sexta-feira, 30 de março de 2012

Demóstenes, o boy de luxo do Cachoeira


CoronelLeaks



Novas gravações da Polícia Federal mostram que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) colocou o mandato e o prestígio de parlamentar a serviço de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por chefiar a exploração ilegal de caça-níqueis e outros jogos em Goiás. Nas escutas, obtidas pelo GLOBO, Demóstenes acerta com Cachoeira táticas que vão da interferência em processo judicial ao lobby pela legalização dos jogos de azar no Congresso Nacional.

Nos diálogos, o senador trata ainda de nebulosos negócios na Infraero no período em que a estatal estava sob o comando do brigadeiro José Carlos Pereira, e Demóstenes era o relator da CPI do Apagão Aéreo. Em outros trechos das gravações, Demóstenes pede dinheiro a Cachoeira para pagar despesas com táxi-aéreo, no valor de R$ 3 mil, conforme antecipou O GLOBO na sexta-feira passada. As conversas foram gravadas pela Polícia Federal, durante a Operação Vegas, ao longo de 2009. Num dos diálogos, interceptado às 14h41m de 22 de junho de 2009, o senador pede que Cachoeira pague o frete de um avião da Sete, empresa de táxi-aéreo. 

O contraventor já cobra a conta na mesma conversa e pede ao senador que interceda num processo judicial que estava no gabinete do desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, do Tribunal de Justiça de Goiás. O processo estava relacionado a um delegado e três agentes da Polícia Civil de Anápolis acusados de tortura e extorsão.

- Por falar nisso, tem que pagar aquele trem do Voar. Do Voar, não, da Sete, né? - pede Demóstenes.
- Tá, tu me fala aí. Eu falo com o... com o Vilnei. Quanto foi lá? - concorda Cachoeira.

O senador informa que a despesa é de R$ 3 mil. Cachoeira diz que vai mandar um auxiliar quitar a dívida e imediatamente encomenda um serviço especial ao parlamentar.

- Deixa eu te falar. Aquele negócio (processo) tá concluso aí, aquele negócio do desembargador Alan, você lembra? A procuradora entregou aí para ele. Podia dar uma olhada com ele. Você podia dar um pulinho lá para mim? - diz Cachoeira.
O senador pergunta sobre um detalhe do caso e aceita a missão.
- Tá tranquilo. Eu faço - diz Demóstenes.

Os dois já tinham acertado formas de interferir no processo em conversas anteriores. Nos diálogos, em que Demóstenes chama Cachoeira de "Professor" e é tratado pelo amigo de "Doutor", o senador relata ao contraventor o resultado de uma reunião que tivera pouco antes com o magistrado.

- Fala, Professor. Acabei de chegar lá do desembargador. O homem disse que vai olhar o negócio e tal - confidencia o senador, numa conversa interceptada às 16h39m de 6 de abril de 2009. Cachoeira quer saber se o julgamento será rápido, e o senador confirma.
- Vai julgar rápido. Mandou pegar o papel, já pegou o... negócio lá. Diz que vai fazer o mais rápido possível - avisa Demóstenes.

Num diálogo, gravado em 22 de abril de 2009, o contraventor manda o senador fazer um levantamento sobre o projeto de lei 7.228, relacionado a jogos de azar, e dois dias depois cobra uma posição de Demóstenes. E até pede que ele fale com o então presidente da Câmara, Michel Temer, hoje vice-presidente da República. O senador promete ajudar e diz que vai tentar fazer com que o plenário da Câmara vote a proposta, o que não aconteceu.

- Anota uma lei aí. Você podia dar uma olhada. Ela tá na Câmara. 7.228 2002. PL (projeto de lei) - orienta Cachoeira.
O senador obedece, pede mais informações, anota e aceita a tarefa.
- Vou levantar agora e depois te ligo aí - promete.

Em outras conversas, o senador, que sempre alegou desconhecer atividades ilegais de Cachoeira, alerta que o texto, na forma em que se encontrava, poderia prejudicar o contraventor.

- Regulamenta, não (as loterias estaduais). Vou mandar o texto procê. O que tá aprovado lá é o seguinte: "transforma em crime qualquer jogo que não tenha autorização". Então inclusive te pega, né? Então vou mandar o texto pra você. Se você quiser votar, tudo bem, eu vou atrás. Agora a única coisa que tem é criminalização, transforma de contravenção em crime, não regulariza nada - avisa Demóstenes.
Cachoeira discorda e acalma o senador.
- Não, regulariza, sim, uai. Tem a 4-A e a 4-B. Foi votada na Comissão de Constituição e Justiça - diz.

Uma outra conversa, gravada em 4 de abril de 2009, revela que o senador e o contraventor estão de olho em um milionário "negócio" em andamento da Infraero. Um dos intermediários na transação seria Dadá, o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias Dadá, um dos presos na Operação Monte Carlo. Demóstenes teria usado a autoridade de relator de uma CPI para levantar informações e prospectar contratos de informática na estatal.

- O negócio da Infraero, conversei com a pessoa que teve lá. Disse o seguinte: o nosso amigo marcou um encontro com ele em uma padaria, não sei o quê. E levou o ex-presidente (José Carlos Pereira, da Infraero), cê entendeu? E que aí o trem lá não andou nada. Eles nem sabem o que tá acontecendo - confidencia Demóstenes
Cachoeira ordena, então, que o senador faça o serviço.
- Mas tem que ser você mesmo. Você que precisava ligar para ele.

Procurado pelo GLOBO, Pereira confirmou que teve três encontros com Demóstenes em 2009 e reforçou as acusações contra o senador, dizendo que o político estava interessado nos contratos da área de informática da Infraero.
- Houve uma época, durante a CPI (do Apagão Aéreo), eu senti que o Demóstenes poderia estar interessado em assuntos muito internos da Infraero, principalmente ligados à área de informática. E eu cortei na raiz. Eram licitações - disse o brigadeiro. O desembargador Alan Sebastião confirma que tratou do caso dos policiais torturadores, mas diz que não se lembra se recebeu Demóstenes em seu gabinete. Ele alega que muita gente vai ao gabinete dele pedir "carinho" na análise de processos.
- Mas, se você for escrever alguma coisa, escreva que meu voto foi pela manutenção da condenação dos policiais - disse o desembargador.

Michel Temer disse que, em nenhum momento, foi procurado por Demóstenes para tratar de projetos relacionados a jogos. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, contratado pelo senador, disse que Demóstenes sempre votou contra os bingos, mas não faria comentários porque não conhece o conteúdo das gravações.

Lembram como o Lula insistia no Rafale? Começa a fazer sentido


CoronelLeaks

Esta semana, oficiais indianos teriam demonstrado estar insatisfeitos com as negociações para a compra dos caças Rafale, segundo anunciou o canal de televisão "Times Now". Os problemas se referem ao valor dos aparelhos e à falta de clareza quanto à transferência de tecnologia. Por outro lado, um escândalo envolvendo o chefe das Forças Armadas indianas, general V. K. Singh, se agravou, levando o ministro da Desefa, A. K. Antony, a declarar hoje que se for constatada qualquer irregularidade ou indício de corrupção em contratos do setor, o governo indiano não hesitará em "cancelar contratos em fase de finalização, ainda que já tenham passado por avaliações técnicas e comerciais". Em janeiro, o Rafale foi proclamado vencedor da licitação indiana. Desde então, iniciou-se um processo de negociações exclusivas com a fabricante Dassault. Leia mais aqui, em português de Portugal.

Movimento Vistoria Zero é contra chip e exige o fim da inconstitucional inspeção anual veicular



Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Leia mais artigos no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net 
Por Jorge Serrão

Ganha força no mundo virtual uma campanha que tem tudo para barrar uma das maiores fontes de pagamento de mensalões – mesadas e comissões pagas a políticos ou servidores corruptos em função de negociatas com a máquina pública. Internautas pedem o fim da vistoria anual de veículos feita pelos Detrans e também exigem que não sejam adotados os chips nos veículos – mais um instrumento de controle do Estado sobre o cidadão e que vai alimentar a indústria das multas de trânsito.

Os autores dos protestos do “Movimento Vistoria Zero” argumentam que a vistoria é inconstitucional. Motivo: viola a competência legislativa privativa da União (Art.22, XI da CF/88) para legislar sobre trânsito. Além disso, não existe qualquer regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que torne obrigatória a realização de vistoria para obter o licenciamento anual. A tese geral é de que os proprietários de veículos com todos os débitos tributários quitados e sem multa de transito ou ambiental não podem ser constrangidos em fiscalização de agentes da autoridade de transito.

A Resolução nº l07 do Contran, de 21/12/99, sacramenta a suspensão, revogando a exigência obrigatória para o licenciamento anual à aprovação na vistoria. Desde setembro de 1999, o Detran-RJ vem descumprindo a Resolução l07/99. Em São Paulo, a Prefeitura beneficia uma empresa privada, sugestivamente denominada Controlar, que faz uma pretensa vistoria ambiental sem a qual o Estado não concede o licenciamento dos veículos da capital. O caso já é alvo de ações do Ministério Público.

O Movimento Vistoria Zero já estuda uma fórmula jurídica para que os proprietários de veículos sejam indenizados com a devolução dos valores cobrados indevidamente nas vistorias que não têm base legal. O mesmo movimento vai encampar uma briga contra a intenção do governo federal de tornar obrigatório que os veículos automotores tenham de trafegar com chips (placas eletrônicas de identificação). O tal de Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos) deverá ser contestado no Supremo Tribunal Federal, por ser inconstitucional. É um crime de lesa-cidadania.

Com o tal chip veicular, o fato grave é que nossa privacidade será incinerada pelo Estado totalitário em franco processo de ascensão. Primeiro, chips nos carros. Depois, em pulseiras de localização, nos cartões bancários ou nos celulares (neste último caso, uma realidade atual) e nos novos documentos de identidade. Não demora, tal como uma macabra ficção científica, teremos microchips localizadores, ocultos nas vacinas aplicadas em nossas crianças. Eis a triste realidade da Engenharia Social - ciência totalitária estudada no Brasil e no resto do mundo – que só um choque de cidadania pode combater eficazmente.

Releia nosso velho artigo “O Gado do Estado”, publicado no distante 22 de abril de 2007 neste Alerta Total e agora republicado hoje no Fique Alerta – http://www.fiquealerta.net/ 

O Problema da Vara



Texto inusitado no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/ 
Por Jocilene Couto Nascimento 

Exmº. Sr. Dr. juiz da 16ª. Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
Jocilene Couto Nascimento, advogada do reclamante Valeira Gomes Pliger da Silva, vem, ante a presença de V. Exª., informar que, de uma forma ou de outra, resolveu renunciar aos poderes doados pelo autor na folha da procuração. Que a presente renúncia tem motivos justificadores suficientes, trazendo desânimo até a alma; senão, vejamos agora:

1 - A ilustre advogada renunciante é considerada pela maioria a maior advogada de Duque de Caxias (RJ), a mais brilhante, pois sou competente, conheço muito o direito, o errado e o certo. Minha insatisfação é originária da mudança no nome de 'Justiça do Trabalho'.

Antes, chamava-se JCJ (Junta de Conciliação e Julgamento), e agora passou a chamar-se "Vara". Esta nova denominação me trouxe e me traz diariamente imensos e grandes constrangimentos.

2 - Antes, para vir fazer audiências ou acompanhar processos eu entrava na Junta, e agora sou obrigada a dizer "estou entrando na Vara", "fui à Vara", "fiquei esperando sentada na Vara". Não concordo.

Sou mulher, evangélica, não gosto de gracejos. Deixo a 'Vara' para quem gosta de 'Vara': funcionários 'varejistas', homossexuais, que tem muito, fiquem na 'Vara', permaneçam na 'Vara', trabalhem com 'Vara'. Saio desgostosa por não concordar com termo pornográfico, vara pra lá, vara pra cá...

Em tempo - Outro dia, estava entrando no prédio da Justiça do Trabalho e o meu telefone celular tocou. Era meu marido. Ele perguntou: "onde você está"? E olha só o constrangimento da minha resposta: "Entrando na décima Vara".

Assim, comunico minha renúncia. Já comuniquei verbalmente a meu ex-cliente, tudo na forma da lei.

Assim posto,

Peço e aguardo deferimento.

S. J. de Meriti p/Rio de Janeiro, 05-05-2002.

Jocilene Couto Nascimento é Advogada - OAB-RJ 83.191.

MANIFESTO LEVANTE CONTRA TORTURA



Escatologia no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Levante Popular da Juventude


“Mas ninguém se rendeu ao sono.
Todos sabem (e isso nos deixa vivos):
a noite que abriga os carrascos,
abriga também os rebelados.


Em algum lugar, não sei onde,
numa casa de subúrbios,
no porão de alguma fábrica
se traçam planos de revolta”.


Pedro Tierra

Saímos às ruas hoje para resgatar a história do nosso povo e do nosso país. Lembramos da parte talvez mais sombria da história do Brasil, e que parece ser

propositadamente esquecida: a Ditadura Militar. Um período onde jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar. Foram esmagados por uma ditadura que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar.

Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem quer que seja. A história dos que foram assassinados e torturados porque acreditavam ser possível construir uma sociedade mais justa é também a nossa história. Nós somos seu povo. A mesma força que matou e torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e pobre. Não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem, nem que enterrem nossa memória. Não esqueceremos de toda a barbárie cometida.

Temos a disposição de contar a história dos que caíram e é necessário expor e julgar aqueles que torturaram e assassinaram nosso povo e nossos sonhos. Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos! Não podemos aceitar que vocês vivam suas vidas como se nada tivesse acontecido enquanto, do nosso lado, o que resta são silêncio, saudades e a loucura provocada pela tortura. Nós acreditamos na justiça e não temos medo de denunciar os verdadeiros responsáveis por tanta dor e sofrimento.

Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.

Pela memória, verdade e justiça!

Levante Popular da Juventude - http://www.brasildefato.com.br/node/9148

A bitola da arrogância



Quando surge um ou outro pequeno site conservador, este imediatamente é alvo das atenções não só daqueles que abominam o conservadorismo, mas daqueles que se consideram especialistas e superiores a ele.

A hegemonia da esquerda nos meios de comunicação, entre outros efeitos nefandos, provoca um fenômeno peculiar: quando surge um ou outro pequeno site conservador, este imediatamente é alvo das atenções não só daqueles que abominam o conservadorismo, mas daqueles que se consideram especialistas e superiores a ele. Encontrando nesse meio uma brecha para submeter suas opiniões ao crivo de um público mais sério e honesto do que os esquerdistas – notórios por seus ideais ilógicos e meramente propagandísticos – aterrissam nesse solo com a avidez do ditado “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”.

A mulher do militar



“A dor da injustiça”. A esposa do Cel. Plazas Vega fala do drama que sua família, bem como a de todos os militares colombianos, têm vivido, e aponta: “na Colômbia há uma guerra que já dura mais de meio século e os inimigos da pátria, ante seu fracasso militar, tratam agora de ganhá-la manipulando os tribunais judiciais”.

Hoje quero ser porta-voz da “mulher” de militar. Utilizo este termo tão espanhol porque é, primeiro, uma palavra que eu gosto muito e porque sinto, ademais, que esta palavra abarca toda a essência do que quero descrever: quer dizer, a mãe, a esposa, a filha e a companheira do militar. É uma palavra que me identifica e identifica muitas mulheres que conheço e outras que não conheço, mulheres anônimas que estão sofrendo e padecendo em silêncio a mesma carga que estou levando desde há cinco anos, e que elas vivem também como esposas, mães e companheiras.

A UnB e a revolução campesina



A Universidade de Brasília é um dos baluartes da deliberada instrumentalização do ensino superior em prol da ampliação e do aprofundamento das ideologias de fundo marxista no Brasil. Na atualidade, é difícil encontrar uma instituição federal de ensino superior que assuma tal protagonismo como o faz a UnB – algo que, salvas as devidas proporções, pode-se comparar com a USP e a Unicamp nos anos 1960 e 1970. Uma das atividades que compõe esse protagonismo foi divulgada recentemente: a abertura de mais um vestibular para Licenciatura em Educação do Campo.

Mas, afinal, do que se trata Educação do Campo?

O descenso da Nova República



É preciso responsabilizar os reais autores pela oclocracia instalada. A imprensa, infiltrada de agentes gramscianos, a classe letrada como um todo, o acovardamento das lideranças empresariais, e os partidos políticos, todos eles socialistas em diferentes graus.

O artigo de Marco Antônio Villa publicado hoje na Folha de São Paulo (“O assunto é democracia brasileira”) está muito bom, por recordar os fatos políticos da nossa história recente, embora eu tenha severas objeções a alguns pontos de vista nele contido. O prólogo do artigo não poderia ser mais sombrio: “Fracassamos. Há despolitização, corrupção nos três Poderes e oligarcas como Sarney. A Nova República fez aniversário, ninguém lembrou. Havia motivo?”

Eu sou um saudosista da ditadura



Se protestar é pagar baderneiros de aluguel para intimidar velhos indefesos, então se faz necessário um novo verbete.
Leio hoje na capa do jornal “O Liberal”, de Belém, uma matéria cujo título é este: “Manifestantes protestam contra saudosistas da ditadura”. Como os leitores podem constatar, o autor já manifesta sua adesão a um dos lados pela forma com que redige sua manchete.

Como exercer a democracia e o pluralismo, na visão comunista



miltares ae fabio motta 29032012
A baderna ocorrida no Rio de Janeiro contra o Clube Militar, antecipa o que está por acontecer no Brasil que, sob o domínio de Lula, do PT e seus
sequazes, se encaminha para transformar-se numa nova república comunista.

Comentário de Graça Salgueiro:
No último dia 29 de março os militares, que foram proibidos de fazer qualquer manifestação alusiva ao 31 de Março, resolveram realizar uma conferência acerca da histórica data no Clube Militar no Rio de Janeiro, uma vez que aquele clube não está subordinado às Forças Armadas por ser uma entidade civil. Entretanto, o evento foi marcado por um enorme tumulto em frente ao prédio, onde jovens que sequer eram nascidos e tudo o que sabem a respeito da ditadura lhes foi ensinado pelos mesmos antigos comunistas que queriam instalar uma ditadura comunista em nosso país e que, hoje anistiados, tornaram-se professores de escolas, universidades, articulistas da grande mídia, etc.

Reflexões sobre 31 de Março – O que sonhei e o que é



(*) Temer Jorge –
Há exatos 48 anos iniciava-se uma nova era para o meu Brasil.
Liderados pelo Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e pelo banqueiro Magalhães Pinto, neste dia 31 de Março, em 1964, os militares derrubaram João Goulart e implantaram um governo de força que duraria 21 anos. Portanto, ele começou quando eu ainda não tinha 14 anos (faltavam dez dias para completar 14) e terminou quando eu já tinha 35, dessa maneira, então, posso afirmar que EU VIVI esses tempos.
Foram anos de chumbo… e eu jamais imaginei que pudesse existir coisa pior, e hoje, triste, vejo que me enganei.
Vejo hoje um Brasil em situação idêntica à vivida durante os 21 anos do militarismo, com uma diferença brutal, infelizmente, para pior.
Os militares, então governantes, cederam lugar aos seus então perseguidos, e o que temos hoje é a mesma situação conseguida por meios opostos.
Enquanto os governos militares dominavam o Legislativo pela intimidação, calavam o Judiciário pela força e iludiam o povo com promessas de desenvolvimento e fartura, os atuais governantes dominam o Legislativo com dinheiro, na forma de gordas propinas e permissão para roubar descaradamente.
Enquanto, naquela época, o Judiciário era calado pela força de leis feitas para isso e pela ameaça de armas, hoje esse mesmo Judiciário é calado por benesses, compadrios e aparelhamento.
E o povo? Ah, esse pobre povo que a cada dia fica mais pobre, nem ilusão de desenvolvimento e fartura tem mais; além das mentiras ufanistas emanadas pelo poder central e repetidas pela imprensa hoje comprada e acovardada, a nós resta receber migalhas do governo que mal nos chega para comer, e o pomposo título de “classe média”, o que nos confere o direito de assumir dívidas que não conseguimos pagar.
Muitos dos companheiros dos atuais ocupantes do poder ficaram pelo caminho, mortos ou permanentemente sequestrados, assim como do outro lado muitos foram mortos. Hoje, os companheiros que estão no poder buscam revirar o baú de ossos em busca de uma vingança que só vai lhes satisfazer o ego doentio e reabrir feridas que estavam em cicatrização, o que poderá custar muito caro para uma geração que, se sabe o que se passou naquela época, só quer esquecer e cuidar das suas subsistências.
Os militares corruptos e violentos cederam lugar aos esquerdistas (se intitulam progressistas) muitíssimo mais corruptos e violentos, sendo que aquilo que outrora foi violência em nome do estado é hoje violência por nada.
Das semelhanças às diferenças:
Nos ditos “Anos de Chumbo” a nossa cultura floresceu com uma exuberância jamais vista, Augusto Boal, Plínio Marcos, João Cabral de Melo Neto e outros mais levaram a arte cênica ao mais alto patamar, Chico Buarque (o antigo), Vinícius de Morais, João Bosco, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e outros tantos revolucionaram a nossa música.
A imprensa era combativa e legalista, sendo que muitos jornais foram fechados, empastelados e censurados impiedosamente, jornalistas presos, alguns torturados e mortos, mas o brio e a responsabilidade de informar a verdade não lhes permitia o luxo de calar.
Na política não foi diferente: da mesma forma saíram Fernando Henrique e Lula, Aloysio Nunes Ferreira e Aloizio Mercadante, José Serra e José Dirceu, tão iguais outrora e tão diferentes hoje.
Hoje, o que temos?
O nosso teatro empobreceu a ponto de quase sumir, e por isso, teve que abandonar o povo para elitizar-se senão sumia de vez.
A nossa música, seguindo os padrões culturais e orientação desse governo, já nem pode mais ser chamada de música. É um amontoado de sons onomatopaicos misturados a palavras que lembram vagamente o idioma Português.
O nosso jornalismo que não se curvou diante das armas e da força, hoje se curva abjetamente ao dinheiro e tornou-se mero apêndice noticioso dos governantes. Da sua antiga combatividade só restaram lembranças esmaecidas e envergonhadas.
Na política não é diferente… O Executivo e o Congresso – que deveria ser a casa de leis e o grande orientador dos bons rumos da nação – eivados estão de bandidos da pior espécie. Seguindo um executivo corrupto e corruptor, o Judiciário em suas mais altas instâncias, denigre a herança de Ruy Barbosa a tal ponto que quase desacredita todas as outras instâncias, responsáveis pela manutenção do ordenamento e paz social.
Os tempos mudaram tanto, que hoje, aqueles que julgávamos bandidos pelo menos se reúnem para comemorar a data, enquanto que os que eram combatidos e julgávamos serem heróis, se reúnem para dividir o produto dos roubos e planejar novos assaltos.
Enfim, 48 anos depois, faltando dez dias para completar 62 anos, eu me arrependo de ter ido a passeatas e não às paradas militares. Temo pelo futuro dos meus netos, neste país que pensei ter ajudando a construir, quando na verdade eu o estava destruindo.
(*) Temer Jorge, paulista de Tietê, é administrador de empresas e democrata convicto. Sobrevivente da era plúmbea, agora engrossa a legião de brasileiros indignados com os rumos do País

Justiça do RS determinou a retirada de crucifixos, mas juízes gaúchos aproveitarão a Semana Santa



Conversa mole – O Estado é laico! Pelo menos é essa a justificativa da Justiça gaúcha para que crucifixos e outros símbolos religiosos sejam retirados de todos os prédios e repartições do Judiciário no estado. Em sua decisão, considerada arbitrária e descabida, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul atendeu a pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de algumas outras entidades.
Sem se importar com o argumento de que o Estado é laico, a Justiça gaúcha informou nesta sexta-feira (30) que na Semana Santa fará expediente diferenciado, conforme comunicado abaixo expedido pelo Tribunal. Como se sabe, a quinta-feira santa deixou de ser feriado há muito tempo, mas mesmo assim o TJ gaúcho enforcará metade do dia. O anúncio sobre as atividades do judiciário gaúcho na semana que se encerra com a comemoração da Páscoa, em 8 de abril, mostra que o laicismo só existe de fato quando interessa aos magistrados.
A decisão de retirar os crucifixos dos prédios do Judiciário foi mero populismo, pois se a tese de que o Estado é laico fosse levada ao pé da letra, muitas cidades gaúchas deveriam mudar de nome, como São Borja, São Miguel das Missões, Santo Ângelo, São Gabriel, Santo Ângelo, entre tantas outras. Clique e leia matéria sobre o tema.
Confira abaixo o comunicado divulgado pela assessoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
“Justiça Estadual terá expediente diferenciado na próxima quinta-feira
No próximo dia 5/4, quinta-feira, a Justiça Estadual irá funcionar em horário diferenciado.
O expediente será das 9h às 13h no Tribunal de Justiça e no 1º Grau de jurisdição, de forma ininterrupta, mantendo-se os respectivos serviços jurisdicionais sob regime de plantão. Ficará a critério dos magistrados definição com relação à realização das audiências já designadas.
A determinação é do Presidente do TJRS, Desembargador Marcelo Bandeira Pereira, e consta na Ordem de Serviço nº 003/2012-P.
Na sexta-feira (6/4), feriado nacional, haverá regime de plantão para atendimento das medidas urgentes.”
  

SALVE O 31 DE MARÇO! - Maynard Marques de Santa Rosa



A esquerda brasileira tenta sepultar a memória do 31 de março, com o mesmo artifício revisionista que a esquerda francesa utilizou para esquecer o 18 Brumário.
 
Lá, a ameaça de volta do terror e o anseio por estabilidade criaram o consenso que erradicou a República e implantou o regime do Consulado, embora à custa das conquistas revolucionárias.
 
Aqui, o caos do desgoverno e a anarquia de inspiração ideológica, no início dos anos 1960, empurravam o País para o cenário da Guerra Civil Espanhola, tornando inevitável a intervenção militar.
 
A diferença é que o governo Castello Branco não tinha aspirações napoleônicas. E os jacobinos de lá eram nacionalistas, enquanto os daqui usavam o internacionalismo proletário para justificar o patrocínio estrangeiro.
 
Digam o que quiserem os revisionistas, a intervenção de 1964 veio com apoio popular, sob o consenso das forças políticas e respaldada no princípio constitucional de que “todo o poder emana do povo”.
 
Na França de 1799, seguiu-se o projeto de glória de um homem só. No Brasil, tomou corpo o ideal de uma geração de militares, iniciado com os “jovens turcos” que retornaram da Alemanha de Guilherme II, trazendo a inspiração de Kemal Ataturk, de que é possível reverter o atraso secular de um povo, quando se combinam patriotismo, espírito renovador e liderança. O tenentismo de 1930 ressurgiu, renovado, no projeto desenvolvimentista de 1964.
 
Graças ao planejamento estratégico, a economia teve um crescimento contínuo e sem precedente, durante vinte anos, a despeito da subversão comunista e das crises do petróleo de 1973 e 1978.
 
Uma liderança honesta e empreendedora, com um projeto nacional, reverteu as bases rurais da sociedade, consolidou a industrialização, integrou o País e resgatou a Amazônia da crise em que se debatia desde o colapso do mercado da borracha.
 
A redemocratização foi gradual e civilizada, conduzida sob o princípio da conciliação, consagrado no instituto da anistia. Aqui, não houve restauração sob a ameaça de forças estrangeiras. Entretanto, a politização que se seguiu trouxe de volta os atavismos da corrupção, da incompetência e da desarmonia.
 
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A ausência de um projeto de futuro, após o ciclo revolucionário, deu espaço às políticas errantes de cunho populista que vêm transformando o Brasil em uma autarquia clientelista de fundo fascista.
 
A lei do progresso, porém, é inexorável. O despertar visível da juventude pensante trará a onda renovadora, que haverá de varrer a inércia atávica e as raízes ideológicas de desarmonia, fazendo raiar luminosas esperanças.
 
O marco histórico do 31 de março volta a suscitar nos corações patrióticos o apelo ao compromisso de união de todos em torno do ideal de um Brasil progressista, justo e fraterno, berço da liberdade e coração do mundo.

OS ENDIABRADOS E IMPUNES JOVENS TERRORISTAS - Valmir Fonseca Azevedo Pereira



Como se esperava, a esquerda, em regozijo pelo que pretende da Comissão da Verdade, aciona seus títeres para exacerbar os ânimos, destratar cidadãos e infernizar a vida da nação.
 
É o terrorismo institucionalizado em marcha.
 
Como dantes, os jovens prestam - se ao ignóbil papel. “A juventude é livre do peso do passado e assimila melhor do que ninguém os preceitos leninistas”, já dizia Stalin.
 
“Outrora como agora, é notório que os dois segmentos sociais mais visados pelos comunistas são o dos trabalhadores, a quem, segundo Marx, cabia derrubar o regime vigente e estabelecer a nova ordem, e o dos estudantes, que, como adolescentes, apresentam de forma aguda um espírito crítico, uma preocupação altruísta, um inconformismo com a diferença entre o mundo perfeito dos seus sonhos e a cruel realidade do dia-a-dia.
 
 É fácil canalizar - lhe essas manifestações quando não há orientação adequada dos pais ou dos mestres”, escreveu o General Augusto Del Nero na sua obra, “A Grande Mentira”.
 
Assim, no contexto atual, com orientação deformada e incentivada por escolados subversivos, vemos aflorar em solo fértil, os inocentes úteis, mas bastante cretinos para causar tumultos, sem que o peso da justiça sequer os incomode.
 
Sob a designação de “populares” movimentam - se em chusmas para constranger os alvos da virulenta e violenta esquerda de triste memória para a história da nação.
 
São jovens que primam pela falta de orientação, pela falta de caráter, pela falta de estudos.
 
São jovens insensíveis, incapazes de consultar os arquivos de jornais, ou bibliotecas públicas sobre o que foi escrito na época sobre o dia - a - dia do Movimento Contrarevolucionário de 1964, seus antecedentes, sua evolução, seu desencadeamento e suas conseqüências.
 
Lamentavelmente, fruto de uma posição defensiva, as instituições que lutaram contra a subversão e o terrorismo não encontram um espaço mínimo para apresentar à juventude, o outro lado da VERDADE.
 
Muito pelo contrario, tudo leva a crer que uma Comissão verterá nos seus relatórios, para toda a Nação, a “verdade” do seu interesse, e dentro em pouco, as ações de “escracho”, como designam os integrantes do Levante Popular da Juventude aos seus atentados à paz e à tranqüilidade de ilibados cidadãos, serão devidamente protegidas pelos órgãos policiais.
 
Na China, o poderoso Mao, ao promover a “Revolução Cultural”, incitou a criação de grupos armados de estudantes, “seus jovens”, para perseguirem intelectuais, professores e antigos membros do PC.
 
O resultado, nós sabemos, foi um banho de sangue e um retrocesso gigantesco na China de um dos mais afamados teóricos do comunismo.
 
Aqui, o poderoso lulo – petismo, inicialmente, se contentará com pouco, como acontece com o MST, que vai fazendo o que quer, quando quer, e aonde quer, sem nenhuma repressão.
 
 De igual modo, as ações dos jovens terroristas prometem recrudescer na medida em que a sociedade assista inerme às suas demonstrações cheias de maléficas conseqüências.
 
Sim, já dizia a canção, “estamos a um passo do paraíso”, de Mao, de Stalin, de Prestes, de Fidel, de Tarso, de Marighella, e de outros e outras, que é melhor não citar, pois não gostariam de serem nomeadas, no momento, como próceres do comunismo no Brasil.
 
Brasília, DF, 28 de março de 2012
 
Gen Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira