quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nova capa da ‘The Economist’: Brasil estragou tudo!


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A revista britânica The Economist causou furor na esquerda quando colocou, em 2009, o Cristo Redentor decolando em sua capa, para sinalizar que o país agora iria decolar. Quatro anos depois, a capa que estará nas bancas hoje é oposta: o Cristo rodopiou e embicou rumo à Baía da Guanabara.
Ainda não li a matéria, claro. Mas a imagem vale por mil palavras. O Brasil perdeu mais uma grande oportunidade que o mundo lhe ofereceu. As condições macroeconômicas eram extremamente favoráveis na época. Bastava o governo não fazer besteira demais…
Mas fez. Essa premissa é que se mostrou ingênua. Era um governo desenvolvimentista, intervencionista, arrogante, que não gosta do livre mercado, que pensa ser possível e desejável controlar cada detalhe da economia. Deu no que deu.
Para colocar esse Cristo novamente na trajetória de alta, só trocando esse governo mesmo. Porque esperar que tenham aprendido a lição é esperar por um milagre!
Em tempo: resta saber se aquela revista, que depende bastante de verbas estatais e tem parceria com a The Economist no Brasil, dará destaque a essa grande matéria de capa dessa vez.

O verniz turvo do XIX Encontro do Foro de São Paulo





O XIX Encontro do Foro de São Paulo (FSP), ocorrido entre os dias 31 de julho e 4 de agosto, pretendeu “parecer” um evento normal e aberto, onde partidos e organizações de esquerda discutiam e debatiam os avanços do socialismo nos países do continente. O Secretário Executivo do Foro, Valter Pomar (PT), chegou mesmo a gravar um vídeo afirmando que “todos os encontros são abertos, democráticos e de ‘ampla divulgação’ na mídia”. Então, para garantir que suas palavras conferiam com a realidade, o site da organização modificou o layout, apresentou ao vivo alguns discursos, publicou fotos do evento e assim acreditou que “calaria a boca” dos inconvenientes que insistiam em denunciar o caráter secreto desta organização.
De tudo o que pude apurar até a presente data – as coisas são publicadas a conta-gotas e com muito critério -, as “palestras” e discursos apresentados no site foram aqueles mais desimportantes, uma vez que as decisões e deliberações mais graves não chegam sequer ao conhecimento da militância miúda, que não passa de meros soldados rasos que estão lá apenas para cumprir ordens sem discuti-las.
Ao contrário da afirmação de Pomar, não se viu nenhuma cobertura por parte da mídia convencional nacional (jornais, revistas, televisão), contrastando com os encontros do MERCOSUL, por exemplo, que desde sua fundação é um órgão legal e oficial, e cujos encontros são amplamente divulgados. É, pois, espantoso, que na maior e mais importante cidade do país ocorra um evento que abrigava presidentes de vários países, delegações de países estrangeiros – como a chinesa e a russa que trouxeram uma grande quantidade de representantes de seus partidos comunistas -, e a imprensa não tome conhecimento nem dê qualquer cobertura ao ato.
Lula esteve presente e fez o discurso da abertura oficial (assistam aqui:http://youtu.be/PWgZMObH7HU) que foi transmitido ao vivo. Ele fez algumas reflexões que merecem atenção. Ficou provado, pelo entusiasmo demonstrado e pela entrevista de Rui Falcão dias antes, que as manifestações que aconteceram em várias cidades do país tinham sim o apoio, o respaldo e o conhecimento – embora ele negue isso – do PT e de outros partidos de esquerda. Ele disse que foi uma surpresa, tanto para a direita quanto para a esquerda, mas traiu-se quando afirmou que as petições das ruas eram as mesmas feitas pelo PT e PCdoB há anos, acrescentando que “havia fascistas e neo-nazistas” infiltrados no meio dos legítimos representantes. Ora, todos sabemos que por “fascistas” eles querem dizer direitistas e/ou conservadores!
Digno de nota, também, foi sua afirmação no início do discurso de que participou de todos os encontros do Foro, inclusive da criação, estando ausente apenas no do ano passado, em Caracas, quando enviou uma mensagem gravada. Mesmo assim, levou 15 anos desmentindo e ameaçando aqueles que denunciavam a existência desta organização que abriga não apenas partidos legais, mas também grupos terroristas como as FARC, o ELN, e outros menos conhecidos.
Uma frase dita por Lula merece destaque, sobretudo como reflexão para os brasileiros que não querem ver o país sob um regime socialista e que prezam a liberdade e a democracia. Disse ele:
“Temos que ter a consciência de que, pelo fato da esquerda estar enfraquecida na maioria dos países do mundo, a América Latina pode, nesse momento, ser o farol da nova esquerda que nós precisamos criar no mundo”. Quer dizer, o domínio atual do socialismo-comunismo no continente ainda não é o suficiente: ele quer mais, quer ser o farol para Europa, Ásia, África e Estados Unidos daquilo que eles conseguiram, com o apoio e seguindo as palavras de Fidel Castro, restaurar no continente Ibero-Americano e caribenho.
No site apresentaram a lista de partidos e organizações participantes do Encontro por ordem alfabética mas, como era de se esperar, apenas aqueles que existem oficialmente. Anunciaram 90 deles, mas fazendo a contagem na publicação, as contas não fechavam. Evidentemente as FARC estiveram presentes, até porque o tema do tal “acordo de paz” realizado em Havana foi um dos temas deliberados do evento. Porém, não se viu seu nome na lista. Outro dado interessante foi a isenção da cobrança da inscrição, que era de US$ 100 por pessoa ou US$ 500 por partido/organização, afirmando que “os anfitriões”, ou seja, o PT e a Comissão Executiva do Foro, assumiram as despesas de todos, para que pudesse haver maior participação.
E então voltamos ao X da questão: de onde vem o dinheiro para bancar todas essas despesas, e mais as que Pomar fará em seu giro ao redor do mundo no ano de 2014? Já sabemos, e há provas, de que George Soros é um dos financiadores desta organização, mas ele não deve estar sozinho nessa empreitada. Antes Chávez arcava com uma parte das despesas usando os petro-dólares do povo venezuelano e as FARC, muito provavelmente, também entram com outra parte, até porque são membros fundadores com direito a voz, voto e sugestão de pauta. Vale salientar que a proposta do PT sobre a “democratização da mídia” difere pouquíssimo da apresentada pelas FARC e que, “coincidentemente”, foi divulgada no mesmo momento em que ocorria o Encontro em São Paulo.
Não podemos fechar os olhos também para diversas resoluções dos encontros, tais como: a aprovação da lei do aborto – que foi celebrada com júbilo na Oficina de Mulheres do Foro -, a interferência nas próximas eleições – com seus candidatos próprios -, o apoio a pleitos ligados à liberação das drogas e à agenda LGBT e a condenação ao “embargo norte-americano” a Cuba.
E para encerrar, confirmando o caráter secreto das deliberações do FSP, Pomar escreve em seu blog o Plano de Ação debatido e aprovado nesse encontro, com uma ressalva: “Não se inclui, portanto, as ações que devem ser executadas pelas organizações-membros. É assim que esse “farol” ilumina o submundo do crime.

Avibrás fecha contrato de R$ 900 milhões




Forças Terrestres
Astros II
Roberto Godoy
vinheta-clipping-forte1A Avibrás, de São José dos Campos, formalizou há poucos dias, em Jacarta, na Indonésia, um contrato avaliado em R$ 900 milhões para fornecer lançadores Astros II de foguetes de saturação ao exército do País. A encomenda, cobre 36 veículos blindados disparadores, unidades de apoio e suprimentos. As entregas serão feitas em etapas até 2016.
O protocolo inicial foi assinado dia último dia 8 de novembro de 2012 com grande festa -todavia, depois disso, o negócio passou por nove meses críticos, tempo gasto para a obtenção da carta de fiança para o processamento do crédito e de certidões específicas. Houve dificuldades nessa etapa porque a Avibrás ainda se está em recuperação judicial Embora tenha lastreado a demanda com o próprio contrato, além de itens patrimoniais, a avaliação do procedimento foi longa;
O presidente da empresa, Sami Hassuani, diz que “atualmente, existe apoio decisivo dosjni-nístérios da Defesa e da Fazenda. Ainda na obtenção das garantias de contrato, não obstante a legislação do setor precise ser atualizada para dar a rapidez da atualidade às transações”. Para Hassuani, também o custo, uma espécie de prêmio que se paga pelas cartas de abonamento, deve ser reduzido. “Esse valor, no Brasil, é ao menos quatro vezes mais caro que o praticado no mercado e demora de quatro a cinco meses para ser obtido, ante uma semana apenas no meio internacional”.
A Indonésia está levando para sua força terrestre, a versão Mk-6, a mais avançada do lançador de foguetes Astros-2. Vai equipar com ela dois batalhões especializados do Exército. O contrato é amplo: cobre as carretas lançadoras e os blindados que abrigam as centrais de comunicações, comando e controle, mais viaturas para o radar de coordenação, junto das unidades de meteorologia.
O sistema emprega os foguetes da família AV, com alcances entre 9 e 100 quilômetros. Os modelos maiores, os AV-SS-6o e AV-SS-80, podem receber ogivas múltiplas, levando até 70 pequenas granadas que são dispersadas sobre o alvo no momento do ataque.
A configuração escolhida pelos indonésios ainda não é a série 2020, definida como estratégica pelo Exército brasileiro, e que utilizará mísseis de cruzeiro para atingir objetivos a 300 quilômetros. O projeto considera um novo foguete guiado com possibilidade variada de configuração. O programa é prioritário no Ministério da Defesa, incluído no PAC-Equipamentos. pela presidente Dilma Rousseff. Foram liberados R$ 45,3 milhões para a fase inicial, o custo total é de R$ 1,09 bilhão.
O Astros da Indonésia sairá da fábrica com pesada carga eletrônica. Isso permitirá a futura incorporação da nova munição inteligente que cumpre atualmente as etapas de certificação – é o caso do míssil, por exemplo.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, sustenta que “a Indonésia tem grande importância no contexto mundial e é um parceiro do Brasil que anteriormente comprou aviões Super Tucano da Embraer. A aviação de Jacarta adquiriu os turboélices no arranjo de ataque leve, vigilância eletrônica e apoio à tropa terrestre.
Time. Para cumprir o contrato, a Avibrás instalou um time técnico na capital indonésia. E o segundo escritório da empresa na região. 0 primeiro é o de Kuala Lumpur, na Malásia, onde o Astros faz parte de um comando estratégico desde 2010. A encomenda do exército malaio bateu em R$ 500 milhões.
A concorrência na Indonésia foi muito pesada”, diz o presidente da empresa, Sami Hassuanl. A negociação começou em 2008 e exigiu “agilidade e prova de capacidade o tempo todo”. O contrato de US$ 405 milhões era disputado por fabricantes da Rússia e da Turquia. Hassuani acredita que o relacionamento com cliente será longo: “Nossa convivência é baseada em interesses comuns, e vai se estender por 30 anos. Esse tempo, no entendimento do mercado de equipamento militar, é dedicado ao aperfeiçoamento tecnológico, encomendas suplementares e sobretudo ao atendimento de novas parcerias. O impacto da encomenda indonésia será grande no polo industrial de São José dos Campos. Na Avibrás serão criados 300 empregos diretos – e outros na cadeia dos fornecedores, quase todos da região do Vale do Paraíba.
FONTE: O Estado de S. Paulo

A contrainteligência que falta ao Brasil



Forças Terrestres


Enquanto a NSA investe bilhões em tecnologia de espionagem, no Brasil não há nem sequer preocupação em proteger dados estratégicos

Marcelo Itagiba
marcelo-itagibavinheta-clipping-forte1Na chamada “realpolitik”, as leis do poder governam o mundo dos Estados, assim como a lei da gravidade governa o mundo da física.
Essa é a regra que sempre dominou as relações internacionais, apesar da criação, historicamente recente, de um órgão regulador, a Organização das Nações Unidas (ONU).
Os Estados usam a espionagem para angariar conhecimentos que embasem decisões vantajosas. Todos os países possuem agências de espionagem, conhecidas eufemisticamente como de inteligência.
Existem cinco formas principais para obtenção de dados. Humint (Human Intelligence), que busca informações por meio de espiões. Osint (Open Source Intelligence) são as fontes abertas (jornais, revistas, internet e trabalhos científicos). Imint (Image Intelligence), coletada por meio de imagens obtidas por fotos e filmes provenientes de aviões e satélites. Masint (Measurement and Signature Intelligence), obtida por meio de eventos sísmicos provocados pela explosão de um artefato nuclear. E Sigint (Signal Intelligence), que é a interceptação de sinais de comunicação.
As denúncias de Edward Snowden desnudaram a Agência de Segurança Nacional (NSA), o mais intrusivo órgão da espionagem americana, que trabalha com o Sigint, decifrando uma rede de comunicações transmitidas, em âmbito mundial, por satélites, ondas telefônicas e cabos marítimos e terrestres. Estima-se em 320 milhões o total de ligações interceptadas e processadas diariamente pela NSA.
Um software criado pela Narus, empresa que hoje pertence à Boeing, controlado remotamente pela NSA em Fort Meade, varre espectros de comunicação na busca de endereços, números de telefones, sistemas em rede, capturando palavras-chave e frases. Qualquer comunicação que levante suspeita é imediatamente separada, processada, copiada e gravada para análise.
Uma vez que alguém se torna alvo, todas as suas comunicações passam a ser avaliadas, bem como as de qualquer um de seus contatos. Por um processo chamado data-mining, as informações são organizadas em gráficos, o que permite um verdadeiro raio-x de suas atividades.
A agência está investindo mais de US$ 2 bilhões em um novo centro, na cidade Bluffdale, em Utah. Computadores que rodam em espantosas velocidades medidas por yottabites (um bilhão de quatrilhões) vão decifrar os dados interceptados, inclusive transações bancárias e de cartões de crédito.
Tais ações atentam contra o direito à privacidade e às liberdades civis, de expressão e da imprensa. É uma ameaça às democracias representativas cometida sob o paradoxal argumento de que visa garanti-las.
As ações de espionagem contra o Brasil são repulsivas, aéticas e imorais, mas fazem parte do arsenal das grandes potências, que pinçam o que querem dessa teia tecnológica global. O Brasil precisa urgentemente investir em tecnologias que o habilitem a desenvolver mecanismos de defesa para os nossos sistemas e criptografia que impeçam, dificultem ou retardem a rápida decodificação de dados estratégicos.
Não há verdadeira preocupação no setor público e estratégico brasileiro em proteger dados, atributo da chamada atividade de contrainteligência. A Agência Brasileira de Inteligência e a Polícia Federal devem se articular com órgãos militares e estratégicos para a criação de uma cultura de proteção de dados.
O Brasil possui protocolos de cooperação com agências de inteligência estrangeiras e, inclusive, programas em andamento com a espionagem americana. A pergunta que se faz à presidenta é se ela adotou alguma medida para paralisar ou cancelar essas atividades, ou se tudo não passa de mera retórica.

MARCELO ITAGIBA, 57, foi diretor de Inteligência da Polícia Federal (1995-1999), secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (2004-2006) e deputado federal (PSDB-RJ) de 2007 a 2011
FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

Indústria brasileira de defesa apresenta inovações durante a 2ª Mostra BID BRASIL


Forças Terrestres

Mostra BID-Brasil - 2

Evento vai expor radares, VANTs, veículos blindados, alimentos, sistemas de rastreabilidade, entre outros produtos


vinheta-destaque-forteEntre os dias 03 e 05 de outubro, a Base Aérea de Brasília receberá a segunda edição da Mostra BID BRASIL, focada nos setores de defesa e segurança. O evento é promovido pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e conta com apoio do Ministério da Defesa.
Para este ano, a expectativa é reunir cerca de 70 empresas que compõem a Base Industrial de Defesa, dentre elas, Embraer, Avibras, Condor, Emgepron, Taurus, Imbel, Iacit, OrbiSat, CBC, BCA, AEL e Flight Technologies. Na edição de 2012, o evento contou com a participação de 50 empresas.
O evento reunirá as principais soluções e equipamentos tecnológicos produzidos pela indústria de defesa nacional como radares, VANT (veículo aéreo não tripulado), veículos blindados, linhas de alimentos desenvolvidas para as Forças Armadas Brasileiras, mas que são adequados também para o uso civil, e sistemas de rastreabilidade,
Além de conhecer os projetos ligados à defesa nacional, os visitantes poderão verificar como tais tecnologias estão sendo aplicadas no dia a dia da sociedade. “Tecnologias duais são aquelas que podem ser utilizadas para fins militares e civis, um exemplo disso são os radares terrestres, que hoje em dia são usados para o controle das fronteiras e também serviram para auxiliar no controle da segurança durante a visita do Papa Francisco ao Brasil. Outro exemplo refere-se à integração do bilhete único no transporte público de São Paulo, que foi derivada da tecnologia adotada no projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia)”, explica o Almirante Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da ABIMDE.
Outro produto que também tem grande importância para as áreas civis e militar é o VANT, que pode ser utilizado para o patrulhamento de áreas remotas e também para monitoração ambiental.
“Esses e muitos outros exemplos mostram que a nossa indústria de defesa é capaz de fornecer muitas soluções, as mais avançadas, e atender tanto ao setor militar quanto ao civil. Os investimentos em novos projetos e novas pesquisas são essenciais para a manutenção desse potencial. A Mostra BID-Brasil tem esse objetivo, apresentar o que já é possível encontrar no país”, ressalta o vice-presidente da ABIMDE.
Para o chefe do Departamento de Produto de Defesa (Deprod), do Ministério da Defesa, general Aderico Mattioli, trata-se de uma oportunidade para a indústria de defesa nacional mostrar a qualidade de seus produtos a potenciais compradores. “O Ministério da Defesa vem se articulando para alavancar o setor e assegurar maior participação na balança comercial do país”.
Para Ricardo Santana, o diretor de negócios da Apex-Brasil, “a indústria de defesa é um setor estratégico e inovador, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e gerador de empregos de elevada qualificação técnica. O apoio da Apex-Brasil tem o objetivo de promover e posicionar no mercado internacional os produtos e serviços desenvolvidos com tecnologia de ponta brasileira”.
No dia 04, às 10h30, será realizado o Workshop “Soluções de Defesa e Segurança”, voltado para os adidos militares estrangeiros e com palestras de representantes dos Ministérios da Defesa e de Relações Exteriores, da Apex-Brasil e da ABIMDE.
A segunda edição da BID BRASIL também conta com o apoio da Associação para Promoção do Software Brasileiro (Softex), da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). As três entidades, a exemplo da ABIMDE, são parceiras da Apex-Brasil em projetos setoriais desenvolvidos para promoção de exportação de produtos e serviços brasileiros no exterior.
DEFESA E SEGURANÇA EM NÚMEROS
Atualmente, a ABIMDE possui 200 associadas.
Empregos: de acordo com a entidade, as companhias que atuam no mercado de defesa geram, juntas, cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando mais de US$ 3,7 bilhões/ano, sendo US$ 1,7 bilhão em exportação, e US$ 2 bilhões em importação.
Futuro: segundo pesquisa realizada pela associação, esses números podem mais que dobrar nos próximos 20 anos devido aos grandes projetos anunciados pelo governo. A expectativa é de que os investimentos girem na ordem de US$ 120 bilhões a longo prazo, sendo US$ 40 bilhões já anunciados para programas voltados para vigilância das fronteiras marítimas, aéreas e terrestres do país.
Até 2020, o Brasil tem a possibilidade concreta de praticamente dobrar o número de postos de trabalho altamente especializados. A estimativa é de que o setor gere cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil indiretos. Já para 2030, a expectativa é ainda melhor, passando para 60 mil novas vagas diretas e 240 mil indiretas.
O setor de segurança, que pode ser dividido em Segurança Privada (que envolve os serviços de vigilância patrimonial) e Segurança Eletrônica (equipamentos de CFTV, alarmes, entre outros), deve apresentar um bom crescimento até o final de 2013. A expectativa para o setor de segurança privada é de 30%, e para segurança eletrônica, de 11%. Os setores movimentam, respectivamente, R$ 20 bilhões e R$ 4 bilhões ao ano. Em 2012, o setor de segurança privada cresceu 14% e o de eletrônica, 9%.
  • Serviço: 2ª Mostra BID BRASIL
  • Data: 03 a 05 de outubro de 2013
  • Local: Hangar do Correio Aéreo Nacional – Base Aérea – Área Militar do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek – Brasília – DF
  • Horário: Quinta e sexta (03 e 04), das 9h às 16h30 – imprensa e convidados
  • Sábado (5), até 17h – Portões Abertos – atendimento ao público civil e ao efetivo das Forças Armadas
  • Entrada franca.
DIVULGAÇÃO: Rossi Comunicação
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Exército vai reforçar investimentos em tecnologias de defesa no Brasil

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vinheta-clipping-forte1Uma das razões para o investimento é a defesa estratégica dos recursos naturais do país. Cerca de 1,2 bilhão de reais serão aplicados na próxima década para criar polo de produção de pesquisa tecnológica.
O Exército brasileiro quer investir em pesquisa, especialmente no desenvolvimento de novas tecnologias de defesa. Até 2025, cerca de 1,2 bilhão de reais vão construir o Polo de Ciência e Tecnologia do Exército em Guaratiba (Pcteg), Rio de Janeiro. Uma das razões para o investimento é a defesa estratégica dos recursos naturais do país.
O general Sinclair Mayer, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, destaca que o espaço não vai servir apenas para a formação e pesquisa militar. Assim como ocorre na Escola Superior de Guerra, por exemplo, civis poderão estudar e pesquisar no complexo. “Temos hoje poucos peritos na área de defesa e temos o interesse de formar mais gente”, adianta Mayer.
Os benefícios da pesquisa militar se aplicariam a outros campos. “Não se pode fazer um carro de guerra sem antes testar combustíveis”, compara. Mas a preocupação com tecnologia não está restrita à produção de material bélico – também está relacionada à posição estratégica do país.
O modelo se assemelha ao usado pelo exército norte-americano, que além do desenvolvimento de armas, investe em áreas como logística, química e saúde.
Defesa de recursos
Para o pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, Expedito Bastos, o Brasil precisa de investimentos na área de defesa, já que concentra recursos estratégicos privilegiados como grandes reservas minerais, petróleo e água doce. “O mundo tem por hábito buscar essas coisas quando precisa”, argumenta o especialista. O general do exército reconhece a possibilidade, mas minimiza os riscos. “Existe preocupação com o futuro, mas a própria estratégia nacional de defesa prevê isso”, afirma.
Para Bastos, uma melhora na defesa brasileira ainda não seria o bastante para fazer frente ao poderio militar de grandes potências, mas ajudaria a “diminuir a ânsia de que tentassem fazer alguma coisa contra nós”. Outra preocupação é a situação fronteiriça, uma vez que alianças importantes de países vizinhos poderiam oferecer riscos ao Brasil.
Conhecimento centralizado
Os planos do Pcteg são de concentrar órgãos já existentes, como o Instituto Militar de Engenharia (IME) e outros braços técnicos, em um mesmo espaço, no estado do Rio de Janeiro, que já conta com cerca de 20% de toda a estrutura planejada.
O Exército tem parceiros no governo, mas planeja garantir o dinheiro por meio de parcerias público-privadas (PPPs). O primeiro investidor é o Ministério da Educação. O órgão não confirma o montante, mas diz que o investimento vai triplicar o número de vagas do IME.
A concepção do projeto é da década de 1980, quando a área militar de 25 quilômetros quadrados recebeu as primeiras instalações. Por lá já funcionam o Centro Tecnológico e o Centro de Avaliações do Exército. Além do IME, o espaço deve receber ainda o Instituto Militar de Tecnologia (IMT), o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), o Centro de Desenvolvimento Industrial (CDI), a Agência de Gestão da Inovação (AGI), o Instituto de Pesquisa Tecnológica Avançada (IPTA), uma Incubadora de Empresas de Defesa (IED), o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR), uma base administrativa e um batalhão de comando.
Conhecimento desperdiçado
Apesar de aprovar a iniciativa do Exército de investir em tecnologia, o estudioso de assuntos militares não acredita em uma mudança da situação. Ele cita que o Brasil passou por ciclos de investimento e sucateamento da força. Em cada uma dessas oportunidades, a descontinuação das pesquisas provocou a perda do conhecimento gerado e anos de trabalho foram perdidos, aponta Bastos. A culpa disso seria o planejamento em curto prazo – a visão para um governo ou dois – e não a montagem de uma estratégia mantida a longo dos anos.
Outra crítica de Bastos é quanto às parcerias internacionais, que trazem tecnologia externa, mas não fazem a transferência do conhecimento prevista nos contratos. Para ele, essa tentativa de troca é inválida se as duas partes não estiverem no mesmo patamar de desenvolvimento. Em casos assim, uma das partes vai ser meramente usuária do recurso. “É o que está acontecendo conosco”, avalia.
Para o especialista, a virada depende não apenas de investimentos militares, mas da solução de problemas básicos do país, com educação de qualidade desde a base. Além disso, ele vê com ceticismo a garantia de recursos para a conclusão do projeto, uma vez que o Ministério da Defesa costuma ser penalizado em cada ajuste do orçamento da União. Este ano, a pasta foi a que mais perdeu no ajuste de contas. Dos 18,7 bilhões de reais inicialmente previstos, foram mantidos 14,2 bilhões no orçamento deste ano, incluindo a folha de pagamentos, previdência e a própria manutenção das estruturas já existentes.

Gnu salta a uma altura de 2 metros para escapar de ataque de leoa




Cena ocorrida em reserva na África do Sul foi presenciada por funcionários.
Depois do salto, gnu conseguiu escapar das garras da leoa faminta.

Do G1, em São Paulo
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Gnu salta a uma altura de 2 metros tentando evitar o ataque de uma leoa faminta na reserva de Kariega, na África do Sul. A cena impressionante ocorreu em frente a encarregados de caça da reserva, que viram o gnu fugir após o pulo diante do perigo. (Foto: Jacques Matthysen/Caters News/The Grosby Group)Gnu salta a uma altura de 2 metros tentando evitar o ataque de uma leoa faminta na reserva de Kariega. (Foto: Jacques Matthysen/Caters News/The Grosby Group)
Uma reserva na África do Sul foi palco de uma fuga triunfal de um gnu. O animal pulou a uma altura de cerca de dois metros para fugir das garras de uma leoa faminta. Funcionários da reserva de Kariega presenciaram a cena, de acordo com a agência Caters News.

O rebanho de gnus estava se alimentando na savana quando percebeu a aproximação do grupo de leões. Pego desprevenido, o gnu da foto deu um ‘olé’ na leoa pulando alto no ar. Apesar da persistência da leoa, o gnu conseguiu sair ileso.

A tentativa de caça ocorreu em frente ao guarda florestal e fotógrafo Jacques Matthysen, enquanto ele patrulhava a área. “Não é comum que os búfalos consigam escapar das garras de um leão, mas esse foi um jeito único de fazê-lo”, disse Matthysen. “Foi uma escapada fantástica e muito eficiente para o búfalo sair correndo”.

Servidores do Senado devolverão excedente de supersalário, diz Renan



TCU decidiu por corte e devolução de salários do Senado acima do teto.
Sindicato dos servidores do Legislativo informou que vai recorrer da decisão

Felipe NériDo G1, em Brasília
357 comentários
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (26) que os servidores do Senado que recebem acima do teto para o serviço público deverão devolver o valor já recebido conforme a lei 8.112, que estabelece pagamento mensal com valor não inferior a 10% do salário.
Nesta quarta o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu dar 30 dias para que o Senado reduza os vencimentos dos servidores da Casa que ganham acima do teto de R$ 28 mil. A maioria dos ministros também decidiu que os 464 funcionários do Senado que recebiam os chamados "supersalários" em 2010, ano em que foi realizada a auditoria, terão de devolver aos cofres públicos os valores recebidos a mais desde 2008. Segundo estimativa do TCU, esse montante acumula cerca de R$ 300 milhões.
“De pronto, vamos seguir a decisão e vamos cobrar o que foi pago a mais ao servidor[...]. Os salários serão pagos como manda a Constituição, dentro do limite do teto constitucional. E a devolução também será implementada”, disse Renan, que se reuniu na manhã desta quinta com o presidente do TCU, Augusto Nardes.
"A devolução vai ser cobrada como manda a lei. A lei estabelece como deve ser feito no caso da devolução dos salários que foram recebidos a mais", completou Renan.
Em nota divulgada nesta quarta, a presidência do Senado disse que ia se adequar à norma do TCU, mas não havia mencionado a devolução do excedente. "O presidente Renan Calheiros informa que, em face da decisão adotada hoje [quarta] pelo Tribunal de Contas da União, o Senado Federal irá implantar imediatamente a redução da remuneração dos servidores da instituição ao limite constitucional", informava o texto.
Recurso
Por meio de nota, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) informou que vai recorrer da cobrança do excedente recebido “até a última instância para defender os direitos dos servidores do Senado Federal”.
“Os servidores do Senado Federal objetivamente não decidiram pela sistemática remuneratória que recebem. Se há algum erro, ele foi cometido exclusivamente pela Administração Pública, não tendo os servidores poder de gerência sobre a situação. Servidor público quando é aprovado em concurso público ou quando ocupa cargos ou funções comissionadas não negocia com a Administração a respectiva remuneração”, diz a nota.
Em agosto, o TCU já tinha dado 60 dias para a Câmara dos Deputados cortar os salários acima do teto. Após o encontro com Renan,  Nardes informou que a economia em cinco anos será de 3,3 bilhões com os cortes.
“Se nós somarmos, em cinco anos teremos uma economia de R$ 3,3 bilhões para o país com a diminuição dos supersalários. Portanto, nós teremos um ganho para a educação, para a saúde. São setores que a sociedade, as ruas, estão pedindo para que seja dado prioridade”, disse o presidente do TCU.

Dois meses após enterro no Grande Recife, Dominguinhos é sepultado de novo no agreste





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DANIEL CARVALHO
DO RECIFE
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Atualizado às 16h49.
Num evento que começou às 6h desta quinta (26/9), o corpo do cantor e compositor Dominguinhos foi transferido nesta quinta-feira (26) de Paulista, na região metropolitana do Recife, para Garanhuns, no agreste do Estado, onde foi construído um mausoléu.
Dois meses após ser enterrado, o corpo foi exumado nesta manhã e seguiu um percurso de cerca de 230 km até a cidade natal do sanfoneiro. O trabalho de abertura do túmulo foi acompanhado pela Vigilância Sanitária do Estado.
O caixão foi conduzido por uma limusine preta.
Segundo o "Jornal do Commercio", o corpo de Dominguinhos foi sepultado em Garanhuns no início da tarde, em cerimônia fechada para amigos, parentes e autoridades --às 14h30, o cemitério foi aberto ao público.

Traslado do corpo de Dominguinhos

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João Carlos Mazella/JCM/Fotoarena/Folhapress
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Funcionários conduzem caixão com corpo do sanfoneiro Dominguinhos no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife
Pela manhã, após deixar o cemitério em Paulista, o cortejo parou no restaurante de comida nordestina "Arriégua", de Luiz Ceará, um dos melhores amigos do artista, no bairro da Várzea, zona oeste do Recife. No local, que Dominguinhos frequentava, houve uma bênção para que o caixão seguisse.
A exemplo do velório e do enterro de Dominguinhos, em 25 de julho, a nova despedida também foi ao som de forró.
Morto aos 72 anos vítima de um câncer de pulmão contra o qual lutou por seis anos, Dominguinhos foi enterrado no cemitério Morada da Paz, depois de um longo embate entre o primeiro filho do sanfoneiro, Mauro Moraes, 53, e a cantora Liv Moraes, filha do artista com Guadalupe Mendonça.
Mauro queria enterrar o pai em Garanhuns. Numa entrevista antiga à Rádio Jornal, do Recife, Dominguinhos afirmou desejar ser enterrado na cidade.
"Se por acaso tu morrer, tu vai para Garanhuns, Santo Amaro [bairro do Recife onde se localiza um cemitério homônimo] ou fica por São Paulo?", perguntou o radialista Geraldo Freire.
"Ave Maria, eu sempre falo de Garanhuns", respondeu Dominguinhos.
No entanto, Mauro foi voto vencido pela outra família de seu pai. Ele entrou com um pedido de antecipação de tutela na 1ª Vara Cível de Paulista para tentar levar o corpo de Dominguinhos a Garanhuns.
Recentemente, os familiares entraram em acordo, e a Prefeitura de Garanhuns construiu um mausoléu para receber o corpo de Dominguinhos.
A administração municipal não informou o quanto gastou na obra feita em granito, com uma imagem do artista em aço e um trecho da letra de "De Volta para o Aconchego". O mausoléu levou cerca de um mês e meio para ficar pronto.
A prefeitura preparou uma série de apresentações para o novo enterro de Dominguinhos. A programação inclui shows da filha do cantor e de artistas como Valdonys, Camarão, Salatiel e Cezzinha.
Também está previsto um discurso do prefeito do município, Izaías Régis (PTB).
HOMENAGENS
À Folha, Régis afirmou, em agosto, que pretende construir um monumento e um espaço cultural dedicados a Dominguinhos em Garanhuns.
Segundo o prefeito, o espaço cultural seria construído em uma casa tombada do século 19, de propriedade do município de Garanhuns. A casa fica na rua Tobias Barreto, ao lado de um antigo fórum da cidade.
"Seria um espaço de lembrança, e não um museu, das ideias que ele produziu na vida artística. Museu é um termo muito forte", diz. O acervo viria de doações. "Amigos e familiares de Dominguinhos, como a filha Liv, já demonstraram interesse em fazer doações de objetos do músico, como chapéus e discos."
O prefeito também pretende mudar o nome da Esplanada Cultural Guadalajara, espaço destinado à realização de eventos culturais em Garanhuns, para Esplanada Cultural Mestre Dominguinhos.
Colaborou JULIANA GRAGNANI, de São Paulo