terça-feira, 2 de julho de 2013

Por que nossa Educação vai mal?






(*) Lígia Fleury –

Por veses, chego a acreditar que li errado uma notícia ou que houve engano do repórter ao relatar algum dado. Mas quando confirmo a verassidade dos fatos, lamento não ter havido lapsos da equipe de reportagem; seria mais compreensivo e até hilário.
Meses atrás, após ouvir, fui conferir e então pensei comigo mesma: a luta é muito maior do que se imagina.
Analizadas por uma equipe qualificada para tal, as redações do ENEM com nota máxima, apontam erros ortográficos. Não importa se é a troca de uma letra, o uso do xis ou do ss; são erros e demonstram falta de conhecimento, principalmente quando se repetem.
Nas escolas, cobramos dos alunos que escrevam corretamente. Desde pequenos, aprendem a utilisar dicionário. Alguns professores criam estratégias fantásticas para significar regras de acentuação, de concordância. Cobramos nas produções, nos registros das atividades que os alunos escrevam corretamente, lógico!
E, de repente, os erros em um concurso – sim, o ENEM é um concurso, pois notas são atribuídas e os resultados podem favorecer o ingreço em muitas Universidades/ Faculdades -, podem acontecer sem que haja uma notificação do corretor? E o resultado final é a nota máxima?
Como insistir junto aos alunos para que escrevam corretamente?
O uso constante da internet já traz novos desafios para a aprendizagem correta da nossa língua, já que a linguagem nos sites de relacionamentos é diferente da oficial, da regulamentada por regras ortográficas e gramaticais. É um outro código, com regras próprias.
Não duvido que alunos comecem a questionar professores sobre a importância de escrever corretamente; podem sentir-se autorizados ao erro, não podem?
O verbo estar já tem outra forma: Eu to, Tu tás, Ele tá, Nós tamo(s).. e agora nem precisamos mais escrever com a ortografia correta, pois não representa grande importância no momento de uma avaliação?
Ensinar para quê? Cobrar o quê? Cobrar para quê?
Educar está cada vez mais difícil. Seria tão fácil se todos os educadores cumprissem a premissa básica do ensinar, que é possibilitar a aprendizagem do aluno. E não se ensina o erro, muito menos se incentiva ao erro.
O Brasil é um país com uma extensão territorial enorme; dividido por regiões, hábitos e costumes singularizam os habitantes nas características de alimentação, vestuário, linguagem.
Uma palavra cotidiana do Sul pode nem ser conhecida no Nordeste e vice-versa, mas ambas seguem regras ortográficas da língua portuguesa; isso não é uma variável. Assim como as concordâncias nominal e verbal.
Então não é admissível que se aceite o erro da escrita. Não resolve criticar profissionais que mal sabem fazer uma petição, uma prescrição, uma anotação, se a própria Educação desqualifica o escrever corretamente.
A literatura exigida nos vestibulares- clássica e contemporânea- não ensina erros ortográficos; os livros didáticos e paradidáticos também não. Então, por que aceita-los em concursos?
No país do jeitinho, até errar a escrita da primeira língua é permitido?
Não se trata de ser retrógrado ou ser antenado. Trata-se de educar e ensinar o correto.
E foi necessário essa imprudência educacional vir à tona para que o órgão responsável tomasse uma medida cabível, como se isso não fosse de seu conhecimento antes de se tornar notícia. Por sorte, temos a imprensa ajudando a população a conhecer os problemas e as soluções desse imenso Brasil.
Salve-se quem puder!
Para os que se importam – espero eu que a imensa maioria – e também para os que não se importam, a grafia correta das palavras em negrito:
Vezes – veracidade – analisadas – utilizar – ingresso – Eu estou – Tu estás – Eleestá – Nós estamos
(*) Lígia Fleury é psicopedagoga, palestrante, assessora pedagógica educacional, colunista em jornais de Santa Catarina e autora do blogeducacaolharcomligiafleury.blogspot.com.
  

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Acrobata do Cirque du Soleil morre em apresentação




Sarah Guyard-Guillot, de 31 anos e conhecida como Sassoon, caiu de uma altura de 15 metros enquanto suspensa por um cabo em show em Las Vegas

Ensaio do Cirque du Solei em Sidney, na Austrália
Ensaio do Cirque du Solei em Sidney, na Austrália (EFE)
Uma artista do Cirque du Soleil morreu depois de cair na noite de sábado durante uma acrobacia em um espetáculo em Las Vegas, confirmou a empresa no domingo em um comunicado. Sarah Guyard-Guillot, de 31 anos e conhecida como Sassoon, morreu no sábado pouco antes da meia-noite no University Medical Center de Las Vegas, depois de ter caído de uma altura de 15 metros durante seu número no show Kà do teatro MGM Grand.
"Toda a família do Cirque du Soleil está profundamente triste pela morte acidental de Sarah (Sassoon) Guyard, artista da produção Kà", escreveu o circo em um comunicado emitido no domingo. "Estou com o coração partido. Quero estender minhas mais profundas condolências à família. Estamos completamente devastados com esta notícia. Sassoon era artista do elenco original de Kà desde 2006 e foi parte integral de nossa família", afirmou o fundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté. "Isto nos lembra, com incrível humildade e respeito, o quanto nossos artistas são extraordinários todas as noites", acrescentou. Sarah Guillot era mãe de dois filhos.

A queda - Os shows de Kà serão suspensos até nova ordem, informou o comunicado. É o primeiro acidente fatal em um show do Cirque du Soleil, segundo o jornal Las Vegas Sun. Integrantes da plateia informaram ao jornal que o acidente ocorreu quase no fim do espetáculo. Guyard-Guillot, que estava suspensa por um cabo, subiu ao topo do palco e se soltou de seu cabo de segurança. A artista caiu, então, em um poço fora da vista dos espectadores, em frente ao palco, segundo o jornal. "(Sassoon) estava sendo elevada de um lado do palco e de repente caiu", disse uma fonte ao Sun. "No início, muitos na plateia pensaram que era parte da coreografia, mas era possível ouvir gritos e lamentos", afirmou.
"Quando vi a mulher caindo, pensei que provavelmente havia uma rede abaixo. Então percebi que não", contou Asit Govil, um dos espectadores, à emissora KVVU. Em poucos minutos, o público começou a ser retirado do local.
Grupo criado em Quebec em 1984 e convertido em uma multinacional do entretenimento, o Cirque du Soleil festejou em 2009 seu 25º aniversário. Atualmente, emprega cerca de 5 mil pessoas de todo o mundo. Seus espetáculos foram vistos por mais de 100 milhões de pessoas em 300 cidades do mundo todo. Além de Kà, outras das criações mais representativas dos últimos anos são Alegria, LOVE, Saltimbanco, Quidam e OVO.


(Com agências France-Presse e EFE)

Sindicatos querem fechar rodovias, marginais e Paulista

TIAGO DANTAS - Agência Estado
As manifestações das centrais sindicais, convocadas para o próximo dia 11 em todo o País, devem fechar as principais rodovias do Estado de São Paulo, as marginais do Tietê e do Pinheiros e a Avenida Paulista. O Metrô deve parar por algumas horas. Funcionários dos portos também devem cruzar os braços.
Os locais onde os protestos de São Paulo acontecerão foram discutidos em uma reunião na Secretaria Estadual da Segurança Pública na manhã desta segunda-feira, 1. Além do secretário Fernando Grella Vieira, participaram do encontro o comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, e dirigentes sindicais.
A reunião foi marcada para garantir que as manifestações não terão atos de violência e vandalismo, segundo o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. "O objetivo é ter um dia de reflexão, para mostrar a pauta que os trabalhadores levantam desde agosto de 2010", disse Paulinho da Força.
Ainda de acordo com Paulinho, os metroviários decidem quinta-feira como será a adesão à mobilização. A ideia é que a circulação dos trens seja suspensa por algumas horas. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) convocou os motoboys de São Paulo a fazer atos nas Marginais e na Paulista, segundo o presidente da entidade, Ricardo Patah.
A manifestação nacional do dia 11 foi convocada pelas centrais sindicais para pedir, entre outras coisas, a redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, saúde e transporte público de qualidade, auditoria nas grandes obras públicas e diminuição dos juros. 

A PRESIDENTE MENTE DESCARADAMENTE EM PRONUNCIAMENTO EM REDE NACIONAL DOC. Nº 113 - 2013‏




WWW,FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES


A presidente, em rede nacional, faz um pronunciamento distanciados de tudo
que o seu governo tem feito, com o apoio, incondicional do PT e dos
partidos coligados, e descaradamente falseando a verdade, como mostraremos
a seguir:
1ª MENTIRA – declarou a existência de “limitações políticas e econômicas” –
Que limitações políticas quando o governo conta com o apoio de mais de 400
Deputados de um total513 e de uma maioria maior ainda no Senado, podendo
criar leis e aprovar qualquer PEC que desejar? Que limitações econômicas
quando o país tem cerca de 400 bilhões de dólares de reservas cambiais, e a
presidente perdoa dividas externas, aceita confisco do patrimônio como foi
o caso da Bolívia e do Equador, realiza empréstimos secretos e
financiamento com mais de 1 (Um) bilhão de dólares para o Sudão, além de
empréstimos para CUBA e ANGOLA, sem qualquer controle interno (secreto);
2ª MENTIRA – declarou “não permitir que a violência nos faça perder o
rumo”... “nesta área ela sabe tudo, pois militou nos movimentos
guerrilheiros do VAR PALMARESe no COLINA, que causaram danos irreparáveis
ao patrimônio do Brasil, praticando crimes a mão armada em assalto a banco
e casas particulares, usando e abusando de terrorismo , de justiçamento e
sequestro de autoridades estrangeiras, etc.;
3ª MENTIRA – declarou ter “ obrigação de ouvir a voz das ruas, como
dialogar com todos os segmentos”. A grande queixa dos coligados é a de que
a presidente não escuta ninguém, considera-se “técnica em assuntos
gerais”... e só faz uma exceção para se ligar ao mafioso ex-presidente Lula
que criou um modelo próprio de governar, generalizando a corrupção, a
impunidade e declarando-se alheio a todas as falcatruas que circulavam no
Palácio do Governo e mesmo os conduzidos pelo seu chefe da casa civil ;
4ª MENTIRA- propala o fortalecimento da Democracia, do cidadão e dos
Poderes da República. A presidente não respeita o Congresso, vetando suas
proposições e obrigando a legislar através de Medidas Provisórias de
interesse de manutenção do poder, cria sérias dificuldades ao judiciário
deixando de cumprir leis no atendimento de suas legítimas solicitações e
sendo leniente em face ao respeito das leis relativas a reforma agrária,
que, frequentemente, são desrespeitadas pelo MST. Além do mais tem apoiado
a FARC, na Colômbia, militado no Foro São Paulo, que prega abertamente a
criação de um bloco de República Socialista marxista leninista na América
Latina.
5ª MENTIRA – prega”que o movimento popular faça isto de forma pacífica e
ordeira”, violentando a sua própria história de guerrilheira que queria
impor sua ideologia com violência e armas na mão, praticando assalto a
banco e casas particulares, fazendo justiçamento em guerrilheiros
arrependidos e torturando seus adversários até a morte;
6ª MENTIRA – “reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio
dos recursos públicos” – quando nos últimos 12 anos os maiores escândalos
de corrupção e desvios de recursos públicos foram patrocinados pelo governo
que presidiram o pais, neste período, onde foram relacionados mais de uma
centena de escândalos de corrupção e desvios de recursos públicos, 
levantados em CPI , CPMI, TCU, sendo o mais notável o mensalão em
julgamento STF, e as declarações do TCU que estimou em mais de 80 bilhões
de reais os desvios por corrupção nos anos 2011 e 2012. No momento, estão
sob suspeita de corrupção e desvios de recursos públicos os investimentos
aplicados nas obras da Copa das Confederaçãoe preparativos para ao
campeonato mundial de futebol , previsto para 2014. Como acreditar que
Dilma irá combater a corrupção e os desvios de recursos públicos?
7ª MENTIRA – “minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse
ouvida”- essa uma descarada mentira pois o movimento das esquerdas
caracterizados nas guerrilhas urbana e rural lutaram para implantar um
República Socialista marxista leninista, modelo URSS, Cuba, Coréia do Norte
e com a finalidade de calar de uma vez a voz das ruas;
8ª MENTIRA – “precisamos oxigenar o velho sistema político.... quero
contribuir com uma ampla e profunda reforma política”. Este sistema, apesar
de viciado,corrupto e subversivo tem apenas 30 anos e esteve sobre o
domínio do PT e partidos coligados nos últimos 12 anos. Na atual
legislatura a presidente conta com o apoio demais 400 dos 513 deputados e
com a esmagadora maioria do Senado, podendo aprovar qualquer lei e /ou
aprovar qualquer PEC que desejar. Mais uma vez mente desbragadamente a
presidente;
9ª MENTIRA- diz a presidente “ não podemos conviver com essa violência que
envergonha o Brasil” – o que vimos por conta dos vândalos (Vanda) nas
passeatas é condenável, mas não pode admirar a presidente, pois isto para
ela nada significa, em face da violência generalizada que grassa no Brasil
em face da falta de empenho do governo para combater a criminologia tais
como : 45 mil mortos no enfrentamento com o aparato de segurança em 2012;
os 40 mil acidentados em desastres de veículos, os 35 mil registrados por
desaparecidos; os 40 mil estupros registrados e existência de 300000 vagas
no sistema carcerário para 500.000 julgado e 300.000 sendo processados. A
presidente continua mentindo.
10ª MENTIRA- a afirmação de que não há dinheiro público nas contratações
das obrasdos Estádios e da mobilidade urbana - é história de “malandro para
delegado”. Todos os financiamentos foram patrocinados com dinheiro do BNDES
que se não pagos irá para dívida pública da união, aumentando o
endividamento interno do país. Como imaginar que o Mane Garricha, em
Brasília, irá pagar o financiamento da sua construção quando a média de
público, por jogo, em Brasília, é de mil pessoas?
A nossa presidente além de esconder a VERDADE joga com a inocência do
povo brasileiro.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º Registro de Títulos e Documentos, em Fortaleza. Somos
1.837 civis – 49 da Marinha - 479 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.416 
RP: batistapinheiro30@yahoo.com.br 1 DE JULHO 2013
doc. 112 – 2013‏ 
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“A VERDADE É O ÚNICO TERRENO SEGURO QUE PODEMOS PISAR” 

ELIZABETH CADY STANTON (1815 – 1902)

Aécio: PT odeia a classe média.



blog do coronel
Artigo publicado na Folha de São Paulo, hoje, intitulado "Classe média":

Se os partidos brasileiros, sem exceção, saem politicamente abalados do saudável vendaval de passeatas no país, um deles certamente se ressente mais: o PT.A presença maciça da classe média no movimento de protesto coloca em xeque, com mais ênfase, as contradições do partido. Pressionado a oferecer respostas ao país, o governo federal improvisou uma constituinte restrita, rapidamente abandonada, e busca, por meio da proposta de um plebiscito de complexa elaboração, aprovar uma agenda que interessa muito mais ao PT do que ao Brasil.
 
Assim, o governo federal patrocina manobras que visam tirar o foco das legítimas reivindicações apresentadas pela população, oferecendo justamente mais daquilo de que os brasileiros demonstram estar fartos: desrespeito.
 
No recente evento dos dez anos do PT, a filósofa petista Marilena Chaui afirmou, sob aplausos, que odiava a classe média. E explicou: "A classe média é estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma abominação política, porque ela é fascista, uma abominação ética, porque ela é violenta, e é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante". O leitor ficou chocado? O vídeo está no YouTube. Juntando-se essa fala raivosa e os protestos nas ruas, a conclusão é inevitável: o PT não gosta da classe média e por ela parece estar sendo correspondido na rejeição.
 

 
Os jovens questionam a forma tradicional de fazer política quando gritam: "O povo unido governa sem partido". A grande maioria deles nada tem de fascistas ou reacionários. Estão apenas expressando suas compreensíveis frustrações. Os manifestantes se insurgem contra os aproveitadores que viraram políticos, políticos que se elegeram governantes, governantes que se esbaldaram na corrupção, corrupção que impede a melhoria do transporte, da saúde e da educação. Uma ciranda como no poema de Drummond cujo nome é "Quadrilha", muito a propósito.
 
Um bom contraponto à intolerância de Marilena Chaui é um texto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2011. Nele, foi enfatizada a necessidade de maior diálogo com a classe média: "O caminho não se constrói apenas por partidos políticos, nem se limita ao jogo institucional. Ele brota também da sociedade, de seus blogs, tuítes, redes sociais, da mídia, das organizações da sociedade civil, enfim, é um processo coletivo. Não existe só uma oposição, a da arena institucional; existem vários focos de oposição, nas várias dimensões da sociedade".
 
Com 82 anos de idade, Fernando Henrique com certeza faria bonito na avenida Paulista, na Rio Branco ou na Afonso Pena dos dias de hoje.

O Brasil contra Dilma: ruas, estradas e o plenário do Congresso




blog do coronel


A queda da popularidade e das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff, em pesquisas após as manifestações de rua, apontam para uma mudança na correlação de forças do governo federal com os aliados no Congresso Nacional. Em vez de meros carimbadores de propostas do Executivo, governistas já admitem que a "cartilha da presidente" não será rezada cegamente pelo Legislativo. Ainda que reservadamente, aliados também cobram trocas na articulação política e na equipe econômica.
 
Manifestações e pesquisas também mexeram com a rotina de Dilma. Hoje, a presidente faz uma rara reunião ministerial para "colocar todos os ministros a par das resoluções do governo, dos encaminhamentos e também fazer recomendações de como conduzi-los", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que se reuniu ontem com Dilma e outros sete colegas de Esplanada. A reunião, segundo Bernardo, é para "não deixar os projetos pararem, todos saberem de que forma estão sendo encaminhadas as reivindicações e. também garantir que não haja paralisia ou retrocesso dos programas sociais".
 
Se no Executivo o momento parece ser de freio de arrumação, as quedas de 27 pontos na avaliação positiva de Dilma e de 21 pontos de intenção de voto na presidente captada pelo Datafolha levou aliados a afirmar que são contrários a propostas de interesse do Planalto no Legislativo. Defendem, também, mudanças na equipe econômica e na articulação política, caso essa última não seja fortalecida.
 
"Muda a relação do Congresso com a presidente, ela vai ter que dialogar mais para aprovar os projetos propostos, inclusive vai ter que abrir um canal com a oposição", adverte o deputado Lúcio Vieira Lima, cacique do PMDB baiano, "A pesquisa foi um desastre. Agora vamos ter que remar tudo de novo. Vai ser uma eleição dura, acabou a brincadeira. Jogaram uma eleição fora em 30 dias, vai ter que recompor o governo. A Dilma vai ter que, realmente, ter um governo de coalizão, senão vai ficar sozinha", disse um senador líder de partido aliado.
 
Surpreso com a dimensão da queda, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), defende que o governo tenha. um interlocutor nos moldes de José Dirceu e Antonio Palocci, que chefiaram a Casa Civil. "Com isso facilitaria muitas coisas", disse Nogueira. Perguntado se defendia a saída das ministras das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e da Casa Civil, Gleisi Hoflman, o senador respondeu: "Ou (devem) sair ou ganhar autoridade, porque quem faz o ministro é a própria presidente". Outro senador próximo a Dilma defende reservadamente: "A Ideli e a Gleisi vão precisar sair".
 
A pressão pela troca da equipe econômica também cresce entre aliados. Persiste a preocupação com a inflação, que não foi debelada. "O Guido Mantega não tem como se manter, porque ele não inspira mais confiança", disse outro líder dabase aliada, referindo-se ao ministro da Fazenda.
 
No Congresso, a primeira vítima da "cartilha da presidente" será o projeto que inibe criação de partidos. Patrocinada pelo Palácio do Planalto, a proposta prejudicaria a eventual candidatura da ex-ministra Marina Silva. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve colocar mais o projeto em pauta. "Se aprovar agora, é casuísmo, ainda mais no momento em que a Marina está bem nas pesquisas", afirmou o líder do PMDB no Senado, Eunícío Oliveira (CE) , outrora defensor da aprovação do texto. (Estadão)

Protestos fecham rodovias em SP, ES e MG; Recife tem greve de ônibus; acompanhe





Castello Branco bloqueada em ambos os sentidos desde a madrugada desta segunda-feira. FOTO: Reprodução G1

Caminhoneiros protestam nas rodovias de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo nesta segunda-feira, 1. Dentre as reivindicações dos manifestantes estão o subsídio do óleo diesel, isenção de pedágios e a criação de uma secretaria específica para a categoria pelo governo federal. Os manifestantes, contudo, impedem apenas a passagem de caminhões e carretas. EmRecife, motoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação por melhores s salários e afetam cerca de 1,6 milhão de pessoas. Ficou parado em razão dos protestos? Mande sua foto, vídeo ou relato para a hashtag #participeestadao. Acompanhe o tempo real nas estradas:
9h58- Na D. Pedro, em Campinas, a manifestação começou às 6h30, e o grupo parou apenas um sentido da rodovia, para quem viaja sentido Anhanguera-Jacareí. Os manifestantes pedem a construção de uma passarela no local. O grupo queimou pneus na rodovia para parar o tráfego de veículos. Por volta das 8h, a PM conseguiu dispersar os manifestantes com uso de bombas de efeito moral (Ricardo Brandt)
9h55- A manifestação desta segunda-feira começou no km 140. De lá, os manifestantes caminharam cinco quilômetros até chegar ao pedágio, no km 135. O grupo permanece no local e não há registro de conflitos até o momento. A concessionária Rota das Bandeiras fez um desvio no km 14 para quem viaja sentido Campinas. Há 5 km de . No sentido contrário, não há desvio e o congestionamento é de 3km (Ricardo Brandt)
9h53- Na Rodovia Zeferino Vaz, o protesto começou às 5h45 da manhã e os manifestantes pedem a redução do valor do pedágio, dos atuais R$ 6,20 para R$ 3,00. O local também foi alvo de protestos na última sexta-feira, que deixou a rodovia fechada por 10 horas e houve depredação das cabines do pedágio, de radares, das câmeras de segurança e de toda sinalização da rodovia em um trecho de cinco quilômetros (Ricardo Brandt)
9h49-  Duas rodovias na região de Campinas também foram interditadas. O primeiro protestoaconteceu na Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Cosmópolis. A via permanecia fechada às 9h30 e o grupo ocupou uma praça de pedágio. A outra manifestação aconteceu naRodovia D. Pedro I (SP-65), no km 134, e já foi dispersada pela Polícia Militar (Ricardo Brandt)
9h45- Rodoanel já registra 10km de lentidão no sentido Mauá, do km 46 ao 36 devido ao bloqueio realizado por moradores da região
9h43- Diretor de campanhas do site Avaaz destaca que “ativismo de sofá” chegou às ruas.Confira a entrevista exclusiva
9h41- A Rodovia Cônego Domênico Rangoni também foi bloqueada por caminhoneiros no sentidoSão Paulo, na altura do km 248, informa a Ecovias. Lentidão já chega a 1 km
9h31- Câmera da Ecovias registra o bloqueio na Rodovia Anchieta na altura do km 23.Congestionamento chega a 3km no sentido litoral e 1 km no sentido São Paulo

Bloqueio gera congestionamento em ambos os sentidos da Anchieta, na altura do Trevo da Volkswagen. FOTO: Ecovias

9h25- “É preciso ir para as ruas”, afirmou o arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes. Confira a entrevista exclusiva 

Foto postada pelo usuário @danielramoss no Instagram por volta das 7h30 registra o congestionamento na Rodovia Castelo Branco nesta manhã
9h06-  Cidade de Viana, no Espírito Santo, também registra bloqueio de caminhoneiros em ambos os sentidos da BR-262
9h05- BR-381 segue bloqueada por caminhoneiros em João Monlevade e também registra bloqueio nas cidades de Carmópolis de Minas e Antonio Dias
9h02- 7 viaturas da Polícia Rodoviária Estadual estão no trecho sul do Rodoanel acompanhando o protesto que bloqueia a via na altura do km 46, no sentido Mauá. Cerca de 50 moradores de Itapecerica da Serra ocupam a via desde às 6h15 da manhã. Grupo usou pedaços de madeira e pneus para fechar a via e se recusaram a sair
8h56- Com três carretas atravessadas na pista, caminhoneiros bloquearam há cerca de 5 minutos aRodovia Anchieta no sentido São Paulo, que tem apenas uma faixa liberada para veículos de passeio. No sentido litoral, há dois caminhões que interditam a via desde cedo na altura do km 23 e geram congestionamento até o km 21.
8h48- Bloqueada desde às 4h40 da manhã, Castello Branco já registra mais de 15 km de lentidão no sentido interior e cerca de 10km de lentidão, no sentido capital. Apenas uma faixa, em ambos os sentidos, segue liberada para ônibus e veículos de passeio, manifestantes não tem previsão para encerrar o bloqueio
4h46- Além das manifestações nas rodovias, um grupo de 30 professores da rede pública protesta em São Paulo no cruzamento da Rua Rubens de Oliveira com a Rua Francisco Solano. Grupo reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho e ocupam uma parte da via no sentidocentro
8h44- Em Minas Gerais, a Rodovia Fernão Dias segue fechada em Igarapé, apenas veículos de passeio e ônibus podem passar, mas protesto já gera  3 km de congestionamento no sentido São Paulo e 2 km no sentido Belo Horizonte. Capital mineira ainda tem retenção de 1 km na Fernão Dias como reflexo do bloqueio que também ocorre em Igarapé
8h40- Em Cubatão, manifestantes tomam mais uma faixa  na Av. 9 de Abril, e seguem com um cartaz dizendo: “descuple transtorno, a cidade está em obras”, grupo critica obras que nunca sairam do papel na cidade e melhorias no hospital local. Após o conflito com alguns manifestantes,PM continua acompanhando protestos
8h35- Em Recife, motoristas e cobradores de ônibus entram de greve e reivindicam aumento salarial de 33%. Ao todo, cerca de 1,6 milhão de pessoas devem ser afetadas. Terminais de ônibus na cidade estão lotados e as regiões mais afetadas devem ser a oeste e a norte, que não contam com metrô
8h28- Manifestantes continuam no Rodoanel, que já registra 7km de congestionamentos. Segundo a concessionária, grupo ateou fogo em pneus na via
8h27- Em Cubatão, cerca de 100 pessoas protestam desde cedo no centro da cidade. Segundo a PM, chegaram a haver conflitos entre a polícia e o grupo, mas a manifestação segue pela Av. 9 de Abril, na região central da cidade, que está parcialmente bloqueada
08H23-  A Rodovia Anchieta também teve duas faixas no sentido litoral bloqueadas por caminhoneiros  e já tem cerca de 2 km de lentidão. Bloqueio foi registrado na altura do km 23
8h05- Segundo a Polícia Militar, há cerca de 40 manifestantes bloqueando o Rodoanel Mário Covas. Grupo é composto de moradores da região de Embu das Artes que reivindicam melhorias para a cidade.
Enquanto isso, bloqueio de caminhoneiros segue na Rodovia Castelo Branco e já gera 14 km de lentidão em ambos os sentidos
7h21- Caminhoneiros também bloqueiam o Rodoanel Mário Covas, no sentido Mauá, na altura dokm 45. Protesto já gera 3 km de lentidão na via
6h43- Em Minas Gerais manifestantes liberam a Fernão Dias na altura de São Gonçalo do Rio Abaixo . Outro grupo, contudo, bloqueia a MG424 no cruzamento com a MG 10 na cidade de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 
Em Santa Luzia, cerca de 50 moradores  colocaram fogo em pneus  e bloquearam ambos os sentidos da MG 020, na altura do km 35. Grupo reivindica melhorias na cidade
06h14- Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia Fernão Dias (BR 381) nas cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Igarapé e João Monlevade, em Minas Gerais. Em São Paulo os caminhoneiros fecham a Rodovia Castelo Branco na cidade de Ipatevi. Ambos os sentidos estão bloqueados, na altura do km 32m, sentido São Paulo, e km 26 no sentido Interior

POSTE DE LULA É REJEITADO POR 40% DA POPULAÇÃO DA CAPITAL PAULISTA


Supercoxinha vira pele e osso: 40% rejeitam gestão Haddad em SP; só 18% a aprovam; Alckmin, Cabral e Paes também são afetados. Feitiçaria petista acaba se virando contra os feiticeiros

Num post das 18h47 de ontem, escrevi:
“Não tenho nenhuma informação de bastidor, zero, nada mesmo! Só opero que a lógica do processo. A aprovação de Dilma despencou. É provável que o mesmo tenha acontecido com o prefeito Fernando Haddad (PT) e com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Se houve pesquisa no Rio, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes também devem ter despencado.”
Bingo! Eu realmente não sabia de nada, além dos meus 51 anos. Agora se confirma. A Folha desta segunda traz pesquisa Datafolha demonstrando que não foi só a presidente Dilma que viu cair a sua popularidade, não. Também os prefeitos Fernando Haddad (PT-SP) e Eduardo Paes (PMDB-RJ) e os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) tiveram prejuízos importantes. Nada, no entanto, se iguala a Haddad: a reprovação à sua gestão atingiu 40%. O Supercoxinha está que é pele e osso! Vou falar dos números, sim. Mas, em tempos em que a ordem é não ter memória e se entregar ao presente eterno, farei o contrário. Acho que este blog bateu o recorde em junho, com 5.416.520 visitas porque se nega a fazer de conta que a história não existe.
A história
Ainda que se faça um esforço danado para esconder a gênese dos fatos, jamais nos esqueçamos de que o tsunami que tomou conta do país começou em São Paulo. Alguns gatos-pingados resolveram, de modo truculento, apelando à violência, reivindicar a revogação do reajuste de 20 centavos na tarifa. Houve três enfrentamentos com a Polícia Militar — que cumpria a sua função. Os petistas começaram a achar divertido, embora o reajuste de ônibus tivesse sido decidido por um dos seus: Haddad. O prefeito, então, desapareceu. NÃO SOLTOU UM PIO CONTRA A VIOLÊNCIA. Tudo compreensível: afinal, o Passe Livre, que então liderava o protesto, foi seu aliado na campanha de 2012.
Atenção! A manifestação do dia 11 de junho, aquela em que um policial foi linchado, teve até coquetel molotov.  Às 21h38, eu noticiava aqui:
Setores importantes da imprensa, àquela altura, já flertavam abertamente com o movimento. E, claro!, o Ministério Público Estadual propôs que estado e prefeitura negociassem com os valentes. Atenção! Um movimento que depredava ônibus e recorria a bombas incendiárias foi chamado para um papinho. Como acho isso errado, mandei ver aqui às 5h23 do dia 12:
E, depois, às 5h25 do mesmo dia.
Esta imagem, que é do dia 11, não do dia 13, sumiu da história.
 
Às 6h09 daquele mesmo dia 12, sentindo já o cheiro de pólvora, dei um carraspana no prefeito. Com vândalos à solta na cidade, botando pra quebrar, ele, que estava sumido, concedeu uma entrevista ao Estadão afirmando que conversaria com Dilma para encontrar uma maneira de baixar as tarifas… Vale dizer: dava razão prática aos brucutus. Então eu o premiei com este post:
Jornalismo é precisão! Abaixo a distorção!
Vamos parar com a mentirada, não é? Os três protestos havidos antes do fatídico dia 13 já tinham sido notavelmente violentos — e não era violência policial. Ricardo Mendonça, na Folha de hoje, escreve que a PM, “num primeiro momento, agiu com violência durante passeatas (…)”. É falso. Vídeo e texto da própria Folha provam que é falso.
A pancadaria. E o oportunismo petista
Tudo estava pronto para a pancadaria do dia 13, quando teve início a demonização da PM. Gente que não disse uma vírgula contra a violência dos manifestantes ou que não escreveu uma linha sobre o policial linchado começou a acusar um suposto massacre de manifestantes. O que fizeram os petistas, Haddad inclusive? Resolveram entrar na onda, atacando a polícia. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, chegou a oferecer “ajuda” a Alckmin ainda no dia 13. Convocou-se, então, a grande passeata do dia 17. Os petralhas aderiram, esfregando as patinhas de satisfação: “Obaaa!!! Agora a gente pega o Alckmin”. A ordem era fazer de conta que os petistas não tinham nada a ver com a história. Seguem mais alguns títulos. Volto depois.

Os números
Em três semanas, a aprovação de Alckmin caiu 14 pontos — a da presidente Dilma caiu… 27! O governo do tucano é agora considerado bom ou ótimo por 38% dos entrevistados; o do Dilma, por apenas 30%. Mas quem quebrou a cara para valer foi mesmo Fernando Haddad. A aprovação à sua gestão caiu 16 pontos. Ela é agora vista como ótima ou boa por apenas 18% dos paulistanos. A reprovação subiu 19 pontos percentuais: em três semanas, os que acham sua gestão ruim ou péssima passaram de 21% para 40%. E pensar que ele vivia de namorico político com a turma do Passe Livre…
O governador do Rio, Sérgio Cabral, atingiu a sua mais baixa taxa de aprovação: só 25% dizem que seu governo é bom ou ótimo, contra 36% que sustentam ser ruim ou péssima. A gestão do prefeito Eduardo Paes é agora aprovada por 30%, mas reprovada por 33%.
A ironia
Creio que bem poucos governadores e prefeitos de capitais e grandes cidades escapariam da onda de desprestígio que tomou conta da política. Dilma, como vimos, lidera a derrocada. Sim, tudo começou com os protestos contra a elevação da passagem. Como se viu, novas causas foram surgindo no meio do caminho. O irônico nisso tudo é que os petistas estavam certos de que os episódios de violência e confronto cairiam no colo de Alckmin, o que lhes facilitaria a tarefa em 2014. Mais um título dessa narrativa, enorme:
Pois é… O governador de São Paulo sofreu, sim, um impacto negativo, mas os dados evidenciam que o desgaste dos próprios petistas e do PT é muito maior. Quando o partido resolveu aderir à manifestação do dia 17 de junho e mobilizou a sua Al Qaeda eletrônica na Internet, estava ajudando a nacionalizar a rede de protestos. Quando a cidade de São Paulo se transformou num território livre para as manifestações, a demanda estava criada em todo o país. Dilma, começava, então, a despencar, e Haddad ascendia na… rejeição!
Texto originalmente publicado às 5h15

Protesto bloqueia pistas da Anchieta; Castello e Rodoanel têm interdições


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DE SÃO PAULO
Atualizado às 08h52.
Uma série de protestos bloqueia, na manhã desta segunda-feira, o tráfego de três importantes rodovias do Estado de São Paulo: Castello Branco, Anchieta e o Rodoanel.
Um grupo de manifestantes --cerca de 15 pessoas, segundo a Ecovias-- interrompeu o tráfego de duas pistas da Anchieta, no sentido litoral paulista. O bloqueio nas faixas central e da esquerda ocorre na altura do km 23.
Segundo a Ecovias, empresa responsável pela pista, os manifestantes fazem parte de um sindicato de caminhoneiros.
Há lentidão do km 23 ao km 21, também no sentido litoral. O tráfego fui pela pista da esquerda.
Em São Paulo, um protesto também de caminhoneiros bloqueia o tráfego nos dois sentidos da pista expressa da Castello, em Barueri (Grande São Paulo). A concessionária CCR Viaoeste, que administra a via, montou desvios no km 32, no sentido São Paulo, e km 26, no sentido interior.
Há filas de veículos do km 15 ao km 24.
Já no trecho sul do Rodoanel, na região de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), um grupo de manifestantes da cidade interrompe o tráfego no km 45, sentido Mauá. Há lentidão do km 40 ao km 46.
Em Minas Gerais, uma manifestação de caminhoneiros bloqueia a rodovia Fernão Dias (BR-381).
Os caminhoneiros em protesto bloqueiam parcialmente três trechos da rodovia BR-381. Os bloqueios ocorrem no km 513 em Igarapé (região Metropolitana de Belo Horizonte), no km 359, em João Monlevade (129 km de Belo Horizonte) e no km 365, em São Gonçalo do Rio Abaixo (100 km de Belo Horizonte).
Os motoristas permitem a passagem apenas de ônibus e carros na BR-381. Todos os caminhões estão sendo obrigados a parar.
Por volta das 5h30, a PRF registrava 5 km de retenção dos veículos de carga, na região de Igarapé. Não há previsão de liberação dos trechos interditados, segundo a PRF.
A opção para os motoristas é pegar as rodovias BR-040 e BR-265 para sair na BR-381 depois do local do protesto.
PARALISAÇÃO
Em seu site, o Mubc (Movimento União Brasil Caminhoneiro) convoca todos os caminhoneiros para uma paralisação na manhã desta segunda-feira em apoio às manifestações que ocorrem pelo país e também reivindicando soluções para questões nacionais da categoria.
Entre as exigências estão o subsídio no preço do óleo diesel, isenção do pagamento de pedágios para caminhões e criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas.

Após protestos, aprovação de Alckmin e Haddad cai


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DE SÃO PAULO
País em protestoNão foi apenas a popularidade da presidente Dilma Rousseff que acabou corroída pela onda de protestos que tomou o país.
O movimento abalou os índices de aprovação dos governadores dos dois maiores Estados do país: Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio; e ainda dos prefeitos das duas maiores cidades: Fernando Haddad (PT), o titular da capital paulista, e Eduardo Paes (PMDB), da capital fluminense.
Todos os dados são da pesquisa Datafolha finalizada na sexta-feira passada.
Em São Paulo, a aprovação de Alckmin caiu 14 pontos no intervalo de três semanas --Dilma perdeu 27 pontos no mesmo intervalo.
Os 52% de avaliação positiva do tucano em 7 de junho, pouco antes do início dos protestos, foram reduzidos para 38% na pesquisa recente.
Na semana do auge dos protestos, Alckmin foi criticado pelo comportamento da Polícia Militar, que num primeiro momento agiu com violência durante passeatas e depois, diante das críticas, teria reduzido o rigor no combate ao vandalismo.
O Estado também administra tarifas dos trens e do metrô, que também subiram, mas, mediante a pressão das ruas, acabaram tendo o reajuste cancelado.
Abalo ainda maior foi sentido por Haddad, cuja administração tem só seis meses.
Seu índice de aprovação caiu 16 pontos em três semanas, de 34% para 18%. A reprovação do petista (soma dos julgamentos ruim e péssimo) subiu de 21% para 40%. O patamar só é inferior na série histórica do instituto aos de Jânio Quadros, 43%, de Marta Suplicy, 42%, e de Paulo Maluf, 41%, quando se trata do mesmo período de gestão.
Haddad se expôs no enfrentamento ao Movimento Passe Livre. No início, disse que não havia margem para negociação. Insistia no argumento de que as passagens de ônibus haviam subido abaixo da inflação. No fim, cedeu.
As taxas de aprovação de Haddad hoje são parecidas com as obtidas por outros ex-prefeitos no período equivalente de suas gestões.
Em junho de 1986, Jânio Quadros tinha 16% de aprovação. Em 1989, Luiza Erundina marcou os mesmos 16%. Paulo Maluf, o prefeito seguinte, fez 20%. Em junho de 2007, Celso Pitta tinha 19%. Quatro anos depois, Marta alcançou 20%. José Serra, em julho de 2005, teve 30%. O único que destoa é Gilberto Kassab, que antecedeu Haddad, com 46%.
No dia 18 de junho, 51% dos paulistanos avaliavam o desempenho de Alckmin diante dos protestos como ruim ou péssimo. Esse índice caiu para 39% em 21 de junho. E voltou a cair na última pesquisa, para 33%. Com Haddad ocorreu fenômeno parecido, em intensidade menor. A má avaliação de seu comportamento frente aos protestos era compartilhada por 55%. Caiu para 50%. E depois para 44%.
RIO DE JANEIRO
Depois de atingir o pico de sua popularidade na série do Datafolha no Estado do Rio, em novembro de 2010, o governador Sérgio Cabral despencou 30 pontos.
No levantamento de sexta-feira, após seis anos e meio de mandato, ele obteve 25% de ótimo e bom, a menor pontuação da série. A soma de ruim e péssimo é maior, 36%.
Cabral foi alvo dos manifestantes, que acamparam na frente de seu apartamento.
A imagem do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sai igualmente lesada. Desde agosto de 2012, seu índice de aprovação caiu de 50% para 30%. A desaprovação fez a trajetória inversa. Subiu de 12% para 33%. (RICARDO MENDONÇA)
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
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