações que moveremos junto à Justiça do Brasil e à Justiça dos Estados Unidos em defesa dos interesses dos sócios minoritários da empresa, e contra os administradores responsáveis por diversas ilicitudes que prejudicaram a Petrobras e o Brasil.
Por motivo de força maior, o documento por meio do qual nosso Instituto solicitou à Petrobras referidos esclarecimentos foi manuscrito. E, por ser manuscrito, o protocolo da Petrobras não deu o carimbo de recebimento em tal documento; apenas recebeu-o, e colocou em um envelope lacrado dirigido a essa presidência.
Diante dos aspectos formais que envolverão nossas ações, vimos protocolar o presente documento, encaminhando novamente a solicitação de esclarecimentos, à qual juntamos citada carta-denúncia, bem como os anexos que a integram.
Senhora Presidente, por oportuno, vimos juntar a esta o artigo “Diretora da Petrobras confirma que Dilma sabia da denúncia de corrupção na Gemini”, do jornalista Jorge Serrão, publicado no www.alertatotal.net de 20 de dezembro de 2010.
Tal artigo, cujo endereço eletrônico se encontra a seguir, trata da resposta dada pela Senhora ao engenheiro Vinhosa em 2 de dezembro de 2010, e também fará parte dos documentos que subsidiarão nossas ações: http://www.alertatotal.net/search?q=FOSTER+%2B+VINHOSA

Vai sobrar até para Lula

O caso Gemini fará parte de uma série de ações de investidores que vão questionar recentes ações da diretoria da Petrobras – homologadas pelos Conselhos de Administração e Fiscal. Os acionistas minoritários questionam o rolo compressor do governo capimunista do PT que aprovou, dia 16 de dezembro com facilidade, na Assembleia Geral Extraordinária da Petrobrás, a incorporação de três empresas à estatal de economia mista, sem aumento de capital: a Refinaria Abreu Lima, a Companhia de Recuperação Secundária e a Petrobras International Finance Company (PFICO).

Os problemas na Petrobrás têm tudo para sobrar para o Presidentro. Luiz Inácio Lula da Silva será um dos principais alvos de processos judiciais, aqui e lá fora, movidos por investidores internacionais de peso da Petrobrás. Investidores querem responsabilizar Lula pela propaganda enganosa sobre “a Arábia Saudita em que o Brasil se transformaria, em breve, com a exploração de petróleo e gás de alta qualidade na camada pré-sal”. Cansados de perdas com desvalorização de ações, investidores se sentem lesados e enganados pelas promessas feitas por Lula sobre investimentos imediatos no pré-sal – que agora se tornam inviáveis por problemas de caixa e gestão da Petrobrás.

Outros grandes alvos dos investidores são o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atualmente preside o Conselho de Administração de Petrobras, e o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, um dos que mais têm poder de decisão na empresa e que comanda a PFICO – braço de finanças da petrolífera. Outro afetado diretamente será o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que é um dos homens de confiança de Lula, e em cuja gestão foram gerados as grandes dores de cabeça da companhia, como a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, o Complexo Petroquímico de Itaboraí, além da fracassada refinaria em Pernambuco.

O ano de 2013 terminou tenso, e o de 2014 começa nervoso na Petrobras. O ano reeleitoral tende a tornar o cenário ainda mais problemático. Investidores prometem cumprir, em breve, a ameaça de pedir que a estatal de economia mista brasileira tenha seus negócios investigados pela Security and Exchange Comission - SEC) – que pega pesado na fiscalização do mercado de capitais dos EUA.

Os empregados da Petrobras também ameaçam entrar com ações judiciais para cobrar transparência e avaliação real dos altos riscos envolvidos em recentes negócios do fundo de pensão patrocinado pela petroleira. Investidores também exigem da Petrobras explicações até agora não fornecidas sobre uma transferência de US$ 4,9 bilhões da empresa para o Petros – fundo de pensão dos empregados – que entra de sócio em vários empreendimentos que interessam ao governo federal. O valor foi dado como baixa contábil no balanço de 31/12/2012, sem mais explicações da petroleira.

O temor concreto do governo é que investidores peçam, na Justiça brasileira e norte-americana, ressarcimentos financeiros por prejuízos concretos, estimados em US$ 120 bilhões, com a política de preços dos combustíveis. O governo jogará pesado, nos bastidores, para tentar impedir uma ação desta magnitude – com efeitos negativos no ano reeleitoral. A tática será amansar grandes investidores estrangeiros da companhia. Se eles comprarem a briga, a situação da Petrobras se complica lá fora.

Entreguismo questionado

Fora a bronca dos investidores, um caso recente e concreto pode render um mega ataque da oposição ao governo. Dilma Rousseff praticou um ato entreguista, no final do ano, para tentar reverter a oposição da Oligarquia Financeira Transnacional ao projeto de continuidade do PT no governo. Só isso explica por que a Petrobras vendeu para a Shell o “filé mignon” de sua participação no projeto Parque das Conchas, na Bacia de Campos. Ou, também, a petralhada sinaliza que precisa bem mais do que os R$ 400 milhões que já teria reservados para torrar na campanha reeleitoral.

Investidores da empresa vão pedir explicações adicionais sobre o negócio à Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preside o Conselho de Administração da estatal de economia mista. Dois questionamentos básicos: Quais os parâmetros para venda de participações em blocos que já produzem? Qual o fator de recuperação do campo considerado para a venda?

Investidores cobrarão da empresa informações sobre um histórico do fator de recuperação dos blocos de exploração no Nordeste e na bacia de Campos, considerados hoje maduros. O objetivo é saber se as previsões falharam, igualaram ou se superaram. Investidores – principalmente os brasileiros – reclamam da falta de transparência da Petrobras sobre esses dados. Eles questionam a governança corporativa da empresa e ameaçam com ações judiciais para apurar e impedir conflitos de interesse.

Há outros questionamentos dos investidores. A PFICO, incorporada no final do ano é um caso estranho. Embora seja uma subsidiária integral da Petrobras, a empresa também é cliente dela. Para configurar ainda mais uma suspeita relação de conflito de interesses, o braço financeiro da Petrobras é presidido por Almir Barbassa, diretor financeiro da estatal e responsável pelo fluxo de caixa e pela rolagem diária das dívidas da companhia.

Mais broncas dos investidores. A Petrobras não foi transparente nas explicações sobre a venda de 50% da Braspetro para o BGT-Pactual. Também não justificou a venda de ativos da Petrobras em território argentino (onde o mundo parece estar acabando). O governo pode ser acionado judicialmente por descumprir a Lei 6404/76 - que pressupõe a realização de um Laudo de Avaliação, com a respectiva licitação para a alienação de ativos, principalmente no exterior.

O grande negócio fechado com a Shell pode dar uma sobrevida a Maria das Graças Foster na presidência da Petrobrás. Além de amiga pessoal de Dilma, Graça foi apadrinhada no cargo porque o marido Colin Vaugn Foster, membro da cúpula internacional da Grande Loja Unida da Inglaterra, tem estreitas ligações com a oligarquia britânica – que comanda a maçonaria e negócios transnacionais muito maiores que a mera ordem dos chamados “pedreiros livres”.

Graça, que estava demissionária, apesar da negativas para “inglês ver”, ganha fôlego com o “reforço de caixa” da Petrobras. Além disso, a venda de ativos no final do ano tende a melhorar os resultados da empresa – o que pode aplacar o descontentamento de muitos investidores. Esta é a aposta da direção da Petrobras e do governo para evitar que sejam movidas ações judiciais para ressarcimento de prejuízos, principalmente no exterior.

O desafio é a energia política, nos bastidores do mercado, para abafar tais planos de muitos investidores minoritários. O jogo vai ser pesado e, provavelmente, repleto de deslealdades e novos lances de corrupção.

A SOLUÇÃO É TUNGAR O CIDADÃO


 

      

          Percival Puggina



            Esta manhã do dia 1º de janeiro de 2014 nos traz a notícia de que o Brasil fechou o ano com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo marcando R$ 1,7 trilhões pagos pelos brasileiros, em impostos, ao longo de 2013. Neste momento, transcorridas poucas horas do novo calendário, ele já está contabilizando uma arrecadação de R$ 3,6 bilhões. Só isso já seria uma péssima notícia. No entanto, sabemos todos: por mais que se pague imposto, sempre falta dinheiro às prefeituras, aos estados e à União. E a solução é tungar o cidadão.

            Nos últimos dias, repetiu-se a fórmula desonesta, tramposa, velhaca pela qual a receita do imposto sobre a renda e o salário de quem trabalha pode ser permanentemente aumentada sem necessidade de mexer nas alíquotas. O governo federal anunciou a correção da tabela de incidência do IR em percentual inferior ao da inflação confessada pelos medidores oficiais. Na mesma batida, a autoridade fiscal federal anunciou um aumento de seis pontos percentuais na alíquota do IOF aplicado sobre saques em moeda estrangeira no exterior. A troco de quê? Para equalizar com o valor já vigente para as compras com cartão de crédito, ora essa.  Em vez de pagarmos 0,38% passaremos a pagar 6,38%. Fica-se com a impressão de que o governo "fez justiça" - porque era injusto que uma operação pagasse menos imposto do que a outra. No entanto, como bom punguista, o governo apenas arrumou um outro bolso para enfiar a mão.

            O resultado é que, ano após ano, sob os olhos do Poder Judiciário e do Congresso Nacional, sem ninguém que nos defenda, estamos pagando mais tributo sobre a mesma renda e mais tributo sobre os mesmos bens e serviços. É a infeliz lei da nossa vida: os fatores determinantes da carga tributária nacional - gastança, privilégios, corrupção e incompetência - exigem que o poder público se dedique a tungar os cidadãos.

            Nossos tímpanos calejaram de escutar que o país vive sob um sistema econômico iníquo, que gera aberrantes desníveis de renda e concentração de riqueza. Tão repetida cantilena tem sido música ambiental para a troca de afeto e carícias entre o populismo e o esquerdismo, e não faltam devotos do Estado para apadrinharem esse casamento que promete gerar igualdade, justiça e prosperidade. De nada vale os fatos berrarem pela janela que isso é loucura. Se ouvissem a voz dos fatos compreenderiam que estão pretendendo resolver um problema através da reprodução de suas causas.

            O efeito da repetição é tão eficiente que quem escreve o que acabei de escrever passa a ser malvisto. De nada vale dizer que o problema do Brasil está no sistema político e não no sistema econômico. De nada vale afirmar que não há concentração de renda maior do que aquela promovida por um aparelho estatal que fica com 40% de tudo que a nação produz! De nada vale informar que tão brutal, perversa e inútil captação de recursos para custear a rapina aos cofres do Estado só faz travar o desenvolvimento do país.

            Mais ganancioso e perverso, só traficante. Mas a repetição dos chavões contra o setor privado produz a cegueira política sem a qual ninguém se deixaria conduzir pelo nariz para o abismo, crente de que, graças ao Estado, os pobres estão, mesmo, comendo filé mignon.

_____________
Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

HOUVE UM TEMPO



      
          Percival Puggina



            Verdade que era um Brasil ainda muito rural. Metade da população vivia no campo. A elite nacional tinha menos "celebridades", menores quadros e cultura superior. Havia apenas quatro brasileiros para cada dez de hoje. As capitais estaduais compunham razoáveis espaços de convivência. A tevê recém surgia e o processo de formação da cultura e das opiniões passava principalmente pela Educação, pela transmissão oral e pela leitura. O mundo acadêmico era de acesso mais restrito e assim, com menos gente, a qualidade ganhava densidade. O país ainda não fora infestado pelas pragas do relativismo moral e das drogas, e os pais zelavam pela formação do caráter dos filhos. Os religiosos tinham plena consciência de sua função no mundo. Tudo isso é verdade. Era um tempo em que não se metia a mão nos recursos públicos para uso e fins privados com a facilidade proporcionada nestes nossos dias.

            Leio, escandalizado, as notícias que chegam da Corte ao cair a primeira chuva de 2014. O destaque é dado ao uso e abuso na utilização dos jatinhos da FAB pelos ministros da nossa desatenta e estabanada "gerentona". Nos últimos seis meses de 2013, um pequeno grupo de 40 pessoas, com cargo ou hierarquia equivalente à de ministros de Estado, realizaram mais de 1,4 mil voos nessas custosas aeronaves supostamente adquiridas para atender demandas da segurança nacional. Todos os voos, informam os requisitantes, são realizados a serviço de suas pastas. Arre gente com serviço externo, que não esquenta cadeira no ministério! José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, por exemplo, realizou 80 dessas viagens em 180 dias e entra para o Guiness Book. Solicita avião a jato com a mesma sem cerimônia que a gente acena para a lotação ou chama o taxi. Imagino o desagrado com que oficiais da FAB assumem o papel de mordomos das regalias aeronáuticas brasilienses. Por outro lado, a revoada dos ministros de Dilma evidencia um admirável amor ao torrão natal. Seus ministros parecem ter muito a fazer em casa e pouco em Brasília e no resto do país. Voam tais quais pássaros, sem pagar passagem nem combustível, mas reconheça-se, são generosos. Fornecem carona como se fossem caminhoneiros da Força Aérea, transportando amigos e companheiros. Bem sei o quanto são desconfortáveis nossos aeroportos e aeronaves. Mas as coisas andariam melhores também nisso, se os figurões da República enfrentassem como o populacho a dura realidade dos voos domésticos brasileiros.

            Então, como eu dizia, houve um tempo em que as coisas não eram assim. Ministros e secretários de Estado viajavam em estradas de pó e barro, nas "carroças" definidas como tais por Collor de Mello. Hospedavam-se em casas de amigos. A verba era curta para todos e as diárias não cobriam as despesas. O governador Peracchi Barcellos, que usava um velho Aero Willys quando já circulavam nas ruas os veículos mais luxuosos da época, os cobiçados Ford Galaxie, demitiu um membro do governo que lhe pediu autorização para adquirir um deles. Era diferente a mentalidade dos governantes daquele tempo, como demonstra a conhecida recusa do presidente João Figueiredo quando outro João, o Havelange, lhe propôs realizar uma Copa do Mundo no Brasil: "Você conhece uma favela do Rio? Você já viu a seca do Nordeste? Você acha que eu vou gastar dinheiro em estádio de futebol?"

            O país mudou. E em vários sentidos não mudou para melhor. O povo até gosta dessas ostentações (quem muito gasta, supostamente muito pode dar). Mas a revoada de jatinhos da FAB levando ministros para lá e para cá bem que podia, ao menos, se expressar em qualidade de gestão, em rigorosa fiscalização dos demais gastos, em menos corrupção e menor uso de recursos públicos com finalidade estritamente pessoal, política e eleitoral. Ganhar eleição assim, não tem graça. Nem mérito.

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Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Em discurso, Dilma plagiou Denise Abreu, a pré-candidata ao Planalto que tira o sono da presidente





(Foto: Ella Durst)
(Foto: Ella Durst)
Papel carbono – Quando oucho.info afirmou que a pré-candidatura de Denise Abreuà presidência da República começava a preocupar os atuais ocupantes do Palácio do Planalto, muitos pensaram se tratar de exagero deste site. O tempo está passando e a nossa afirmação começa a ganhar o contorno da confirmação. É fato que Denise Abreu não tem os mesmos recursos financeiros de alguém que está no poder central com a caneta na mão e gerenciando um orçamento estratosférico, mas o discurso da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é consistente e tem começo, meio e fim. Algo que Dilma nem de longe sabe o que é.
Contando com um marqueteiro que dá plantão ininterrupto no Palácio e chega a dizer como se deve governar, Dilma parece não confiar plenamente naquele que deve ser o responsável por sua campanha pela reeleição. João Santana, o marqueteiro escolhido por Lula para cuidar da passada campanha presidencial da gerentona inoperante, não está com a criatividade tão em alta quanto se fala nos bastidores da política nacional.
No pronunciamento de final de ano, que foi levado ao ar em cadeia de rádio e televisão, Dilma tentou mostrar aos brasileiros que o Brasil é o país de Alice, aquele das maravilhas. Na esteira de um discurso recheado de mentiras, a presidente, abusando do ufanismo, disse em determinado momento: “O Brasil será do tamanho que quisermos, do tamanho que o imaginemos. Se imaginarmos um país justo e grande e lutarmos por isso, assim o teremos”.
O Brasil que os brasileiros querem é muito maior do que aí está, paralisado e à beira da crise por conta da incompetência de um governo que abusa do populismo barato e dos efeitos especiais nas campanhas publicitárias. De nada adianta os brasileiros quererem um Brasil maior, porque Dilma e seus asseclas são desprovidos de competência para encarar tal tarefa. Se esse é o sonho maior da população, que o PT seja despejado do Palácio do Planalto por meio dos votos.
Independentemente desse discurso mentiroso e encomenda, Dilma acabou plagiando Denise Abreu, que em vídeo publicado muito antes do pronunciamento presidencial disse: “Queremos um país do tamanho dos impostos que pagamos, queremos um Brasil de primeiro mundo! Acredite no Brasil! Acredite em você!”
Sem esboçar qualquer dose de cerimônia, Dilma – ou talvez o palaciano que escreveu o discurso – copiou a expressão “do tamanho dos nossos impostos”, trocando “impostos” por “sonhos”. Tudo de forma acintosa, para continuar iludindo os brasileiros que têm pesadelos por causa da escorchante carga tributária, já na casa de R$ 1,7 trilhão, Sem que a devida contrapartida pelo menos dê sinal de vida.
Nove entre dez brasileiros pensantes sabem que Dilma apenas gerencia um governo cujo verdadeiro chefe é Lula, o lobista alcaguete. Mesmo assim, a presidente deveria ter o cuidado de não plagiar pessoas do mundo político que lhe causam arrepios, como é o caso de Denise Abreu. Se até mesmo para um assunto desse naipe a presidente é incapaz, o melhor é trocar de marqueteiro, porque João Santana pode estar fora do prazo de validade.
  
Link para esta matéria: http://ucho.info/?p=78121

sábado, 4 de janeiro de 2014

SÓ ACREDITA QUEM QUER! Doc: 184 – 2013




((V)) Dilma defende parceria entre empresa de Eike e Petrobras
ACESSE JÁ E SE INSCREVA! ((V)) www.hudsoncledio.blogspot.com.br ((V)) www.suaradiotv.blogspot.com.br/
00:02:03
Adicionado em 27/04/2012
6.012 exibições

www.fortalweb.com.br/grupoguararapes

O mundo do senhor Eike Batista veio abaixo. Só o governo não sabia o que
iria acontecer com o nosso dinheiro, pois fazia parte do negócio não muito
bem explicado.
Os mais velhos já viram esta coisa acontecer, várias vezes, e tudo
continuar no melhor dos mundos, pois só vai preso os três P da vida. 
Um vigarista, nos USA, deu golpe na praça e quase leva à Nação a desgraça.
Foi preso e pegou 150 anos de cadeia e lá vai morrer. Aqui temos vários
exemplos de bancos e outras maracutaias e nós, povo brasileiro, continuamos
a pagar a conta da irresponsabilidade do governo. Será que alguém será
responsabilizado?
Quem não se lembra das FILIPETAS? Todo mundo ia ficar rico. Ambiciosos e
imbecis foram nesta e perderam tudo e nada aconteceu.
Quem não se lembra de uma propaganda de um negócio que emprestava dinheiro?
Quando se abria a torneira do chuveiro não saia água e sim dinheiro. Muita
gente perdeu dinheiro.
Quem tem 90 anos já viu o seu dinheiro ser contado em quinze zeros.
000.000.000.000.000 E A DÍVIDA brasileira aumentando, chegando aos três
trilhões de reais. (3.000.000.000.000,00). E a conversa mole no mundo. 
Imagine se não tivessem sido cortados os quinze zeros nossa dívida
seria:3.000.000.000.000.000.000.000.000.000,00
LINDO
Quem quiser ficar alegre vá ao site
http://www.youtube.com/watch?v=Nk8eGGmicBc e veja que nos querem fazer de
imbecis
OU JÁ SOMOS?
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos
1.837 civis – 49 da Marinha - 479 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.416 
RP: batistapinheiro30@yahoo.com.br 7 DE JAN 2013
doc. 6 – 2014‏ 
Se você não deseja mais receber nossos e-mails, cancele sua inscrição
através do link
http://marketing.guararapesgrupo.com.br/admin/sair.php?id=142759|97|0&uid=134392122208802700
Todos estão sabendo que teremos eleições em 2014. 
Todos têm consciência que os eleitos serão os dirigentes do Brasil por 4
anos.
Todos admitem que os eleitos dependem de seus voto.
Todos reconhecem que não adianta reclamar se os eleitos não corresponderem
ao sonho de um Brasil sério. O eleito chegou lá com seu voto.
Todos precisam ajudar ao Brasil. O Brasil será grande com grande filhos. 
MANDE EM FRENTE.
VAMOS FAZER O MELHOR


Cesar Ciélo, Sensacional !

Dessa vez não foi pelo fato de ter ganho alguma prova de natação, mas pela
entrevista corajosa que deu ao jornal ''O ESTADO DE SÃO PAULO''.
Cesar, bastante irritado, falou da falta de apoio da CBDA,
(Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). César disse com todas as
letras: "que não teve ajuda da confederação e muito menos do governo.
Sua vitória se deve à ajuda de seu pai e de patrocinadores."
Para tanto estava treinando nos Estados Unidos. 

O presidente da confederação (CBDA) queria que ele voltasse para o Brasil,
e fosse ao palácio do planalto
para fazer o cartaz do presidente. Coisas que ele rejeitou. 
Daí para frente foi ameaçado de ficar sem o pouco de facilidades que a
confederação lhe dava.
"- Minha vitória tem muito pouco a ver com eles",
disse o nadador quando participou do troféu José Finkel,
nas piscinas do Corinthians. 
"Querendo eles ou não, sou campeão olímpico, e isso eles terão que engolir.
Desde que me tornei profissional, em março, paguei tudo: “alimentação,
hospedagem, e até meu técnico (o australiano Brett Hawke)."


Cielo ficou assustado, quando lhe perguntaram
se a CBDA havia ajudado em alguma despesa."
Sua resposta foi essa: -" Sério que vocês estão me perguntando isso?'
Pensei que vocês estivessem brincando.''
César Cielo contou que além de não receber auxílio da CBDA, teve problemas
com o presidente Lula. -"Entre outras ameaças, ele ameaçou suspender os
pagamentos que eu vinha recebendo dos correios, quando disse a ele que não
viria para uma cerimonia no palácio do Planalto.
Ele vivia telefonando para meus pais, e não os deixava trabalhar
sossegados. Fiquei nervoso e treinei mal por uns dias.Esse é o governo que
temos."
Pelo que se vê, o dedo do governo está em tudo.
Atletas têm que ir a Brasília para pedir a bênção do 'padrinho' e para
fazer propaganda do presidente.
Ainda bem que não vimos medalhistas em Brasília
puxando o saco do desgoverno.
QUE ABSURDO !!!

Repasse! 




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

FFAA – Manual Sim! Senhor! O novo manual dos militares brasileiros, os servis.

“Que o mundo pereça, mas faça-se justiça.”
 
 PUBLICADO NO PORTAL MILITAR:

 
FFAA – Manual Sim! Senhor!
 
 
Os militares das Forças Armadas seguem rigorosamente os Manuais – atualmente tem um MANUAL  que substitui os demais; É o manual do SIM! SENHOR!  –  NÃO! SENHOR!
 
Que funciona assim:
- Militar você está satisfeito com o revanchismo dos ex-terroristas? Sim! Senhor!
- Militar você está querendo aumento do soldo? Não! Senhor!
- Militar você acredita que o governo do PT é comunista? Não! Senhor!
- Militar você acha justo o governo enviar bilhões de dólares para os comunistas cubanos? Sim! Senhor!
- Militar você concorda com o sucateamento das Forças Armadas? Sim! Senhor!
- Militar você acha justo um carcereiro ter salário maior do que o do general de Exército? Sim! Senhor!
- Militar você acredita na eficiência das URNAS ELETRÔNICAS? Sim! Senhor!
- Militar você acredita ser possível tirar o PT do poder no voto? Não!Senhor!
- Militar você acha legal colocarem foice e martelo na Bandeira Nacional? Sim! Senhor!
- Militar você acredita que os generais de 64 deixariam  a quadrilha do PT no poder? Não! Senhor!
 
- Militar você está planejando um novo GOLPE MILITAR? Tá doido, “maluco”! O povo vota em quem quer! Se querem ser roubados ou oprimidos por uma ditadura... “o que é de gosto é regalo da vida”. Em se consumando – será o desgosto pro resto da vida – isto, se houver vida! – o expurgo ceifará incontáveis vidas...
 
MILITAR - Sem GOLPE MILITAR!
... O povo está merecendo uma LEGÍTIMA DITADURA – CONFORME PLANEJADA POR CUBA/DILMA e seguidores – E QUE FIDEL NÃO TENHA PENA DE NINGUÉM...
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Chineses agora financiam e exportam soja brasileira





Eles chegaram ao país com planos de comprar terras e plantar para assegurar abastecimento, como fazem com minérios na África, mas mudaram o foco

Máquinas enfileiradas antes da colheita de soja em fazenda em Tangará da Serra, em Mato Grosso
Máquinas enfileiradas antes da colheita de soja em fazenda em Tangará da Serra, em Mato Grosso (Andre Penner/AP)
Graves deficiências de infraestrutura e abundância de recursos naturais: a China se deparou no Brasil com a combinação que havia servido de base para a sua bem-sucedida inserção na África. Com sua exuberância de capital, experiência em logística e mão de obra treinada e barata, os chineses organizaram a produção e escoamento de minérios e alimentos na África na década passada de maneira a sustentar seu crescimento econômico, que já exauriu seus recursos naturais. Agora, estão tentando aplicar esse modelo no Brasil.
Em sua penosa curva de aprendizagem, "os chineses estão entendendo que aqui não é a África", observa Marcelo Duarte Monteiro, diretor executivo da Aprosoja, que reúne os produtores de soja e milho do Mato Grosso. Ele esteve quatro vezes na China e perdeu a conta de quantas delegações chinesas recebeu em Cuiabá. Inicialmente, eles chegaram com a mentalidade de comprar terras e plantar soja, de maneira a assegurar seu abastecimento. Visitaram o sul de Goiás e o Mato Grosso, mas resolveram fixar-se no Oeste da Bahia. O governo baiano abriu escritório em Pequim em 2011.
A compra de cerca de 20.000 hectares pela Universo Verde, filial brasileira da Chongqing Grãos, suscitou advertência da Advocacia-Geral da União, e uma portaria interministerial, em setembro de 2012, regulamentando a aquisição de terras por estrangeiros. Enquanto eram obrigados a recuar de seu plano de adquirir terras, os chineses perceberam que os produtores locais têm não só uma longa experiência com a adaptação da soja à região - muito diferente das altas latitudes chinesas, de onde o grão é originário -, mas também capacidade de atender um aumento de demanda.
Passaram então a firmar parcerias com agricultores da região de Barreiras, no Oeste da Bahia. Agora seu capital está sendo aplicado na compra de sementes, fertilizantes e implementos agrícolas, que entram como moeda na venda antecipada da produção. Depois de ouvir a Associação de Irrigantes e Produtores da Bahia (Aiba), a Universo Verde decidiu investir em uma planta de esmagamento de soja em Barreiras. A terraplanagem da área onde ela será erguida já está feita. Arredios, os chineses preferem não falar do assunto.
A China tem excedente de capacidade de esmagamento. Comercialmente, faz mais sentido importar a soja em grão do que em óleo ou farelo. O projeto da planta de esmagamento indica o interesse de fornecer parte desses derivados para os mercados do Brasil e de outros países. As americanas Bunge e Cargill já têm plantas de esmagamento na Bahia. A da Universo Verde criará mais concorrência para os produtores venderem sua soja, aumentará o valor agregado na economia local e gerará entre 500 e 800 empregos diretos, de acordo com Jairo Vaz, superintendente de Política de Agronegócios da Secretaria de Agricultura da Bahia. "Os chineses estão mapeando o Oeste da Bahia para instalar silos e armazéns para captação de grãos e suprimento da fábrica."
Atualmente, a produção do Oeste da Bahia segue em caminhões para os portos de Santos e Paranaguá, o que encarece muito o seu custo. Mas a expectativa é que daqui a alguns anos ela possa seguir no sentido contrário, por meio das novas ferrovias que interligarão o oeste e o leste aos portos do norte e nordeste, mais próximos dos mercados dos EUA, da Europa e da China. A Universo Verde prevê a construção de um "porto seco", que receberá os caminhões com os grãos, o óleo e o farelo.
A curva de aprendizagem na logística tem sido acentuada. Os chineses chegaram com a experiência da África, onde suas construtoras firmam contratos com os governos, trazem navios com seus operários, constroem rodovias, ferrovias e portos, vinculam esses investimentos com o fornecimento de minério de ferro, petróleo e outros recursos naturais. E pronto. No Brasil, encontraram um ambiente bem mais complexo: grandes construtoras com vasta experiência internacional, mão de obra local, decisões políticas descentralizadas em Estados e municípios, licenças ambientais e agências reguladoras.
"É muito difícil no Brasil", suspira Li Tan, do grupo chinês Hopeful, que planeja investir 400 milhões de reais em um terminal no porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. "Muito longo, muito complicado para aprovar. É muito mais fácil fazer isso na China." O projeto começou em 2007. Está na fase da licença ambiental. Depois de muitas revisões no prazo, a empresa espera que esteja pronto em dois anos. "É bom proteger o meio ambiente", diz. "A situação do meio ambiente na China é horrível. Pensar no meio ambiente no início é muito bom. Vocês devem fazer isso. Mas a papelada é muito difícil. Toma muito tempo para concluir o processo."
Li, que está baseado no Estado americano de Iowa, diz que "os Estados Unidos também têm essas regulações, mas o processo está se acelerando e é bem regulado". Em contrapartida: "Às vezes o mercado brasileiro não é bem regulado, você não consegue acompanhá-lo. Você prepara um documento, e dizem: não é esse, é aquele outro. Você faz o outro e dizem que também não é esse, mas um outro. Algumas coisas não são claras."
O negócio do grupo é esmagar soja importada dos EUA, Brasil e Argentina. Do Brasil, importa hoje 1,5 milhão de toneladas por ano. Seu terminal terá capacidade de 8 milhões de toneladas por ano. "Os chineses buscam o Brasil não mais para abastecer a China, mas como mercado consumidor importante, e plataforma de exportação para a região", diz Sergio Amaral, ex-ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho Empresarial Brasil-China. 
(Com Estadão Conteúdo)

Procura-se dois mexicanos para comprar um pacote de U$ 99,621 para a Copa do Mundo no Brasil, em classe econômica e quarto duplo em hotel três estrelas





COTURNO NOTURNO



Flávio Dino, o comunista que manda  no turismo do Brasil, junto com a presidente Dilma. Dino do quê mesmo?
 
Hoje a Folha de São Paulo "fecha" os números do turismo brasileiro. 2013 vai deixar um rombo de quase R$ 20 bilhões. Quase 2 milhões de brasileiros terão viajado para o exterior, porque é mais bonito, mais barato e mais seguro. Turismo no Brasil é uma bagunça. A Embratur é dirigida por um comunista, Flávio Dino, cujo sonho é ser governador do Maranhão e pelo qual trabalha noite e dia. Mas isso é só um detalhe. O tradeturístico brasileiro, quando pode, rouba o turista, seja ele nacional ou estrangeiro. Rouba, literalmente. Querem um exemplo da Copa do Mundo?
 
Aqui no México, onde estou em férias, um pacote para duas pessoas, em classe econômica e hotel três estrelas, para assistir sete jogos no Nordeste, mais final e semifinal está custando U$ 99,621.00. Isso mesmo. Quase cem mil dólares. Ou R$ 240.000,00. Deste valor, há no máximo U$ 6 mil de ingressos. O resto é roubo aéreo, roubo hoteleiro, roubo no traslado, roubo na comida, roubo no taxi e roubo dos operadores brasileiros que fazem convênio com os estrangeiros.
 
A Copa do Mundo terá, como resultado, em termos de fomento ao turismo, o pior de todos. Vai afastar para o resto dos tempos a maioria daqueles turistas que aqui serão esfolados, sob a vista grossa de um governo sem projeto e sem planejamento para nada. Como brasileiro, procure algum pacote decente para a Copa do Mundo. E não esqueça: temos um comunista como presidente da Embratur e outro comunista como Ministro dos Esportes. Pode dar certo?

Quanto mais fala, mais o comunista que comanda a Embratur afunda






COTURNO NOTURNO

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Veja a versão digital da Folha
Hoje a Folha de São Paulo abriu a primeira manchete do ano mostrando o tremendo déficit da conta turismo no Brasil. Leia o post que fizemos hoje no final da manhã, logo abaixo. Agora ao final da tarde a Agência Brasil correu em socorro de Flávio Dino, o presidente comunista da Embratur, cujo maior interesse é usar o cargo para ser governador do Maranhão. Os números que ele libera são ainda mais terríveis.
 
Dino informa que o ano deve fechar entre U$ 6,1 bilhões e U$ 7,7 bilhões de faturamento com turismo estrangeiro. Vejam que o presidente da Embratur coloca uma margem de quase 26% para projetar o faturamento de um mês, já que o número de U$ 6,1 bilhões foi atingido em novembro. Como é que um incompetente destes continua no cargo?
 
Na verdade, não sejamos tão maus. Dino está falseando os dados, pois está numa saia justa. Se dezembro crescer na média, gerará mais U$ 550 milhões, fechando o ano em U$ 6,65 bilhões. O que pode significar crescimento zero no ano, já que em 2012 a conta turismo gerou U$ 6,64 bilhões. Deu para entender? Com Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude, o turismo estrangeiro deverá fechar 2013 com crescimento próximo de zero!
 
Vamos ao segundo número. Dino garante que, com a Copa do Mundo, o faturamento com turismo estrangeiro deverá crescer, atingindo U$ 9,2 bilhões. Dá para acreditar? Isso seria um crescimento de 37% em função de um único evento! Sabendo que a grande maioria dos turistas que visitam o Brasil são latino-americanos, com predominância de argentinos e uruguaios, dá para pensar em uma injeção a maior de U$ 2,65 bilhões em 30 dias de Copa? Aliás, o plano de negócios da Copa previa um incremento de U$ 3 bilhões, que já está sendo reduzido pela Embratur.
 
Em meio a tantas mentiras, uma verdade: na Copa das Confederações, cada turista gastou o equivalente a U$ 1,7 mil. Se vierem os 600 mil turistas projetados, eles terão que gastar três vezes mais para chegar aos U$ 3 bilhões projetados. Não é impossível. Mas é improvável.

Desgraça e mais desgraça na Petrobras. Venda de ativos impede que valor da estatal caia mais que 27% em 2013.





COTURNO NOTURNO
Graça Foster e Dilma Rousseff: duas empulhações como gestoras.
 
O primeiro prejuízo registrado em treze anos pela Petrobras, no segundo trimestre de 2012, foi bem aceito pelo mercado, que viu os números como um reflexo mais próximo da realidade da estatal. Mas, um ano depois, o olhar dos investidores passou a ser novamente de desconfiança. No segundo trimestre de 2013, o resultado foi salvo por uma estratégia de "hedge cambial" (proteção contra a variação cambial) e venda de ativos na África.
 
No terceiro trimestre, sem conseguir fechar a venda de mais ativos para reduzir o mau desempenho (queda de 39% do lucro), uma nova fórmula automática para equiparar o preços dos combustíveis com o mercado internacional foi prometida, o que evitou a queda das ações. Adiada por várias vezes e depois anunciada como não sendo mais automática, a fórmula não teve seus parâmetros divulgados e caiu em descrédito. Em apenas uma dia, o valor de mercado da estatal caiu R$ 24 bilhões.
 
Desde que Graça Foster assumiu a companhia, em fevereiro de 2012, o valor das ações da Petrobras caiu 27%. Segundo analistas, o quarto trimestre deve ter sido ser "salvo" pela venda de US$ 2,6 bilhões em ativos no Peru.
 
Por outro lado, será nesse trimestre que a empresa vai contabilizar o cheque de R$ 6,5 bilhões pela compra de 40% do campo de Libra, no primeiro leilão do pré-sal, além das compras que fez na 12ª rodada de licitações de blocos da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e o expressivo aumento de importações de diesel e gasolina. (Folha de São Paulo)