domingo, 1 de janeiro de 2012

A internet deve se tornar uma zona não-militarizada


Eugene Kaspersky
CEO da Kaspersky Labs




Não é uma pegadinha. Com as ferramentas adequadas, um malware pode controlar um míssil, mas nenhum poder de fogo pode mudar a direção de um software anômalo ativo. Diferente das armas tradicionais, os malwares podem se replicar infinitamente.
Enquanto muitas vezes um míssil pode ser controlado de alguma maneira, o malware costuma atacar de forma indiscriminada: ninguém sabe quem será prejudicado, nem por quais corredores ele se infiltrará. Nos misteriosos caminhos da web, quando algum vilão lança um programa malicioso para fazer dinheiro rapidamente, tudo pode acontecer. É impossível calcular o efeito que ele terá, o que pode ser afetado acidentalmente e até mesmo como ele pode retornar, danificando seus criadores. As pessoas cometem erros em tudo o que fazem e a atividade de criação de código, malicioso ou não, não é uma exceção. Há diversos exemplos desse tipo de “danos colaterais” (leia meu post anterior sobre as fortunas da internet).
Pelo menos, agora vemos alguns esforços conjuntos para combater os criminosos virtuais.
O setor de segurança está apertando o cerco sobre eles e até os grandes players, como Microsoft, estão envolvidos. Outras organizações sem fins lucrativos e intergovernamentais também estão se juntando a nós. Os governos estão começando a entender que a internet pode ser um caminhado penoso e estão acordando para a necessidade de fazer algo a respeito. Assim, podemos observar algum progresso.
Contudo, eu estou mais preocupado com outra faceta da segurança digital. Os golpes dos criminosos virtuais parecerão uma brincadeira em comparação com a guerra virtual em larga escala. Sim, você leu corretamente: uma guerra virtual! É aqui que as coisas começam a ficar muito mais complicadas e sombrias.
Vejam os fatos.
Primeiramente, os militares de diferentes países estão ocupados criando unidades virtuais exclusivas e “forjando” armas virtuais (por exemplo, EUAÍndiaReino Unido,AlemanhaFrançaUnião EuropeiaOTANChinaCoreia do Sule Coreia do Norte).
Em segundo lugar, casos de espionagem industrial e atos de sabotagem são de conhecimento público (veja as notícias sobre ataques importantes apoiados por estados-nação, como o Stuxnet e o Duqu).
Em terceiro lugar, notícias sobre ataques cuidadosamente planejados estão sendo divulgadas com uma velocidade alarmante (bem, todos temos uma idéia de quem podem ser os vilões por trás deles). Foi até mesmo criado um novo termo para isso: APT (Advanced persistent threat).
Não há dúvidas de que tudo isso é apenas a ponta do iceberg. Sempre que descobrimos um novo programa malicioso com estilo Stuxnet, se constata que:
· O malware “foi revelado” acidentalmente ou devido a um erro.
· Ele já estava “instalado” silenciosamente em várias redes há muito tempo e nós só podemos supor qual era seu objetivo.
· Vários recursos técnicos do malware – e a motivação de seu criador – ainda são suposições.
Você pode ver onde vou chegar?
Claramente, ainda estamos sentados em um barril de pólvora, serrando o galho sobre o qual repousa toda a internet, e a infraestrutura do mundo inteiro está exatamente ao lado. Os militares estão gradativamente transformando aweb em um enorme campo minado. Potencialmente, umasimples tecla pode desencadear um caos do qual ninguém sairá ileso. O toque equivocado em um botão pode travar tudo, não apenas os computadores. A reação em cadeia envolveria as coisas do mundo real, além do mundo virtual: talvez até usinas nucleares. Seria possível ver um conflito da rede se agravar rapidamente em um conflito militar. Não foi um exagero dos EUA igualar os ataques de hackers a uma invasão – eles entendem claramente as consequências possíveis. Quando mais analisamos a situação, mais terrível ela se torna.
Estes malware, militarizado ou não, tem erros de código. Geralmente, um bug em um software padrão tem um efeito limitado; no máximo, o sistema de computadores terá um colapso, ou uma turbina de energia parará. Mas com a nova onda de malware militares, um erro pode ter consequências realmente catastróficas. E se o código anômalo atingir não apenas o alvo pretendido, mas todos os objetos semelhantes em todo o mundo? Como ele consegue distinguir alvos reais einocentes? Se o malware for direcionado a uma determinada usina de energia [nuclear], mas acabar atingindo todas elas, o que acontecerá? A internet não tem limites e a maioria das usinas de energia são construídas de acordo com um limitadoconjunto de padrões. Embora possa haver apenas um alvo, o número de vítimas potenciais pode ser muito maior e elas podem estar em qualquer lugar do mundo.
Eu espero sinceramente não estar profetizando uma tragédia, como no caso dos worms autopropulsores e ataques que visavam projetos industriais. Eu GOSTARIA MUITO de estar errado.
Esses malware militares são respaldados por excelentes profissionais, com financiamentos generosos e têm acesso a poderosos recursos técnicos e materiais. Sem isso, como você acha que alguém poderia personalizar o Stuxnet para centrífugas iranianas? Então, temos a chave dourada dos certificados digitais, atualmente a garantia da confiança na Web (outro sinal de alarme, por sinal). Eu só posso fazer hipóteses sobre as armas virtuais que estão carregadas e prontas, mas o futuro não parece promissor. Toda a área estáalém do controle da sociedade – é quase uma anarquia, com cada um fazendo o que quer. Como mostrado pelo Stuxnet, a comparação com o míssil já é bastante precisa; os malware podem ter os mesmos resultados de uma arma militar convencional.
Contudo, existe uma diferença.
Todas as armas, especialmente as armas de destruição em massa, juntamente com a tecnologia nuclear em geral, são mais ou menos controladas e regulamentadas pelo menos em teoria. As Nações Unidas têm sua Agência Internacional de Energia Atômica, há um sistema internacional de acordos de não proliferação e o Conselho de Segurança das Nações Unidas reage fortemente a qualquer tentativa de entrada no clube nuclear (como o Irã descobriu). É claro que a política, os subterfúgios e padrões duplos têm seu papel, mas isso não tem nada a ver com a ideia que estou descrevendo.
A ideia é a seguinte:
Considerando o fato de que a paz e a estabilidade mundial dependem fortemente da internet, é necessário criar uma organização internacional para controlar as armas virtuais. Um tipo de Agência Internacional de Energia Atômica dedicada ao ciberespaço. Em um mundo ideal, ela replicaria as estruturas de segurança nuclear que já existem e as aplicariam ao ciberespaço. Particularmente, devemos considerar o uso de armas virtuais como um ato de agressão internacional e colocá-lo lado a lado com o terrorismo virtual.
Em condições ideais, o certo seria proclamar a internet uma zona não militarizada; um tipo de Antártida virtual. Eu não tenho certeza sobre a possibilidade desse desarmamento. A oportunidade já foi perdida, foram feitos investimentos, produzidas armas e a paranoia já está presente. Porém, as nações precisam pelo menos concordar com as regras e controles relativos às armas virtuais.
Eu imagino que a implementação dessa ideia não será nada fácil. A sociedade ainda considera os computadores e a internet uma realidade virtual, brinquedos que não têm nada a ver com a vida real. Isso está totalmente errado! A internet é totalmente parte da realidade cotidiana! Eu descrevi acima quais podem ser os resultados da complacência. Esse assunto já é discutido há muitos anos nos limites dos círculos de profissionais de segurança. Estou sendo simplesmente o primeiro a falar em público.
Por favor, lembrem-se da primeira e mais importante regra da segurança!
— Não matem Cassandra*! Por favor! —
* profetisa da mitologia grega que previu a queda de Tróia.

Facebook é causa de um em cada três divórcios na Inglaterra


Por IDG News Service / EUA

Publicada em 31 de dezembro de 2011 às 10h00h


Segundo levantamento, 33% dos pedidos de divórcio no país citavam a rede social; mensagens inapropriadas e comentários maldosos para ex são as principais razões

Maridos e esposas do Reino Unido que se separam estão cada vez mais citando o Facebook em suas petições, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site local especializado Divorce-Online.
Lançado nesta semana, o levantamento revelou que 33% dos pedidos de divórcio no país continham a palavra Facebook. Esse é um aumento significativo em relação a última vez que o site realizou a pesquisa em 2009. Naquela época, a rede social foi mencionada em 20% dos pedidos amostrados pelos pesquisadores.
Apesar de os advogados de divórcio estarem vasculhando o Facebook em busca de sinais de infidelidade, eles também procuram por comentários depreciativos feitos pelos esposos e esposas sobre o outro após terem se separado e estarem brigando judicialmente, explica o site. A página descobriu que as razões mais comuns para citar o Facebook em um processo de divórcio são:
-Mensagens inapropriadas para membros do sexo oposto
-Casais separados postando comentários maldosos um sobre o outro
-Amigos do Facebook informando o comportamento do ex-companheiro(a)
Leia também:
Já o microblog Twitter foi citado em apenas 20 dos 5.000 processos analisados pelo site.
Como as redes sociais tornaram-se uma das principais ferramentas de comunicação, tornaram-se o lugar mais fácil para as pessoas terem um caso ou flertarem com alguém do sexo do oposto, afirma o porta-voz do Divorce-Online, Mark Keenan.
“Além disso, o uso do Facebook para fazer comentários sobre os parceiros(as) para amigos tornou-se algo extremamente comum, com os dois lados usando o site para mostrar suas mágoas um contra o outro”, completou.
Com cerca de 800 milhões de usuários, a maior rede social do mundo também virou terreno fértil para achar evidências em processos de divórcio nos Estados Unidos. Por exemplo, um estudo realizado em fevereiro de 2010 pelo membros da American Academy of Matrimonial Lawyers revelou que 81% desses profissionais viram um aumento em relação aos cinco anos anteriores no uso de evidências a partir de redes sociais nos processos de divórcio. Mais ainda, 66% afirmou que o Facebook era uma fonte primária para encontrar evidências para o divórcio. 

Corpo de Daniel Piza é enterrado em São Paulo

DE SÃO PAULO





O corpo do jornalista Daniel Piza, morto na última sexta-feira (30), foi enterrado por volta das 11 horas deste domingo (1º), no Cemitério de Congonhas, em São Paulo.
Piza tinha 41 anos e morreu após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) em Gonçalves (MG), onde passava as festas de fim de ano com a família.
Paulistano, o jornalista nasceu em 1970, estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) e começou sua carreira de jornalista em "O Estado de S. Paulo" (1991-92), onde foi repórter do Caderno2 e editor-assistente do Cultura.
Juca Varella - 4.abr.2005/Folhapress
Piza tinha 41 anos e morreu vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), em Gonçalves (MG)
Piza tinha 41 anos e morreu vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), em Gonçalves (MG)
Trabalhou em seguida na Folha (1992-95), como repórter e editor-assistente da "Ilustrada", cobrindo especialmente as áreas de livros e artes visuais. Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da "Gazeta Mercantil" (1995-2000).
Em maio de 2000, retornou para o jornal "Estado" para ocupar o cargo de editor-executivo. Atualmente, trabalhava no veículo como colunista.
Traduziu seis títulos, de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira, segundo informa o site que mantinha.
Escreveu 17 livros, entre eles "Jornalismo Cultural" (2003), a biografia Machado de Assis "Um Gênio Brasileiro" (2005), "Aforismos sem Juízo" (2008) e os contos de "Noites Urbanas" (2010). Fez também os roteiros dos documentários "São Paulo - Retratos do Mundo" e "Um Paraíso Perdido - Amazônia de Euclides".
O jornalista deixa a mulher, a também jornalista Renata Piza, e três filhos, Letícia, 14, Maria Clara, 10, e Bernardo, 6.

Criança morre ao ser atingida no pescoço por fogos de artifício

São Paulo



Uma criança de quatro anos morreu na madrugada deste domingo (1º) em Guarulhos (Grande São Paulo) ao ser atingida por um dos fogos de artifício usado em comemoração ao início do ano novo.
Ela estava com os pais na sacada de um edifício da rua Elvis Presly, no Jardim América, e foi atingida no pescoço.
Socorrida no Hospital Pimenta de Bom Sucesso, a criança não sobreviveu.

Engenheiro pede demissão e abre empreendimentos aos 44

PAULA NUNES
DE SÃO PAULO





Luiz Eduardo Rubião, 46, não tem medo de arriscar. O engenheiro deixou um emprego de dois anos para abrir não um, mas dois negócios.
A vontade de ditar os rumos da carreira prevaleceu. Ser empregado, diz, é "muito limitante para tomar decisões e optar pelos caminhos que devem ser seguidos".
Em 2009, aos 44 anos, ainda antes de pedir demissão, criou e inaugurou a Biosafe, consultoria de segurança de alimentos, com a mulher.
Pedro Carrilho/Folhapress
Luiz Eduardo RubiÃo na sede da Radix, No Rio
Luiz Eduardo Rubião na sede da Radix, No Rio
Quando finalmente desligou-se, em 2010, abriu outro negócio: a Radix, de engenharia e software. Apesar de novo, o empreendimento foi elaborado nos mesmos moldes da Chemtec, sua primeira incursão no empreendedorismo, em 1989, quando ainda era recém-formado.
Na década de 1990, a empresa se desenvolveu, o que despertou a atenção da alemã Siemens, que comprou o controle da Chemtec em 2001. "Sempre tive êxito em encontrar boas pessoas para crescerem juntas, profissionais com quem posso dividir opiniões e que gostam de desafios", afirma Rubião. Mas, para que o empreendimento tenha sucesso, são necessários pelo menos dois anos de planejamento e fôlego, explica o engenheiro.
"Tem que ter caráter de aço, acreditar que o negócio vai dar certo mesmo nas adversidades e entender que, no começo, perde-se para ganhar no médio e no longo prazos, até adquirir a confiança do mercado", resume.

Adolescente muda comportamento após experiência paranormal


Clique e veja.


Adolescente muda de comportamento após fenômeno paranormal

 (44:10)
Nota: 3/5

Caixa divulga ganhadores do prêmio de R$ 177 mi da Mega da Virada


Cinco ganhadores vão dividir o prêmio de R$ 177,6 milhões da Mega da Virada. Eles são dos Estados do Ceará, São Paulo, Pará, Minas Gerais e do Distrito Federal. Cada um ganhará R$ 35.523.497,52.
Os números sorteados no concurso 1.350 foram: 04 - 36 - 29 - 55 - 45 - 03
As apostas, que começaram no dia 28 de novembro, foram encerradas às 14h de hoje. O prêmio ficou acima do valor esperado pela Caixa --de R$ 170 milhões.
No total, foram arrecadados R$ 549,3 milhões com os 88 milhões de bilhetes vendidos. O valor do prêmio deste ano é um dos maiores da América Latina, de acordo com a Caixa.
A Mega da Virada de 2010 bateu recorde e pagou um prêmio de R$ 194 milhões, dividido por quatro apostas --cada um levou pra casa mais de R$ 48,5 milhões.

Aeroportos paulistas têm 22 voos cancelados


São Paulo - As companhias aéreas cancelaram 22 dos 130 voos programados entre 0h e 10h deste domingo nos três maiores aeroportos de São Paulo (Cumbica, Congonhas e Viracopos), informa o site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
No Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos, 13 ou 17,6% dos 74 voos programados para este domingo foram cancelados. No Aeroporto de Congonhas, que fica na Zona Sul da capital paulista, dois dos 30 voos programados foram cancelados. Em Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo, dos 26 voos previstos, sete foram cancelados.
No País todo, dos 600 voos que foram programados entre 0h e 10h deste domingo, 77 ou 12,8% foram cancelados. Os atrasados somam 21 em todo o País. Cumbica contribui com 5 atrasos, Congonhas com um e Viracopos também com um atraso.
No Rio de Janeiro, quatro dos 39 voos programados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, quatro foram cancelados entre meia-noite de ontem e 10 horas deste domingo e três se atrasaram. No Santos Dumont, três dos 21 voos previstos foram cancelados e um se atrasou.
No Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, dos 36 voos programados para este domingo, três foram cancelados. Não há registro de atrasos de voos na capital do País hoje. No Aeroporto Tancredo Neves, em Belo Horizonte, capital mineira, dois dos 34 voos programados foram cancelados e um atrasou.
Em Porto Alegre, sete dos 23 voos programados foram cancelados, mas não foi registrado atraso nos demais voos. No Aeroporto dos Navegantes, em Florianópolis, dois dos 14 voos programados para este domingo, até às 10h, foram cancelados. Houve apenas um registro de atraso.

Grávida morre após acidente de carro; médicos salvam bebê


DE SÃO PAULO
Uma grávida de 7 meses morreu e uma pessoa ficou ferida após uma batida entre dois carros no bairro da Saúde (zona sul de São Paulo) neste domingo.
Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), um Peugeot seguia pela Professor Abraão de Morais quando bateu no Fiat Idea, onde se encontrava a vítima fatal, no cruzamento com a avenida Bosque da Saúde, por volta das 2h10.
Com o impacto da batida, a mullher foi arremessada para fora do carro. Os bombeiros realizaram o resgaste, mas ela morreu no hospital. Os médicos realizaram uma cesária de emergência para salvar a criança. O recém-nascido está na UTI em observação.
Dentro do Peugeot, a polícia encontrou várias garrafas de cervejas, energéticos e outras bebidas alcoólicas. O motorista confessou à polícia que havia ingerido bebidas alcoólicas e tinha usado drogras. Segundo os policiais, o motorista já tem infração de dirigir sob efeito de ácool.
O caso foi registrado no 16 DP, na Vila Clementino.
Luiz Guarnieri/Folhapress
Mulher grávida morre após acidente na zona sul de SP
Mulher grávida morre após acidente na zona sul de SP

Enterrado corpo do jornalista Daniel Piza


Jornalista e colunista do 'Estado' tinha 41 anos e deixa mulher e três filhos

01 de janeiro de 2012 | 10h 43



estadão.com.br
O corpo do jornalista Daniel Piza foi enterrado na manhã deste domingo, 1º, no Cemitério de Congonhas, em São Paulo. Piza, de 41 anos, morreu na noite desta sexta-feira, 30, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Estava em Gonçalves (MG), onde passava as festas de fim de ano com a família. Chegou a ser socorrido pelo pai, que é médico, mas não resistiu.
Daniel Piza tinha 41 anos - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Daniel Piza tinha 41 anos
Paulistano e corintiano fanático, Piza era colunista do jornal O Estado de S. Paulo, onde começou a carreira em 1991. Escrevia aos domingos no Caderno 2 e, desde 2004, assinava também uma coluna sobre futebol, além de manter um blog no portalestadão.com.br. Apresentou os programas Estadão no Ar e Direto da Redação na rádioEstadão ESPN.
Advogado, formado no Largo de São Francisco, era escritor, com 17 livros publicados, entre eles Jornalismo Cultural (2003), a biografia Machado de Assis - Um Gênio Brasileiro (2005), Aforismos sem Juízo (2008) e os contos de Noites Urbanas (2010). Traduziu títulos de autores como Herman Melville e Henry James e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Fez também os roteiros dos documentários São Paulo - Retratos do Mundo e Um Paraíso Perdido - Amazônia de Euclides.
Daniel Piza deixa mulher, Renata Gonçalves Piza, e três filhos.
Carreira. Na década de 1990, trabalhou nas editorias de Cultura do EstadoFolha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, na cobertura de literatura e artes visuais. Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural.
No Estado, também foi o responsável por reportagens exclusivas, como o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo. No fim da manhã, o jogador lamentou a morte de Piza em seu perfil no Twitter:
 
Em seu último post, Piza escreveu um breve recado aos leitores, desejando feliz 2012 e anunciando sua volta no dia 11. Em um dos textos mais comentados, homenageou a mãe, Edith, que morreu em agosto deste ano.

Terremoto de 7 graus atinge ilha japonesa de Torishima


Agência Estado
Tóquio, 1 - Um terremoto com magnitude de 7 graus na escala Richter atingiu a ilha japonesa de Torishima, no noroeste do Pacífico, a 560 km de Tóquio, às 14h28 horário local (3h28 em Brasília) deste domingo. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o tremor ocorreu a 370 quilômetros de profundidade. Já a Agência Geológica dos EUA estimou a profundidade em 348 km. Até o momento não há informações sobre feridos ou danos estruturais. Nenhum alerta de tsunami foi emitido.
O tremor sacudiu edifícios em Tóquio e áreas vizinhas, mas não afetou o tráfego de trens na cidade. O aeroporto de Tóquio continuou a funcionar normalmente. Não foram reportados problemas em centrais elétricas, incluindo a usina atômica de Fukushima, danificada pelo tremor seguido de tsunami ocorrido em 11 de março. As informações são da Dow Jones. (Equipe AE) 


Coração volta a bater sozinho depois de 2 meses preso a aparelho artificial


Médicos do Instituto Nacional de Cardiologia afirmam que evento ocorre em apenas 1% dos casos

01 de janeiro de 2012 | 3h 01


FERNANDA BASSETTE - O Estado de S.Paulo
Era a tarde do dia 12 de agosto quando o coração do comerciante Sérgio Alexandre Genaro, de 48 anos, voltou a bater sozinho depois de passar por quatro cirurgias e ficar dois meses completamente parado, funcionando graças a um coração artificial, que pesava 600 gramas e estava preso pelo lado de fora do corpo.
O desfecho inesperado fez Genaro ser o primeiro paciente do Brasil com indicação para transplante cardíaco cujo órgão voltou a bater espontaneamente.
"Não há outros casos como esse registrados no Brasil. A literatura internacional aponta que isso ocorre em cerca de 1% dos casos", afirmou o cirurgião cardíaco Alexandre Siciliano, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), responsável pelo implante do coração artificial.
Genaro entrou na mesa de cirurgia no dia 2 de junho para operar o coração - que estava com quatro artérias completamente entupidas. Apesar de sentir cansaço e falta de ar, o comerciante nunca havia suspeitado que poderia haver algo errado com o seu coração.
O problema só foi descoberto quando ele fazia os exames pré-operatórios para uma cirurgia de pedra nos rins: os resultados demonstraram que Genaro já havia sofrido microinfartos silenciosos e o seu coração poderia entrar em colapso a qualquer momento, caso não fosse operado.
"Fui encaminhado direto para o INC. Lá soube que meu coração funcionava com apenas 30% da capacidade e disseram que minha cirurgia teria de ser feita com urgência", diz.
A parada. Por causa da gravidade do problema no coração, o comerciante precisou receber quatro pontes (duas safenas e duas mamárias) para ajudar o fluxo sanguíneo. O coração, entretanto, não suportou a circulação extracorpórea e parou de bater.
"O risco de o coração não voltar depois da cirurgia é pequeno, mas existe. Colocamos um dispositivo para manter a oxigenação e dar assistência para o coração e o pulmão. Era a única alternativa para pensarmos nos próximos passos", explica Siciliano.
Surpreendendo os médicos a cada minuto nessa fase crítica, Genaro manteve todas as funções preservadas, até mesmo as neurológicas. O comerciante entrou para a lista de transplante e, para suportar a espera, a equipe decidiu implantar o coração artificial - que ficou conectado ao órgão natural de Genaro.
O coração artificial é um equipamento descartável usado em pouquíssimos casos para dar uma assistência ao paciente. É ele que faz o serviço de bombear o sangue do coração para o corpo, substituindo as funções do órgão debilitado.
Parte dele é conectada ao ventrículo esquerdo do paciente e parte fica presa para fora do corpo (mais informações nesta página). O aparelho funciona ligado à energia elétrica, mas também possui uma carga de bateria que pode mantê-lo funcionando por algumas horas. Também é possível fazer bombeamento manual.
Ao acordar e saber que estava com um coração artificial para fora do corpo, Genaro se assustou. "Pedi para ninguém encostar porque era aquilo que estava me mantendo vivo. Foi horrível ver aquela borracha saindo do meu corpo e o sangue circulando. Achei que aquilo não ia suportar esperar o transplante."
E não foi fácil. O comerciante permaneceu internado e, aos poucos, seus órgãos começaram a ficar comprometidos. Ele chegou a precisar de respiração mecânica e a fazer hemodiálise. "O aparelho faz um barulho horrível, é ruim para dormir. E eu tinha de ficar isolado por causa do risco de infecção", diz.
Aos poucos, os médicos perceberam que o coração natural de Genaro estava recuperando as funções. Entusiasmados, começaram a diminuir a capacidade de suporte do aparelho, até que o órgão natural voltou a bombear sangue sozinho. "Chorei muito quando soube, foi um presente de Deus. Eu nasci de novo."
Raro. Segundo o cirurgião Siciliano, apenas dez pacientes usaram o aparelho em seis anos - três foram para o transplante, seis morreram enquanto esperavam a cirurgia e apenas Genaro conseguiu se livrar do equipamento espontaneamente.
"Hoje ele está livre do aparelho, da insuficiência cardíaca e da necessidade de transplante. É raríssimo. A literatura aponta que apenas em 1% dos casos o coração volta a bater. E é muito menos comum em pessoas que haviam tido um infarto, já que, neste caso, as células morrem", diz Siciliano.
Genaro recebeu alta no dia 10 de outubro e se recupera na casa da irmã. Faz acompanhamento mensal das funções cardíacas e teve de se adaptar a uma rotina com remédios, dieta e exercícios físicos. Seus dedos dos pés e das mãos, que ficaram necrosados por falta de circulação e quase tiveram de ser amputados, estão voltando ao normal aos poucos.
O comerciante está afastado do trabalho e ainda depende de perícia do INSS para saber se poderá retomar as atividades. "Eu quero e consigo voltar a trabalhar", finaliza.