quinta-feira, 14 de julho de 2011
O BNDES e a propaganda gramsciana dos petralhas
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A invasão que não houve
| A História Secreta da Invasão de Roraima Edição de Artigos de Quarta-feira do Alerta Total http://www.Visite o Portal Militar Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos. Por Izidro Simões No momento em que tanto se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os tipos agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que está sendo a homologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Funai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras da nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância. Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História. Corria o ano de 1993 – portanto, já fazem 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação. Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças. No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados "americanos", já vindo em direção à localidade. A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionízio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país. Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receioso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte. Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali. Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças.,vindos do BV 8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV 8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destacamento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo. O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando uma nova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e o capitão calculou pelo número de barracas, uns 600 homens, até aquele momento. Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e, não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão. Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conseguir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica juntinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira. Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determinou ao sargento e a mim, que fizessemos imediatamente um relatório minucioso, para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV 8. Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilografei um completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM ( Seção de Inteligência), era o major Bornéo. Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de diamantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército. Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã , e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, o que fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia. Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de segurança nacional. Concordei. Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo. Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorridos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo. E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos "insistentes pedidos dos povos indígenas de Roraima", determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a primeira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a "nova nação". Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados. Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, e o fato é que, nunca assinou a demarcação. Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná. Com as alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se "OPERAÇÃO SURUMU" e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hércules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi inclusive expedido um aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais estava proibido o sobrevôo, sob risco de abate. Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-comandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luíz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de "voadeiras" cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos razantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicópteros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 páraquedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves. Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa / Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que a entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria feita sem grande baixas, "melou" e arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram. Decepcionando muito, embora sendo outro o contexto político internacional, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar "na marra", os fazendeiros e rizicultores ("arrozeiros") dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, no tempo em que Roraima nem existia, e as terras eram do Amazonas. Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na internet, que esses proprietários são "invasores", quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, que não tinha interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios. As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras "para os índios", e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza. Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada numa pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Recursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Raposa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral. Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho. A "desgraça" de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso! E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcáreo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plantam soja no Mato Grosso. Izidro Simões é Piloto. Postado por Alerta Total de Jorge Serrão às 00:01 8 comentários |
domingo, 10 de julho de 2011
O "Bode expiatório”.
Essa luta não é minha Por Carlos Alberto Brilhante Ustra "O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou a audiência da ação movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino no dia 27 de julho, às 14h30, no Fórum João Mendes, no centro da capital paulista. O Tribunal ouvirá as testemunhas da tortura e morte do jornalista Luiz Eduardo Merlino em audiência da ação movida por sua família contra o coronel reformado do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Entre as testemunhas arroladas por Ustra está o presidente do Senado José Sarney. Merlino foi morto em São Paulo, em julho de 1971, nas dependências DOI-CODI, centro de tortura comandado por Ustra entre outubro de 1969 e dezembro de 1973. A audiência acontece no mês em que se completam 40 anos do assassinato do jornalista.(...)Merlino era jornalista. Trabalhou nas publicações Jornal da Tarde e Folha da Tarde. Era militante do Partido Operário Comunista (POC).” Processo 5830020101755079" Minha luta. Tenho rebatido todas as acusações feitas sobre minha conduta no comando do DOI - CODI do II Exército no período de 29/09/1970 a 23/01/1974. Não uso apenas palavras, nem apresento testemunhas que estejam ligadas aos órgãos de informações envolvidas pessoalmente ou emocionalmente nos mesmos casos. Apresento fatos, dados, datas, números de Inquéritos Policiais e IPM - números de processos arquivados no STM e versões dos próprios ex-militantes da luta armada, muitas das quais, a cada hora, voltam a ser apresentadas de formas diferentes. Desmenti a farsa da então deputada Bete Mendes, no livro Rompendo o Silêncio. Com atuação medíocre no Congresso Nacional, expulsa do Partido dos Trabalhadores e sem partido, Bete Mendes, meteoricamente, tornou-se uma celebridade nacional. Nem a imprensa, nem o Congresso fizeram à denunciante as perguntas necessárias para tornar mais objetivas as acusações que fazia. Ninguém exigiu provas. Da parte dela, do Congresso, das Instituições, o assunto morreu depois do livro. A sua mudez, desde então, embora excepcionalmente reveladora, nunca foi convenientemente explicada. Para a imprensa, continuo como torturador de Bete Mendes A revista Época, dessa semana, 04/07, publicou que, quando Bete Mendes me acusou de tê-la torturado, fui destituído do cargo de Adido do Exército junto à embaixada do Brasil no Uruguai, o que não é verdade. Tive todo o apoio do ministro Leônidas Pires Gonçalves e do senador José Sarney. Se têm memória, podem comprovar isso. Desmontei a farsa da "vala dos 'desaparecidos' do Cemitério de Perus", mas continuam a dizer que a vala de Perus era clandestina. Mostrei que os "desaparecidos de Perus" eram enterrados com os nomes falsos que usavam, mas, na irrestrita exigência das leis vigentes no momento, eles tinham seus registros nos livros do cemitério. Provei com documento (radiograma do II Exército, publicado em minhas Folhas de Alterações), que no dia em que Ivan Seixas, filho de Joaquim de Alencar Seixas, me acusa de invadir e saquear sua casa, torturar e de matar seu pai a pancadas eu estava em repouso, em minha casa, por determinação médica, por ter feito na véspera uma cirurgia de amígdalas. Mesmo assim, cópias do documento que foram entregues a alguns jornalistas foram simplesmente ignoradas . O juiz da 23ª Vara Cível de São Paulo julgou improcedente a acusação da família Telles de que eu sequestrara e torturara os filhos de Maria Amélia Telles, Janaína e Edson. Entretanto, mediante a palavra dos cinco membros da família e das declarações de testemunhas, ex-militantes de organizações terroristas, me julgou responsável, em 1ª Instância, por ter submetido Maria Amélia, seu marido e sua irmã Criméia a torturas. Meus advogados recorreram à instância superior. Continuo sendo chamado de torturador e sequestrador, não só dos pais e de Criméia, mas, também, das crianças. Desmontei, em artigo publicado na Folha de São Paulo, com datas, nomes, número de Inquérito Policial -IP - e número de processo arquivado no STM a farsa de Pérsio Arida , dizendo-se enviado para a Polícia do Exército do Rio, para lá ser torturado. Continuo afirmando : durante o meu comando isto não aconteceu. A última palavra na Folha foi de Pérsio Arida, desacreditando o IP e o processo arquivado no STM. Agora recorrem ao Judiciário a bel prazer. A Justiça para eles é de mão única. Para aqueles que não agem por revanche, mas que querem conhecer a verdade, escrevi dois livros: “Rompendo o Silêncio”, em 1987, que chegou à 3ª edição e ficou por três semanas entre os mais vendidos, e “A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” , em 2007, que também esteve entre os mais vendidos. Felizmente, apesar de todo o boicote dessa mesma mídia que me mantém na berlinda e me rotula de "torturador", meu segundo livro está na 6ª edição Recentemente, em 06/07/2011, o Correio Braziliense publicou uma matéria intitulada “Tortura sem nenhum vestígio", em que consta a declaração de Hilda, mulher de Virgílio Gomes da Silva, "Jonas", um dos autores do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro. Diz ela que "viu sua filha de quatro meses ser submetida a choques elétricos", no DOI de São Paulo. É o não-senso de derrotados a quem só cabe acusar para explicar a derrota, culpando. Quem lê os relatos dos revanchistas, forma a ideia de que organizáramos uma mílicia que agia por conta própria , sem prestar contas a nenhum chefe imediato. Na realidade os DOI eram unidades militares, com comandantes e agentes escolhidos e nomeados pelo general comandante da área onde estavam situados. Tínhamos normas militares, prestávamos contas de nossos atos aos nossos superiores, que, por sua vez, também prestavam contas aos seus superiores hierárquicos. Por que eu, já que fomos tantos a comandar DOI pelo Brasil a fora? Nessa guerra entrei de cabeça e nela arrisquei tudo o que mais eu prezava. Essa guerra não é minha Tenho pensado muito e cheguei a uma conclusão: essa guerra não foi minha. Ganhei, mas perdi. Agora é a vitória de graúdos. Graúdos derrotados e ressentidos por uma guerra que combati com risco da minha vida e da minha família. Eles estão no poder e eu sem poder nenhum, à mercê de acusadores sem prova e de inescrupulosos. Por que eu tenho que ser julgado por ter sido nomeado para determinada função e a ter cumprido de acordo com as determinações da lei vigente na época - acabar a luta armada, juntamente com meus outros companheiros que ocuparam funções semelhantes ? Fui mantido no cargo por três anos, 3 meses e 25 dias e, quando fui transferido, fui nomeado Instrutor Chefe do Curso de Operações, da Escola de Informação - atual Escola de Inteligência. Fui condecorado com a Medalha do Pacificador com Palma e com a Medalha do Mérito Militar; recebi um comando muito bom e, finalmente, fui nomeado Adido Militar no Uruguai. Portanto sempre fui prestigiado. Pensei muito e cheguei à conclusão que não sou eu que tenho que me defender. Essa guerra não é minha! Fui apenas o instrumento, o "bode expiatório" usado por eles para atingir a Instituição que lutou contra os que estão no poder. Além do mais, não tenho procuração para defendê-la. Se as Instituições, aparentemente, não querem entrar na batalha da comunicação, se não se preocupam com o descrédito de seus Inquéritos Policiais, com a credibilidade de sua justiça , de seus Processos arquivados no Superior Tribunal Militar, por que vou eu continuar me desgastando, procurando dados, pesquisando em fontes, às quais nem sempre tenho acesso fácil, sobre casos que, lamento profundamente, foram inevitáveis ? Apenas em consideração àqueles que sempre me deram apoio, pela última vez , vou falar sobre um processo. Não vou procurar dados, nem me desgastar atrás de IPs que não eram feitos por mim, e processos arquivados no STM, já que eles são desacreditados e ignorados sistematicamente pelos ex-militantes. Vou transcrever o que lembro, 40 anos depois e que deve constar no processo de Luiz Eduardo Merlino. Merlino era militante do Partido Operário Comunista (POC), trabalhava no Jornal da Tarde e militava clandestinamente. Esteve por alguns meses na França para fazer contatos com membros da IV Internacional, de orientação trotskista e participou do 2º Congresso da Liga Comunista . Ao voltar, foi preso e, depois de interrogatórios, foi transportado em um automóvel para o Rio Grande do Sul, a fim de ali proceder ao reconhecimento de alguns contatos que mantinha com militantes, Na Rodovia BR- 116, na altura da cidade de Jacupiranga, a equipe de agentes que o transportava parou para um lanche ou um café. Aproveitando uma distração da equipe, Merlino, na tentativa de fuga, lançou-se na frente de um veículo que trafegava pela rodovia. Se bem me lembro, não foi possível a identificação do veículo que o atropelou. Faleceu no dia 19/07/1971, às 19h30min horas , na Rodovia BR-116, vítima de atropelamento. Como acontecia, em todos os casos em que um preso falecia, era aberto um Inquérito Policial no DOPS/SP e o corpo era submetido a autópsia no Instituto Médico Legal - IML - de São Paulo. Posteriormente, o inquérito era encaminhado à Justiça. Hoje, quarenta anos depois, se houve ou não tortura é impossível comprovar. Assim, os acusadores tentam "provar" as supostas torturas, desacreditando as provas materiais, o inquérito policial e os laudos do IML , e, baseando-se unicamente no testemunho de ex-presos, todos antigos militantes e companheiros de ideologia da luta armada, no caso, da mesma organização POC. Não foi o primeiro, nem o último que teve essa atitude trágica, pelos seus ideais de luta contra a lei e a ordem: "o depoimento de Etienne faz falta, principalmente levando-se em consideração o seu currículo: linha de frente no sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher; presa e torturada, inventou um ponto em Cascadura (RJ) e, para não entregar nomes jogou-se sob um ônibus" (Flávia Gusmão - Luta Armada é coisa de mulher" - Jornal do Commércio, de Recife, 22/07/1998). Ela se refere a Etienne Romeu, da direção nacional da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Felizmente não morreu. A ALN em um documento sobre comportamento na prisão diz textualmente: "O suicídio é uma mera antecipação de uma morte certa. Morrer é passividade, mas matar-se é ato". Segundo Taís Morais e Eumano Silva, em seu livro Operação Araguaia - Geração Editorial, página 95: "O partido preparava militantes para morrer na luta. Apanhados, jamais deveriam colaborar com a repressão. Nada poderiam revelar que ajudasse na captura dos guerrilheiros, mesmo torturados. Muitos guardavam a última munição para cometer suicídio, em caso de prisão". Tenho a consciência tranquila do dever cumprido. Fui designado para uma missão, como poderia ter sido para qualquer outra e procurei cumpri-la da melhor maneira possível. Arrisquei minha vida e a de minha família lutando por aquilo que acreditava - a liberdade, a democracia . Sabia que aquele período de exceção era passageiro e que durou mais tempo do que deveria, exatamente por causa da luta armada. Lamento a morte de brasileiros, que, fanatizados por ideologias há tempos abandonadas pelo mundo civilizado, se lançaram em uma violência que teve que ser reprimida com armas. É bom ressaltar que não lutamos contra estudantes desarmados. Lutamos contra pessoas dispostas a matar ou a doutrinar as massas para conseguirem mais adeptos para a luta armada. Lutamos contra pessoas como as que se orgulham de terem praticado atos como estes narrados nos vídeos abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=rWZUhnGsavc&feature=player_embedded - Depoimento de Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz - Clemente - ALN http://youtu.be/ATte_AsJSL8 - Depoimento de " Clemente" no Fantastico sobre "justiçamentos" de companheiros. ALN http://youtu.be/aCLfMNVHqOY - A verdade sobre a morte do Coronel Alfeu está no livro A verdade sufocada 6ª edição - página 500 - MRT http://youtu.be/BppDahVwtpo - Dep de Ivan Seixas modificado depois de vários anos afirmando que eu havia pessoalmente torturado e matado seu pai a pancadas - MRT http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=162 - Dep de José W. Melo que presenciou o atentado ao Quartel do II Exército - VPR http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=201 - Depoimento de Jaime Dolce que perdeu o pai Cardênio Jaime Dolce - ALN http://www.sbt.com.br/amorerevolucao/depoimentos/?c=205 - Depoimento de Orlando Lovecchio , vítima de um atentado a bomba - ALN http://youtu.be/lXcP8bTAK04 - Depoimento de Franklin Martins e outros companheiros sobre o sequestro do embaixador americano.- MR-8 |
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sábado, 9 de julho de 2011
Quando o jornalismo se vulgariza
Dubiedade perniciosa
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Carta a um professor petista
Três décadas neste mister de emitir opinião me habituaram a e-mails de aprovação e de reprovação. Pela primeira vez, no entanto, um leitor me escreve não para comentar determinado texto, mas para atacar "o conjunto da obra". Ele topou com algo que escrevi e acessou meu blog. Sentindo-se ferido em seus brios petistas, partiu para o ataque. Decidi responder-lhe através de um artigo. É o que segue. Primeiro diz ele e, em seguida, respondo eu.
Diz ele que meu único motivo ao escrever é avacalhar o PT e que atribuo ao PT e ao comunismo (que segundo ele "já não existe") todos os males do mundo.
Respondo eu. A lista dos adversários que combato, professor, é extensa. Eu aponto erros, critico e ironizo, entre outros, o PT, a Teologia da Libertação, a chamada Igreja Progressista, as práticas revolucionárias do MST e movimentos assemelhados, o relativismo moral, a deseducação sexual, a complacência com o crime, a corrupção, o péssimo modelo institucional brasileiro, o corporativismo nos menores e nos maiores escalões, a doutrinação política nas escolas, a perda da soberania nacional para as nações indígenas, a influência das ONGs estrangeiras nas políticas brasileiras, a estatização, a concentração de poderes e de recursos em Brasília, a carga tributária, a partidarização do Poder Judiciário, a destruição da instituição familiar, a gratuidade do ensino superior público para quem pode pagar por ele. Combato, mas não avacalho. Mas se os petistas enfiam todas essas carapuças, o que eu posso fazer, professor?
Por outro lado, o maior sucesso dos comunistas nunca foi alcançado no plano das realizações pretendidas ou prometidas, mas em fazer crer que não existia. Não se diga isso, contudo, para alguém que dezenas de vezes por ano é chamado pela mídia para debater com defensores do regime cubano, ou do regime de Chávez, ou do mito Guevara, muitos dos quais usando distintivos com foice e martelo, ou com estrelinhas vermelhas. Dizer-me que comunismo não existe vale tanto quanto bater pé insistindo que Papai Noel existe.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Para onde caminha o Poder Legislativo?
O mais rico país do mundo
sábado, 2 de julho de 2011
Benefícios em excesso para bandidos
A recusa diz tudo
Alegando falta de espaço na agenda, a atriz Marieta Severo recusou o convite que lhe foi feito por Antonio de Assis, produtor do longa metragem baseado no livro "A Primeira Presidente" de Helder Caldeira. Quero acreditar que não foi esse o motivo que levou a excelente atriz a rejeitar o convite para tão "importante interpretação". Na realidade, existem fatos pregressos que me levam a acreditar numa outra versão. Como não tenho certeza do real motivo da rejeição não arrisco o palpite. Melhor aguardar as futuras revelações que não tardarão a aparecer no meio artístico nacional. Nesse meio as fofocas são prolíferas e constantes.Quem viver saberá.
O Editor
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O Paladino
Bolsonaro representa a dignidade e a moral
Por ser valente e não ter medo da histeria das bichas é que o Deputado Federal Jair Bolsonaro continua um vencedor com o apoio tácito de todas as pessoas de bem que ele representa na Câmara federal. Derrotados são os caóticos e ultrapassados cretinos que o atacam por não terem um mínimo de vergonha em suas fuças deslavadas. Não adianta espernear, rasgar as saias, esbravejar, arrancar os cabelos e tampouco ameaçar, ele não se curva e é por causa disso que os vira-latas estão se mordendo de raiva. No dia em que a escória suplantar a nata da sociedade terá chegado a hora de fechar o Brasil para balanço. Carga, Bosonaro! Você não está sozinho porque faz parte da esmagadora maioria dos brasileiros corretos e dignos. A podridão depravada e sarnenta deve entender que seu reduto não ultrapassará os limites da tolerância pois se isso acontecer pagará caro, muito caro.
O Editor
Senador Itamar Franco
Itamar em estado grave
O estado de saúde do ex-presidente da República e Senador Itamar franco (PPS-MG), é grave, segundo o último boletim médico do Hospital Albert Einstein. Ele se encontra internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, com um quadro grave de pneumonia e recebe altas doses de corticoresteróides. A leucemia anteriormente diagnosticada está sob controle e foi conseguida a remissão da doença mediante tratamento por quimioterapia. A pneumonia que o acomete foi contraída durante sua internação e ele permanece na UTI do HAS respirando por aparelhos e sem prazo para sair. Eu, particularmente, lamento muito que o nobre senador, um homem honrado, esteja pelejando pela vida enquanto certos dejetos humanos estão gozando de plena saúde. Desejo sua plena e pronta recuperação.
A insensatez dos revanchistas
Comissão de linchamento dos militares
A comissão de linchamento dos militares, também conhecida como "comissão da verdade," não aceitará participação de membros das FFAA por imposição da mundiça dos terroristas (já que terrorista não tem família). Essa é mais uma piada de mau gosto. Jair Bolsonaro, O Paladino, já disse que essa comissão terá de investigar os sequestros de autoridades, o envio de dinheiro por Fidel Castro (para os guerrilheiros e terroristas) e atentados com carro-bomba. O deputado também quer que o caso Celso Daniel e Toninho do PT sejam incluídos entre os investigados. Luiza Erundina, a muié mais macho da Paraíba, quer de qualquer maneira que a "comissão de linchamento dos militares" seja instalada sem mais delongas. Ela quer evitar que esse monstrengo seja debatido entre os paramentares antes de ser instalada. Tá tudo se arranjando.
Stalinismo anacrônico e impertinente
Culto à personalidade do Bagulhão de Caetés
A prática stalinista do culto à personalidade, parece tomar conta das mentes doentias e infectadas de Lula e Dilma Rousseff. Já foi rodado um folhetim de cordel em forma de filme sobre a vida mentirosa do Bagulhão de Caetés, com o propósito de tentar induzir o povo brasileiro a cultuar a degradada personalidade desse vigarista de lixeira. Não deu certo. Agora, tentam com dois outros filmecos de 5ª categoria e custeados com verba pública, enganar os imbecis plantonistas que estejam dispostos a serem engabelados por essas duas novas vigarices.
Notícias e Comentários
Benefícios e mais benefícios para bandidos
O imbecil povo brasileiro não merece nada de novo em benefícios para si. Enquanto isso, do Ministério da Justiça de Zé Cardozo sai uma maravilhosa lei que embala todos os tipos de criminosos e lhes dá o grande prêmio que faltava: 12h de "permanência em sala de aula" por 1 dia a menos em sua pena, (serão 12h de permanência em sala de aula e não de aprendizado por 24h de liberdade) não importando se o cara é traficante de drogas, assassino, sequestrador, estuprador, membro do PCC ou CV ou apenas um ladrão de galinhas, será beneficiado pela lei salvadora de Zé Cardozo, o ministro de Dilma Rousseff, que os colocará nas ruas em tempo mais reduzido do que antes. Resumindo: essa "lei" estará preparando intelectualmente bandidos para agirem com mais técnica nos próximos crimes que cometerem. Esse tal de Zé Cardozo é mesmo um grande legislador...para bandidos.
O Editor
Cavalaria à carga
domingo, 30 de janeiro de 2011
Os psicopatas da esquerda "jornalística" brasileira
EDITORIA MSM | 29 JANEIRO 2011
ARTIGOS - EDITORIAL
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
OS CANALHAS BOLIVARIANOS E SEUS CRIMES
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