sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Menor infrator: um motel no jardim de infância



Nova lei em prol dos criminosos mirins cria centros de internação que são um jardim de infância – mas sua sala de aula é menor do que o “apartamento para as visitas íntimas.”

No país dos prédios que caem sozinhos e das crianças que morrem por falta de UTI, o que não falta é dinheiro e tempo para o supérfluo, como a bilionária construção de obras para a Copa do Mundo de 2014, cuja conta será totalmente paga pelo contribuinte brasileiro – à custa da inflação que retornará depois, não tenham dúvida. Mas também não falta dinheiro e tempo para serem empregados na subversão dos valores. Prova disso é a onda de medicalização das drogas, especialmente o crack, que será inutilmente tratado em clínicas de luxo, como se médicos e psicólogos fossem deuses e pudessem curar alguém do vício. Como diria o filósofo espanhol Ortega y Gasset, o drogado também é um “eu e suas circunstâncias” – sem sua própria força de vontade não há instituição capaz de tirá-lo das drogas. Insistir em salvar o viciado unilateralmente, sem que ele se esforce para ser salvo, é desperdiçar recurso público.

Hungria desafia críticos com nova lei pró-família




Líderes húngaros aprovaram uma lei que protege a família tradicional, desafiando continuas críticas de que sua nova constituição restringiria o aborto e a homossexualidade.
nova lei diz que a família, baseada no casamento de um homem e uma mulher cuja missão é cumprida através da criação de filhos, é uma “comunidade autônoma… estabelecida antes do surgimento da lei e do Estado” e que o Estado tem de respeitá-la como questão de sobrevivência nacional. A nova lei diz: “A vida embrionária e fetal deverá ter garantido o direito à proteção e respeito desde o momento da concepção”, e o Estado tem de incentivar “circunstâncias favoráveis” para o cuidado das crianças. A lei obriga os meios de comunicação a respeitar o casamento e a responsabilidade de criar e educar filhos e concede aos pais, em vez de ao Estado, a responsabilidade principal na proteção dos direitos da criança. A lei enumera as responsabilidades para os menores de idade, inclusive o respeito e o cuidado dos pais idosos.

Cuba nega saída de Yoani Sánchez



Alejandro Ernesto/ Efe
FotoBLOGUEIRA YOANI SÁNCHEZ
A jornalista e blogueira, Yoani Sánchez, teve sua permissão de saída negada por Cuba. Ela queria vir ao Brasil para comparecer à exibição de estreia do documentário Conexão Cuba-Honduras, em Jequié, na Bahia. Isso porque ela é personagem do filme, que trata sobre liberdade de imprensa em Cuba e Honduras. Sánchez ficou conhecida por manter um blog no qual combate o regime comunista de Raúl Castro, irmão de Fidel. O Brasil liberou o visto de Yoani no último dia 25, mas ela ainda dependia da liberação de Cuba."Não há surpresas. Voltam a negar minha permissão de saída. É a 19ª ocasião em que me violam o direito de entrar e sair do meu país", disse Yoani em seu blog.

Urna eletrônica utilizada no Brasil é inferior a da Argentina, diz estudo




O Comitê Multidisciplinar Independente, organizado pelo engenheiro mecânico Amilcar Brunazo, divulgou um relatório, obtido por esta coluna, onde revela que as urnas eletrônicas do Brasil são inferiores as utilizadas na Argentina. Segundo Amilcar, o sistema eletrônico utilizado no Brasil não permite a conferência do resultado. “Nem o candidato que perdeu consegue confirmar que houve fraude, nem o candidato que ganhou consegue provar que ganhou sem fraude”, disse. Segundo o documento do comitê, a transparência eleitoral é a principal diferença no uso do voto eletrônico nos dois países. “O eleitor argentino pode conferir e até refutar o registro digital do seu voto”, garante o estudo. Para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema de voto eletrônico de 2ª geração, utilizado pela Argentina, não resolve o problema de confiabilidade e permite alguns “ataques”. “A impressão do voto não resolve o problema”, disse a assessoria do órgão. “Não há garantia de que a urna contendo o voto depositado pelo eleitor não sofrerá substituição, subtração ou adição de votos, até que ela seja apurada”, completou.

Caçador de tesouros diz ter encontrado navio com US$ 3 bilhões em platina


Embarcação da Segunda Guerra naufragado está a 80 quilômetros da costa leste dos EUA

03 de fevereiro de 2012 | 8h 52



WASHINGTON - Um caçador de tesouros submersos dos Estados Unidos afirma que encontrou um carregamento de platina no valor de US$ 3 bilhões em um navio naufragado da época da Segunda Guerra Mundial.
Brooks espera iniciar operações para resgatar barras em fevereiro - Winslow Townson/AP
Winslow Townson/AP
Brooks espera iniciar operações para resgatar barras em fevereiro
Greg Brooks, da empresa Sub Sea Research, disse que navio naufragado está a cerca de 80 quilômetros da costa dos Estados Unidos, no oceano Atlântico. A embarcação naufragada é um navio mercante britânico, o SS Port Nicholson, que afundou em 1942 depois de ser torpedeado por um submarino alemão em um ataque que matou seis pessoas.
Brooks afirma que um livro de contabilidade do Tesouro americano mostra que o SS Port Nicholson levava barras de platina, como parte de um pagamento da União Soviética aos Estados Unidos pelo fornecimento de suprimentos de guerra.
O caçador de tesouros fez imagens submarinas que, segundo ele, mostram uma barra de platina cercada por 30 caixas. Brooks afirma que nestas caixas estão outras barras do metal.
Para a superfície 
Greg Brooks ainda não trouxe nenhuma das barras ou das caixas para a superfície, mas acredita que sua equipe vai iniciar a operação ainda em fevereiro. "Vou pegar (as barras de platina) de qualquer jeito, mesmo se eu tiver que tirar o navio da água", disse.
Brooks ainda disse que descobriu o navio naufragado há quatro anos mas não divulgou a informação pois estava negociando os direitos sobre o tesouro. Os direitos de propriedade ainda estão sendo negociados.
Mas, já existem dúvidas se o navio naufragado realmente tem uma carga de platina e as leis aplicadas para estes casos deverão complicar a situação de Brooks.
Anthony Shusta, um advogado que representa o governo britânico, disse à agência de notícias Associated Press que ainda não se sabe com certeza se o SS Port Nicholson realmente levava este carregamento. "Ainda estamos pesquisando o que estava no navio. Nossas pesquisas iniciais indicam que a maior parte (da carga) era de máquinas e equipamento militar", afirmou o advogado.
O governo da Grã-Bretanha vai esperar pelas operações de resgate antes de decidir se vai pedir os direitos à carga.
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Cientistas descobrem astro maior que a Terra potencialmente habitável


Com temperatura nem quente nem fria demais, planeta teria possibilidades de abrigar vida

03 de fevereiro de 2012 | 10h 31




Ilustração do planeta GJ 667Cc, que tem 4,5 vezes a massa da Terra - Efe/Carnegie Institution of Washington
Efe/Carnegie Institution of Washington
Ilustração do planeta GJ 667Cc, que tem 4,5 vezes a massa da Terra
 Uma equipe internacional de cientistas descobriu um astro que orbita na área habitável de sua estrela, a 22 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9.460 bilhões de quilômetros), com mais possibilidades de ter água e vida que qualquer outro exoplaneta, segundo anúncio na publicação "Astrophysical Journal Letters".

Com um período orbital equivalente a 28 dias terrestres, o planeta GJ 667Cc, que tem no mínimo 4,5 vezes a massa da Terra, gira ao redor de seu sol na zona onde a temperatura não é nem quente nem fria demais para que exista água em estado líquido em sua superfície.

"Este planeta reúne as melhores condições para manter água em estado líquido e é, portanto, o melhor candidato a abrigar vida tal qual nós a conhecemos", explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalhou na pesquisa pelo Carnegie Institution for Science, em Washington, nos Estados Unidos.

A órbita na qual está reúne as condições nas quais poderia existir água, sem necessidade de cumprir outros requisitos como acontece com alguns planetas descobertos que, por exemplo, precisariam de uma atmosfera com muitos gases estufa.

Os pesquisadores encontraram evidência de pelo menos um e possivelmente outros dois planetas orbitando a estrela GJ 667C.

O estudo indica que a estrela pertence a um sistema triplo e tem uma composição diferente do Sol, com concentração muito inferior de elementos mais pesados que o hélio como o ferro, o carbono e o silício.

Segundo os pesquisadores, isto indica que a existência de planetas habitáveis pode dar-se em uma maior variedade de ambientes do que se acreditava anteriormente.

A equipe descobriu que o sistema também poderia conter um planeta gigante de gás e outro astro maior que a Terra com um período orbital de 75 dias. No entanto, são necessárias novas observações para confirmá-lo.

Crianças são torturadas por forças da Síria, diz Human Rights Watch


Relatório de ONG documenta ao menos 12 casos de brutalidade contra menores

03 de fevereiro de 2012 | 11h 16




Agência Estado
NOVA YORK - Crianças com até 13 anos são um alvo particular do "excessivo" uso da violência força por forças do governo sírio que combatem manifestantes opositores, informou a ONG Human Rights Watch (HRW) em relatório divulgado nesta sexta-feira, 3.
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Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) diga que centenas de crianças têm sido mortas na repressão nos últimos dez meses, o grupo de direitos humanos destaca casos de crianças alvejadas em suas casas ou nas ruas, ou ainda retiradas de escolas.
O grupo documentou 12 casos de crianças que foram torturadas em centros de detenção e disse que muitas mais podem ter sofrido violência semelhante. "Em muitos casos, as forças de segurança atacam crianças da mesma forma que têm atacado adultos", disse Lois Whitman, diretora da divisão de direitos das crianças do HRW, entidade sediada em Nova York.
O relatório do grupo disse que mais de cem pessoas que têm sido mantidas por forças de segurança descrevem "o excessivo uso da tortura em centros de detenção contra até mesmo prisioneiros mais jovens, além até dos 12 casos especificamente documentados".
"Crianças, algumas com apenas 13 anos, relataram ao HRW que autoridades as mantiveram em confinamento solitário, foram severamente espancadas e eletrocutadas, foram queimadas com cigarros e suspensas algemadas durante horas, a alguns centímetros do chão", diz o documento.
Os pais de um garoto de 13 anos, de Latakia, disseram que ele ficou detido por nove dias em dezembro após ser acusado de queimar fotografias do presidente sírio Bashar Assad, de incitar protestos e realizar atos de vandalismo contra carros das forças de segurança. Os oficiais de segurança queimaram o pescoço e as mãos dos menino com cigarro e jogaram água fervente em seu corpo, disseram seus pais.
Outro menino de 13 anos disse ao HRW que forças de segurança o torturaram por três dias numa instalação de segurança militar, após ele ter sido detido em maio. Ele ficou inconsciente após ser eletrocutado na barriga. "Quando eles me interrogaram pela segunda vez, me espancaram e me eletrocutaram novamente. Na terceira vez eles tinham alicates e arrancaram minha unha do pé", disse o menino, de acordo com o relatório.
O HRW pediu ao Conselho de Segurança da ONU que exija que o governo sírio encerre todas as violações aos direitos humanos e coopere com a investigação do Conselho de Direitos Humanos e com os monitores da Liga Árabe. As informações são da Dow Jones.

EXTRA, EXTRA: Polícia Civil desmantela quadrilha de falsários responsáveis por golpes milionários em MG, RJ e ES



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Investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais, através da Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp), do Departamento de Investigações de Crimes Contra o Patrimônio, desmantelaram uma quadrilha responsável por fraudes milionárias, com atuação em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. 

Para elucidação dos golpes foi constituído um grupo especial de investigação que reúne membros da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual e por peritos especializados em apurar crimes cometidos através de equipamentos de informática.

Durante as investigações foram reunidas provas materiais robustas de falsificação de vários documentos, como procurações, notas promissórias, contratos de confissão de dívida e de transferência e cessão de direitos e obrigações, documentos públicos judiciais, recibos, entre outros. Dados preliminares destas investigações também apontam transações suspeitas com títulos do Tesouro Nacional de mais de um bilhão de reais.

“A ousadia dos criminosos era tamanha que chegaram até a falsificar termos de declarações e depoimentos, que teriam sido falsamente prestados à Polícia, com o intuito de levar a justiça a erro em processos contra desafetos”, disse o Delegado Geral de Polícia Márcio Simões Nabak, Chefe do DEOESP, que comanda as investigações.

Os crimes foram descobertos a partir da análise de milhares de documentos localizados nos computadores encontrados em um dos endereços residenciais do indiciado Nilton Antônio Monteiro, em Belo Horizonte.

“As investigações confirmaram as nossas suspeitas de que ele utilizava de computadores pessoais para falsificar papéis, a partir do escaneamento de assinaturas e logotipos de empresas para produzir os mais variados documentos. As provas já localizadas podem ser classificadas em dois importantes grupos, que são os papéis relacionados à falsificação de documentos utilizados para cobrar por dívidas milionárias na justiça, que somam cerca de 300 milhões de reais, e ao caso da ‘Lista de Furnas’”, disse o delegado.

Além do indiciado, encontra-se detida uma cúmplice dele que afirmou em depoimento que Nilton Monteiro chegou a falsificar a assinatura dela em diversos documentos.

Os arquivos digitalizados continuarão sendo analisados e seu conteúdo será tornado público o mais rapidamente possível, tendo em vista o alcance dos golpes, e o fato de que processos relativos a vários deles se encontram em andamento na justiça.

Falsificação de documentos que dão lastro à cobrança de dívidas milionárias na justiça

O aprofundamento da perícia técnica nos computadores que estavam em posse de Nilton Monteiro e de sua cúmplice, Maria Maciel, apontou as provas da fraude. Neste trabalho, foram localizados centenas de documentos que mostram os métodos utilizados por Nilton Monteiro para falsificar documentos, com datas retroativas, que dão lastro a inúmeros processos de cobrança judicial por dívidas milionárias, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Os peritos localizaram assinaturas escaneadas de diversas pessoas, algumas delas já identificadas, como as do Dr. Carlos Felipe Amodeo, falecido em 2006, e do Dr. Francisco Américo França, Diretor Jurídico da empresa Samarco Mineração S/A.

Outro achado relevante é que foram encontrados selos de cartórios escaneados. Isto também reforça uma das suspeitas dos investigadores de que ele fazia o “scanner” de carimbos e selos de cartórios para assegurar credibilidade aos papéis que apresentou à justiça.

Já foram localizados documentos relevantes para a elucidação do método de atuação da quadrilha, que falsifica títulos de cobrança com datas retroativas.

Entre eles encontram-se:

1)      Nota Promissória emitida contra a senhora Andréa de Cássia Vieira de Souza, no valor de R$ 68 milhões, com data de vencimento para o dia 20 de agosto de 2008.

O documento foi, na verdade, criado no dia 13 de maio de 2010;

2)      Nota Promissória emitida contra o senhor Dimas Fabiano Toledo, no valor de R$ 5,995 milhões, com vencimento no dia 10 de maio de 2010.

Na verdade, o documento foi criado no dia 13 de maio de 2010; e,

3)      Nota Promissória emitida contra a Dr. Joaquim Engler Filho, no valor de R$ 335 mil, com vencimento para o dia 06 de maio de 2010.

Na verdade, o documento foi criado no dia 13 de maio de 2010.

Ao final da análise e catalogação dos arquivos encontrados nos computadores pertencentes aos indiciados, os documentos também vão ser colocados à disposição de todas as vítimas dos golpes aplicados pelos indiciados Nilton Monteiro, Alcy Monteiro e Maria Maciel de Souza.

Cópias das assinaturas escaneadas e de selo de cartório encontradas nos computadores pertencentes aos indiciados:


Assinatura e rubrica do advogado Carlos Felipe Amodeo, falecido em 2006:
Rubrica:

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Assinatura:
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Assinatura escaneada do advogado Rogério Marcolini de Souza, sócio do advogado Felipe Amodeo:
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Assinatura escaneada do Dr. Francisco Américo França, da Samarco Mineração:

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Diversas assinaturas escaneadas:
 assinatura_5.jpg







Selo de Cartório escaneado:
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 “Lista de Furnas”No curso das investigações que se sucederam à prisão do indiciado Nilton Antônio Monteiro, em 20 de outubro de 2011, foi descoberta, também, prova material de que ele foi contratado para prestar serviços, tendo sido pago pelos mesmos pelo deputado Rogério Correia, em 2005.

A perícia do Instituto de Criminalística de Minas Gerais localizou em um dos computadores apreendidos minuta de documento em que Nilton Monteiro cobrava do deputado restante de pagamento relativo a serviços prestados. Com base neste documento, os investigadores fizeram uma busca nos cartórios da Capital, tendo o mesmo sido localizado no 2º Ofício de Registro de Títulos de Documentos de Belo Horizonte.

O documento foi produzido no computador pessoal do Nilton Monteiro no dia 04 de janeiro de 2008 e registrado em cartório no dia 8 de janeiro de 2008.

A cobrança foi recebida na Delegacia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Minas Gerais, onde o deputado trabalhava na época. Nilton Monteiro, nesta “Notificação Extrajudicial de Cobrança”, afirma que foi contratado pelo deputado no dia 02 de junho de 2005, afirma que efetivamente recebeu parte do pagamento, mas que, até aquela data (08 de janeiro de 2008), não havia recebido o que seria o restante do pagamento.

Os termos da notificação não deixam dúvidas de que ele foi contratado pelo deputado e que já havia recebido uma parcela. Diz a Notificação: Nilton Monteiro... “vem por meio desta, solicitar a quitação do restante pendente do acordo celebrado na data de 02(dois) de junho de 2005, com intuito de solucionarmos amigavelmente e extrajudicialmente a questão no prazo de 48 (quarenta e oito horas) no domicílio do Credor. Com isso, o Credor busca evitar conseqüências drásticas, sendo que o mesmo tomará as devidas medidas cabíveis no referido caso em tela”.

A Polícia Civil vai encaminhar relatório com as informações resultantes das investigações, realizadas aqui em Minas, ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, em Brasília. O objetivo é colaborar com investigações em curso por estes órgãos, dando ciência sobre a localização dos documentos em questão.

Nilton Monteiro:

Nilton Antônio Monteiro, 55 anos, é parte, como réu ou autor, em cerca de 80 processos em curso na Justiça de Minas Gerais, nas varas cíveis e criminais, em primeira e segunda instâncias, em diversas comarcas mineiras como Belo Horizonte, Abre Campo, Betim, Carangola, e em outros estados, entre eles Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Nos processos cíveis nos quais é autor, Nilton Monteiro tenta receber cerca de 300 milhões de reais em Notas Promissórias e por serviços de “consultoria”, nunca esclarecidos. Os processos criminais nos quais ele figura como réu, responde justamente pela falsificação de documentos, como as notas promissórias milionárias.

Na comarca de Abre Campo, no interior de Minas, por exemplo, ele tenta receber 65 milhões de reais e aqui, em Belo Horizonte, ele executa uma promissória no valor de 165 milhões de reais.

Nilton Monteiro e a sua cúmplice Maria Maciel de Souza estão presos por ordem judicial pela falsificação das assinaturas do advogado Carlos Felipe Amodeo, já falecido, em uma nota promissória no valor de R$ 3 milhões.

Esta Nota Promissória já foi analisada pelos peritos do Instituto de Criminalística de Minas Gerais que comprovaram a falsificação das assinaturas. 


Cópia da "Notificação Extrajudicial de Cobrança" registrada em cartório por Nilton Monteiro, contra o deputado Rogério Correia:
notificacao.jpg






















 


A certidão do cartório que atesta o registro e a entrega da "Notificação Extrajudicial de Cobrança":
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A certidão do cartório que confirma o registro e a microfilmagem da "Notificação Extrajudicial de Cobrança":
certidao_2.jpg
Pró

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ministros do STF decidem manter poderes de investigação do CNJ


Para ministros, corregedoria pode iniciar investigações antes de tribunais locais

02 de fevereiro de 2012 | 20h 55



Felipe Recondo e Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o aval da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF), pode abrir processos contra magistrados suspeitos de irregularidades. Para isso, os conselheiros não precisam esperar as investigações das corregedorias dos tribunais de Justiça ou justificar a decisão. Essa foi a posição de 6 dos 11 ministros da Corte, que votaram por manter os poderes do CNJ intactos.
Por 6 votos a 5, STF mantém poderes do CNJ - André Dusek/AE - 02.02.2012
André Dusek/AE - 02.02.2012
Por 6 votos a 5, STF mantém poderes do CNJ
Para esse placar, o voto da ministra Rosa Weber, que assumiu a cadeira no STF no dia 19 de dezembro, foi decisivo. A ministra recém-chegada ao Supremo votou por manter o poder do Conselho de processar magistrados, driblando o corporativismo que atinge algumas corregedorias de tribunais locais e que motivou a criação do CNJ, em dezembro de 2004.
Até Rosa Weber proferir seu voto, o tribunal estava dividido ao meio. Cinco ministros votavam por manter o poder do Conselho e cinco indicavam que imporiam restrições à atuação do Conselho Nacional de Justiça.
Além de Rosa Weber, votaram por manter os poderes do Conselho os ministros Gilmar Mendes, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Em seus votos, afirmaram que criar empecilhos para a atuação do CNJ seria esvaziar suas competências.
'As pedras'. "Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando é para investigar os próprios pares", afirmou Gilmar Mendes. "Isso (impor restrições para o Conselho) seria um esvaziamento brutal da função do CNJ", acrescentou.
O ministro Joaquim Barbosa afirmou, em seu voto, que a reação ao CNJ e a tentativa de esvaziá-lo surgiu depois que o órgão identificou problemas graves no Poder Judiciário. "O Conselho passou a expor situações escabrosas no seio do Poder Judiciário e veio essa insurgência súbita", afirmou.
"Toda essa reação corporativa contra um órgão que vem, sem dúvida alguma, produzindo resultados importantíssimos na correção das mazelas do nosso sistema de justiça", acrescentou Joaquim Barbosa.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Direitos Humanos: o mau e o bom exemplo



01/02/2012 Por joseserra

A presidente Dilma esteve em Cuba e não quis fazer nenhum gesto em defesa dos direitos humanos na ilha. Se fosse orientado, o Itamaraty teria encontrado a forma de o governo brasileiro expressar pelo menos sua preocupação com o assunto – não lhe faltaria imaginação diplomática. Note-se que pouco antes da visita morrera um prisioneiro político cubano que fazia greve de fome. Infelizmente, e apesar das promessas de mudança, em matéria de direitos humanos o atual governo manteve-se na linha do anterior, de aliança fraterna com ditaduras e ditadores.
Quem foi perseguido político sabe o valor dos gestos de solidariedade internacional para frear o arbítrio. Fui contemporâneo, quando exilado nos Estados Unidos, de um gesto exemplar, feito na segunda metade dos anos setenta pelo presidente Jimmy Carter. Já na sua campanha eleitoral, em 1976, ele anunciara mudanças na política norte-americana nessa área; depois de eleito, cumpriu a palavra. Por isso mesmo, em 2008, recebi-o na sede do governo de São Paulo e condecorei-o em nome do Estado e da democracia. Destaco, em seguida, trechos do discurso que fiz na ocasião, que relatam os episódios da ação de Carter em relação ao Brasil.
Senhor Presidente Carter, V. Ex.ª serviu como Chefe do Executivo norte-americano quando ainda se sentiam as consequências de grandes divisões da sociedade americana, resultantes da guerra do Vietnã, e do período altamente conflituoso da administração Nixon, sem falar do impacto da primeira crise do petróleo.
Para mim, esses eram tempos de exílio. Eu morava nos Estados Unidos e era membro-visitante do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, após ter completado o doutorado em Economia na Universidade Cornell. Em 1964, por ocasião do golpe que instaurou o regime militar no Brasil, eu era presidente da União Nacional dos Estudantes, fui perseguido, condenado, e tive de deixar o Brasil.
Em setembro de 1973 eu morava no Chile, exilado, quando houve o golpe que levou o general Augusto Pinochet ao poder. Lá, fui preso, e em 1974 consegui deixar esse país na condição de exilado. Tornei-me, assim, um exilado “ao quadrado”. Vivi os duros momentos iniciais de duas ditaduras e fui alvo da repressão de ambas. Do Chile, fui para os Estados Unidos com minha família, onde assisti a queda do presidente Nixon e a disputa eleitoral de 1976.
Por isso, fiquei particularmente impressionado e mesmo emocionado quando, nos debates da campanha presidencial, tendo como oponente o então Presidente Gerald Ford, ouvi V. Ex.ª condenar o apoio dos Estados Unidos a ambas as ditaduras, a brasileira e a chilena. Apoio que começara na própria articulação dos golpes de Estado que as instauraram.
Após a sua posse, tomei conhecimento de um pronunciamento seu que viria a tornar-se famoso, na Universidade Notre Dame. Nele se estabeleceu que os direitos humanos seriam o norte da nova política externa. E não foram apenas palavras, mas um sério compromisso de empregar os recursos de poder dos Estados Unidos – tanto em matéria de soft power quanto de hard power – para apoiar a democracia e os direitos humanos em todo o globo.
Se as relações entre Estados soberanos foram, desde sempre, o reino do pragmatismo, mais ainda o eram na época de sua presidência, em plena Guerra Fria. As denúncias de abusos, e a defesa de princípios, eram sempre muito eloquentes quando se referiam a fatos ocorridos no campo inimigo. Os abusos praticados por aliados eram ignorados ou até negados.
Mas a corajosa opção do presidente Carter teve um impacto profundo e duradouro na evolução das relações internacionais.
Sob a justificativa de combater o comunismo ou o terrorismo (os dois eram sinônimos então), as ditaduras da América Latina, aliadas dos Estados Unidos, praticaram a tortura e mesmo o assassinato de muitos dos seus opositores – às vezes em massa, como nos casos argentino e chileno. Direitos fundamentais da pessoa foram abolidos e liberdades democráticas desrespeitadas.
Talvez seja difícil para alguém que não viveu este período de nossa história avaliar o impacto entre nós da decisão do governo dos Estados Unidos da época de promover o respeito aos direitos fundamentais dos indivíduos.
As ditaduras se sentiram traídas: a exigência de um relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil foi um dos motivos, se não o principal, do rompimento do Acordo Militar Brasil-EUA (1952) pelo governo brasileiro em 1977.
Sociedades carentes de liberdade viram surgir um inesperado aliado, coerente e dedicado. Ao visitar nosso país em 1978, o senhor insistiu em se encontrar com D. Paulo Evaristo Arns e o reverendo James Wright, que haviam preparado um detalhado relatório sobre a tortura no Brasil. Deste relato inicial nasceu a obra definitiva Brasil: Nunca Mais.
Lembro também da visita de Rosallyn Carter ao Brasil, em 1977, com o objetivo de reiterar as políticas do seu marido em apoio à democracia e aos direitos humanos. No Brasil, apesar dos estreitos limites impostos às suas atividades públicas, Rosallyn insistiu em encontrar lideranças não governamentais para discutir direitos humanos e direitos políticos. Escoltada por uma guarda militar intimidadora, encontrou-se em Recife, sozinha, com o cardeal arcebispo católico Dom Helder Câmara, figura legendária na oposição à ditadura brasileira.
Por uma feliz coincidência, a professora Ruth Cardoso, antropóloga e ativista da condição feminina, esteve também entre as pessoas convidadas para encontrar Rosallyn.
Pode parecer uma ousadia a concessão da Medalha do Ipiranga para alguém que, como o Presidente Jimmy Carter, recebeu, entre outras honrarias, o Premio Nobel da Paz. Acredito, porém, que nós, brasileiros, nunca homenageamos condignamente um homem que teve uma profunda e benéfica influência na história recente do país e da nossa região.
V. Ex.ª está sendo agraciado por mim, na condição de Governador do Estado de São Paulo. E não só como governador, mas também como um cidadão brasileiro que encontrou, nos Estados Unidos, a acolhida humana e a formação acadêmica e intelectual nos difíceis anos de exílio.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O vergonhoso "Creche Zero" de Dilma e Haddad desemprega mães e cria pobreza.



Depois do nascimento do filho, hoje com dez meses, Aparecida Lopes Cândido abandonou o emprego com carteira assinada em uma fábrica de roupas. O trabalho lhe rendia mais que um salário mínimo e gratificações no fim do mês que completavam o orçamento. 'Gostava muito de trabalhar fora e quero voltar. O problema é que não encontro creche para o meu filho e fica muito caro pagar alguém.'

Aparecida mora em frente a uma das três creches que estão sendo construídas com recursos da União em Santo Antônio do Descoberto, no entorno de Brasília. Há um ano ela acompanha o ritmo lento da obra, que ao custo de R$ 1,4 milhão deveria ter sido concluída em setembro do ano passado, segundo o governo. As outras duas unidades ainda estão no chão, apesar de o prazo para conclusão das obras terminar em junho deste ano. Cada obra custará R$ 1,2 milhão. 'Minha filha vai estar alfabetizada e essa creche não vai ficar pronta', reclama Aparecida Dione Ribeiro, que mora em frente à obra do centro da cidade. 'Parei de estudar para ficar em casa e a minha menina chora quando vê a irmã mais velha indo para a creche.'

Para cumprir uma promessa de campanha feita pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo ProInfância - que cuida da construção dessas creches - pagou até agora R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados. No primeiro ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída. (Do Estadão)

Dilma dá mais dinheiro para Cuba importar vodca e chocolate do Brasil. Ajuda já passa de U$ 1,3 bilhão para ilha-prisão.



Ontem, este Blog informou que o dinheiro que o Brasil dá para Cuba comprar do Brasil serviu para impoirtar vodca e chocolate em 2011. Foram mais de U$ 1,3 bilhão para um grupelho de comunistas assassinos lambuzarem os beiços e tomarem pileques por conta do contribuinte brasileiro. Mas não pára aí. Dilma está levando mais um caminhão de dinheiro para os inimigos do "império". Veja matéria abaixo do Estadão.

A presidente Dilma Rousseff chegaria ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão. Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país.

O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana. A avaliação do Brasil, de acordo com o chanceler Antonio Patriota, é a de que "a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial". Incluir na agenda presidencial encontros com opositores do regime, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro à presidente - não cairia muito bem. 

O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. No entanto, essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos.

Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar. Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. "A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez", avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. "Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério." 

Pelo menos três diferentes grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta. "O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois", disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez. Outros têm expectativa mais modesta: imaginam que pelo menos a presidente não dará declarações como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o dissidente Orlando Zapata, morto durante sua visita ao país, em 2010, a presos comuns "de São Paulo ou do Rio". "Sabemos que Dilma não fará o mesmo, mas também não temos esperança de que falará por nós", afirmou José Daniel Ferrer García, da União Patriótica Cubana, grupo ao qual pertencia Wilman Villar Mendoza, dissidente que morreu dia 19, depois de uma greve de fome de 48 dias em uma prisão cubana. A viúva de Villar, Maritza, chegou ontem a Havana, vinda de Santiago, para denunciar a morte do marido.